Casemod rápido num Dingoo

O Dingoo preto do meu enteado (Gabriel) morreu “afogado”, e resolvi aproveitar o que dava como peças sobressalentes. Olhei pros botões pretos, pro meu Dingoo branco, lembrei do meu DS “Stormtrooper” e não deu outra. Cinco minutos depois nascia isso aqui:

E nem é preciso sacrificar um Dingoo preto para fazer o mod. O Dealextreme tem carcaças pretas avulsas, por apenas 16 dólares e frete grátis.

1ª Grande Venda de Garagem do Rigues


Quer Portrait of Ruin por R$ 50? Clique aqui!

Andei avaliando as coisas aqui em casa nos últimos dias, e encontrei um monte de itens que não uso mais. Com @babyrigues a caminho preciso de espaço (e dinheiro), então veio a idéia: porque não vender tudo isso? Nasceu assim a 1ª Grande Venda de Garagem do Rigues, que já está rolando!

Basta folhear este álbum do Flickr para saber o que está à venda, em quais condições e por qual preço. Gostou de algo? É só clicar no link [Comprar] ao final de cada descrição para me mandar um e-mail. Mas antes, algumas regrinhas:

  1. Forma de pagamento: à vista, em dinheiro ou depósito bancário
  2. Forma de entrega: retirada em mãos em SP ou envio pelo correio, por conta do comprador
  3. Sem descontos, a não ser em lotes imensos
  4. Sem reservas, quem chegar primeiro leva

No lote atual temos cartuchos originais de GBA, Megadrive e Nintendo DS por R$ 50 cada (inclusive três Castlevania e a série Streets of Rage completa), além de um netbook e gadgets variados. Muito mais está por vir. Participem, espalhem a notícia e me ajudem a arrumar espaço pro berço do filhote!

Resgatando um Master System

Sábado passado, dia do meu aniversário, meu tio Orlando aparece em casa com o tipo de presente que eu mais gosto: um Master System 3 (modelo “Collection” com 74 jogos na memória) que encontrou jogado perto de alguns sacos de lixo, junto com dois controles. Adoro consoles antigos, e “recauchutar” um deles para trazê-lo de volta à ativa é ainda mais divertido.

Geralmente não é preciso muito esforço: batendo o olho na placa-mãe você logo nota a causa do problema. Fora a sujeira, o mais comum é um fio partido, fusível queimado ou componente comum como um capacitor estourado. Uma boa limpeza, um pingo de solda aqui, outro ali e o brinquedo volta a funcionar como tivesse saído da loja.

Foi  o que aconteceu com este Master System. Fora a imundície, tudo o que ele precisava era de um cabo de força novo. Improvisei um, liguei na tomada e pronto! Em segundos o menu de seleção de jogos estava na tela, e eu estava me deliciando com Columns, Sonic e Outrun. Ah, bons tempos em que eu passava as férias grudado no Master System do mesmo tio, tentado bater os recordes de OutRun publicados pelas revistas da época 🙂

Aproveitei a chance pra tirar umas fotos das entranhas do console. O “coração” é um “Master System on a Chip” identificado como “ATT600”. Fora ele há um chip de memória contendo os 74 jogos e um Altera que deve fazer a parte de “Megaram” e se encarregar de pegar o jogo selecionado na memória e colocá-lo na RAM do console como se fosse um cartucho qualquer. O transformador é interno e meu modelo felizmente ainda tem um slot de cartuchos (eliminado no modelo seguinte, com 131 jogos). O cabo A/V para ligação à TV é o mesmo do meu Megadrive 3 da TecToy (que também veio com jogos na memória). Seguem as fotos:

Aventuras com Super Mario Galaxy 2

Aproveitei uma recente viagem aos EUA para comprar Super Mario Galaxy 2 no dia do lançamento. Chego em casa ansioso para estrear o jogo, coloco o disco no Wii e… ele pede uma atualização de sistema.

Aqui está o meu problema: meu Wii tem um modchip e vários programas homebrew instalados, e atualizações de sistema não são nada amigáveis com eles. Na melhor das hipóteses elas fazem com que os programas deixem de funcionar ou os desinstalam. É o caso da atualização para a versão 4.2U do System Menu no disco do Super Mario Galaxy 2. Na pior das hipóteses, uma atualização pode “brickar” um console modificado, transformando-o em um peso de papel.

Não disposto a arriscar, parti para o plano B: instalar o jogo no HD externo conectado a meu Wii, e carregá-lo usando o USB Loader GX. Com isso elimino a partição de update (que não é copiada para o HD), fico só com o jogo e ele roda sem problemas, certo? Errado! O jogo até começava a carregar, mas travava em uma tela preta logo após a tela inicial com informações de segurança. E não havia ajuste ou configuração que fizesse o jogo funcionar. Tentei atualizar versões do cIOS, do USB Loader, do firmware do modchip e nada.

