Archive for the 'Hardware' Category

Primeiras impressões: Sony Xperia P

Vida de analista é assim: você termina o review de um produto e imediatamente passa para o próximo da lista. No meu caso, mal o review do Xperia S foi ao ar (em vídeo e no site da PCWorld) e já estou com as mãos no Xperia P.

As impressões iniciais são favoráveis. A Sony corrigiu os principais erros de design do Xperia S, como a tampa do conector USB e os bizarros botões Android com o sensor de toque longe dos ícones. Prateado e com corpo em alumínio, o Xperia P tem um visual elegante e passa uma sensação de resistência. O design é como o do Xperia S: quadrado, com as laterais retas e traseira ligeiramente curvada.

O sistema é o Android 2.3, que já está passando da validade embora ainda seja aceitável em um aparelho “midrange” como esse. A Sony já prometeu um upgrade para o Android 4 (Ice Cream Sandwich), mas ele só irá acontecer após a atualização do Xperia S. Como essa está programada para setembro (aqui), o Xperia P só será atualizado no último trimestre de 2012, segundo a Sony.

Gostei da tela de 4″ (resolução de 540 x 960 pixels ou “qHD”, como no Atrix) que usa a tecnologia “White Magic” da Sony: basicamente a empresa embutiu pixels brancos entre os tradicionais pixels azuis, verdes e vermelhos de uma tela LCD, com isso aumentando bastante o brilho da imagem. Ele chega a 935 cd/m2, o dobro do anterior campeão no quesito brilho, o LG Optimus Black (530 cd/m2). E pra quê serve uma tela tão brilhante? Melhor contraste e visibilidade muito maior sob a luz do sol, entre outras coisas. Também gostei da câmera (8 MP, com Flash), que faz imagens muito boas, embora tenha tendência a “estourar” cores intensas, como no caso das pétalas do Gerânio abaixo (veja mais fotos no Picasa).

Por enquanto não gostei da memória não expansível (são só 16 GB internos), e da tampa do slot para o cartão microSIM, na lateral esquerda, que não para no lugar. A bateria é fixa, como no Xperia S (e inúmeros outros aparelhos) mas isso não me incomoda. Ainda não completei os testes de autonomia.

O concorrente mais próximo do Xperia P é o Galaxy S II Lite, da Samsung. O aparelho da Sony ganha na resolução de tela (540 x 960 / 480 x 800), memória interna (16 GB / 8 GB) , resolução da câmera (8 MP / 5 MP) e quantidade de RAM (1 GB / 768 MB), e tem uma porta micro HDMI nativa. O processador dual-core de 1 GHz (STE NovaThor U8500) é exatamente o mesmo em ambos, então aí temos um empate. Mas o aparelho da Samsung tem slot para cartões de memória e custa menos (R$ 999 contra R$ 1.399 pelo Xperia P), o que hoje em dia é um dos pontos mais importantes.

Terei um review completo do Xperia P no site da PCWorld (e no canal do YouTube) em breve. Mas antes tenho que publicar o review do RAZR MAXX, que é assunto pra outro post.

Consertando um HD externo Seagate Expansion de 1.5 TB

Na noite de ontem fui assistir a um filme usando meu Media Center (atualmente uma Boxee Box) e o HD externo começou a “estalar”, do nada. Quem lida com informática sabe o que esse som significa: o disco está morrendo, ou já morreu, e o que estava nele já era. No meu caso, todos os filmes e séries da casa. Gelei.

Pluguei o HD no Mac, e ele montou normalmente. Copiei um arquivo dele pro Mac, outro do Mac pra ele, tudo parecia bem… até ele começar a estalar de novo e sumir do desktop sozinho, sem eu mandar ejetar. Tirei da tomada, coloquei de volta e “pléc, pléc, pléc, pléc…”.

Já estava conformado em perder todos os meus arquivos, mas não ia desistir sem lutar. E procurando na internet, achei duas soluções que trouxeram o HD de volta.

