Archive for June, 2008

Brincando com o HP 2133 Mini-Note PC

Tive a oportunidade, hoje pela manhã, de brincar durante pouco mais de uma hora com o mais novo subnotebook da HP, o HP 2133 Mini-Note PC (eita nomezinho comprido). Não foi tempo suficiente para experimentar várias distribuições Linux, com o Augusto pediu, mas foi o bastante para ter uma boa idéia do que é o produto, e ficar impressionado.


HP Mini-Note vs. Eee PC 701

Não vou repetir aqui tudo o que já disse lá no iG. Leiam o artigo para saber sobre detalhes da configuração, preços e chegada ao mercado nacional, bem como os testes de resistência à água e à queda. Resumindo, o bichinho é durão, duvido que meu Eee PC (ou um Mobo) sobrevivesse aos mesmos desafios. O teclado é uma delícia, bem espaçoso. E essa é pro Boiko: tem versão com Linux sim senhor, instalado de fábrica.

Na verdade, as máquinas que foram colocadas à disposição dos jornalistas convidados representavam todos os modelos que chegarão em breve ao mercado nacional. Há versões com Linux, com Windows Vista Home Basic e Windows Vista Business. O modelo mais barato é justamente o com Linux (R$ 1.499), mas a configuração é também a mais modesta: processador Via C7-M de 1 GHz e 512 MB de RAM, basicamente o mesmo “núcleo” do Mobo.

Tratei logo de colocar as mãos em um modelo com Linux, e fiquei bastante satisfeito com o que vi. A distro é o SuSE Linux Enterprise Desktop 10, da Novell. Todo o hardware estava configurado perfeitamente, sem exceções: leitor de cartões SD, interface wi-fi, vídeo, áudio, rede Ethernet e o que mais fosse possível.

Não encontrei um programa para testar a webcam, mas não há motivos para não crer que ela funcione perfeitamente. O sistema estava configurado com 512 MB de swap, “casando” com os 512 MB de RAM. Sleep e hibernação funcionaram sem soluços, e o tempo de boot (que não medi no relógio) me pareceu bastante adequado. Em resumo, deu gosto de ver.

Apesar do tamanho similar, não dá para comparar o Mini-Note com um Eee PC 701, o modelo mais popular por aqui. Ele pertence a uma categoria à parte. Talvez a coisa fique mais justa comparando aos novos subnotes baseados nos processadores Atom ou Via Nano, como o Eee PC 901 ou o MSI Wind, mas só colocando as mãos neles para ter certeza. Até lá, na minha opinião, o HP Mini-Note leva o título de “rei” entre os modelos já ao alcance de nós, brasileiros.

Espero ter uma unidade em mãos para testes em breve, quando pretendo, com calma, ver como um Ubuntu ou outra distro se comporta nele sem os ajustes “de fábrica”. Até lá, fiquem com uma galeria comentada com 15 fotos do brinquedo, incluindo fotos comparativas com o Eee PC 701, que postei lá no Flickr. Até!

“Hackeando” o Eee PC

Para quem gosta de fuçar, um Eee PC com Linux e o wiki do site EeeUser são um prato cheio. Passei as últimas horas habilitando e configurando o “processor scaling“, o ajuste automático da velocidade do processador de acordo com as necessidades do momento. A idéia é arrancar mais alguns minutos de autonomia da bateria, que não anda me agradando. Sei que a diferença é mínima, mas de grão em grão…

Pois bem, está tudo funcionando redondinho: na bateria, o processador roda a 337 MHz, a não ser que algum aplicativo mais “pesado” entre em ação. Na tomada, o processador fica em 900 MHz (na verdade, 630 MHz) cravados o tempo todo. Tudo muito bem. Só tem um probleminha: na bateria, o VLC engasga.

