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Informática e tecnologia, por Rafael Rigues
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Telefone Inteligente

Rafael Rigues | August 30, 2006

A HP anunciou hoje os primeiros modelos de seus PDAs iPaq com telefone integrado no mercado nacional. A família HW6900 é composta por dois modelos, o HW6940 (sem câmera) e HW6945 (com câmera). Todos tem processador Intel XScale de 417 MHZ, 64 MB de RAM, 45 MB de Flash (expansível com cartões mini-SD, há modelos de 2GB no mercado), Bluetooth, Wi-Fi (802.11b/g) e GPS. A parte de telefonia é GSM Quad-Band, o que garante recepção de sinal em qualquer lugar do mundo onde haja uma rede GSM. Ambos tem um tecladinho integrado, com teclas bem espaçadas e fácil de usar com uma mão só (leia-se: digitando com o dedão). A câmera do HW6945 é de 1.3 Megapixels.

O sistema operacional é o Windows Mobile 5.0, que traz algumas novidades como uma versão de bolso do PowerPoint (para ver/reproduzir as apresentações criadas no PC), e Windows Media Player 10. A integração com o hardware é muito legal. É possível atender a um telefonema de qualquer aplicativo, e a câmera fotográfica marca as imagens com os dados do GPS. É um aparelho bem completo, pra quem quer continuar conectado e trabalhando sem precisar carregar um notebook pra cima e pra baixo.

Tirei algumas fotos do evento: pare o cursor do mouse sobre as fotos para ver a descrição, clique para ampliar:

iWork? Isso não é da Apple? HP iPaq HW6940 Mobile Messenger. Nome pomposo.

iTalk? Ufa! Pensei que era iChat! O resumo dos conceitos.

Os destaques do Windows Mobile 5.0 Demonstrando o produto

Fazendo uma ligação O aparelho em mãos

Veja também um video de três minutos com um trecho da demonstração dos recursos do aparelho. Me desculpem, mas acabou o espaço no cartão da câmera :)

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ht1IPTtkF5I]

Como o aparelho é voltado ao mercado corporativo, o preço parece meio salgado para nós, pobres mortais: a partir de R$ 2.499 (sem câmera, R$ 2.599 com). A venda vai ser feita principalmente através do canal corporativo da HP, mas os novos iPaq também vão aparecer no varejo, destravados e compatíveis com chips GSM da sua operadora favorita.

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Atenção clientes Apple

Rafael Rigues | August 24, 2006

Depois da Dell, agora é a vez da Apple fazer um recall de baterias. São 1.8 milhão de unidades, usadas nos modelos iBook G4 (12 polegadas) e PowerBook G4 (12 e 15 polegadas). O motivo é o mesmo: risco de superaquecimento e incêndio. Coincidentemente as baterias da Apple foram produzidas pela Sony, como as da Dell, e na mesma época. Hmmm… acho que a Sony tem um problema de controle de qualidade em algum canto…

O recall é mundial, e uma página no site da Apple mostra como identificar se sua bateria é afetada. Caso seja necessário fazer a troca, o usuário deve contatar uma revenda Apple autorizada para iniciar o processo.

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Problemas no embarque

Rafael Rigues | August 23, 2006

Como se não bastasse o risco de incêndio (veja post abaixo), proprietário de laptops Dell tem mais um motivo para se preocupar com suas baterias: restrições de embarque e uso em aeronaves.

Por precaução a Qantas, uma empresa aérea australiana, está orientando os passageiros a não usar seus laptops Dell durante a viagem. Caso necessário, o passageiro deverá remover a bateria da máquina e usá-la apenas ligada à tomada (se houver uma no avião/classe onde o passageiro está). Em alguns aeroportos, como Camberra, passageiros tiveram de parar e selar as baterias no portão de embarque. A decisão teria sido tomada em conjunto com a Dell.

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Atenção clientes da Dell

Rafael Rigues |

A Dell anunciou recentemente um recall de baterias de vários modelos de notebooks das linhas Latitude, Inspiron, Precision e XPS. Há risco de superaquecimento destas baterias, e possível incêndio. Direto do site da Dell:

Prezado cliente da Dell,

A Dell identificou um possível problema associado a certas baterias vendidas com computadores notebook Dell Latitude™, Inspiron™, XPS™ e Dell Precision Mobile Workstation™ . Em cooperação com a U.S. Consumer Product Safety Commission (Comissão americana para a segurança de produtos de consumo) e outras agências reguladoras, a Dell está voluntariamente fazendo recall de certas baterias da marca Dell com células produzidas pela Sony e oferecendo a substituição gratuita dessas baterias.Sob raras circunstâncias, é possível que essas baterias apresentem superaquecimento, o que poderia oferecer um risco de incêndio.

