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Informática e tecnologia, por Rafael Rigues
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Google Developer Day 2007

Rafael Rigues | May 31, 2007

O Google realizou hoje em 10 cidades em todo o mundo, incluindo São Paulo, o Google Developer Day, evento para aos desenvolvedores web visando mostrar como integrar os serviços do Google, alcançar novos usuários e construir uma “nova geração” de aplicativos Web usando as várias ferramentas e APIs fornecidas pela empresa.

São Paulo foi a única cidade da América Latina a receber o evento, com público local estimado em cerca de 400 pessoas que se reuniram no prédio da Câmara Americana do Comércio (AMCHAM) para um dia cheio de palestras sobre AJAX, AdWords, Google Maps, Google Earth, Google Web Toolkit, Gadgets e muito mais.

Uma das novidades do dia foi o anúncio do Google Mashup Editor, uma ferramenta para facilitar a criação de “mashups”, ou seja, uma “mistureba” de dados e recursos dos vários serviços oferecidos pelo Google em um novo serviço. Totalmente online, a ferramenta (ainda em beta, surpresa!) oferece realce da sintaxe de seu código, auto-completar de tags, acesso rápido à documentação das APIs usadas em seu projeto, validação de código e notificação de erros, um utilitário para upload e gerenciamento de arquivos e um ambiente para testes.

Outro produto anunciado foram os Google Mapplets: mini-aplicativos (como os já populares Google Gadgets) integrados ao Google Maps. Assim como nos Gadgets, os mapplets são “mini-páginas web” que podem conter código HTML, JavaScript, Flash e interagir com um mapa, sobrepondo dados ou reagindo a ações do usuário. As possibilidades de uso são muitas, desde a criação de uma simples ferramenta de medição da distância entre dois pontos a sistemas de busca por imóveis disponíveis para locação. No momento, os Mapplets só estão disponíveis em um preview para desenvolvedores de uma nova versão do Google Maps, em maps.google.com/preview.

A palestra sobre o Google Maps foi bastante concorrida Não há como fugir das câmeras.

Mais informações sobre estas e outras ferramentas estão disponíveis no site para desenvolvedores do Google, em code.google.com. E como não poderia deixar de ser em uma empresa calcada na Internet, o Google Developer Day foi amplamente documentado na web. Fotos, vídeos e transcrições das palestras em todas as cidades podem ser encontradas no blog oficial do evento.

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Palm Foleo: revolução ou tiro n’agua?

Rafael Rigues |

Palm FoleoJeff Hawkins, fundador da Palm, da Handspring e atualmente um dos diretores da Numenta, anunciou ontem durante a quinta edição da conferência de tecnologia D: All Things Digital um produto potencialmente revolucionário. Trata-se do Palm Foleo, um “companheiro para seu smartphone”, como descrito pelo próprio Jeff.

O Foleo (fotos no Engadget) é, na prática, um subnotebook equipado com uma tela LCD colorida de 10,2 polegadas (com resolução de 1024×600 pixels) e um teclado “full size”. Munido de interfaces Bluetooth, Wi-Fi, infravermelha e slots para cartões SD e CompactFlash, ele roda um sistema operacional baseado em Linux e foi projetado para “complementar” os recursos já encontrados em seu smartphone (de preferência um Treo, com PalmOS ou Windows Mobile).

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Olhando além da superfície do Microsoft Surface

Rafael Rigues | May 30, 2007

Logo do Microsoft SurfaceA Microsoft mostrou hoje um produto que deixou boa parte do mundo da informática de queixo caído. Chamado Surface, ele pode ser descrito como uma “mesa inteligente”, com o tampo fazendo as vezes de monitor de 30 polegadas sensível ao toque. A diferença é que ele é capaz de reconhecer múltiplos toques simultâneos, como o iPhone, e interagir com objetos reais colocados sobre o tampo, graças a um sistema de tags e câmeras digitais. Mas não se animem, o Surface é caro (entre 5 e 10 mil dólares) e não vai ser vendido ao consumidor final, sendo destinado a uso em lojas, hotéis e cassinos.

