Archive for June, 2007

O script da apresentação de Jobs na WWDC vazou?

Um site alemão (apfelkuceche.de) publicou o que seria o script da apresentação de Steve Jobs durante a WWDC hoje à tarde. Tal script é sempre guardado a sete chaves como se fosse (na verdade é) um segredo de estado, portanto o “vazamento” está sendo tratado como um hoax ou, na melhor das hipóteses, uma mera coletânea dos rumores que circulam por aí. Só teremos certeza após a palestra de Jobs, que começa hoje às duas da tarde. Porém, por via das dúvidas, posto o tal script aqui, traduzido a partir da versão em inglês mostrada no Daily Tech Talk. Vai que acertam :) . Meus comentários estão em itálico.

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Feliz Aniversário, Apple ][!

Crédito: vintagecomputing.comOntem, 05/06/07, o Apple ][ completou 30 anos. Não, eu não esqueci a data, só não arranjei tempo para postar sobre o assunto. Nem poderia esquecer, afinal comecei no mundo da informática com um Apple ][. Um clone do Apple ][e, para ser mais preciso, um TK3000 IIe com 64K de RAM e uma unidade de disco. Na época, era o equivalente a ter um PC com um Core 2 Duo e um gravador Blu-Ray, acreditem :)

O Apple ][ leva o crédito por ser o primeiro computador para as "massas". Vinha já montado em um elegante gabinete plástico, com tudo o que você precisava para rodar, inclusive o teclado. Na época, ainda eram muito comuns os computadores na forma de "kit": compre as peças, monte você mesmo e reze para funcionar. Ele também foi uma das primeiras máquinas do mercado com um drive de disquetes por um preço acessível, e lar do primeiro sucesso estrondoso no mundo do software: a planilha de cálculo Visicalc, pioneira no mercado. Inicialmente exclusiva para o Apple ][, no auge de sua popularidade contadores e gerentes financeiros compravam o micro só para poder rodar o Visicalc.

Tão versátil e popular era o Apple ][ que, mesmo com a chegada de máquinas mais poderosas, como o Macintosh e Amiga, a Apple continuou a produção até 1993 (16 anos ininterruptos!), e no final vendeu entre cinco e seis milhões de unidades. Tal sucesso se deve a dois fatores: a quantidade imensa de software, em todas as categorias que você pode imaginar, e sua expansibilidade, com sete slots para placas de expansão que podiam ser desde uma simples interface serial para impressora a interfaces de aquisição de dados de instrumentos de laboratório. Essa mesma versatilidade é um dos motivos para o sucesso do "PC" hoje em dia.

Para conhecer um pouco mais da história deste computador que ajudou a moldar a indústria da informática, comece pelo excelente Apple ][ History, que cobre toda a vida da máquina, desde os tempos pré-Apple até o fim da produção (e o que aconteceu depois). A EWeek tem um artigo sobre o Apple II e uma entrevista com seu criador, Steve Wozniak. O blog RetroThing também cobre a data. E se você quiser matar a saudade de seu velho micro, ou experimentar a computação em sua infância, pode recorrer a emuladores. Para o Mac OS X, uma alternativa é o Apple ][ Go, escrito em Java e que pode rodar como um widget no Dashboard. Para Windows, uma boa alternativa é o AppleWin. Usuários de Linux podem experimentar o XApple2, também disponível no repositório apt do Ubuntu.

Anunciado MAIS UM padrão para cartões de memória

Cartão miCARDCéus, quando os fabricantes vão aprender? Quando o assunto são cartões de memória para dispositivos portáteis, há mais padrões do que podemos contar nos dedos. Os nomes parecem uma lista de chamada de uma reunião da CIA. Contando apenas as famílias (e não as inúmeras variantes dentro de cada uma): MMC, SD, xD, Memory Stick, CompactFlash… e como se não bastasse, agora os taiwaneses inventaram mais um formato.

Pelo menos tiveram bom-senso. O novo miCARD (Multiple Interface Card), a julgar pelas fotos, nada mais é do que um pendrive “flat”, como os Sony MicroVault Tiny, dentro de um adaptador no formato de um cartão SD/MMC, que está se tornando basicamente o padrão na indústria. Assim, você pode usar o cartão normalmente em sua câmera digital e, na hora de passar as fotos para o micro, simplesmente tirá-lo do adaptador e plugá-lo numa porta USB. Só tenha cuidado pra não perdê-lo, ele é bem pequeno.

O padrão foi aprovado pela MultiMedia Card Association, e desenvolvido pelo Industrial Technology Reasearch Institute em Hsin Chu, Taiwan. 12 fabricantes já anunciaram interesse em produzir cartões neste formato, entre eles ASUS e BenQ.

Google Street View

OK, eu comi bola nessa. Deixei de comentar sobre o recurso mais interessante que o Google mostrou ontem, o Street View. Talvez porque ele tenha sido mostrado só rapidamente durante a palestra do Maps, e quando cheguei em casa para fuçar o site não encontrei referência a ele na interface. Mas ele está lá, é só saber onde procurar, nesse caso em San Francisco, Nova Iorque, Las Vegas, Washington e Denver.

A idéia é MUITO interessante. Em qualquer uma destas cidades, aproxime o zoom o suficiente para ver o mapa das ruas. Você notará que algumas delas tem uma borda azul. Clique no botão Street View no canto superior direito do mapa e o ícone de um bonequinho amarelo aparecerá no mapa. Arraste o bonequinho pra qualquer uma das ruas em azul e pronto! Você pode ver uma foto da rua, como se estivesse lá.

Na verdade, você não vê só uma foto da rua. O que o site mostra é um panorama VR em 360 graus, e há opção de vários níveis de zoom, o suficiente para ler placas nas calçadas. A qualidade das imagens varia um pouco, mas no geral é muito boa (as melhores estão em San Francisco). Elas são capturadas por uma van do próprio Google carregada com equipamento especializado.

Em breve este recurso também estará disponível em outras cidades, mas não dá pra especular quando poderemos passear por uma São Paulo virtual sem sair da cadeira. Estimo que o Google vá focar em primeiro fotografar as principais cidades dos EUA, depois as grandes capitais mundiais, e só depois o resto do mundo.

O engraçado é que já tem gente reclamando do serviço. Por exemplo, uma matéria na seção de tecnologia do New York Times informa que uma moradora de um prédio em Oakland, na Califórnia, está pedindo ao Google que retire do serviço uma foto da fachada de seu prédio. Motivo? Dá pra ver o gato dela na foto, o que ela considera como “invasão de privacidade”. “O próximo passo é fotografar os livros na minha estante”, diz Mary Kalin-Casey, dona do gato.

Na verdade o Google não está fazendo nada de errado. As fotos foram tiradas em via pública, e mostram apenas o que qualquer pedestre ou motorista passando pelo local naquele momento veria. Não quer ser fotografada? Feche as janelas. Pessoas eternamente insatisfeitas e paranóicas estão em todo canto.

E enquanto alguns reclamam, outros se divertem. Uma página na Wired convida as pessoas a postarem links para as imagens mais interessantes (ou curiosas) encontradas no Google Maps e votarem em suas favoritas. Tem de tudo, de moças desinibidas tomando sol de biquini em um gramado ao que parece um “laser” queimando o chão e deixando um rastro de fumaça. Quem será o primeiro a encontrar o Elvis? :P