As baterias possivelmente afetadas foram vendidas com os seguintes modelos de computadores notebook da Dell, ou separadamente como baterias secundárias:

  • Latitude: D410, D500, D505, D510, D520, D600, D610, D620, D800, D810
  • Inspiron: 500M, 510M, 600M, 700M, 710M, 6000, 6400, 8500, 8600, 9100, 9200, 9300, 9400, E1505, E1705
  • Precision: M20, M60, M70, M90
  • XPS: XPS, XPS Gen2, XPS M170, XPS M1710

Além disso, essas baterias também podem ter sido fornecidas em resposta a chamadas de manutenção. As baterias foram enviadas a clientes entre 1º de abril de 2004 e 18 de julho de 2006. As palavras “DELL” e “Made in Japan” ou “Made in China” ou “Battery cell made in Japan Assembled in China” estão impressas na parte de trás das baterias. Se a sua bateria não tiver esta impressão ela não faz parte deste recall, e você pode sair do site.

O site da Dell tem uma tabela com os códigos dos produtos comumente afetados, bem como uma ferramenta que permite identificar se a sua bateria é suscetível ao problema. Caso positivo, você deve contatar o suporte do fabricante para iniciar o processo de troca. Estimativas indicam que mais de 4.1 milhões de baterias, fabricadas pela Sony, foram afetadas.

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O maior de todos os bugs

Rafael Rigues | August 20, 2006

Os desenvolvedores do Ubuntu identificaram o maior de todos os bugs no sistema operacional. Ele é facilmente reproduzível, tem alcance mundial, afeta vários outros sistemas e impede o crescimento do Linux e Software Livre no mercado. O problema é tão grande que a severidade é Crítica, o nível mais alto no sistema de controle de bugs do Ubuntu. Preparados?

Microsoft has a majority market share (a Microsoft tem a maior parte do mercado)

A descrição é ótima:

Microsoft has a majority market share in the new desktop PC marketplace. This is a bug, which Ubuntu is designed to fix.

Non-free software is holding back innovation in the IT industry, restricting access to IT to a small part of the world’s population and limiting the ability of software developers to reach their full potential, globally. This bug is widely evident in the PC industry.

Steps to repeat:

1. Visit a local PC store.

What happens:

2. Observe that a majority of PC’s for sale have non-free software pre-installed
3. Observe very few PC’s with Ubuntu and free software pre-installed

What should happen:

1. A majority of the PC’s for sale should include only free software like Ubuntu
2. Ubuntu should be marketed in a way such that its amazing features and benefits would be apparent and known by all.
3. The system shall become more and more user friendly as time passes.

Fontes internas me dizem que os desenvolvedores estão trabalhando incessantemente para corrigir este problema, reportado há dois anos, e fazendo progresso visível. A julgar pelo que vi em versões recentes, como a 6.06, se depender só da parte técnica não vai demorar muito :)

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Feito em casa

Rafael Rigues | August 18, 2006

Antes de comprar o Mac mini, minha máquina principal em casa era um PC, um AMD Duron 1.3 GHz com 256 MB de RAM e 40 GB de espaço em disco rodando Linux (geralmente a versão mais recente do Ubuntu). Não preciso dizer que, quando o mini chegou, o PC foi imediatamente relegado a segundo plano. Ele ficava lá, quietinho no canto da mesa, às vezes passando semanas sem ser ligado e só voltando à vida esporadicamente, quando eu realmente precisava fazer algo no Windows.

Quando comprei meu notebook, aposentei o “PCzão” de vez. Além de mais rápido, o notebook é mais bonito, ocupa menos espaço na mesa e faz muito menos barulho. E o PC foi pra debaixo da mesa, pegar poeira. Mas eu não me sentia bem de vê-lo assim. Não por alguma conexão emocional com o micro (foi meu primeiro PC depois de anos com um iMac verdinho), mas pelo fato de que, dentro dele, tinha um HD de 40 GB jogado às moscas. Desperdício.

Considerando que tanto o Mac mini quanto o Notebook tem HDs de 40 GB e que o do mini já estava quase lotado com músicas e fotos, usar esses 40 GB parados no PC me pareceu uma ótima idéia. A princípio pensei em fazer a coisa nerd: transformar o PC em um servidor para as duas outras máquinas. Assim poderia compartilhar o disco via NFS/SMB, e ainda por cima deixar rodando nele softwares como BitTorrent e afins.

Mas logo desisti da idéia. Em primeiro lugar, porque eu ia ter um certo trabalho para instalar e configurar o servidor, e ainda iria perder uma parte do espaço em disco com o sistema operacional (e eu ainda não conhecia o FreeNAS, vejam a próxima PCMag). Em segundo lugar, porque o PC ia ter que ficar ligado o tempo todo. E ele é quente, barulhento e ia aumentar minha conta de luz.

Então optei pelo plano B, um disco externo USB. Com pouco mais de R$ 100,00 encontrei um case USB 2.0 externo simpático. O visual em alumínio e plástico preto combina com o mini (alumínio) e o notebook (prata e preto). A instalação não poderia ser mais fácil: bastou deslizar a tampa do case, conectar os cabos ao HD que tirei do PC, prender quatro parafusos e recolocar a tampa. Liguei ele ao mini, à tomada e pronto: 40 GB a mais de espaço apareceram instantâneamente no meu desktop.

