Archive for September, 2008

Games de celular

Nokia N95 8GB rodando Asphalt 3

Eu confesso: nunca fui muito fã de jogos no celular. O hardware, até pouco tempo, não se prestava a títulos muito interessantes, e a interface via teclado, para um gamer acostumado a um direcional e um punhado de botões, é horrenda. Quer pressionar múltiplos botões ao mesmo tempo? Dar uma de Takahashi Meijin e disparar 16 tiros por segundo num shooter? Pfft, esqueça.

A coisa mudou de figura quando troquei o velho e surrado Siemens A50 por um aparelho mais capaz (na época um Motorola U9) e pude perder mais um tempo com os jogos pré-instalados. É, até que não é tão ruim assim para alguns tipos de games, como puzzles. Uma troca de aparelho depois e, de posse de um aparelho mais poderoso ainda (um N95 8GB), deu pra ver que os jogos de celular tem seu potencial. Títulos como Asphalt 3 não deixam, graficamente, nada a dever a jogos do primeiro Playstation, e com um pouco de criatividade os desenvolvedores conseguem contornar as limitações dos controles (embora eles ainda estejam longe do ideal).

Mas meu problema com os jogos de celulares é o ato da compra. Não estou reclamando do preço: minha operadora cobra entre R$ 6 (títulos mais antigos) e R$ 10 (lançamentos) por jogo, o que considero justo na maioria dos casos. É menos que um “número 1″ no McDonalds. O problema é que a “experiência” é, simplesmente e para ser educado, uma droga.

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“Quero ser um Mac”

A edição de agosto da PC World norte-americana traz uma matéria de capa chamada “20 recursos que o Windows deveria ter… e como conseguí-los!” (20 features Windows should have… and how to get them!, no original). Hmm… vamos dar uma olhada: logo na capa, quatro deles (Múltiplas áreas de trabalho, backup melhor, compartilhamento de tela e navegação mais rápida pelo desktop), todos presentes no Mac OS X. 

Continuei lendo. Dos tais 20 recursos, 17 estão presentes no OS X. Na verdade eu contaria 18, já que os “Desktop Effects” mencionados, produzidos pelo Compiz no Linux, estão presentes no OS X, só que de forma um pouquinho mais discreta. Exemplos são o efeito de “ondinhas na água” quando você adiciona um widget ao dashboard, a transição de tela em um cubo 3D ao trocar de usuário, pequenas animações no Finder, etc.

Pra finalizar (a “cerejinha no bolo”) a matéria menciona “5 grandes recursos pelos quais a Microsoft cobra mais”: fax, acesso remoto, Media Center, criptografia de discos e acesso a mais de 4 GB de RAM. Todos vem por padrão em qualquer cópia do Mac OS X. Alguns estão presentes deste as primeiras versões, outras, como o Media Center (Front Row) e criptografia (FileVault) são mais recentes, mas estão no mercado há pelo menos três anos. Impossível não lembrar da piadinha de Jobs no lançamento do Leopard, anunciando cinco versões do sistema: Basic, Premium, Business, Enterprise e Ultimate. “Todas vão custar US$ 129, mas acho que a maioria das pessoas vai comprar o Ultimate”, brincou o CEO. 

A matéria não está exagerando, nem a Apple quando diz que o Mac OS X é o sistema operacional “mais avançado” (no quesito “SO para computador desktop”, bem entendido) no mercado. A Apple devia usar essa matéria como material nos pontos de venda. E a Microsoft deveria comprar reprints da matéria e entregar cópias para todos os gerentes de desenvolvimento, com uma notinha em anexo: “Aprendam, rapazes!”.

PS) Para acalmar os pinguins: 11 dos recursos também estão presentes nas várias distribuições Linux e alguns são “exclusivos”, como repositórios centralizados para instalação de software. A matéria até volta um pouco no tempo, creditando o AmigaOS como tendo uma Dock bem antes de qualquer outro sistema.

Quase lá…

Como vocês devem ter notado, o servidor continua instável. Já identifiquei a causa do problema (um bot maluco do Yahoo! saturando um dos domínios com milhares de pedidos de conexão) e estou resolvendo. Aos poucos, as coisas se assentam :)

Obrigado pela paciência.