Desanimado, mandei a precaução às favas e aceitei a atualização no disco do Super Mario Galaxy 2. Como esperado, ela “fez a limpa” no console e removeu versões customizadas do sistema operacional (cIOS), BootMii, DVDX e tudo o mais. Mas o videogame ainda funcionava. E o melhor, o jogo rodou!. Fiquei feliz da vida e pensei: “Bom, agora o jogo tá rodando. Hora de reinstalar tudo o que ele removeu do console“.

Segui este guia para refazer as modificações no Wii. Com tudo de volta em seu devido lugar, fui jogar mais um pouco de Super Mario Galaxy 2 e… surpresa! O jogo pede de novo uma atualização de sistema, provavelmente porque notou que fui um menino mau e reinstalei tudo o que ele teve o trabalho de remover.

Portanto, fiquei preso em um dilema. Eu podia jogar Super Mario Galaxy 2, mas teria de abrir mão de todos os emuladores que tenho no console e da comodidade de carregar os jogos a partir de um HD externo com o USB Loader GX. Ou podia ficar com tudo isso e abrir mão de Super Mario Galaxy 2 e dos US$ 50 que paguei por ele. “Saco, tem que ter uma solução“, pensei.

E tinha: no desespero, instalei um programa chamado StartPatch, que modifica o comportamento do System Menu (a interface gráfica do Wii), permitindo que o usuário altere uma série de parâmetros que normalmente estão fora do seu alcance. Coisas como se livrar da tela de “Health Warning” sempre que o console é ligado ou… bloquear atualizações via DVD!

Instalei o StartPatch seguindo este guia, e habilitei a opção Block Disc Updates. Rebootei o console, coloquei o DVD com Super Mario Galaxy 2 no drive e… rodou! Sem me forçar a atualizar e mantendo todo meu software homebrew intacto. Ainda não consegui fazer o jogo rodar a partir de uma cópia em HD, mas roda a partir do DVD original, o que é bom o suficiente.

Portanto, se você tem um Wii modificado e tem problemas com discos que exigem atualização (e a maioria delas não é necessária para jogar), experimente o StartPatch. Só um aviso: existe um pequeno risco da instalação do programa “brickar” seu console, se ele ficar sem energia bem na hora em que as modificações no System Menu estão sendo aplicadas. Mas o processo é bem rápido (cerca de três segundos), e você teria de ser bastante azarado para ser vítima deste problema. Ainda assim, é bom avisar.

E lembro que não presto suporte ao StartPatch ou qualquer outro software para o Wii. Tudo o que você precisa saber sobre homebrew e como desbloquear o console está disponível nos guias e sites que linkei neste post. Play safe, have fun!

Máquina de Arcade: Gambiarra I

Segundo passo nos meus planos de dominação mundial, ops, construção de minha própria máquina de arcade: transplantar os componentes para um “gabinete” temporário para que eu possa deixá-la montada em um canto e facilitar os testes. Afinal de contas limpar a mesa da cozinha, pegar a placa, a fonte, o HD, ligar tudo, catar o monitor do Gabriel, etc e tal não é produtivo.

O plano: dar um pulo em uma loja de materiais para arte, comprar placas de MDF (um tipo de compensado, mais resistente) e montar um caixote para abrigar os componentes. Mas minha preguiça, combinada ao mau-tempo constante em São Paulo nos últimos meses, interferiu e resolvi não sair de casa.

Plano B: seguir o conselho do Leandro Pereira, que disse no Twitter: “monta dentro da caixa”. Faz sentido, a placa-mãe veio dentro de uma caixa de papelão razoavelmente resistente e do tamanho certinho. Não caberia a fonte, mas ela é bem protegida e pode ficar externa, nem o HD, mas para testes iniciais um pendrive de 16 GB dá e sobra. Então mãos à obra!

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Máquina de Arcade: Está viva!!

As peças para o gabinete chegaram na segunda pela manhã, e corri para casa no final do expediente para poder brincar pelo menos um pouco com elas. Montei tudo, espalhado mesmo, sobre a mesa da cozinha aproveitando um teclado e mouse velhos que achei em um canto e o monitor LCD do micro do Gabriel. Para ver se funcionava, tasquei um pendrive com o Ubuntu 9.10. E não é que funcionou de primeira?

Gostei do desempenho do Atom 330 no geral: a máquina é silenciosa e “esperta”, responde rapidinho sem te deixar esperando. Infelizmente, os testes com o SDLMame desapontaram: o desempenho em um Atom dual-core não foi muito superior ao em um Atom single-core (no meu Dell Mini 9): Neo*Geo roda a 100% com frameskip zero, mas Out Run chega a só 60% da velocidade (e som sempre ruim).

