Momentos embaraçosos

Embora tenha investido grandes quantias no desenvolvimento de seus sistemas operacionais no início da década de 90, principalmente em relação ao Windows, me parece que a Microsoft ficou sem grana para o marketing. Ou isso, ou havia uma extrema falta de bom-senso e bom-gosto no departamento de marketing da empresa.

A primeira prova é este “rap” em vídeo, onde alguém que pode ser descrito como um “professor maluco” e três “chacretes” (que por algum motivo me lembram a Uhura em Star Trek) cantam os benefícios do upgrade para o MS-DOS 5.0. Entre eles, pelo menos 45K de memória livre. Gimme five!

O outro é um episodiozinho no melhor estilo “missão impossível”, onde uma executiva com óculos absurdamente grandes deve elaborar um relatório que impeça a concorrência de adquirir uma empresa na qual a companhia onde ela trabalha está interessada. Mas ela tem uma arma secreta: o novíssimo “Windows 386” (isso e uma música terrível). Vamos direto à segunda metade, que é o que interessa:

Fica aqui um conselho para as empresas: se seu produto não é “cool”, nem tente transformá-lo, sob o risco de virar motivo de piada.

HP amplia linha de notebooks para o mercado empresarial

HP Compaq Business Notebook 2710pEm um evento para a imprensa realizado hoje em São Paulo, a HP mostrou uma série de produtos voltados ao mercado empresarial, entre eles um Smartphone, um PDA com GPS e seis novos modelos de notebooks, com configurações e características variadas.

Os notebooks vão de Tablet PCs conversíveis com telas de 12,1 polegadas (HP Compaq Business Notebook 2710p) a workstations portáteis (HP Compaq Business Notebook 8510w) com processadores Core 2 Duo T7300 e até 4 GB de RAM. Ainda assim há características comuns entre todos os modelos: processadores Intel dual-core (Core Duo ou Core 2 Duo), pelo menos 1 GB de RAM, disco rígido de 100 GB ou mais, gravador de DVD (Single-Layer ou Super Multi Dual-Layer), baterias com recurso de carga rápida (90% da capacidade em 90 minutos) e, algo incomum em máquinas corporativas, monitores widescreen. Todos vem com o Windows Vista Business, e em alguns modelos também há opção de Windows XP Professional e Windows Vista Home Premium.

As máquinas foram desenvolvidas seguindo o tema de Segurança, Facilidade de Uso e Durabilidade. Para atender a este último quesito elas tem partes do gabinete em magnésio (especialmente as dobradiças entre o chassi e o monitor), acabamento HP Durafinish e teclado com tecnologia HP Durakeys, que visam deixar a máquina sempre com aparência de nova. Quanto à facilidade de uso, um dos destaques é o sistema Quicklook (não, não é o da Apple), que permite que o usuário consulte sua agenda e lista de contatos, armazenados no notebook, sem precisar carregar o sistema operacional. É uma variante do Quickplay, já usado nos notebooks domésticos da HP e que permite ouvir músicas e assistir DVDs imediatamente, sem precisar esperar pelo Windows.

Por fim, falando em segurança, todos os modelos tem um módulo de segurança (o famoso TPM) embutido, e alguns contam com leitor de impressões digitais, para autenticação biométrica. Também há opção para leitor de smartcards e um filtro de privacidade, que impede que as pessoas que estão ao seu lado consigam ver o que está no seu monitor. As ferramentas de segurança HP ProtectTools completam o pacote, com opção de criptografia de todo o disco rígido.

Os preços dos novos notebooks variam de R$ 2.399 (HP 530) a R$ 9.199 (HP Compaq Business Notebook 8510w ). A HP também comercializa uma vasta gama de acessórios, que incluem mouses, maletas, bases de expansão (docking stations), bases ajustáveis e baterias de longa duração.

Dell lança linha de PCs para a pequena empresa

Logo DellA Dell organizou hoje uma coletiva para apresentar sua linha Vostro (significa “vosso”, em Latim) de notebooks e desktops. São máquinas com processadores Intel ou AMD e configurações flexíveis, projetados para atender às necessidades de TI de pequenas empresas, aquelas com em média 25 funcionários. Trata-se de um mercado que, segundo estimativas, deve dobrar de tamanho nos próximos três anos. Mais que hardware, a linha Vostro é, nas palavras de Sidnei Shibata, Gerente de Marketing de Produtos da Dell, “Um ecossistema que também inclui suporte e serviços“.

De acordo com dados da empresa, mais de 85% das pequenas empresas não tem uma equipe dedicada para cuidar de sua estrutura de TI, e 55% delas sentem dificuldade em gerenciá-la usando ferramentas desenvolvidas para companhias de maior porte. Serviços como a garantia on-site de um ano (expansível a até quatro anos), o atendimento remoto via Dell Connect e atendimento preferencial via suporte Gold trazem à pequena empresa os mesmos serviços já oferecidos às grandes.

A Dell também procurou reduzir ao mínimo a quantidade de software pré-instalado nas máquinas, para garantir que elas possam ser colocadas em produção o mais rápido possível. Entre os programas inclusos está o Dell Suport Center, um software que lembra em conceito a suíte ThinkVantage da Lenovo e concentra ferramentas para auxiliar na manutenção da máquina, de uma desfragmentação de disco a criação de backups e restauração do sistema ao estado original de fábrica.

Também há o Dell Network Assistant (DNA), que automatiza, otimiza e repara conexões de rede. E no fim do ano a Dell espera oferecer um serviço chamado Datasafe Online Backup que dará 10 GB de espaço, por máquina, para backup de informações críticas de sua empresa em um Datacenter da Dell. A idéia é oferecer o primeiro ano de uso gratuito, e cobrar assinatura por períodos subsequentes. É uma idéia muito interessante: muitas empresas não fazem backup por não ter estrutura para armazenamento dos dados ou conhecimento dos softwares necessários. Uma solução rápida e prática pode ter bastante apelo junto ao mercado.

Estão no mercado a partir de hoje o Desktop Vostro 200, com processadores Intel (De Celeron a Core 2 Duo) e o notebook Vostro 1000 (com processador AMD). Em setembro chegam mais três notebooks: Vostro 1400, 1500 e 1700, todos com processadores Intel Core 2 (os modelos 1500 e 1700 são Santa Rosa) e telas de 14, 15 e 17 polegadas, respectivamente.

Dell Vostro 200

Dell Vostro 1000

Os preços variam de acordo com a configuração, mas um Vostro 200n, com um Celeron D420, 512 MB de RAM, 2 HDs de 80 GB, leitor de DVD e sem monitor nem sistema operacional sai hoje por R$ 1.192 no site da Dell. Já um notebook Vostro 1000 com um AMD Mobile Sempron 3500 de 1.8 GHz, 512 MB de RAM, 60 GB de HD, drive combo e LCD de 15,4 polegadas sai por R$ 3.576. Interessante notar que o Vostro 200 tem como opção os novos processadores Pentium Dual Core da Intel, sobre os quais o amigo Mario Nagano comentou algumas semanas atrás.

Por fim, durante o evento foi mencionado que as máquinas da linha Vostro serão oferecidas com três opções de sistema operacional (que podem não estar disponíveis em todos os modelos): Windows XP, Windows Vista e… FreeDOS. Epa, e o Linux? Segundo executivos, a Dell ainda está “analisando” a possibilidade de trazer configurações movidas a pinguim para o mercado nacional. Se elas vierem, será possível repetir aqui o sucesso dos EUA?

Quem derrubou o Skype?

Logo do SkypeQuem usa o Skype regularmente com certeza notou a interrupção de serviço que durou alguns dias na semana passada. Por um problema nos servidores de autenticação, quase 220 milhões de usuários ficaram impedidos de utilizar o sistema. A pergunta que não quer calar é: de quem é a culpa?

A princípio, representantes da Skype Limited informaram que a causa do problema foi um bug no programa, que só se manifestou (de forma catastrófica) agora. Mas alguns dias depois, um post em um fórum de discussão afirma que o problema foi causado pela ação de hackers russos.

Segundo o post, tais hackers estavam procurando uma falha local no programa, quando tropeçaram em um trecho de código capaz de causar um buffer overflow remoto e tirar um servidor de autenticação do ar. Devido à natureza “Peer-to-Peer” do sistema, quando um servidor some outro assume seu lugar. Entretanto, ele também caia vítima do buffer overflow, e assim sucessivamente, até toda a rede de autenticação do Skype estar fora de combate. É como atirar em patinhos de metal enfileirados no parque de diversões. O post traz, inclusive, um trecho do código que teria sido usado para causar o problema.