O vídeo de demonstração (em Flash, 18 minutos) é de derrubar o queixo. Sem desmerecer o produto (realmente interessante), o que muita gente não sabe é que a tecnologia não é algo exclusivo desenvolvido a sete chaves nos laboratórios da Microsoft. Na verdade a idéia vem sendo explorada há muitos anos, com vários protótipos para fins variados construídos por vários grupos, alguns usando tecnologia e componentes Open Source.

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Microsoft apresenta “Surface Computing”

Rafael Rigues |

A Microsoft apresentou hoje durante a quinta edição da conferência D: All Things Digital em San Diego, na Califórnia, um produto que pode representar o futuro da interação entre o homem e a máquina. Chamado Surface, ele pode ser descrito como uma “mesa interativa”, o que certamente não faz juz à tecnologia utilizada.

A princípio, Surface parece uma mesa comum. Mas sua superfície sensível ao toque atua ao mesmo tempo como monitor de 30 polegadas e dispositivo de entrada. Assim como o a tela do iPhone, da Apple, ela é capaz de registrar múltiplos toques simultâneos, possibilitando o uso de nada mais do que simples gestos para manipular imagens e itens na “tela”. Além disso, é capaz de detectar objetos reais colocados sobre ela e exibir informações relevantes. Por exemplo, se uma garrafa de vinho contém uma etiqueta (tag) RFID, a mesa é capaz de ler esta tag e mostrar informações como origem, safra e características do vinho. Coloque dois celulares lado a lado, e ela mostra a ficha técnica de cada aparelho. Um vídeo de 18 minutos no blog On10 mostra, com mais detalhes, o funcionamento do Surface.

Outro exemplo de interação é com aparelhos eletrônicos. Basta colocá-los sobre a mesa para que ela coordene, de forma visual e muito simples, a transferência de dados entre eles. Em uma das demonstrações, uma câmera e um celular são colocados sobre a mesa. Em alguns instantes uma pilha de fotos (armazenadas na câmera) aparece abaixo dela. Para transferir as fotos, basta arrastá-las de um aparelho para o outro. Há várias outras possibilidades de uso para esta tecnologia. Como mesa de luz virtual para escolher as melhores fotos antes de mandá-las para impressão, como espaço criativo para “pintura com os dedos” sem sujar as mãos, como menu para fazer pedidos em um bar, como quiosque de informação para consulta de mapas e muito mais.

A idéia inicial surgiu em 2001, durante uma sessão de “brainstorming” entre dois funcionários da Microsoft, e o primeiro protótipo ficou pronto em 2003. Tudo é feito usando uma combinação de múltiplas tecnologias: um computador, leitor de RFID, projetor, câmeras para rastrear objetos, superfícies sensíveis ao toque, e uma boa quantidade de software (rodando sobre o Windows Vista) para juntar tudo isso. Com um custo estimado entre US$ 5.000 e US$ 10.000, a Microsoft não pensa em vender o Surface para o consumidor final. Entretanto, a empresa espera colocar as primeiras unidades em funcionamento em hotéis da rede Starwood e lojas da operadora de telefonia norte-americana T-Mobile, entre outros locais, até o fim deste ano.

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Vista pirata dispensa ativação

Rafael Rigues | May 28, 2007

Recentemente chegou aos “bons” trackers de BitTorrent da Internet uma versão pirata do Windows Vista. Isso em si não é novidade, elas existem desde antes do lançamento da versão final do sistema operacional. O diferencial nesta é que ela instala sem número de série, e roda como se estivesse permanentemente ativada.

Esta versão pirata foi lançada por um grupo chamado NoPE, e chegou à atenção do site de notícias The Inquirer no dia 17 de maio. Para investigar a história, resolvi correr atrás e baixar uma cópia para ver como o sistema se comporta. E funciona exatamente como anunciado. Em nenhum momento o número de série é pedido durante a instalação, e após, com o sistema já rodando, o comando slmgr -xpr (em uma janela do DOS) confirma que a cópia do sistema está “Permanently Activated”.

Baixei atualizações do Windows Update, e fiz o download de alguns softwares do site da Microsoft que exigem um “Windows Genuíno”. A máquina passou por todas as verificações sem levantar nenhuma suspeita. A “Central de Informações” no painel de controle identifica a máquina como sendo da Dell (na verdade é um PC Montado), o que indica que o “hack” é baseado em um dos sistemas de emulação de BIOS OEM que já circulavam por aí.

