A máquina do tempo
Rafael Rigues | August 8, 2006Dos novos recursos do Mac OS X 10.5 (”Leopard”) apresentados pelo Jobs na keynote de hoje, sem dúvida o que mais me impressionou foi a Time Machine, uma mistura de software de backup automático com um sistema de controle de versões. O programa faz backup automático de seus dados em um disco rígido externo (pode ir economizando praqueles 120 GB) ou servidor e pode restaurar, a qualquer momento, qualquer versão de qualquer arquivo que já tenha sido criado, modificado ou apagado em sua máquina.
Funciona mais ou menos assim: imagine que você está trabalhando em um projeto (um texto, uma ilustração, whatever) e de repente descobre que o arquivo simplesmente desapareceu da pasta onde deveria estar. “Puxa, mas eu tinha certeza de que ele estava aqui ontem!”. Nada de pânico, basta voltar no tempo: abra a pasta que continha o arquivo fujão, abra a time machine e “viaje” pelo histórico da pasta, visualmente, até encontrar o que procura. Daí basta selecionar o arquivo, clicar em restore e pronto: restauração instantânea. E como isso é integrado ao sistema, funciona com arquivos no Finder, com endereços do Address Book, com imagens no iPhoto, provavelmente com mensagens do Mail e por aí vai. É difícil explicar todo o conceito, mas um vídeo no YouTube vale mais que um milhão de palavras.

É o Finder na quarta dimensão
Não sei quanto a vocês, mas eu descobri um excelente motivo para migrar para o Leopard: Time Machine.
Mac Pro: Substitui o G5. Dois dos novos processadores Xeon (Woodcrest, baseados na arquitetura Core 2) rodando a 3 GHZ com 4 MB de cache L2. De 1.6 a 2.1x mais rápido que o Quad-G5. Design externo continua o mesmo, internamente tem espaço para 4 HDs e precisa de menos refrigeração. Dois drives óticos. Slot PCI-Xpress com espaço extra para placas de vídeo “grandonas”. US$ 2.499 (Dual Xeon 2.66 GHz, 1 GB RAM, 250 GB HD, GeForce 7300 com 256 MB VRAM e SuperDrive 16x). Várias opções Built-to-Order: até 5 milhões de configurações possíveis, incluindo uma Quad-Xeon com 16 GB RAM.
Spaces: Uma espécie de Desktop Virtual (já popular em distribuições Linux). Você pode agrupar aplicativos relacionados em áreas de trabalho dedicadas e alternar entre elas rapidamente.
Dashboard: Novas ferramentas para desenvolvedores, como Dashcode, um aplicativo para criar e debugar widgets para o Dashboard (já disponível em alguns Macs Intel). Bibliotecas de componentes para evitar a reinvenção da roda, editor visual de CSS, debugger de JavaScript. Para os usuários há um recurso chamado WebClip, para transformar qualquer parte de uma página Web em um Widget. Por exemplo, fica fácil criar com apenas alguns cliques uma Widget que baixe e mostre automaticamente as novas tirinhas do
iChat: Vários novos recursos. Múltiplos logins, controle de visibilidade, gravação de vídeos, ícones animados, conversas separadas em abas. Parece que andaram aprendendo com o 


Atendendo a pedidos, eis os números do nosso teste com uma máquina equipada com um processador Core 2 Duo, gentilmente cedida pela Intel. Antes de mais nada, uma listinha dos principais componentes do hardware:






