BADCOFFEE

Informática e tecnologia, por Rafael Rigues
  • rss
  • Blog
  • Quem é o Rigues?
  • Contato

NVIDIA mostra suas novas armas

Rafael Rigues | November 30, 2006

Em um evento realizado hoje (30) em São Paulo, a NVIDIA comentou sua estratégia para o mercado nacional e apresentou dois novos produtos, a NVIDIA GeForce 8800, primeira GPU compatível com DirectX 10 a chegar ao mercado, e o nForce 680, um chipset multimídia para placas-mãe equipadas com processadores Intel ou AMD, voltado a sistemas de alto desempenho. Confira as novidades.

A NVIDIA e o Brasil

Os planos da NVIDIA para o Brasil são baseados no fortalecimento da marca e geração de demanda no mercado. Para isso, a empresa está estabelecendo parcerias com integradores e fabricantes para produção local de aceleradoras 3D e placas-mãe equipadas com seus chips, obtendo, assim, redução do custo e burocracia associados ao processo de importação e aproveitando os estímulos à produção nacional oferecidos pelo PBB, o processo produtivo básico.

A empresa também irá estabelecer equipes de vendas, marketing e suporte técnico local para auxiliar seus parceiros. Três distribuidoras e 500 revendedores registrados se encarregarão da disseminação dos produtos no mercado nacional, e contarão com os benefícios do programa NVIDIA PartnerForce, que oferece ao revendedor treinamento e material de marketing e apoio às vendas, entre outros itens. Além disso, o projeto Game Center Alliance, que já existe há dois anos e conta com 500 participantes, visa fortalecer a presença da empresa no mercado das LAN Houses.

Novos Chipsets

O primeiro anúncio foram os novos chipsets da série nForce 600, para placas-mãe equipadas com processadores AMD (NVIDIA nForce 680a) e Intel (NVIDIA nForce 680i). O nForce 680a é o mais rico em recursos: suporta processadores AMD Athlon 64 FX em Socket L1 e usa memória DDR2 a 800 MHZ. Ele também é capaz de controlar até quatro placas de vídeo simultaneamente, em um total de oito monitores, ou combiná-las em um sistema SLI.

Espaço em disco não é problema: são 12 (sim, doze) portas SATA II a 3 Gb/s, para um total de até 9 TB de espaço em disco usando 12 discos de 750 GB cada, que podem ser combinados em até quatro arrays RAID 0, 1, 0+1, 5 ou JBOD. Vinte portas USB 2.0 dão oportunidades de sobra para conectar quantos periféricos quiser, sem nunca mais ter de se preocupar com HUBs.

E falando em conectar, o chipset oferece quatro interfaces de rede Gigabit Ethernet, que podem ser combinadas com um recurso que a nVidia chama de “teaming”. Outra tecnologia, a First Packet, permite priorizar os pacotes de dados pertencentes a aplicativos determinados pelo usuário, o que ajuda a reduzir a latência em jogos ou serviços VoIP.

Já o 680i suporta processadores Intel Pentium 4, Pentium D (séries 800 e 900), Celeron D, Core 2 Duo, Core 2 Quad e Core 2 Extreme, com RAM DDR2 800 MHz. Em vez da tonelada de portas do 680a, o 680i é voltado a overclockers e usuários que exigem o máximo de desempenho que o dinheiro pode comprar.

Segundo a NVIDIA, o chipset representa a plataforma mais rápida disponível atualmente para os novos processadores da Intel, superando o desempenho do chipset Intel 975XBX em 90% dos benchmarks. Entre os destaques estão um novo controlador de memória DDR2, mais rápido, e a tecnologia DASP 4.0, que reduz a latência no acesso à RAM. O barramento do sistema roda a 1066 MHz, e a BIOS é otimizada para overclock, de forma que até usuários inexperientes no assunto possam “tunar” a máquina.

A NVIDIA diz que é possível levar um processador Intel Core 2 Duo E6300, de 1,06 MHz, a 3,5 GHz, basicamente transformando-o num equivalente em desempenho ao Core 2 Extreme (sem, entretanto, mencionar qual o sistema de refrigeração do processador necessário para isso). Dentro os outros recursos do chipset estão seis portas SATA II de 3 GB/s, 10 portas USB 2.0, três slots PCI-Express e duas interfaces Gigabit Ethernet, que podem ser combinadas via teaming.