A primeira foi este vídeo no YouTube, explicando um “mod” que na maioria dos casos resolve o problema. Não é complexo: envolve abrir o gabinete, dobrar ou isolar uma abinha de metal na carcaça (para que ela não toque no conector USB), isolar o fundo da gaveta e remontar. Coisa de 5 minutos. Infelizmente, não resolveu meu problema: quando pluguei o HD de volta ao Mac, ele continuou estalando.

Mas nos comentários do vídeo um leitor disse que embora o mod não tenha funcionado, uma atualização do firmware do HD (para a versão CC35) funcionou. Chato é que para isso é necessário plugar o HD a um PC rodando Windows (usando a interface SATA, fora do gabinete). Mas fora a chateação de abrir novamente o case do HD, o PC e fazer a atualização, também não é um procedimento complexo.

E foi a atualização do firmware que salvou o disco. Remontei o case, copiei vários GB de arquivos para ele, alguns outros dele para o Mac, religuei ele ao Media Center e até agora parece estar tudo bem. E o melhor: meus filmes e séries estão intactos.

Se você tem um Seagate Expansion de 1.5 TB ou um HD interno Seagate Barracuda LP ST31500541AS que anda “estalando”, tente as correções acima antes de jogá-lo fora e comprar um novo. Pode resolver, e você ainda economiza uma grana.

O Motorola Xoom e o roteador Linksys

Na última quarta-feira (13/04) recebi um tablet Motorola Xoom para review. Gravei um unboxing, botei o bicho na rede Wi-Fi da empresa e comecei a fuçar pra me acostumar com o brinquedo. Nisso o colega Henrique Martin, do ZTOP, pergunta via GTalk se eu estava tendo problemas com o Xoom: a unidade ele recebeu não conseguia baixar nada do Market, apesar de navegar na web. Disse que não e continuei fuçando.

No fim do expediente resolvi trazer o Xoom pra casa. Conectei-o à minha rede doméstica e… BINGO! parou de baixar coisas do Market. Os downloads nunca iniciavam, e de quebra ele não conseguia mais fazer streaming de nenhum vídeo do YouTube, apesar de navegar sem problemas na web.

Conversando com o Henrique notei que ambos temos conexões à Internet via Virtua e ambos temos o mesmo modelo de roteador Wi-Fi: um Linksys WRT120n. Um problema de rede foi descartado, já que o YouTube funcionava em todas as máquinas da casa e o Market funcionava sem problemas nos smartphones. A culpa parecia ser de uma incompatibilidade do Xoom com os roteadores.

Chegamos a mandar os tablets de volta para a Motorola, mas os danados se comportaram bem durante os testes lá e ninguém chegou a um diagnóstico. Até que um comentário no ZTOP deu a pista: alguém teve problema parecido com um Galaxy Tab, e a solução foi fazer toda a configuração inicial do aparelho via 3G, para só depois mudar para Wi-Fi.

O Xoom que recebi não tem 3G, mas meu smartphone tem. Compartilhei a conexão dele com o Xoom, fiz a configuração inicial (inclusive a primeira atualização do Google Maps) via 3G compartilhado e só depois mudei para Wi-Fi. Bingo! Agora o danado navega, baixa apps e faz streaming do YouTube na rede doméstica sem problemas.

O que pode ter causado ou solucionado o problema eu não sei, já que do ponto de vista do Xoom tanto a rede doméstica quanto a conexão compartilhada no smartphone são conexões Wi-Fi. Mas resolveu, e fica a dica: se um tablet Android (seja Xoom, Galaxy Tab ou qualquer outro) encrencar com o Market, restaure a configuração de fábrica e faça o setup inicial via 3G. Deve resolver.

Digitando no iPad

Faz um tempinho que comprei no DealExtreme um “case” para o iPad com um “pézinho” ajustável, para poder deixar o aparelho inclinado sobre uma mesa. O case é barato e está aguentando o tranco, e a inclinação é uma mão na roda na hora de deixar o iPad sobre a mesa como uma “segunda tela” para ler e-mail ou ver um vídeo. O problema é que a diferença entre os seis ângulos de inclinação possíveis é mínima, e em nenhum deles o iPad fica em uma posição confortável para digitar.


iPad e o case original. Bom para filmes, ruim para digitar

Eu posso resolver o problema comprando um case da Apple (o melhor pra digitar, na minha opinião, embora não pareça ser muito resistente) ou “dar o meu jeito”. Eu já tinha pensado em colar um segundo pézinho mais curto, sobre o primeiro, para poder deixar o iPad em um ângulo mais raso e confortável. Tinha pensado em fazer isso aproveitando um pezinho de porta-retrato, mas ontem mudei a abordagem.

