Sony traz Blu-ray player ao Brasil
A Sony decidiu se juntar à LG, Samsung, Panasonic e Philips e está lançando no Brasil o BDP-S1E, um player Blu-ray que já está disponível há algum tempo no mercado europeu.
O aparelho é capaz de reproduzir imagens em Full HD (1080p) e também toca discos DVD-Video, DVD+R/-R/-RW/+RW, CD-R/RW, arquivos MP3 e imagens em JPEG. Também faz “upscaling” de discos DVD para as resoluções 720p/1080i/1080p, o que permite que você assista aos filmes de sua coleção já existente em uma TV de alta definição com mais qualidade do que teria ligando diretamente um DVD Player comum.
Outras funções são a Bravia Theatre Sync, para operação conjunta da TV (Bravia, claro) e do player com um único controle remoto, 24p True Cinema, para exibir a imagem a 24 quadros por segundo, como no cinema e x.v Color e Cinema Tuned Picture, para reforçar a precisão das cores e ajustar a imagem de acordo com as características de iluminação do ambiente. O BDP-S1E tem saídas de vídeo via HDMI, Vídeo Componente, Vídeo Composto e S-Vídeo, e saídas de áudio HDMI, Óptica Digital, Digital Coaxial, Analógica para 5.1 canais e Analógica estéreo para áudio. O aparelho já está à venda na loja online da Sony, a Sony Style, pelo “preço-padrão para alta definição” de R$ 3.999.
Se estivesse procurando um player de alta definição, eu esperaria mais um pouco. A LG já tem um modelo híbrido no mercado, o BH100 (”apenas” R$ 4799), que toca Blu-Ray e HD-DVD, mas tem algumas limitações neste último formato (como a falta de interatividade). Entretanto, a Samsung está prometendo para o fim do ano um outro player híbrido, chamado BD-UP5000, que terá compatibilidade total com ambos os formatos. Assim como os drives “Super Multi” acabaram com a guerra entre DVD-R e DVD+R, player híbridos vão colocar a escolha nas mãos do consumidor: compre os filmes que mais gosta, no formato que tiver mais conteúdo pelo melhor preço.
Quem sabe na próxima geração as empresas não aprendem a unir esforços e apoiar um único formato? Ah, esqueci. Não vai haver “próxima geração”. Acredito piamente que o disco óptico, como forma de entretenimento doméstico, está com os dias contatos, e será substituído em breve por sistemas digitais de distribuição de conteúdo. Como a iTunes Store, mas em escala maior. Contanto que não repitam o fiasco do finado DIVX (o player, não o formato de vídeo), estou nessa.