Fugindo do seu modo de operação tradicional, a NVIDIA projetou e produziu sua própria placa-mãe com o nForce 680i, que está sendo comercializada através de parceiros. Segundo a empresa, EVGA, Gigabit, ECS, XFX, ASUS, MSI e muitos outros fabricantes já se comprometeram a produzir placas-mãe utilizando os novos chipsets.

GeForce 8800

A mais nova aceleradora 3D topo-de-linha da NVIDIA impressiona já nos números iniciais. Composta por 681 milhões de transistores, levou quatro anos em desenvolvimento - com uma equipe de 375 engenheiros – e é um dos processadores mais complexos já produzidos. É também a primeira aceleradora 3D compatível com DirectX 10 / Shader Model 4.0, a arquitetura de vídeo 3D padrão do Windows Vista. Entre seus destaques estão a capacidade de processar imagens HDR com precisão de 128 bits, anti-aliasing de 16x e, algo que faltava até o momento, fazer ambas ao mesmo tempo. A tecnologia Coverage Sampled Anti-aliasing permite fazer anti-aliasing com qualidade visual de 16x, mas custo de processamento equivalente a apenas 4x.

A nova arquitetura abandona o conceito de “pipelines” usado até o momento, em que há unidades dedicadas ao processamento de triângulos, pixels, vértices e afins, e usa vários “stream processors” genéricos, que podem assumir o papel mais adequado para cada momento. Isso significa que, em uma cena com geometria complexa, mais unidades podem ser configuradas para o cálculo dos vértices, eliminando o risco de gargalos no processamento.

Outra tecnologia é a Quantum Effects, que alivia o processador central do computador ao transferir parte dos cálculos da física do jogo para a GPU. A GeForce 8800 também é equipada com a tecnologia PureVideo HD, que acelera e melhora a reprodução de vídeo, incluindo material em alta definição, no computador.

Claro que toda esta tecnologia não sai barato. O preço sugerido para uma GeForce 8800 GTX, com 128 stream processors, núcleo rodando a 575 MHz, 768 MB de RAM GDDR3 dedicada, duas saídas para monitores DVI e saída para HDTV é de US$ 599. Uma versão mais “leve”, a 6800 GTS, tem 96 stream processors, clock de 500 MHZ, 640 MB de RAM GDDR3 e clock reduzido, com preço sugerido de US$ 449.

Comments
1 Comment »
Categories
Hardware
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

Reconstruindo o primeiro computador pessoal

Rafael Rigues | November 27, 2006

Atenção hobbystas! O site AltairKit.com está vendendo kits completos para a montagem de réplicas do Altair 8800, um dos primeiros “computadores pessoais” da história. Inclui todas as placas, componentes, chips e instruções para que você possa montar seu próprio Altair, completo com gabinete em alumínio e painel frontal idênticos aos originais, além do manual de construção, manual técnico, manual de operação e um novo guia de montagem a cores.

E quanto sai um pedacinho da história da informática como esse? Bom, na década de 70 o kit custava cerca de US$ 400,00. Em 20 anos, dá pra dizer que o preço inflacionou “um pouquinho”: os kits são vendidos no eBay, e o lance atual está em US$ 1.700,00. Eu diria que é salgado. Um colecionador diria “me dá dois”.

Comments
2 Comments »
Categories
Hardware
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

A cara do OLPC

Rafael Rigues | November 24, 2006

Surgiu no YouTube um vídeo de cinco minutos com um tour pela interface gráfica do OLPC (também conhecido como “laptop de US$ 100,00″). Ela é bastante simplificada em relação ao que encontramos no dia-a-dia em nossos desktops, mas ainda assim parece bastante eficiente e adequada ao tipo de usuário a que se destina: crianças em idade escolar que nunca tiveram contato com um computador.

O único comentário que tenho a fazer é que o processador de textos (uma variante do AbiWord) ainda exige que o usuário “salve” o documento, conceito que pode parecer meio abstrato para um iniciante. Seria mais fácil simplesmente perguntar por um nome/título para o texto ao fechar o programa, e salvar em um local padrão sem expor o conceito de sistema de arquivos ao usuário.

Havia uma distribuição Linux há alguns anos (não me lembro o nome) que era usada em um internet appliance que tinha um sistema desktop baseado em XUL com uma versão do AbiWord com exatamente este conceito: salvar o documento era algo automático, bastava informar um título. E para abrir, era só escolher o documento em uma galeria com thumbnail e título.

UPDATE! - Achei o nome da distribuição, era a OEOne Homebase (screenshot). Infelizmente, não existe mais. A empresa foi comprada por (ou se transformou em) uma fabricante de hardware de rede chamada Axentra.

