Archive for January 2nd, 2007

Livre-se do U3 de uma vez por todas

Pendrives equipados com a tecnologia “U3” pareciam ser a grande promessa para 2006. Basicamente, são pendrives comuns equipados com software (o U3 Launchpad) que permite proteger arquivos com senha, executar programas diretamente do drive e afins. Infelizmente, o programinha é, com o perdão da expressão, um pé no saco.

O pendrive aparece para o sistema como dois “discos”, um disco USB (F:) e um “CD de áudio” com apenas uma trilha (G:).  A primeira encheção de saco é o iTunes, Windows Media Player ou software que o valha sempre querer abrir para “tocar” esse CD de áudio. OK, dá pra desabilitar o autorun, mas aí você perde esse recurso para os CDs legítimos de sua coleção.

A segunda encheção é o U3 Launchpad, que tenta rodar automaticamente sempre que o drive é plugado ao micro. No Vista isso gera um aviso do Windows Defender. No meu notebook com XP, quem reclama é o Kaspersky. Ambos acham que o Launchpad é um spyware ou malware do tipo “hidden install” e bloqueiam a execução.

Só isso já era o suficiente para me fazer ter vontade de me livrar do U3 e transformar meu pendrive “inteligente” de volta em um pendrive “conveniente”. Mas como? Com um utilitário que a própria U3 oferece, mas por razões óbvias não divulga. Faça backup de todos os dados importantes no pendrive (ele será formatado), rode o programinha e… pronto! Problema resolvido!

E se, por acaso, depois disso você tiver uma vontade incontrolável de rodar programas a partir do pendrive, experimente as PortableApps. Software Open Source, de qualidade, preparado pra rodar em um pendrive sem encheção de saco. Tem até um conjunto com suíte Office completa que cabe em um drive de 512 MB!

Advogados da RIAA atacam AllOfMP3.com com tudo

Tem gente sem senso do ridículo… louca para ver o site russo AllOfMP3.com fora da Internet, a RIAA decidiu processar os proprietários. Quer o valor máximo de 150 mil dólares por música “ilegalmente distribuída” pelo site entre Junho e Outubro de 2006. Como são 11 milhões de músicas, o valor total que a RIAA quer é de absurdos US$ 1.65 trilhão. Isso é mais que todo o PIB da Rússia no último ano. Será que eles realmente esperam que alguém vá levar a sério um processo desses?

Para situar, o AllOfMP3.com é um site que vende músicas pela Internet, como a iTunes Store da Apple. Mas com duas diferenças importantes: não se importa com onde diabos no mundo você está (basta ter um cartão de crédito internacional, excelente para o povo no Brasil) e entrega as músicas em formato MP3 sem DRM, ou seja, sem proteção anti-cópia nenhuma. O que significa que você pode colocá-las no player que quiser (mesmo os chineses baratinhos), copiá-las para quantos computadores quiser, jogar em redes P2P, não importa. Você pagou pelas músicas, elas são suas, faça como bem entender.

A RIAA, claro, não gosta nada da idéia. A acusação principal é de que o AllOfMP3 vende músicas sem pagar pelos direitos autorais, ou seja, faz pirataria da brava. Já a turma do AllOfMP3 alega que tem, sim uma licença da ROM (a RIAA russa) para vender músicas, paga uma taxa de 15% sobre as vendas e que a legislação russa, não muito clara quanto ao mundo online, abre brecha para que ela possa distribuir os arquivos a todo o mundo. E o pior, para a RIAA, é que os caras estão certos.

Como até pouco tempo atrás era incapaz de atacar o AllOfMP3 diretamente (já que a Rússia não faz parte da Organização Mundial do Comércio), a RIAA já tentou de tudo para afundar o galeão, inclusive pressionar as operadoras que processavam as transações de cartão de crédito entre os usuários e o site. Mas os russos são resistentes, e sempre arranjam um jeito de voltar à tona. A briga vai ser feia e promete se arrastar por muito tempo. Mas se os russos vencerem, podem mudar todo o panorama da venda online de músicas. Fiquem de olho.