Explicando rapidamente: para facilitar a vida de fabricantes e integradores, a Microsoft implementou um esquema de ativação que usa informações armazenadas na BIOS da máquina. Durante a instalação, o sistema lê esses dados da BIOS e, se estiverem corretos, se ativa automaticamente. Isso facilita a vida do fabricante, que não tem de bolar uma forma de inserir um número de série diferente em cada máquina, e do usuário, que não tem que passar pelo trabalho de ativar o PC novinho que acabou de comprar.

Os emuladores de BIOS são programas imitam o comportamento dessas BIOS OEM, fazendo o Vista pensar que está rodando em hardware previamente licenciado. A diferença é que, em vez de instalar o software manualmente, como antes, agora é possível simplesmente instalar o sistema com tudo já pré-empacotado, sem complicação. A máquina sai “pronta para usar”.

Em seu blog, o Gerente Senior de Produtos da Microsoft, Alex Kochis, avisa que a empresa tem como detectar e desativar esse hack, mas obviamente não diz como e quando vai fazer isso, e nem se tem como fazê-lo sem afetar usuários com máquinas OEM legítimas. Até agora, a versão modificada continua funcionando perfeitamente. Piratas 1 x Microsoft 0…

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Windows Longhorn volta do mundo dos mortos

Rafael Rigues |

Logo do LonghornPouca gente sabe, mas o Windows Vista que está nas lojas não é o que a Microsoft tinha em mente. O projeto original, codinome Longhorn, era muito mais ambicioso. Entretanto, em Agosto de 2004 a Microsoft decidiu que ele tinha se tornado complexo demais e anunciou que iria “redimensionar” o escopo de seu próximo sistema operacional. Na prática, a empresa abandonou o Longhorn, baseado no código-fonte do Windows XP, e começou o desenvolvimento do Windows Vista tendo como base o código do Windows Server 2003 ((mais sobre isso aqui e aqui). Alguns recursos, como a interface Aero, foram portados para a nova base de código. Outros, como o novo sistema de arquivos WinFS, foram cortados.

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O fim do SIMLock?

Rafael Rigues |

A Oi está com uma campanha na TV alardeando que, a partir de agora, vende celulares desbloqueados. Não sei se isso se aplica a todos os aparelhos ou se há várias condições anexas, já que a URL mostrada na propaganda redireciona para a loja online deles, que não traz nenhuma informação útil. Ainda assim, é uma iniciativa interessante.

O bloqueio, tecnicamente chamado de SIMLock, impede que você use um SIM Card (”chip”) de uma operadora em um aparelho de outra. É o que possibilita as promoções de “celular a R$ 1,00″, porque a operadora tem certeza absoluta que você não vai poder deixá-la. Eu, pessoalmente, considero isso um desrespeito ao direito de escolha do consumidor e uma forma de venda casada (que é ilegal), já que muitas vezes o aparelho desejado só está disponível com plano da operadora X, e o consumidor é usuário da Y.

“Ah, mas sem isso o preço dos aparelhos vai subir”. Sim, vai. Ou você acha mesmo que aquele celular com MP3 e câmera de 2 MP custa só 10 Reais? Não estou defendendo o fim absoluto do SIMLock. Se o usuário quiser um celular subsidiado, que compre. Mas as operadoras deveriam dar ao cliente ao menos a opção de compra de um aparelho desbloqueado, pagando o preço real do aparelho. Tente entrar numa loja TIM, Claro, Vivo ou de qualquer outra operadora e pedir um aparelho desbloqueado. Não existe.

E claro, o bloqueio não é bom o suficiente para parar um usuário determinado. Troquei de aparelho há poucos dias, e ele era travado para uma operadora. Não precisei de 10 minutos no Google para achar o código que, digitado no menu principal, desbloqueia o aparelho. Junto com ele, vários outros códigos para habilitar funções “capadas” pela operadora, como Bluetooth.