Comments
No Comments »
Categories
Hardware, Notícias, Software
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

Consertando o Zune

Rafael Rigues | November 23, 2006

Ao projetar o Zune, a MS decidiu não habilitar o suporte a USB Mass Storage, ou seja, não é possível usar o aparelho como um HD externo (coisa que qualquer player chinês faz sem problemas). Não sei quanto a vocês, mas se vou carregar algo com um HD de 30 GB no bolso, é melhor que eu possa usar esse espaço pra algo além de música quando precisar. Parece que muita gente pensa da mesma forma, e não demorou muito até algum nerd determinado descobrir um hack para usar o Zune como um HD.

Infelizmente, o hack requer alterações no registro do Windows, o que significa que você vai ter que modificar cada máquina na qual quiser usar o player como um disco. Pelo menos o processo é bem fácil (são só sete passos). E convenhamos, é melhor do que nada.

UPDATE! - Outro hack permite usar o software do Zune no Windows Vista. Agora só falta arrumarem um jeito de adicionar o suporte a PlaysForSure :)

Comments
5 Comments »
Categories
Hardware, Software
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

Linux no Playstation 3 - com instruções!

Rafael Rigues | November 20, 2006

Foi rápido! Já surgiu na Internet um vídeo de um usuário que rodou o Fedora Core 5 no Playstation 3. Interessante notar que na própria tela de configuração do console existe um item Operating System, com as opções PS3 e Other OS. O vídeo mostra o boot do sistema e um tour rápido pela interface gráfica (Gnome, como no Fedora no PC).

UPDATE! - Além do vídeo, já surgiram instruções de como instalar o Linux no seu PS3. Basicamente, você precisa de um DVD de instalação do Fedora Core 5 e duas ferramentas lançadas gratuitamente pela Sony no site Open Platform for PLAYSTATION 3: o PS3 Linux Addon CD e o OtherOS Installer. No fim das contas, o sistema operacional roda como se estivesse em uma máquina PowerPC qualquer. Quanto tempo demora até começarem a surgir distros especializadas, que tirem o máximo proveito dos recursos da máquina?

E curiosidade… alguém aqui lembra do Mac-On-Linux, que permite rodar o Mac OS X a toda velocidade em uma “máquina virtual” dentro do Linux em computadores PowerPC? Pois é, será que ele roda no PS3? Hmmmm… preciso testar, alguém tem um PS3 cobaia disponível?

Comments
4 Comments »
Categories
Hardware, Software
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

CNN ridiculariza o Zune

Rafael Rigues | November 17, 2006

Apresentadores da CNN ridicularizaram recentemente o Zune, o novo “iPod Killer” da Microsoft, em um video-review no dia do lançamento. Durante o segmento (claro que está no YouTube), um dos âncoras diz:

“Ele tem suas falhas. É mais pesado que um iPod, e não toca nenhuma música comprada na iTunes Music Store. Ah, e também não toca nada comprado em uma das lojas parceiras da Microsoft, como o Napster. Você vai ter que começar sua coleção de novo”.*

Nisso, outra apresentadora comenta: “Porque alguém iria querer comprar uma coisa dessas?” e… tira um iPod Shuffle (o modelo novo) da bolsa, o mostra para as câmeras e comenta sobre como ele é muito mais leve e mais “cool” que o Zune.

Resultado: Apple 10 x 0 Microsoft. Esse é o tipo de marketing que não se pode comprar :)
Full Disclosure: recentemente entrei para o clube dos headphones brancos.

* O Zune não é compatível com NADA protegido pelo DRM “PlaysForSure”. Isso inclui músicas vendidas na… própria loja online da Microsoft, a MSN Music.

Comments
No Comments »
Categories
Hardware, Notícias
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

O Wii chegou!

Rafael Rigues | November 13, 2006

Segunda-feira, chego na redação depois de uma semana na Coréia do Sul e encontro uma “rodinha” em um canto da sala, todos em volta de uma caixa que chegou pelo correio. Vou ver o que é e… é um Wii! Direto da Nintendo, uma semana antes do lançamento mundial! Sorte que vim preparado com minha câmera digital: montei uma galeria de 36 imagens do processo de “desempacotamento” e instalação do console.

Wii!! Clique para ver as fotos

Ainda é cedo para comentar sobre os gráficos, já que o único jogo que chegou até o momento foi o Wii Sports, que foca mais em controle e diversão do que aparência (que é bem simples, os personagens parecem peças de Playmobil). Zelda: Twilight Princess e Excite Truck estão a caminho, vieram em uma caixa separada e devem “estourar” por aqui amanhã ou depois.

