Archive for July, 2007

Mundo Animado

Logo do MUANParticipei neste fim de semana, como espectador, da edição Paulista do Anima Mundi 2007, realizado entre os dias 11 e 15 de julho de 2007 no Memorial da América Latina, na Barra Funda. Como em todo ano havia concurso de curtas (com votação do público), palestras com animadores, muitas oficinais de animação com várias técnicas (areia, massinha, recortes, película, etc), exibição de longas de animação (como o brasileiro “Garoto Cósmico“, de Alê Abreu) e muito mais. A participação do público foi impressionante, salão e auditórios estavam lotados durante todo o fim de semana.

Mas o que me chamou a atenção foi um detalhe, que notei no cantinho de um dos monitores em uma das oficinais de animação. Mais especificamente um ícone, um F branco sobre uma elipse azul. Sim, o logo do Fedora. Todas as oficinais de animação estavam usando computadores com Linux (Fedora Core), rodando software Open Source (MUAN) para produção das animações.

O MUAN é um projeto nacional, desenvolvido ao longo de cinco anos sob encomenda do Anima Mundi pelo IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada, no Rio de Janeiro) com apoio tecnológico da IBM. Foi criado com o objetivo de substituir hardware dedicado e caro (apelidado de “lunchbox”, ou lancheira, pelos animadores) na tarefa de capturar e sequenciar quadros de uma animação. Para isso ele pode capturar imagens de filmadoras analógicas (via placa de captura), webcams (USB) ou filmadoras digitais (Firewire), dando maior flexibilidade (tanto em opções quanto em custo) na hora da aquisição de uma solução de captura.

Outra vantagem do MUAN, além do preço e flexibilidade, é a maior agilidade no processo de animação. Basta um clique para ver instantâneamente como o trabalho está ficando. A operação é bastante simples, e o software já vem sendo usado há algum tempo por professores e alunos de escolas municipais do Rio de Janeiro e Niterói no projeto Anima Escola.

O MUAN é software livre e gratuito. O código-fonte pode ser baixado no site oficial, em www.muan.org.br. Atualmente há pacotes binários para o Fedora (.rpm) em inglês e português, e patches, melhorias e pacotes para outras distribuições Linux são muito bem-vindos. Recomendado a todos que sempre se interessaram por animação, mas acreditavam que era necessário hardware ou equipamento caros para começar a brincar.

PS: Querem ver a quantas anda a animação nacional? Então assistam “Até o Sol Raiá“, produzido pelo Fantoche Studio em Pernambuco. E preparem-se para babar.

O Best-Seller Portátil

Uma notícia do CNW Group informa que já está à venda o primeiro livro escrito em um… telefone celular. O autor da façanha foi o profissional de TI (Ha, não diga! Quem mais teria uma idéia dessas?) italiano Robert Bernocco, que escreveu as escreveu as 384 páginas de seu livro de ficção científica “Compagni di Viaggio” em um Nokia 6630, no tempo ocioso durante as viagens de trem entre sua casa e seu local de trabalho.

O texto foi digitado aos poucos, parágrafos por vez, no celular usando o sistema de texto preditivo T9, e ao fim do dia era baixado para o computador para revisão e edição. Todo o processo levou 17 semanas. O livro foi publicado pela editora virtual Lulu.com, fundada por Bob Young, também fundador da Red Hat. Qualquer um pode enviar um manuscrito à editora, transformá-lo em um livro profissionalmente impresso e colocá-lo à venda via Internet. O título está disponível em diversas versões: capa dura (hardcover), capa mole (paperback) e download digital.

A propaganda é a alma do negócio

A Positivo Informática me mandou hoje um press-release anunciando o lançamento de dois novos modelos em sua linha de notebooks, o W58 (baseado em um processador Celeron M com 1 GB de RAM) e W98 (Core 2 Duo T5300 com 2 GB de RAM), ambos com telas de 12,1 polegadas, câmera de 1.3 megapixels e outros apetrechos. São máquinas brancas, as primeiras da Positivo nessa cor, muito bonitas (e eu tenho um fraco por notebooks brancos).

Até aqui nada demais, recebo dezenas de releases por semana e já vi muitas máquinas com configuração superior. O que me chamou a atenção foi a forma como recebi o release: um “pacotão” me esperava na volta do almoço, um embrulho generoso em camadas de papelão e plástico bolha. À medida que removia o plástico, notei que o conteúdo era uma espécie de estojo de acrílico e, dentro dele, o que pareciam ser portas e conectores de um notebook. Como assim? Não pedi nenhum notebook para testes… E realmente, dentro do estojo havia um notebook. Um modelo exato em papelão de um W98, com o mesmo tamanho e peso da máquina original. Sobre a tela havia um cartão com o texto do release.

