Mac: “I can has Google Chrome?”

A CodeWeavers, conhecida pelo seu pacote “CrossOver Office”, que permite a execução do Microsoft Office e outros aplicativos Windows populares no Linux, lançou hoje uma versão do Chrome, o novo navegador do Google, adaptada para Macs e Linux. O kit batizado de “Codeweavers Chromium” inclui o navegador (baseado na versão Open Source do Chrome) e uma versão customizada do Wine (o navegador não roda direito na versão “padrão”).

Acabei de instalar a versão para Mac, que é distribuída em um arquivo .DMG com 46 MB. A instalação é como qualquer outro programa de Mac: dê dois cliques no arquivo .DMG para “montá-lo” como um disco, arraste o ícone do aplicativo para a pasta Applications e pronto. Na primeira vez em que o programa é aberto ocorre uma “configuração inicial” que é feita automaticamente e demora alguns minutos. Depois disso, o navegador surge na tela. 

O Chrome roda no Mac quase tão bem quanto no Windows, mas há limitações: não há plugins como Flash ou Quicktime, o que para muitos impede seu uso como o navegador principal. O redesenho e a rolagem da tela são nitidamente mais lentos, mas não irritantes, e há erros de transparência na hora de arrastar e soltar abas. Mas é uma boa opção para o usuário de Mac que está curioso para saber o porque de todo o burburinho, ou o desenvolvedor que não tem um PC por perto ou não quer ficar trocando de máquina para ver como fica um site que está desenvolvendo. Pelo menos até uma versão nativa do Chrome aparecer, sabe-se lá quando.

 

Chrome para Mac não tem o plugin Flash

Chrome para Mac não tem o plugin Flash

“Quero ser um Mac”

A edição de agosto da PC World norte-americana traz uma matéria de capa chamada “20 recursos que o Windows deveria ter… e como conseguí-los!” (20 features Windows should have… and how to get them!, no original). Hmm… vamos dar uma olhada: logo na capa, quatro deles (Múltiplas áreas de trabalho, backup melhor, compartilhamento de tela e navegação mais rápida pelo desktop), todos presentes no Mac OS X. 

Continuei lendo. Dos tais 20 recursos, 17 estão presentes no OS X. Na verdade eu contaria 18, já que os “Desktop Effects” mencionados, produzidos pelo Compiz no Linux, estão presentes no OS X, só que de forma um pouquinho mais discreta. Exemplos são o efeito de “ondinhas na água” quando você adiciona um widget ao dashboard, a transição de tela em um cubo 3D ao trocar de usuário, pequenas animações no Finder, etc.

Pra finalizar (a “cerejinha no bolo”) a matéria menciona “5 grandes recursos pelos quais a Microsoft cobra mais”: fax, acesso remoto, Media Center, criptografia de discos e acesso a mais de 4 GB de RAM. Todos vem por padrão em qualquer cópia do Mac OS X. Alguns estão presentes deste as primeiras versões, outras, como o Media Center (Front Row) e criptografia (FileVault) são mais recentes, mas estão no mercado há pelo menos três anos. Impossível não lembrar da piadinha de Jobs no lançamento do Leopard, anunciando cinco versões do sistema: Basic, Premium, Business, Enterprise e Ultimate. “Todas vão custar US$ 129, mas acho que a maioria das pessoas vai comprar o Ultimate”, brincou o CEO. 

A matéria não está exagerando, nem a Apple quando diz que o Mac OS X é o sistema operacional “mais avançado” (no quesito “SO para computador desktop”, bem entendido) no mercado. A Apple devia usar essa matéria como material nos pontos de venda. E a Microsoft deveria comprar reprints da matéria e entregar cópias para todos os gerentes de desenvolvimento, com uma notinha em anexo: “Aprendam, rapazes!”.

PS) Para acalmar os pinguins: 11 dos recursos também estão presentes nas várias distribuições Linux e alguns são “exclusivos”, como repositórios centralizados para instalação de software. A matéria até volta um pouco no tempo, creditando o AmigaOS como tendo uma Dock bem antes de qualquer outro sistema.

iPhone 3G

iPhone 3G aberto

O iPhone 3G está chegando, com direito a filas nas lojas, expectativa e tudo o mais. Na verdade, quem mora “do outro lado do mundo”, como Nova Zelândia, Austrália ou Japão, já tem o brinquedinho em mãos. E seguindo uma tradição nerd milenar que data da era do bit lascado, temos mais uma autópsia na rede!