Mas o que importa, a diversão, é das boas. O Wiimote responde bem (embora o alcance seja meio curto, é bom estar diretamente em frente e relativamente próximo da TV para a Sensor Bar registrar melhor os movimentos). Wii Sports tem controles bem simples e funcionais: no tênis, por exemplo, a movimentação dos bonecos é automática, e você só precisa se preocupar em dar as raquetadas (usando o Wiimote, claro). Talvez ainda mais divertido do que jogar é ver o pessoal jogando, com movimentos exagerados e muitas risadas, todos parecem crianças em dia de Natal.

Assim que novos jogos chegarem eu posto novidades por aqui. Aproveitando o novo cartão de 1 GB da câmera que trouxe da Coréia (ninguém é de ferro), fiz vários videozinhos que o Orlando Ortiz está postando no YouTube. Até agora são quatro clipes:

WPvideo 1.10
Nintendo Wii - EGM Brasil / Nintendo World - PART 02/02
Download!
  • Guerra, empolgado com o Wii Tennis.
  • Fabão, descobrindo o quão sensível o Wiimote é.
  • Fábio Bracht, nocauteando oponentes no Wii Boxing.
  • Fabão, demonstrando os recursos do Photo Channel.

Mais em breve, fiquem ligados!

Comments
6 Comments »
Categories
Hardware, Notícias
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

Terceiro Dia - Gumi Complex

Rafael Rigues | November 12, 2006

Post atrasado, mas antes tarde do que nunca. Na quinta-feira tínhamos programada uma visita à fábrica da Samsung no complexo industrial de Gumi, a cerca de 350 Km de Seoul. O primeiro passo era chegar lá, e o meio mais rápido é o trem. Mas não um trem comum, um trem bala. Para ser mais preciso um KTX, a versão coreana do TGV francês. A viagem até a estação de Daegu, próxima a Seoul, demorou cerca de 2 horas, e a velocidade máxima atingida durante o trajeto foi de 300 Km/h nas retas. Em teoria, o trem chega até aos 350 Km/h. Chegando a Daegu, pausa para o almoço em um restaurante típico coreano. De barriga cheia, todos para o ônibus, mais meia hora de Daegu a Gumi.

Infelizmente, fotos são proibidas dentro da fábrica da Samsung. Na verdade fábricas, já que são duas, onde trabalham cerca de 12 mil funcionários. A fábrica 1 produz equipamento de telecomunicações, discos rígidos e sistemas para a indústria de defesa, e a 2, que visitamos, produz telefones celulares. 6 mil dos funcionários moram em dormitórios da Samsung, e tem acesso a benefícios como academia, cinema, convênios com universidades, planos de saúde, uma cafeteria gigantesca, etc.Uma curiosidade é que apenas funcionários solteiros podem residir nos dormitórios. Se pintar uma relação, o casal é remanejado de modo a não trabalhar no mesmo prédio/andar/linha de montagem. Se houver casamento, eles terão que achar um apartamento só para eles.

Voltando à fábrica, a montagem de um telefone celular é dividida em dois passos: a produção das placas de circuito (PCB), e a montagem do aparelho em si. A primeira é feita em uma linha altamente automatizada, com quase 90% do processo na mão de máquinas. Humanos (sempre mulheres) apenas supervisionam o funcionamento dos equipamentos. O processo começa com a inserção da placa de circuito, vazia, em uma máquina, que aplica a pasta de solda. Em seguida, a placa passa por várias outras máquinas, que inserem os componentes, de chips a resistores SMD minúsculos. Os componentes entram na máquina em “rolos”, e são literalmente “grampeados” nas placas em alta velocidade, algumas máquinas são capazes de colocar 14 chips por segundo. Depois, a placa vai para uma máquina que faz o “refluxo”, ou seja, derrete a pasta de solda, prendendo os componentes definitivamente no lugar.

Daí a placa segue para uma indústria terceirizada, que insire placa, teclado e tela LCD na parte da frente do gabinete. Esse “meio” telefone volta para a fábrica 2, onde mulheres em uma outra linha de montagem colocam botões, conectores e afins. Depois, os aparelhos recebem uma bateria e entram em uma série de testes, de LCD, chamada, Bluetooth, IMEI (identificador único de cada aparelho) e câmera. Os telefones aprovados são empacotados e vão para o estoque. Os rejeitados vão para um centro de diagnóstico e reparos, e voltam para a linha de montagem até estarem OK para comercialização.