A idéia foi simplesmente genial. Além de passar todas as informações sobre o produto, a Positivo ainda conseguiu chamar a atenção e dar aos jornalistas a noção exata das dimensões da máquina. Quando um colega me perguntar sobre um notebook com tela de 12.1 polegadas, o que vai vir à minha cabeça? Esse modelo. O kit pode ter custado caro, mas prova que uma mudança na abordagem pode trazer ótimos resultados.

HP leva processador AMD ao mercado doméstico

A HP realizou hoje em São Paulo o lançamento do HP Pavilion a6140, mais um de seus “centros de entretenimento” baseados no Windows Vista, assim como o Pavilion m8060BR que analisei na PCMag 21. Mas esse modelo tem uma diferença bastante interessante: é a primeira máquina “consumer” da HP equipada com um processador da AMD.

O hardware é baseado em um AMD Athlon 64 X2 3600+ (dual-core) com 1 GB de RAM. Há 320 GB de espaço em disco, um gravador de DVD (+-R/RW) com tecnologia LightScribe e placa de TV com sintonizador de rádio FM. A placa de vídeo é uma GeForce 6150 (com o loguinho “Graphics by NVidia” orgulhosamente mostrado no gabinete). O visual em preto polido (o famoso “Black Piano”) é lindo.

O monitor é lindo, mas não faz parte do pacote

Mas o ponto principal da máquina, claro, é o Windows Vista Media Center. É graças a ele (e ao controle remoto incluso) que o micro pode assumir posição central na sala de estar, organizando e reproduzindo suas fotos, músicas e vídeos. Gravar TV é legal (e mais fácil que num videocassete), pausar TV ao vivo é mais ainda, mas falta um guia de programação com as emissoras brasileiras para que possamos ter uma experiência digna de um “TiVO”: consultar uma grade de programação na tela e, com um clique, agendar gravações para a semana (ou mês) inteiros, sem ter que nos preocupar com horários dos programas e afins. Infelizmente isso depende de um acordo entre a Microsoft e as emissoras, e não da HP.

A máquina me parece posicionada como uma opção para quem quer um bom media center em casa mas precisa de algo mais “em conta” que o m8060BR. O preço sugerido para a configuração mencionada do Pavilion a6140 é de R$ 2.499, sem monitor LCD, que me parece justo. A HP preferiu deixar a opção de incluir um monitor (e modelo/preço) a critério das revendas. Pena, porque a máquina de demonstração estava ligada a um monitor LCD Widescreen de 19 polegadas (HP w1907) muito interessante. Ei povo, quando vocês vão começar a vender LCDs avulsos por aqui, hein?

LG Prada chega às lojas

Prada Phone by LGResponda rápido: o que é que tem uma tela enorme sensível ao toque, câmera de 2 megapixels, acessa a internet através de rede EDGE (2G) e ainda faz chamadas como um telefone comum? Não, não é o iPhone. É o LG Prada que, sejamos justos, chegou antes ao mercado (em março deste ano no exterior).

O aparelho já pode ser encontrado no mercado nacional, com preço sugerido de R$ 1.899,00 (que pode variar, de acordo com operadora e planos), e será comercializado pelas três principais operadoras de telefonia celular (Tim, Vivo e Claro). Ele apela a um público “fashion” e sofisticado, que quer um aparelho de destaque e com estilo, mas sem abrir mão da boa tecnologia.

LG e Prada, claro, evitam comparações de seu aparelho com o iPhone, embora elas sejam inevitáveis. A posição oficial é que os públicos e objetivos de mercado são diferentes, com a Apple procurando a massificação do produto, enquanto a LG/Prada se contentam com um público mais afluente. Além disso, ainda não há competição direta entre os aparelhos: O Prada está à venda na Ásia, Europa e América Latina. O iPhone, só nos EUA até o momento. Mas é inevitável pensar em um ao ver o outro. Até mesmo as especificações técnicas (com mencionei no começo do artigo) são muito similares.

De acordo com Tomaso Galli, Diretor de Comunicação e Relações Externas da Prada, desde o lançamento em março, inicialmente em oito países na Europa e Ásia, já foram comercializadas cerca de 300 mil unidades do aparelho. As vendas agora se expandem pela América Latina, começando pelo Brasil. A Venezuela é o próximo da lista. Curiosamente, ainda não há planos para comercializar o LG Prada nos EUA.

E quer ver como o Prada funciona? Assista este videozinho no YouTube:

E a senha é…

Um amigo me perguntou, e acho que a dica pode ser útil para os leitores, então aí vai: você comprou aquele headset Bluetooth “legal” pra usar com o micro ou o celular. Mandou parear os aparelhos e… aparece uma janelinha pedindo uma senha. Senha? Bom, deve estar no manual. Epa, não está, e agora??

