Um comentário rápido sobre o smartphone da Amazon

Depois de muita especulação a Amazon anunciou nesta quarta-feira o seu primeiro smartphone, o Fire Phone. E antes que os especialistas começem a fazer análises, um comentário rápido: quem pensa que a empresa decidiu brigar com a Google, Samsung ou Apple está muito, muito enganado.

A Amazon não dá a mínima para o mercado de smartphones. Aliás, nem para o de tablets ou de e-Readers. O que ela quer é atrair clientes para os seus serviços e consumidores para os produtos à venda em seu site, o hardware é só um “veículo” para levar os usuários até sua porta. É como se o Pão de Açúcar te vendesse por R$ 200 um carro que te leva automaticamente à loja mais próxima.

Isso fica evidente no principal recurso do Fire Phone, o Firefly: o smartphone é capaz de escanear objetos do mundo real, como livros, revistas e até potes de Nutella, identificar o que são e te levar para o item correspondente na Amazon. Faz o mesmo com mídia como músicas, filmes e séries de TV. O usuário não precisa mais nem buscar, basta “apontar e comprar”.

O @daniel3ub me perguntou o que eu achei do Fire Phone. Por experiência com um Kindle Fire (da primeira geração) posso estimar que ele é uma boa para quem se sente confortável vivendo dentro da “bolha” de serviços da Amazon (Instant Video, Music, Cloud Storage, App Store, a Kindle Store, etc), o que de cara basta para desencorajar quem pensa em importá-lo, já que por enquanto muitos destes serviços não existem aqui. Mas se você prefere um pouco mais de flexibilidade em seus provedores de conteúdo, melhor optar por um iPhone ou Android.