Representantes da Skype foram rápidos em negar o ataque, e continuaram insistindo na história do bug. Entretanto… hoje apareceram com uma outra explicação: a culpa é, parcialmente, da Microsoft. O problema teria sido causado pela “Patch Tuesday” (Terça dos Patches) dia do mês no qual a Microsoft lança correções de segurança para seus sistemas operacionais. Uma destas correções forçava um reboot na máquina, e o imenso volume de PCs se desconectando da rede e tentando se reconectar ao mesmo tempo teria gerado uma sobrecarga. Nesse momento uma falha no mecanismo de “auto-regeneração” da rede Skype teria criado um efeito cascata que causou os problemas durante dois dias.

O problema com essa desculpa é: esta não é a primeira Patch Tuesday da Microsoft, a data já é tradição. Porque o problema nunca aconteceu antes? OK, desta vez havia um patch que forçou um reboot até mesmo em máquinas com o auto-update desativado, mas isso já ocorreu outras vezes.

Sei não. A princípio eu não levei os hackers muito a sério, mas que essa história de patches da Microsoft cheira a “cover up” para salvar o próprio traseiro, cheira. A Skype preza pelo fato de que sua rede é considerada “segura”, e admitir um ataque, mesmo que ele não tenha colocado informações em risco, poderia manchar a imagem da empresa. Ainda mais agora, quando ela se esforça para crescer junto aos usuários corporativos.

Lote de equipamentos NeXT à venda no eBay

Está à venda no eBay um lote de equipamento de informática digno de ser exposto, com orgulho, em qualquer museu de tecnologia do mundo. Trata-se de um NeXT Computer, o primeiro computador da NeXT (empresa fundada por Steve Jobs após sua saída da Apple) e um pacote completo de periféricos, software e documentação.

O NeXT Computer, com seu gabinete de magnésio em forma de cubo (soa familiar?) foi atualizado com uma placa com um processador Motorola 68040 de 25 MHz e 52 MB de RAM. Internamente há um HD SCSI de 2 GB da Seagate e um a unidade de leitura de discos magneto-ópticos de 256 MB cada. Além da máquina, o pacote inclui um monitor preto e branco (Megapixel Display), teclado e mouse originais, uma impressora laser preto-e-branco, também da NeXT, caixa de som, drive de CD e Floppy (de 2.88 Mega) externos – ambos em cases no estilo NeXT – e um conjunto completo de cabos, software (inclusindo sistema operacional e versões do Mathematica) e manuais e guias. Tudo funcionando e em excelente estado de conservação. Na página do leilão há até um screenshot do NeXT Computer acessando o Google. Interessante, se você considerar que a “Web” como a conhecemos (tanto o primeiro servidor HTTP quanto o primeiro cliente) nasceu num destes computadores.

No momento em que escrevo isso, o lote está cotado a US$ 710, com uma semana para o término do leilão. Tenho a impressão que o preço vai subir, e bastante, até o final. Esse lote é o sonho de qualquer colecionador. Ah se eu tivesse dinheiro sobrando… 🙂

Nokia faz recall de 46 milhões de baterias

A Nokia emitiu um comunicado alertando para um problema com 46 milhões de baterias modelo BL-5C, usadas em 52 modelos de telefones celulares, produzidas entre Novembro de 2005 e Novembro de 2006 pela Matsushita (Panasonic). A empresa alerta que sob “raras cinrcunstâncias” as baterias podem superaquecer e inchar, embora não haja perigo de explosão. Em 100 incidentes reportados , não houve nenhum caso de dano pessoal ou à propriedade.

Para saber se a bateria de seu celular é afetada, a Nokia disponibilizou um site com uma ferramenta de consulta. Basta digitar o número de série para obter uma resposta. Em caso positivo, a empresa realizará a troca gratuita da bateria defeituosa. A Nokia também colocou em operação um número de telefone, 0800 770 1282 (alternativas 4003-2525 e (11) 5681-3333) para esclarecer dúvidas dos consumidores.

Agora, só um recado para a Nokia: vocês insistem que isto não é um “recall”, mas apenas um “alerta ao consumidor”. Mas francamente, tem cara de pato, grasna como um pato e anda como pato, então é um pato. Ou recall. Vocês não tem do que se envergonhar, problemas acontecem com todo mundo, e estão fazendo a coisa certa ao comunicar os consumidores. O problema é que ao “diminuir” a importância do evento, é possível que consumidores não levem a sério ao problema, o que pode levar a mais incidentes com baterias no futuro. Pensem nisso.