Não se desespere. Os fabricantes mandam os aparelhos pro mercado usando senhas padrão, que o usuário muda depois se quiser. Primeiro, tente 0000. Se não funcionar, tente 1111 (comum em aparelhos da Nokia) ou 1234. Uma delas resolve o problema.

“Oh No!” Os Lemmings invadem o Nintendo DS

LemmingsUm jogo bem sucedido é aquele que vende milhões de cópias e gera talvez uma ou duas sequências, trazendo muito lucro ao seu desenvolvedor. Um clássico é aquele jogo que, mesmo décadas após seu lançamento, ainda consegue prender os jogadores e atrair uma multidão de fãs, que ignoram os gráficos “ultrapassados” em nome de uma jogabilidade perfeita e diversão sem fim. Lemmings é um clássico.

Se você já usava (e jogava) um computador na década de 90, provavelmente se lembra dos lemmings. Estúpidas criaturinhas de cabelo verde que só sabem andar para frente, ignorando completamente os perigos naturais (como poços de lava) e diabólicas armadilhas (como prensas hidráulicas) no caminho. Como jogador, cabe a você cuidar bem deles e levá-los com segurança até a “casinha”. Para isso você pode ensinar habilidades aos bichinhos, fazendo com que cavem túneis, destruam paredes, construam escadas ou simplesmente se suicidem em explosões espetaculares, tudo em nome do bem maior da “comunidade” Lemming.

O atrativo é que Lemmings é um daqueles jogos fáceis de aprender e difíceis de dominar. A jogabilidade pode parecer simples, mas o design das fases requer a combinação de múltiplas habilidades, no local e tempo exatos, para que você consiga salvar os malditos, er, adoráveis bichinhos. Sao inúmeras as vezes em que você está “quase” chegando na solução e, por descuido, acaba jogando toda a turma em um lago, ou explodindo a escada que construiu com precisão milimétrica. Com certeza o jogo foi responsável por muitos cabelos brancos, calvície precoce e úlceras estomacais mundo afora.

Ao longo dos anos Lemmings teve muitas versões. Sequências como Lemmings 2: The Tribes (com 12 “tribos” de Lemmings, cada uma com habilidades diferentes) e Lemmings 3D não conseguiram atingir o sucesso do original, lançado inicialmente para o Amiga e logo em seguida para PC e Mac. Muitas versões para consoles domésticos, como o NES, SNES, Master System, Mega Drive e Gameboy, foram feitas, mas cada uma tinha seus problemas próprios. Em algumas a jogabilidade sofria com a troca do mouse por um joystick, noutras os gráficos perdiam muito em detalhes e cor. O consenso geral era que, embora algumas versões fossem muito boas, nenhuma se igualava aos originais.

Nenhuma, até um desenvolvedor “amador” chamado Matthew Carr resolver criar uma versão para o Nintendo DS. Lemmings DS, é uma recriação fiel do jogo original, com extras que melhoram ainda mais a jogabilidade. Na verdade não se trata de um jogo só, são seis jogos em um, pois ele traz todas as fases de Lemmings, Oh No! More Lemmings e ‘Xmas Lemmings 91, 92, 93 e 94. No total são mais de 290 fases para você quebrar a cabeça durante horas.
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Apple vende meio milhão de iPhones em um fim de semana

A afirmação é da empresa norte-americana de análise de mercado Piper Jaffray, que originalmente havia estimado a venda de 200 mil unidades nos primeiros dias. Números oficiais provavelmente serão divulgados pela Apple quando as vendas atingirem um milhão de unidades, o que, dado o ritmo atual, não deve demorar muito. Apesar das longas filas na porta das lojas na sexta-feira, dia do lançamento oficial, não houve falta do produto nas lojas da Apple. No domingo a maioria delas, de acordo com o iPhone Finder no site da empresa, ainda tinha o aparelho em estoque.

A Piper Jaffray também estima que em três cidades norte-americanas (San Francisco, New York e Minneapolis), 95% dos clientes compraram a versão de 8 GB, mais cara (US$ 600). Fazendo uma continha rápida de padeiro, isso significa US$ 297.500.000,00. Sim, duzentos e noventa e sete milhões de dólares. Nada mal.

E aguardem, ainda hoje no pcmag.com.br, já está no ar nosso mega-review do iPhone. O artigo mais completo na imprensa nacional, com o equivalente a oito páginas na revista impressa, esmiuçando cada detalhe, da qualidade de chamadas ao acesso à internet. Nossos especialistas nos EUA o acharam muito divertido, mas nem tudo são flores!