Quando comprei os componentes para consertar meu GameGear comprei também um ferro de solda novo, e ele veio com um pequeno suporte para evitar de apoiar o ferro diretamente sobre mesa. Eu já tenho um bom suporte para ferro de solda, e estava prestes a engavetar o suporte novo quando notei que ele era perfeito para ser adaptado ao iPad.


Suporte para ferro de solda colado ao pézinho do case

Foi simples, bastou colá-lo sobre o pézinho do case com um pedaço de fita dupla-face. Não é a solução mais bonita e elegante do mundo, mas funciona que é uma beleza. Com o pézinho original tenho uma boa posição para ver filmes, e com o suporte “levantado” eu tenho uma boa posição para digitar. Combo!


Com o suporte, posição confortável para digitar

Ressuscitando um GameGear

É engraçado como as coisas funcionam. Há tempos eu tinha em uma gaveta um GameGear que “não funcionava”. Quando ligado não havia aparentemente nada na tela e um apito irritante no alto-falante, sem falar no fato de que ele se desligava sozinho após alguns minutos. Lembro que quando ele começou a dar esse problema (há alguns anos) eu cheguei a procurar ajuda na internet, mas não encontrei nada. Desisti e engavetei o GameGear como caso perdido.

Semana passada, em uma viagem a Curitiba, caiu na minha mão mais um Master System. Mas ao contrário do modelo que já tenho, com 74 jogos na memória, esse é o “modelo original”, o primeiro comercializado pela TecToy no Brasil, bem antes dela começar a lançar uma versão nova do console a cada 2 meses. O console veio “pelado”, sem controles (esses eu tenho), cartuchos (idem) ou a fonte de alimentação. A fonte é o problema.

O Master System tem um conector de força “bisonho” na traseira, um DIN-5, e eu precisava saber a pinagem daquilo pra não correr chance de torrar o console (se é que ele ainda funciona, não faço idéia porque peguei ele “no estado”). Pesquisando na internet, me lembrei do povo do projeto SMS Power, que visa catalogar jogos e hardware dos consoles de 8-Bits da Sega (SG-1000, SC-3000, Master System e GameGear). Eles tem fóruns de discussão,  informações sobre desenvolvimento, mods de hardware e afins. Infelizmente, não achei a pinagem da fonte lá, mas achei outra coisa muito interessante.

Na seção principal do fórum havia uma thread “fixa” com o título “Game Gear turns itself off/screen is unreadable/sound is gone/screen flashes“. Opa, tem alguém descrevendo exatamente o meu GameGear! Lendo a thread descubro que o problema é causado por capacitores defeituosos na placa-mãe, que “vazam” com o passar do tempo, e que há um tutorial ensinando como substituí-los.

Meu GameGear tem uma placa-mãe modelo VA1. Peguei no tutorial a lista de capacitores correspondente (são 12 na placa mãe) e dei um pulo em Sta. Ifigênia, onde encontrei todos facilmente a cerca de 20 centavos cada. Fora os valores de capacitância, minha única preocupação foi encontrar os menores capacitores possíveis, por causa do espaço limitado dentro do gabinete. Mas no final das contas ele não é tão crítico assim, e consegui soldar todos eles sem muito malabarismo. Pode ser difícil encontrar capacitores com a voltagem exata mencionada na lista (ex: 6.3V), mas componentes de voltagem maior (10v, cheguei a ter de usar um pra 35v) servem.