O povo do iFixIt preferiu não esperar. Foram até a Nova Zelândia (primeiro país a receber o novo iPhone), compraram um, desmontaram e colocaram várias fotos, comentadas, na internet. Por dentro pouca coisa muda: LCD e o vidro da tela agora são separados, a bateria é mais fácil de remover (não é soldada) e as duas placas (comunicação e placa-mãe) do modelo anterior foram reduzidas a uma. Memória e processador (com o logo da Apple) continuam sendo produzidos pela Samsung. Quer detalhes? Clica aqui

Hackintosh

Nota: Post atualizado em 15/04/08 às 01:37, com informações sobre monitoramento de baterias.

Projeto de fim-de-semana: instalar o Mac OS X 10.5.1 (Leopard) no notebook da minha namorada, um Positivo Mobile W98. Ela é ilustradora/designer/artista em geral, então se dá muito melhor com Macs do que com um PC com Windows. Eu já havia tentado fazer algo parecido um tempo atrás quando comprei meu notebook, mas não deu certo e acabei desistindo. Entretanto, máquina nova, sistema operacional novo e ela pediu com jeitinho… então vamos lá.

O sistema operacional instalado foi a versão “Kalyway” do Leopard, baixada via BitTorrent. A instalação ocorreu sem problemas. Usando um CD do Ubuntu, particionei o HD em duas partes: uma com o Windows XP SP2, que já estava instalado, e uma segunda partição de 40 GB para o Mac OS X, formatada como FAT32. Depois bastou colocar o CD do Leopard no drive, formatar a segunda partição como HFS+ usando o Utilitário de Disco (Disk Utility) e prosseguir com a instalação normalmente.

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Sobre o MacBook Air

Duas notícias rapidinhas (e estranhas) sobre o MacBook Air que ouvi nesta semana.

» Um programador norte-americano chamado Michael Nygard foi barrado pela segurança e acabou perdendo seu vôo em um aeroporto (não identificado) nos EUA. O motivo? Um MacBook Air. Aparentemente a funcionária responsável pela máquina de Raios-X desconfiou da imagem do MacBook e chamou outro funcionário da segurança para investigar. Intrigados com o fato de que a máquina “não tem drive” e nem “portas na traseira”, além de ser fina demais, se recusavam a acreditar que era um notebook. Foi preciso um outro funcionário, mais jovem e “antenado” com o mundo da tecnologia, para explicar as coisas. Ainda assim, Michael só foi liberado depois de ligar o micro e rodar um programa. Até lá, o vôo já tinha saído faz tempo.

» Stephen Levy, responsável pelo caderno de tecnologia da revista norte-americana Newsweek, perdeu o MacBook Air que a Apple lhe emprestou para um review. Como, exatamente, ele ainda não sabe, mas recapitulando os fatos ele acredita que sua esposa jogou a máquina fora, junto com uma pilha de jornais velhos que estavam sobre a mesma mesa (ela nega). Do notebook sobrou apenas um carregador e uma conta de US$ 1.800, que vai ser paga pela revista. Nas palavras do próprio Stephen:

Por mais humilhante que possa ser, deixe-me repetir: o MacBook Air é tão fino que foi jogado fora junto com os jornais. […] Este foi o primeiro MacBook Air a ser descartado por engano. Mas, aposto, não vai ser o último.

Sei mais ou menos como ele se sente. Há alguns anos, quando eu ainda era um universitário, minha mãe apareceu com uma pilha de papéis recolhidos do meu quarto, avisando que ia jogar tudo fora. Nem olhei direito e disse “tudo bem”. Daí ela resolve se certificar: “Vou jogar esse cartão de banco velho também, pode?”. Perai, cartão de banco? Não tenho cartão de banco velho… olhei e pulei da cadeira. Era o modem PCMCIA (56K, ainda por cima) que usava em meu notebook. Escapou por pouco, muito pouco!

Java no iPhone? Não tão cedo

Um dia depois da Apple lançar o kit de desenvolvimento (SDK) oficial para o iPhone, o vice-presidente de marketing de Java da Sun Microsystems, Eric Klein, disse que a empresa tem planos de criar uma versão de sua máquina virtual Java ME (Java Micro Edition) para o Smartphone da Apple.