Se não quiser fazer o serviço, é fácil achar lojinhas de esquina (especialmente nos centros de comércio eletrônico “popular”) que o fazem, mediante uma módica quantida. Diabos, até as próprias revendas fazem isso por debaixo dos panos: ri muito no ano passado, quando a Claro chegou a Belo Horizonte. Na vitirine de uma das primeiras revendas, havia um cartaz colado: “Desbloqueamos celular TIM”.

A iniciativa da Oi certamente vai incitar uma reação da concorrência, e isso é bom. Finalmente nós, os clientes, teremos o direito de escolha.

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Dell começa a venda de máquinas com Linux pré-instalado

Rafael Rigues | May 24, 2007

A Dell começou hoje (nos EUA) a venda de máquinas com o Linux, mais especificamente o Ubuntu, pré-instalado. São dois desktops, o XPS 410n (US$ 899) e Dimension E520n (US$ 599), e um laptop, o Inspiron E1505n (US$ 599).

O sistema operacional é o Ubuntu 7.04, com drivers Open Source quando disponíveis e drivers proprietários para periféricos como interface wireless e modem. Junto com estes modelos, a Dell está oferecendo apenas um subconjunto dos opcionais normalmente oferecidos com uma máquina Windows, visando garantir a compatibilidade com o Linux.

A venda máquinas com Linux é fruto da iniciativa Dell IdeaStorm, na qual a Dell convidou seus consumidores a dizer o que queriam. Uma das idéias mais populares, com 30.000 votos, era “máquinas com Linux”, e a empresa atendeu ao pedido. Um vídeo no blog oficial da empresa mostra uma entrevista com os líderes de projeto responsáveis pela implementação do Ubuntu nos produtos da Dell.

Ainda não há previsão para a comercialização de máquinas com o Linux pré-instalado no Brasil.

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Google está prestes a comprar o FeedBurner

Rafael Rigues | May 23, 2007

Dizem que o lema do Google é “Não faça o mal” (Do no evil). Se eles tem um lema secundário, deve ser “Resistir é inútil, você será assimilado”. Depois do YouTube e DoubleClick, o próximo alvo na mira da carteira do gigante das buscas é a FeedBurner, empresa que oferece um serviço de gerenciamento de canais (feeds) RSS de mesmo nome.

Segundo o blog TechCrunch, a compra do FeedBurner por US$ 100 milhões, em dinheiro vivo, é praticamente certa, dependendo apenas do acerto de pequenos detalhes, e deve ser anunciada em duas ou três semanas. A empresa foi fundada em 2003 e desde então arrecadou apenas US$ 10 milhões entre investidores.

A aquisição faz sentido, dada a ambição do Google de ser o rei absoluto do conteúdo. O FeedBurner oferece serviços a blogs, sites de notícias e veículos tradicionais, permitindo que os leitores se inscrevam em canais e recebam novo conteúdo assim que ele é publicado. O Google também já oferece um serviço online para a leitura de feeds, o Google Reader, considerado por muitos como o melhor software em sua categoria no mercado.

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Foxmarks: bookmarks onipresentes no Firefox

Rafael Rigues |

FoxmarksUso vários computadores em meu dia-a-dia. Começo no micro da empresa (usando o Ubuntu 6.10), às vezes pulo para a partição Windows (rodando o Vista Ultimate) ao longo do dia, e ao chegar em casa me divido entre meu desktop (um Mac rodando o OS X 10.4) e meu notebook. Em comum entre todas as máquinas, uma das minhas principais ferramentas de trabalho: o Mozilla Firefox.

Confesso que não uso muitos bookmarks. Sei a URL de meus sites favoritos de cor, e para me lembrar das coisas que encontro durante minhas aventuras na web uso um método próprio, derivado da minha forma de me localizar no mundo real: não guardo o endereço das coisas, mas como faço para chegar até elas. Pode parecer estranho, mas para mim funciona que é uma maravilha.

Entretanto, bookmarks são muito úteis na hora de guardar múltiplas fontes durante a pesquisa para um artigo, ou para marcar aquele pedacinho de informação que pode ser útil mais para frente. E nada mais frustrante do que estar no trabalho e precisar acessar uma página que só está nos bookmarks de casa, ou vice-versa. Pra resolver esse problema, recorri a uma solução de sincronia de bookmarks que é muito simples e funciona sem erro: o Foxmarks.
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