Aqui a quinta termina. Pegamos o ônibus de volta para Gumi, uma viagem de três horas e meia por estradas muito boas e bem sinalizadas, apesar de bastante movimentadas, especialmente nas proximidades de Seoul. Foi o último dia de visita oficial à Coréia, sendo a sexta-feira reservada para um City Tour.

Comments
No Comments »
Categories
Eventos
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

Segundo dia - HomeVita, Design e Telefonia

Rafael Rigues | November 8, 2006

O segundo dia do tour oficial começou com uma visita ao showroom do sistema HomeVita, solução de automação doméstica da Samsung, que integra a a tradicional operação remota de eletrodomésticos a uma rede de distribuição de áudio e vídeo, sistema de segurança, controle ambiental e monitoramento da saúde dos moradores, tudo em um único pacote que pode ser operado via TV, Internet, celular ou através de “tablets” espalhados pela casa. Resumindo, é a casa do futuro.

Entre os recursos de destaque estão um sistema de segurança, que pode registrar todas as visitas à casa quando a família estiver ausente e avisar o proprietário pelo celular, um sistema de controle ambiental, que monitora constantemente a temperatura e níveis de CO2, oxigênio e umidade na casa, mantendo-os dentro dos limites para um ambiente confortável, um sistema de redistribuição de vídeo, capaz de enviar um filme em DVD do player da sala para a TV do quarto, por exemplo, uma infraestrutura de serviços, que permite que você faça compras ou solicite serviços em lojas das proximidades sem sair de casa, e um sistema médico, capaz de medir através de exames de sangue, urina e indicadores como peso e percentual de gordura no corpo a saúde dos moradores e comunicar estas informações automaticamente ao médico da família.

Segundo representantes da Samsung, 70% dos novos apartamentos (casas são raras por aqui) na Coréia do Sul usam algum sistema de automação doméstica, seja o HomeVita ou um produto de alguma das muitas outras empresas que atuam no setor. Para a Samsung, os principais mercados são os EUA, China e Emirados Árabes, com 25 mil apartamentos já equipados com esta tecnologia e 35 mil ainda em construção. O preço é salgado, cerca de 20 mil dólares, incluindo os eletrodomésticos “inteligentes” que, claro, devem ser todos da Samsung.

Após um almoço chinês tradicional seguimos para o Design Center da Samsung no centro de Seoul. Em 1996 o presidente da empresa determinou que o design seria fator crucial no mercado nos próximos anos, e uma das principais áreas de investimento. Dez anos e mais de 100 prêmios de desing depois, a Samsung emprega 600 designers em sete centros especializados espalhados pelo mundo, que se empenham em projetar não só o visual dos novos produtos como também as interfaces com o usuário, sejam de hardware ou software, e a chamada “experiência”, ou seja, como o usuário se sente em relação ao produto e como este afeta seu dia-a-dia. Eles trabalham duro: algumas linhas de produtos, como celulares e MP3 player, tem no design seu ponto forte, e precisam ser renovadas a cada seis meses, em média.

Terminamos o dia conversando com a equipe responsável pela divisão de telefonia celular para a América Latina. A Samsug já é a terceira colocada neste mercado, atrás de Nokia e Motorola. Infelizmente, a maioria das perguntas dos jornalistas sobre mercado, tendências e estratégias foi respondida com um “isto é confidencial”. Conhecemos a nova linha de celulares “Ultra”, aparelhos finíssimos em três modelos: Candybar (com 6,9 milímetros de espessura), Flip (com 9,9 milímetros) e Slider (com 12,9 milímetros). Todos equipados com câmeras fotográficas (1.3 megapixels no Candybar, 2 megapixels nos outros), MP3 players, Bluetooth e muitos outros recursos. Há versões CDMA (exclusivas para o mercado coreano, que também tem DMB) e GSM, para o mercado global. Para finalizar, fizemos uma visita ao AnyCall Studio, showroom de telefonia móvel da Samsung, onde pudemos ver os Ultra em ação, além de outros produtos como celulares com câmeras fotográficas de 10 megapixels (apelidado de “a câmera com telefone” por nós, devido ao tamanho), aparelhos para games (como jogos em 3D com qualidade gráfica similar à do Playstation original), aparelhos para multimídia com mixers e efeitos para brincar com suas MP3 e outros.