A declaração é significativa: com uma máquina virtual Java, desenvolvedores poderiam contornar as restrições no desenvolvimento e distribuição de software impostas pela Apple, criar o tipo de aplicativos que quiserem e fazer a distribuição por conta própria, ficando com 100% dos lucros. Para a Apple, é uma má notícia.

Entretanto, parece que a Sun não leu com cuidado as letrinhas miúdas nos termos da licença da SDK. Um trecho diz:

“Um aplicativo não pode instalar ou rodar outro código executável por quaisquer meios, incluindo mas não limitado ao uso de uma arquitetura de plug-ins, chamadas a outros frameworks, outras APIs ou similares”.

Infelizmente, para a Sun, uma máquina virtual Java viola a primeira (rodar código executável), terceira (chamada a outros frameworks) e quarta (chamada a outras APIs) regras. Ou seja, mesmo que a empresa crie o software, a Apple pode se recusar a distribuí-la alegando violação dos termos da licença da SDK, que diz claramente que para ser distribuído via App Store…

“… um aplicativo precisa seguir o guia de interface humana e qualquer outra documentação fornecida pela Apple”.

Ou seja: a não ser que haja um acordo entre as duas empresas, uma máquina virtual Java para o iPhone não deve aparecer tão cedo. Em termos de qualidade do software, talvez seja uma boa idéia: isso força os desenvolvedores a tirar proveito das ferramentas, APIs e frameworks fornecidos pela Apple, o que resulta em aplicativos mais otimizados e que tiram melhor proveito do hardware.

Java ou não, os desenvolvedores parecem animados: a Gameloft, conhecida por seus vários jogos para celulares e outros aparelhos portáteis, comentou que pretende lançar 15 jogos para o iPhone até o fim do ano. John Carmack comentou em um post no Slashdot que a id Software também está interessada. E na demo durante a apresentação de Jobs, empresas sérias como Salesforce.com e Epocrates demonstraram seus softwares para o mercado corporativo e médico. Vem coisa boa por aí.

Leopardo de bolso: Mac OS X no eeePC

Até que não demorou muito: o povo já descobriu como instalar o Mac OS X Leopard no ASUS eeePC. Você precisa de um CD original do Leopard, alguns patches (desenvolvidos por um brasileiro, olhe só) e um micro com o Mac OS X já rodando (pode ser um Mac PowerPC). O sistema roda, mas devagar: o instalador leva 20 minutos só para carregar. O autor do artigo conseguiu desempenho melhor usando o Tiger, mais precisamente a versão 10.4.8 já “pré-hackeada”, encontrada nos bons servidores de BitTorrent da praça.

Taí uma coisa interessante. Devo receber um eeePC para testes nessa semana (já brinquei com um alguns dias atrás). Se tiver tempo, vou tentar transformá-lo em um “Pocket Mac” e posto aqui os resultados. Fiquem ligados.

Murphy me ama…

Só acontece comigo mesmo. Segunda-feira, dia chuvoso e preguiçoso, tenho uma matéria para entregar e passo o dia inteiro lutando contra o editor de textos. Sabe aqueles dias em que você tem algo para fazer, sabe como, normalmente é capaz de fazer com uma mão nas costas mas de repente simplesmente não consegue? Pois é, hoje era o meu dia. Horas depois, a trancos e barrancos, o texto está saindo, bonitinho, quase lá quando de repente… kernel panic.

Após o reboot… o sistema cria um relatório de problema para a AppleAqui cabe um adendo: foi a primeira vez que vi, em toda minha vida, um kernel panic em uma versão estável do Mac OS X. A chance de uma máquina nova (um Mac Mini Intel, mais sobre ele mais tarde), com um sistema operacional novinho em folha (OS X 10.5 – Leopard) e conhecido por sua estabilidade, dar um kernel panic e te forçar a um reboot quando você não está maltratando o micro com trocentos programas abertos ao mesmo tempo é muito pequena. Exceto, claro, quando o documento é importante, você está em cima do prazo e ele não está salvo (mim é uma anta, mim é uma anta…). Aí, de acordo com o primeiro princípio da Lei de Murphy, ela é de exatos 101%.