A cidade dos eletrônicos

O Wall Street Journal tem um artigo muito interessante que mostra um pouco do tamanho e do modo de operação da Hon Hai (também conhecida como Foxconn), a gigantesca empresa chinesa que fabrica peças e produtos para alguns dos principais nomes em eletro-eletrônicos no mundo, como Apple (iPods e iPhones), Nokia (celulares e peças), Dell (peças), Sony (Playstation 2), Nintendo (Wii) e muitas outras.

A principal fábrica da empresa, conhecida como Longhua Science & Technology Park (parque de ciência e tecnologia de Longhua) é uma verdadeira mini-cidade, com bancos, dormitórios, academias, piscinas, lojas, restaurantes e áreas de lazer, que atualmente abriga 270 mil funcionários. Eles trabalham e moram na fábrica, em jornadas de seis dias semanais. O conceito pode parecer estranho para nós, mas é bastante comum na Ásia. Visitei uma fábrica da Samsung no Complexo Industrial de Gumi, perto de Daegu, na Coréia do Sul, que funcionava com o mesmo sistema.

Além disso, a empresa tem fábricas em vários outros países, inclusive no Brasil (em Manaus, onde produz peças para celulares). Atualmente a Hon Hai é a maior exportadora da China (e de alguns países onde está estabelecida, como a República Tcheca), onde tem 450 mil funcionários. E como esse império começou? Com um investimento de US$ 7.500, fabricando botões de plástico para seletores de canal em TVs preto-e-branco.

Os novos chips móveis da Intel

Durante a palestra sobre mobilidade, apresentada ontem à tarde por Marcelo Gonçalves, gerente de produtos de mobilidade para a América Latina na Intel, pude ter uma boa idéia de qual é o “roadmap” da empresa nessa área e uma palhinha do que está vindo por aí em breve.

Em primeiro lugar, se você acha o Santa Rosa o máximo, espere cerca de um ano. É quando está previsto o lançamento do Montevina, a próxima geração da plataforma de tecnologia para notebooks Centrino, da Intel. Dentre os destaques estão um novo processador (codinome Penryn, feito com processo de 45 nanômetros), uma interface de rádio melhorada com suporte a 802.11a/b/g/n e WiMax, decoder integrado para vídeo de alta definição (Blu-ray e HD-DVD, integrado ao processador de vídeo), consumo de energia reduzido e componentes fisicamente 40% menores, o que o torna adequado também para uso em mini-notebooks e sub-notebooks. Antes dele, deve chegar ao mercado (provavelmente no começo do ano, a data não foi mencionada) um “refresh” da plataforma Santa Rosa, com processador a 45 nm com menor consumo de energia. Esse refresh muito provavelmente manterá o nome atual de Centrino Duo.

Outra coisa interessante foi a solução de um mistério que começou no ano passado, quando a Intel vendeu toda a sua divisão responsável pelos processadores XScale para a Marvell. Não fazia muito sentido, se livrar do desenvolvimento de tecnologia para sistemas embarcados justamente durante um “boom” nos dispositivos (celulares e PDAs avançados, tablets para acesso à Internet)  que demandam tal tecnologia. Mas agora as coisas se encaixam: em vez de trabalhar em evoluir o XScale, a Intel achou mais vantajoso concentrar esforços e “reduzir” e aprimorar tecnologia e plataformas já existentes para uso em dispositivos móveis.

Marcelo comentou a existência de dois processadores móveis derivados da tecnologia do Pentium M, chamados A100 e A110 (codinome “Stealey”), baseados no processo de 90 nm com 512K de cache. Juntos com o chipset Intel 945GU (“Little River”) eles formam a base para a plataforma Intel Ultra Mobile 2007, para dispositivos “small form factor” com baixo consumo e alta performance. A100/110 podem ser novidades, mas a Intel já está planejando seu sucessor, codinome Silverthorne. Pouco se sabe sobre ele, exceto que é baseado no processo de 45 nm e será usado em Mobile Internet Devices (MID) e UMPCs. Deve aparecer no mercado em 2008.

A Intel sabe muito bem a importância do mercado móvel e ultra-móvel, e vai fazer de tudo para reproduzir nele a liderança que tem no desktop. Marvell e Samsung que se cuidem.