Comments
No Comments »
Categories
Eventos
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

Primeiro dia - Suwon Complex

Rafael Rigues |

A agenda deste segundo dia na Coréia (e primeiro do tour oficial) girou ao redor da visita ao centro de pesquisa e desenvolvimento da Samsung em Suwon, cidade a cerca de uma hora e meia de distância (de carro) de Seoul. Começamos com uma visita ao museu da empresa, com um acervo que remonta aos primeiros rádios transistorizados produzidos em 1969 e inclui todos os destaques desde então, como a primeira TV preto e branco da Samsung, a primeira TV a cores, o primeiro forno de microondas, o primeiro computador (um micro CP-M de 8 Bits), wafers com os principais destaques no campo de semicondutores, como os recém lançados chips de DRAM de 16 Gb, e muito mais. Infelizmente, a Samsung proíbe as fotos no interior da maioria dos seus prédios, portanto não tenho muito o que mostrar.

Após o tour, seguimos para o prédio que abriga o setor de pesquisa e desenvolvimento da divisão Digital Media Business, que engloba de TVs e Monitores a impressoras, players Blu-ray e MP3 Players. A construção mostra o quanto a Samsung investe em pesquisa e desenvolvimento: inaugurado a menos de um ano, ele está localizado no mesmo complexo onde a empresa nasceu e abriga nada menos que 9 mil engenheiros. Na visita ao showroom inicial, fica evidente que as TVs são a menina dos olhos da empresa: afinal de contas, a Samsung é a número 1 em Market Share Global em TVs a cores, e produz modelos baseados nas três principais tecnologias do mercado: Plasma, DLP (retroprojeção) e LCD. Os tamanhos vão desde 19 polegadas nos modelos LCD a 80 polegadas nos modelos de plasma, embora a Samsung já tenha mostrado uma prova de conceito com uma tela de plasma de 102 polegadas.

Falando em TV, uma categoria de produto que parece ser muito popular por aqui mas que não existe no resto do mundo são os DMB Players. DMB significa Digital Media Broadcast, e grosso modo é transmissão de TV digital para dispositivos móveis. Todos os canais de TV aberta de Seoul também transmitem em DMB, e há MP3 Players, celulares e notebooks equipados com sintonizadores e uma pequena antena (parecida com as antenas dos radinhos de pilha) para captar estas transmissões. Os DMB Players tem geralmente telas entre 6 e 9 polegadas, e se parecem com as TVs portáteis que temos no Brasil. Além de TV, também podem agrupar funções como MP3 Player ou Media Player.

Durante a tarde, fiz uma visita à divisão de Home Appliances da Samsung. Eles não são muito comuns no Brasil, mas por aqui a empresa também produz geladeiras, lavadoras de roupa, aspiradores de pó e outros eletrodomésticos, sob as marcas Hauzen e Zipel. Entre os destaques há geladeiras com quatro sistemas de refrigeração independentes para conservar melhor alimentos que precisam de mais ou menos frio (como verduras), as lavadoras de roupa equipadas com o sistema SilverNano, que através da liberação de íons de prata na água prometem eliminar bactérias e odores desagradáveis da roupa, e um aspirador de pó robotizado, capaz de usar sensores para mapear e limpar a sala, e até se recarregar, sozinho, sem supervisão humana. Um dos maiores empecilhos para a chegada destes produtos ao Brasil são as altas taxas de importação, que impedem que eles atinjam um preço competitivo. A solução seria a abertura de uma fábrica no país, como já acontece com monitores, discos rígidos e impressoras, mas isso ainda não deve acontecer por um tempo.

Comments
No Comments »
Categories
Eventos
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

« Previous Entries


Add to Technorati Favorites 

Eu recomendo


Anúncios

Posts recentes

  • Linux no Positivo Mobile Mobo
  • Mobo na mão!
  • Positivo Mobo: “companheiro de aventuras”
  • “Cabe QUANTO aí dentro?!?”
  • Panic! at the Kernel

Categorias

Arquivos

November 2006
M T W T F S S
« Oct   Dec »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  

Blogroll

  • Apple ][ History
  • Ars Technica
  • Atari Explorer
  • BR-Linux
  • Chá Quente
  • Engadget
  • Folklore.org: Macintosh Stories
  • Gizmodo
  • Henrique Martin
  • Mário Nagano
  • MSX Files
  • OSNews
  • SegaBase
  • Slashdot
  • Wikipedia
rss Comments rss valid xhtml 1.1 design by jide powered by Wordpress get firefox