Placa-mãe de um GameGear “VA1″ com os capacitores marcados. Crédito: smspower.org

A foto acima mostra a posição dos capacitores. A troca se resume a “descolar” eles da placa-mãe usando uma pinça, dessoldar os terminais e soldar o componente novo no lugar. Quando vaza o eletrólito deixa um resíduo sobre os terminais, que pode dificultar a soldagem dos novos componentes (a solda parece “não pegar”). Limpar o resíduo com um cotonete embebido em álcool deve resolver o problema, e usar solda com fluxo ajuda ainda mais. Não custa lembrar que capacitores tem polaridade, marcada com os símbolos + e – no corpo dos componentes e na placa mãe. Tenha cuidado para não soldar nenhum componente “invertido”.

Depois de mais ou menos uma hora dobrando perninhas, arrancando capacitores velhos e queimando os dedos no ferro de solda, meu GameGear voltou à vida e está tão bom quanto novo. Foi um reparo rápido, barato e que vale a pena.

Casemod rápido num Dingoo

O Dingoo preto do meu enteado (Gabriel) morreu “afogado”, e resolvi aproveitar o que dava como peças sobressalentes. Olhei pros botões pretos, pro meu Dingoo branco, lembrei do meu DS “Stormtrooper” e não deu outra. Cinco minutos depois nascia isso aqui:

E nem é preciso sacrificar um Dingoo preto para fazer o mod. O Dealextreme tem carcaças pretas avulsas, por apenas 16 dólares e frete grátis.

1ª Grande Venda de Garagem do Rigues


Quer Portrait of Ruin por R$ 50? Clique aqui!

Andei avaliando as coisas aqui em casa nos últimos dias, e encontrei um monte de itens que não uso mais. Com @babyrigues a caminho preciso de espaço (e dinheiro), então veio a idéia: porque não vender tudo isso? Nasceu assim a 1ª Grande Venda de Garagem do Rigues, que já está rolando!

Basta folhear este álbum do Flickr para saber o que está à venda, em quais condições e por qual preço. Gostou de algo? É só clicar no link [Comprar] ao final de cada descrição para me mandar um e-mail. Mas antes, algumas regrinhas:

  1. Forma de pagamento: à vista, em dinheiro ou depósito bancário
  2. Forma de entrega: retirada em mãos em SP ou envio pelo correio, por conta do comprador
  3. Sem descontos, a não ser em lotes imensos
  4. Sem reservas, quem chegar primeiro leva

No lote atual temos cartuchos originais de GBA, Megadrive e Nintendo DS por R$ 50 cada (inclusive três Castlevania e a série Streets of Rage completa), além de um netbook e gadgets variados. Muito mais está por vir. Participem, espalhem a notícia e me ajudem a arrumar espaço pro berço do filhote!

Resgatando um Master System

Sábado passado, dia do meu aniversário, meu tio Orlando aparece em casa com o tipo de presente que eu mais gosto: um Master System 3 (modelo “Collection” com 74 jogos na memória) que encontrou jogado perto de alguns sacos de lixo, junto com dois controles. Adoro consoles antigos, e “recauchutar” um deles para trazê-lo de volta à ativa é ainda mais divertido.

Geralmente não é preciso muito esforço: batendo o olho na placa-mãe você logo nota a causa do problema. Fora a sujeira, o mais comum é um fio partido, fusível queimado ou componente comum como um capacitor estourado. Uma boa limpeza, um pingo de solda aqui, outro ali e o brinquedo volta a funcionar como tivesse saído da loja.

Foi  o que aconteceu com este Master System. Fora a imundície, tudo o que ele precisava era de um cabo de força novo. Improvisei um, liguei na tomada e pronto! Em segundos o menu de seleção de jogos estava na tela, e eu estava me deliciando com Columns, Sonic e Outrun. Ah, bons tempos em que eu passava as férias grudado no Master System do mesmo tio, tentado bater os recordes de OutRun publicados pelas revistas da época :)

Aproveitei a chance pra tirar umas fotos das entranhas do console. O “coração” é um “Master System on a Chip” identificado como “ATT600″. Fora ele há um chip de memória contendo os 74 jogos e um Altera que deve fazer a parte de “Megaram” e se encarregar de pegar o jogo selecionado na memória e colocá-lo na RAM do console como se fosse um cartucho qualquer. O transformador é interno e meu modelo felizmente ainda tem um slot de cartuchos (eliminado no modelo seguinte, com 131 jogos). O cabo A/V para ligação à TV é o mesmo do meu Megadrive 3 da TecToy (que também veio com jogos na memória). Seguem as fotos:

O media center evoluiu!