O Classmate PC entra em ação

Alunos com o Classmate PCA escola da Fundação Bradesco em Campinas iniciou ontem (02/08) o uso do Classmate PC, o laptop educacional da Intel, em suas salas de aula. É a segunda etapa de um programa que começou no final do ano passado, quando 130 alunos e 5 professores da escola usaram 46 máquinas durante três meses para avaliar o conceito e aprimorar a ferramenta. Após um ano em prática em Campinas o projeto vai ser estendido, em uma terceira etapa, a todas as 40 escolas da Fundação, que já conta com 600 máquinas: 300 próprias, 200 doadas pela Intel e 100 pela Positivo, que monta o Classmate PC no Brasil.

As salas de aula foram equipadas com a tecnologia necessária para suportar os notebooks: dois roteadores wireless (802.11g, 54 Mb/s) e sistema de som. Algumas classes também tem uma lousa inteligente ligada a um projetor, que o professor pode usar para mostrar imagens, vídeos ou páginas da Internet para os alunos, além de transmitir automaticamente as anotações da lousa para os Classmate PCs. Os 33 professores da escola foram formados no programa Intel Educar e participaram de oficinas de capacitação nas soluções que compõem o pacote de software que acompanha as máquinas. Cada um tem seu próprio notebook (um modelo comum), equipado com software que permite monitorar, controlar e dirigir as atividades dos alunos.

A autonomia de bateria de cada Classmate é de cerca de 4 horas, e as baterias são recarregadas em armários “especiais” durante o recreio ou ao fim das aulas. Na escola de Campinas as máquinas estão sendo usadas em turnos alternados (manhã e tarde), portanto as crianças não as levam para casa. Elas foram projetadas para sobreviver a bastante abuso, mas após o piloto no ano passado os responsáveis pelo projeto notaram algo interessante: as crianças cuidam muito bem dos notebooks, como se fossem seus. As menores chegam até a se afeiçoar pelas máquinas, e com todo cuidado as colocam “para dormir” no armário no fim de cada dia.

As máquinas estão sendo usadas como um complemento, e não um substituto, das atividades tradicionais. Durante minha visita, por exemplo, os alunos estavam participando de uma tarefa de literatura dividida em duas partes: a primeira consistia na leitura e interpretação de um poema de autoria de Pedro Bandeira. A segunda, usando o Classmate, consistia na pesquisa de informações sobre o poeta na internet (usando sites de busca e fontes sugeridas pelos professores) e na criação de um “poema multimídia”, usando como ferramenta o Powerpoint[1]

Pelo que vi durante a tarde desta quinta, a aceitação do Classmate PC entre as crianças é muito boa. Não é surpresa que algumas digam que preferem estudar no notebook ao método tradicional com quadro e livro. Muitas não tem computador em casa, e a máquina da Intel é seu primeiro contato com o mundo da informática e a Internet. E elas aprendem muito rápido: a turma mais experiente usava com desenvoltura navegador (Firefox), editor de textos (Word) e ferramenta de apresentações (Powerpoint). E quem ainda não “pegou o jeito” da coisa não fica para trás: as crianças são rápidas em ajudar o coleguinha do lado a resolver um problema.

Criança usando o Classmate PC

Independente do sistema operacional que roda nas máquinas, ou mesmo da plataforma utilizada (Classmate ou XO), a idéia de levar a informática para dentro da sala de aula é extremamente poderosa. Os computadores não substituem o professor, mas são uma ferramenta para que ele, devidamente capacitado, possa apresentar melhor o conteúdo e incentivar os alunos a participar do processo de aprendizado, em vez de serem meros “robozinhos” que decoram e regurgitam o que é mostrado no quadro. E quando as crianças participam, elas aprendem mais e tomam gosto pelo aprendizado. E isso faz toda a diferença.

Há mais fotos das máquinas, estudantes e do Intel Editor’s Day como um todo no Flickr. Mais imagens, títulos e comentários seguirão ao longo do dia 😛

[1] Os defensores do Software Livre não precisam se preocupar, também existe uma versão do Classmate PC com software Livre (Linux), baseado em uma distribuição da Metasys. Fica a cargo da escola escolher a solução mais adequada para suas necessidades. A Fundação Bradesco escolheu equipar suas máquinas com o Windows XP Pro e softwares da Microsoft.

A vida no Google

Post interessante em um blog de um funcionário na Microsoft, contando um pouco de como é a vida no Google. Três refeições gratuitas ao dia, camisetas e guloseimas à vontade, transporte gratuito, banda larga subsidiada e outras maravilhas. Aqui em SP eles tem até sala de massagem e videogames. Fica fácil entender porque os funcionários adoram a empresa.