Read the rest of this entry »

30 anos do x86

A arquitetura x86, base dos “PCs” desde o primeiro modelo lançado pela IBM em 1981 até os mais novos subnotebooks baseados no processador Intel Atom, está completando 30 anos. Uma eternidade no mundo da tecnologia. A ComputerWorld publicou um artigo muito legal comentando as origens, evolução e impacto que ela teve na indústria. Leitura recomendada.

Uma semana com o Eee PC 701

Só pra fazer um “follow-up” do meu post sobre a chegada do meu Eee PC, seguem minhas impressões sobre a máquina após uma semana de uso.

  • Ele já tem um Pokénome: Azurill. É um “Pokémon bebê” (ideal pra algo que parece um filhote de notebook) e soa como ASUS. Outras máquinas da minha rede: Raichu (Mac Mini), Pidgey (Positivo M25), Lugia (Duron montado em casa).
  • O sistema operacional, uma variante do Xandros, funciona. Quem é usuário novato vai se adaptar sem problemas, mas pessoas com mais experiência, especialmente com outras distribuições Linux, vão ficar querendo mais. Troquei pelo EeeXubuntu, com intenção de dar uma olhada de perto no Eeebuntu (baseado no Ubuntu Hardy) no próximo fim de semana.
  • O sistema de atualização de software do Xandros é irritante. É lerdo, não tem barra de progresso nos downloads e só posso instalar uma atualização por vez. Fiquei de saco cheio e fiz um apt-get dist-upgrade através da linha de comando. Uma centena de megabytes depois… o sistema estava atualizado, e todos os ícones da pasta Games duplicados. Vá entender. Juro que usei apenas os repositórios de software oficiais.
  • A bateria me decepcionou bastante. Marquei 2 horas e 15 minutos com Wi-Fi ligado e sob uso intenso, ou seja, baixando coisas na maior parte do tempo. Imagino que não vá melhorar muito com uso moderado. Depois das quase quatro horas e meia do Mobo, parece um retrocesso.Deixar o Wi-Fi desligado? Só em lugares onde não houver outra opção a não ser a rede cabeada. Não gosto de voltar no tempo.
  • O EeeXubuntu ocupa menos espaço em disco que o Xandros (depois da instalação, fiquei com 1,7 GB livres, tinha 1,35 no Xandros), e não sacrifica recursos. Com um pouco de configuração manual é possível restaurar suporte total ao hardware, incluindo o OSD (on-screen display) com indicação dos níveis de brilho da tela, volume e estado da interface Wi-Fi. A variedade de software disponível é muito maior, e o boot ainda é bastante rápido. Vale a pena mudar.
  • Minhas “dicas para viver bem” com a tela de 7 polegadas que publiquei no post do Mobo valem para o Eee PC. Usar o Opera, rodar o OpenOffice.org em tela cheia, etc e tal. Cada pixel conta.
  • A antena Wi-Fi é MUITO sensível, aqui na sala de casa mostra muito mais redes Wi-Fi que as encontradas pelos outros notebooks (e reporta intensidade de sinal maior). Em Curitiba, encontrou na sala de estar a rede Wi-Fi do segundo andar da casa com intensidade de sinal de 81%, coisa que o Mobo não fez. Daria até pra navegar deitado na rede no quintal, se não fosse o clima polar do fim de semana.
  • Ele ainda está com todos os adesivos de garantia intactos :)

Curiosidade da Computex

Acompanhando a cobertura internacional da Computex 2008 (lá em Taiwan) e o material que me foi enviado de lá pelo Paulo Couto, do Fórum PCs e parceiro do iG Tecnologia, descobri uma coisa curiosa: o motivo por trás do nome “Wind” no subnotebook da MSI.

A princípio pensei que fosse uma referência óbvia ao vento, afinal a máquina é leve e ágil. Mas não, é uma sigla. Wind significa Wi-Fi Network Device. Duvidam? É só olhar com atenção a primeira foto desta nota, mais precisamente a faixa azul na placa em frente ao pedestal. Vivendo e aprendendo.