Para garantir a compatibilidade com o Mac e o Windows, formatei o disco como FAT32 (o Mac OS X não escreve em discos NTFS). Transferi para ele as fotos, músicas e mais algumas coisas, e ainda tenho 21 GB livres. E o melhor: ele é silencioso, quase não esquenta, ocupa pouco espaço na mesa e custou baratinho.

Que sirva de lição: nem sempre a solução mais sofisticada é a melhor :)

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Os maiores e melhores

Rafael Rigues | August 16, 2006

A PC World norte-americana publicou recentemente um artigo em seu site, listando os 25 melhores PCs de todos os tempos. Por “PC” não entenda “Processador Intel rodando Windows”, e sim Personal Computer. A lista inclui máquinas como o eMate, da Apple, e o Amiga 1000, além de coisas dos primórdios da computação pessoal. Gostei de ver o HP Omnibook 300 na lista: eu tinha o “irmão maior” dele, o Omnibook 600. Mesmo design e tamanho diminuto, mas com um HD maior (260 MB num cartão PCMCIA Tipo II), tela colorida e processador 486 (SX25, se não me engano). Não vou dizer qual foi o vencedor, mas concordo com a escolha: bit por bit, o título é mais do que merecido.

Já a Information Week publicou outro artigo listando os 12 melhores softwares já escritos. Inclui coisas como o Mac OS (oitavo lugar), o programa de controle das missões Apollo (décimo), o Excel (nona posição) e muito mais. E se alguém esperava que o título fosse para o Windows (ha! sério?), “surpresa”: O melhor software de todos os tempos, segundo o artigo, é… o BSD 4.3! Não pelo sucesso comercial, mas sim pelo enorme impacto que teve no mundo do software.

Ambos são leitura mais do que recomendada, especialmente para quem gosta de ter uma perspectiva do que já rolou no mundo da informática.

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E o gato foge da jaula

Rafael Rigues | August 14, 2006

No post sobre a WWDC, comentei sobre o DVD com um preview do Mac OS X 10.5 “Leopard”, entregue a todos os desenvolvedores presentes:

Developer Preview: CD com um Beta do sistema sendo distribuído hoje aos desenvolvedores presentes à WWDC. Quanto tempo até ele “vazar” e cair num dos muitos trackers de BitTorrent por aí?

Respondendo à mim mesmo: três dias, dezesseis horas, segundo esta thread no Insanely Mac.

AVISO: Desabilitei os comentários neste post. Nos últimos dois dias recebi mais de 60 comentários de spam, e curiosamente só aqui. Como o Akismet não está funcionando, tive de apelar para medidas drásticas. Sorry.

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Mouse Nokia

Rafael Rigues | August 12, 2006

Você sabe como funciona um mouse ótico? Basicamente, um sensor “fotografa” uma pequena área da superfície a intervalos regulares, e compara com a imagem anterior para determinar a direção e velocidade do movimento. Pois bem, cansado de carregar um mouse junto com o notebook e de posse desta informação, um inglês resolveu transformar seu celular Nokia em um mouse.

Um programinha em Java opera a câmera do celular e envia os dados para o PC via Bluetooth, onde um outro software interpreta o movimento. Os botões no teclado do telefone funcionam como botões do mouse (e você pode ter mais de três). O único inconveniente, por enquanto, é a necessidade de um driver e de um mousepad com um padrão de alto contraste facilmente reconhecível pela câmera. Algo como os antigos mousepads metálicos das primeiras estações Sun com mouse ótico (alguém mais lembra disso?).

Nunca subestime a capacidade de um nerd com uma idéia fixa na cabeça e muito tempo livre nas mãos :)

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Refrigeração tem limites

Rafael Rigues | August 11, 2006

OK, eu sei que os processadores atuais, como os Athlon 64 e Pentium 4/D, esquentam pra caramba, e que sem refrigeração adequada eles viram churrasquinho em questão de segundos. Sei da importância de um sistema confiável para controlar a temperatura do chip, e sei que tem gente que gosta de “passar um pouco” da conta para tentar overclocar o chip, ou mesmo apenas para poder dizer aos amigos: “cara, meu Pentium 4 roda a zero graus!”.

Mas tudo tem limite, e esse produto da Asus passou do bom-senso:

Sim, isso é o que parece: O Star Ice é uma espécie de “turbina” para refrigerar o processador. Como é um produto voltado ao público gamer, tenho quase certeza que o design foi ditado mais pelo “estilo” ou “atitude” do que pela necessidade. Como se não bastasse o design e tamanho bem discretos, ainda vem equipado com LEDs ultra-violeta e há várias opções de cor, para garantir que NINGUÉM deixe de notar. Cada uma que me aparece…

Agradeço ao LMVaz pelo link.

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