No meu post sobre o Media Center, reconheci que o hardware que utilizei estava aquém do ideal. Havia pouco espaço em disco (250 GB), o processador não era capaz de decodificar vídeos em HD e faltava um controle remoto.

E logo no primeiro comentário aparece o RicBit, nerd lendário e grão-fudeba, e sem querer dá uma de Miyamoto, virando a mesa com o comentário: “eu uso um Mac Mini como Media Center”. Sim, o Mac Mini é uma solução muito melhor. Pra começo de conversa é menor, consome menos energia e faz menos barulho que o Atom Dual que estava usando. Além disso, o processador Intel Core 2 Duo reproduz vídeos em HD na boa, e ele já vem com um controle remoto.

Pra completar, meu Mac Mini tem um HD de 500 GB à disposição, e os 250 GB do Atom estavam começando a ficar apertados. Então porque não usei o Mac Mini como Media Center? Simples, ele era meu desktop até ontem.

Era, daí a “virada de mesa”. Reconhecendo as vantagens, fiz uma troca geral na sala. O Mac Mini foi devidamente “faxinado”, seu HD de 500 GB esvaziado (era, pouco, usado para backups) e ele foi parar no rack. O software de Media Center é exatamente o mesmo do Atom, com as mesmíssimas configurações. Até o cliente BitTorrent rodando em segundo plano é o mesmo (Transmission).

Só mudei o sistema operacional: meu “Media Center 2.0″ agora roda o Snow Leopard, em vez do Ubuntu. Um bônus: o XBMC para Mac já tem suporte nativo ao Apple Remote (o controle remoto que acompanha todos os Macs desktop) e com isso ficou mais cômodo interagir com a máquina. Valeu RicBit!

E o Atom Dual? Mudou de emprego (pela terceira vez em duas semanas) e veio pra minha mesa como meu desktop. Rodando Ubuntu, claro. Dá conta do recado sem problemas, passei o dia inteiro trabalhando nele e rodando os programas de costume (navegador, IM, e-mail, MP3 Player, editor de imagens) sem reclamações. Só não gosto muito do barulho da ventoinha da fonte, mas nisso se dá um jeito :)

Um “media center” feito em casa

Como todo bom nerd com anos de internet nas costas, tenho espalhados pela casa vários gigabytes em filmes, séries e músicas, distribuídos em HDs externos, desktops, notebooks, CDs e DVDs. Minha esposa não é diferente. E embora ter uma coleção enorme de mídia sempre à disposição seja algo interessante, a organização estava deixando a desejar.

Um problema comum era nunca saber exatamente onde estava o arquivo que queríamos assistir. Outro era a duplicidade de conteúdo. E pior ainda era a questão de onde assistir: nossa TV é capaz de reproduzir arquivos MP3, H.264 e DiVX via USB, mas há restrições quanto ao codec exato, resolução, etc. Vira e mexe passávamos pela experiência frustrante de plugar um HD externo nela, escolher o arquivo e ver a temida mensagem “Formato Inválido!”. Até um de nós voltar para o PC, tentar uma conversão e esperar ela terminar, a vontade de ver um filme passou.

O PC é uma plataforma muito mais flexível nesse quesito: players como o VLC, Media Player Classic e MPlayer tocam praticamente qualquer coisa que você quiser. O problema é que assistir a um filme ou seriado na tela de 15″ de um notebook ou sentado em frente ao desktop não tem graça, ainda mais quando há uma TV LCD de 32 polegadas dando sopa na sala.

Foi aí que olhei para o rack, notei a caixa do “Gambiarra I” e veio o estalo: opa, ele é um PC e está ligado à TV. E toca filmes. Hmmm… porque não transformá-lo em um Media Center? Munido de algumas xícaras de café, hardware que eu já tinha por aqui e algumas buscas no Google, foi o que fiz.

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