Archive for August 4th, 2007

Quad-core? Que nada, o quente é um “80 core”

Wafer com processadores de 80 núcleos

Vai um processador com oitenta núcleos aí? Isso é um dos projetos nos quais a Intel está trabalhando, como parte da sua iniciativa “tera-scale computing”, apresentada a nós por Jerry Baltista. Só existem 5 destes wafers em todo o mundo, e cada um deles contém cerca de 60 processadores completos, com 80 núcleos cada um (sim, dá pra contar, e eu conferi :P ).

Os 80 cores marcados
Cada ponto vermelho é um núcleo

Não são processadores x86 ou Itanium, na verdade são processadores muito simples, apenas para testar o conceito. Mas é um gostinho do que pode estar dentro do seu desktop em um futuro próximo.

Agradeço ao colega Mario Nagano por ser o “hand model” na foto :)

Direto de Star Trek

Assistente Clínico Móvel, da Intel

Este é um protótipo de um tablet médico da Intel chamado “Assistente Clínico Móvel” (Medical Clinical Assistant). Além de permitir que o médico ou enfermeira consulte e atualize a ficha do paciente, de qualquer lugar, ele pode se integrar a dispositivos de captura de dados, como um monitor de batimentos cardíacos, para obter informações e estatísticas vitais em tempo real. A entrada de dados pode ser feita por caneta ou reconhecimento de voz. Curioso notar que a tela não é sensível ao toque: a caneta é um modelo especial, similar às encontradas em tablets para desenho (como os da Wacom).

Ela tem uma série de características interessantes, como o fato de não ter um ventilador ou tomada de ar (para evitar que bactérias e microorganismos no ar peguem carona dentro do aparelho) e ser totalmente esterilizável. O modelo definitivo começou a ser vendido na semana passada nos EUA, Europa e Ásia, com preço a partir de US$ 2.100. A plataforma foi desenvolvida pela Intel, mas outras empresas produzem o aparelho. Uma delas é a Motion Computing, nos EUA, com seu modelo C5.

Para os curiosos: o processador é um Intel Core Solo, e o protótipo tinha HD de 30GB e 1 GB de RAM.

As cores do Classmate PC

O Classmate PC é protegido por uma “capa” de material sintético que ajuda a protegê-lo contra impactos. A capa é removível e, além do aspecto funcional, também tem um estético: é só trocá-la para mudar a cara do laptop. Na maioria das fotos que você vê por aí, o Classmate PC tem uma capa azul. Mas também existe uma versão cor-de-rosa:

A Azul e o Rosa :P

Como era de se esperar, os professores notaram uma coisa: as meninas não tem nenhum problema em usar um micro com a capa azul, até o acham bonitinho. Mas os meninos evitem o rosa como o diabo foge da cruz :)

Os novos chips móveis da Intel

Durante a palestra sobre mobilidade, apresentada ontem à tarde por Marcelo Gonçalves, gerente de produtos de mobilidade para a América Latina na Intel, pude ter uma boa idéia de qual é o “roadmap” da empresa nessa área e uma palhinha do que está vindo por aí em breve.

Em primeiro lugar, se você acha o Santa Rosa o máximo, espere cerca de um ano. É quando está previsto o lançamento do Montevina, a próxima geração da plataforma de tecnologia para notebooks Centrino, da Intel. Dentre os destaques estão um novo processador (codinome Penryn, feito com processo de 45 nanômetros), uma interface de rádio melhorada com suporte a 802.11a/b/g/n e WiMax, decoder integrado para vídeo de alta definição (Blu-ray e HD-DVD, integrado ao processador de vídeo), consumo de energia reduzido e componentes fisicamente 40% menores, o que o torna adequado também para uso em mini-notebooks e sub-notebooks. Antes dele, deve chegar ao mercado (provavelmente no começo do ano, a data não foi mencionada) um “refresh” da plataforma Santa Rosa, com processador a 45 nm com menor consumo de energia. Esse refresh muito provavelmente manterá o nome atual de Centrino Duo.

Outra coisa interessante foi a solução de um mistério que começou no ano passado, quando a Intel vendeu toda a sua divisão responsável pelos processadores XScale para a Marvell. Não fazia muito sentido, se livrar do desenvolvimento de tecnologia para sistemas embarcados justamente durante um “boom” nos dispositivos (celulares e PDAs avançados, tablets para acesso à Internet)  que demandam tal tecnologia. Mas agora as coisas se encaixam: em vez de trabalhar em evoluir o XScale, a Intel achou mais vantajoso concentrar esforços e “reduzir” e aprimorar tecnologia e plataformas já existentes para uso em dispositivos móveis.

Marcelo comentou a existência de dois processadores móveis derivados da tecnologia do Pentium M, chamados A100 e A110 (codinome “Stealey”), baseados no processo de 90 nm com 512K de cache. Juntos com o chipset Intel 945GU (“Little River”) eles formam a base para a plataforma Intel Ultra Mobile 2007, para dispositivos “small form factor” com baixo consumo e alta performance. A100/110 podem ser novidades, mas a Intel já está planejando seu sucessor, codinome Silverthorne. Pouco se sabe sobre ele, exceto que é baseado no processo de 45 nm e será usado em Mobile Internet Devices (MID) e UMPCs. Deve aparecer no mercado em 2008.

A Intel sabe muito bem a importância do mercado móvel e ultra-móvel, e vai fazer de tudo para reproduzir nele a liderança que tem no desktop. Marvell e Samsung que se cuidem.