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Máquina de Arcade: Testando software

As coisas não saíram exatamente como o esperado, e as peças para a máquina de arcade não chegaram na sexta-feira. Com isso, os testes que eu tinha planejado para o fim de semana com o hardware “real” foram por água abaixo. Mas nem tudo foi perdido.

Aproveitei a manhã de sábado para visitar algumas lojas na vizinhança de casa em busca de chapas de MDF para um gabinete improvisado, mas não tive sorte. E a preguiça me impediu de me aventurar mais do que alguns quarteirões além de casa, portanto a ida à Leroy Merlin mais próxima ficou para depois.

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Projeto de férias: máquina de arcade

Gabinete "Bartop"Se tudo sair como planejado (e isso é raro) entro em férias em pouco mais de duas semanas, pela primeira vez desde… caramba, desde 2001. É, eu sou louco mesmo, mas isso não vem ao caso (será?).

O que importa é que preciso de um projeto para me manter ocupado durante este período. Já tentei “projetos de verão” antes, mas a maioria foi por água abaixo por falta de tempo, e pela primeira vez este fator não vai estar contra mim. Então decidi tocar uma idéia que tenho na cabeça há MUITO tempo: montar minha própria máquina de arcade (ou, como chamavam na minha terra, “fliperama”). Não, não é essa da foto.

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Arquivos perdidos da CES 2009: Mana Potion

Tenho uma confissão a fazer: durante a cobertura da MacWorld e CES 2009 eu fiz nada menos que 72 vídeos, e só uma dúzia deles chegou a ir ao ar. É fácil entender o motivo: a correria é imensa, banda larga boa o suficiente para upload de vídeos está, por incrível que pareça, disponível apenas na sala de imprensa e há coisas demais para uma pessoa só administrar. O resultado é que acabei subindo apenas o que considerei “mais interessante” e deixei o resto “para depois”. E o depois acabou se arrastando por um ano.

Mas ontem, vendo as fotos do povo na fila para a apresentação do Ballmer, me lembrei dos vídeos e corri atrás. Encontrei vários clipes de bastidores (como a fila para o Ballmer, igualzinha), produtos curiosos e cenas inusitadas que encontrei por lá, e decidi começar a postar tudo isso no YouTube. Se eu for esperar até tomar vergonha na cara para editar e organizar tudo como se deve os clipes nunca irão ao ar. Portanto, estou postando o material “cru” ou com edição mínima.

A imagem não é das melhores (eu tinha acabado de comprar a filmadora em uma Best Buy dois dias antes, e estava aprendendo a usar), as cenas tremem (tente manter uma câmera estável depois de dormir só quatro horas na noite anterior e tomar cinco doses de espresso para compensar) e o áudio estoura, mas mesmo assim eles ainda valem a pena. São uma visão curiosa dos “bastidores da reportagem”, pra quem se interessa por como as coisas funcionam ou acha que a cobertura de uma CES é um paraíso de uma semana em cassinos, comida farta e gadgets legais.

Começo por um review da… Mana Potion, que não tem muito a ver com a CES propriamente dita: Mana Potions são energéticos vendidos para gamers nos EUA, batizados como as poções geralmente usadas para recuperar energia “espiritual” ou mágica em jogos de RPG. Tem uma composição diferente de bebidas como Red Bull, e prometem te deixar alerta sem “danos colaterais” como a agitação excessiva ou cansaço insuperável quando o efeito acaba.

Comprei (a US$ 3.50 o frasco) como última tentativa de encontrar uma alternativa às cinco doses de espresso. Funciona? NÃO:

O efeito colateral mencionado no vídeo aconteceu mesmo, e não foi NADA agradável. Câmera e “trilha sonora” por André Faure. Mais clipes em breve.

MSX na mídia

Há cerca de um mês e meio, recebi do pessoal da excelente revista Old!Gamer (especializada em jogos e consoles antigos, como diz o nome) a missão de escrever um “dossiê” sobre o MSX no Brasil. Já tinha feito isso antes, na finada EGM, mas desta vez a história é diferente: a matéria ganhou um espaço gigantesco de 10 páginas (um latifúndio em termos de revista), tive bastante tempo para preparar tudo e ainda contamos com um fotógrafo para a produção das imagens e acesso à enorme coleção de micros do Daniel Ravazzi (valeu Ravazzi!) para ilustrar o texto.

Some a isto tudo o excelente trabalho de diagramação da equipe da revista e o resultado, modéstia à parte, ficou excepcional. Nenhum fudeba pode ficar sem seu exemplar. A edição nº 2 da Old!Gamer deve chegar às bancas em novembro, mas o Fábio Santana liberou a publicação de um “teaser” aqui no blog. Dêem uma olhada na dupla de abertura:

"Dupla" de abertura da matéria na segunda edição da Old!Gamer
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