Ha, uma atualização de estabilidade! Tarde demais…Foi também uma ótima hora para descobrir que o Pages não tem um recurso de Autosave, como no Word. Ou se tem não funcionou, porque a última versão do documento que consegui recuperar foi uma salva na noite anterior. Desgraça pouca é bobagem, e lá vai o Rigues refazer trabalho… acho que não sentia tanta raiva assim desde aquela noite maldita em 2003. O pior foi que Murphy ainda resolveu tripudiar. Depois do reboot, aparece na tela a janela ao lado.

Que lindo não! Uma atualização de sistema que resolve problemas de estabilidade… justamente como o que eu acabei de ter. Não podia ter aparecido meia hora antes? Saco…

UPDATE: Tem algo muito errado nessa história. Acabei de ter um novo kernel panic, o segundo em uma semana, contra nenhum em quase dois anos como um Mac Mini PPC com o Tiger. Pelo Crash Log (veja primeira imagem do post) o culpado é o módulo wireless. Realmente, notei que a rede “parou” pouco antes do crash. Mais essa agora…

Kernel Panic no OS X

E pra alegrar um pouco, uma tirinha do sensacional pinguim enxaqueca, por Daniel Trezub (Trezub, trazo bicho de volta!)

Pinguim Enxaqueca

Rigues nas bancas

Mac+ 17 - Já nas bancas!Aquela matéria sobre a qual comentei há algum tempo, sobre formas de rodar o Windows Vista no Mac OS X, já está nas bancas. É parte da Mac+ no 17, páginas 42 a 47. Além disso, a revista traz tudo o que você sempre quis saber sobre os novos iPods, um especial sobre o Final Cut Studio 2, um guia com várias opções de caixas de som para seu iPod, um tutorial sobre criação de bancos de dados no FileMaker Pro, uma introdução ao Numbers, dicas para calibração de monitores e um tutorial sobre remixagem de áudio no Logic. Compre Djá! 🙂

GMail com IMAP no Apple Mail

A notícia saiu no blog oficial do GMail: agora o serviço de e-mail gratuito do Google tem suporte a IMAP. Viva! Para quem não conhece (culpa dos provedores brasileiros, que preferem POP3), IMAP é um protocolo para acesso a e-mail que mantém as mensagens e pastas no servidor, e não em sua máquina local. Seu programa de e-mail baixa só o cabeçalho das mensagens, e quando você clica em uma para ler, aí sim ele baixa a mensagem completa.

Isso tem algumas vantagens óbvias: fica muito mais fácil, por exemplo, mudar de cliente de e-mail. Afinal, as mensagens não estão armazenadas nele, e o programa passa a ser apenas uma “janela” para o conteúdo no servidor. Quem acessa o e-mail com dispositivos móveis, como PDAs, também se beneficia, porque vê a caixa postal do jeitinho que ela estava no desktop, e todas as mudanças feitas no portátil são automaticamente sincronizadas no servidor. É uma maravilha.

Inspirado pela novidade, resolvi dar uma folga pro bom e velho Thunderbird e experimentar o Mail, cliente de e-mail padrão do Mac OS X 10.4, que não usava já há uns 2 anos. A configuração da conta foi rapidinha, e logo as mensagens começaram a aparecer. Mas infelizmente, depois de dois dias acabei desistindo da idéia.

Não sei se é o Mail (vou experimentar mais tarde com o Thunderbird), mas o acesso via IMAP é MUITO lento, a ponto de irritar. O programa levou várias horas para baixar os cabeçalhos de todas as mensagens. Quando clico em uma mailbox, ele leva vários segundos pra me mostrar as mensagens armazenadas. Alguns cabeçalhos não foram baixados, há buracos óbvios nas discussões mais antigas. Buscas também são lentas, e vira e mexe uma ação é interrompida ou uma pasta fica desabilitada por alguns minutos porque o programa diz que não conseguiu fazer conexão com o servidor. Ah, e a codificação de texto de várias mensagens também está errada, e o programa andou substituindo acentos por ?? em todo canto. (mesmo com a opção correspondente em Automático, ou forçada para a codificação certa).

Por enquanto, acho que vou é tentar me acostumar com a interface web do GMail mesmo (ela não é ruim, mas eu realmente prefiro um cliente tradicional). Quem sabe no Leopard as coisas não melhoram?