Archive for the 'Internet' Category

Navegando em um netbook

Netbooks, como o ASUS Eee PC 701, foram feitos para “viver” na internet, daí o nome. Infelizmente, a resolução da tela, de apenas 800 x 480 pixels, complica um pouco as coisas: sites como a Wikipedia, ou as ferramentas do Google (Reader, Gmail, etc) são espertos o suficiente para adaptar o layout às dimensões reduzidas, mas a maioria é “hardcoded” para uma resolução de 1024 x 768 pixels. O que significa scroll lateral aos montes para poder ver “toda” a página.

Uma solução é usar o recurso de “zoom da página” (Page Zoom) para afastar a imagem e ver tudo de uma vez só. Mas é um saco ter de teclar Ctrl + e Ctrl - a cada site que você visita, o dia inteiro. Felizmente existe um complemento para resolver este problema: é o Default FullZoom Level.

Com ele você pode redefinir o zoom “padrão” que o Firefox vai usar para cada site visitado. Um valor de 80% é suficiente para o Eee PC, já que 800 pixels é cerca de 80% (na verdade 78% e alguns quebrados) de 1024. Isso elimina o scroll horizontal na maioria dos sites. Se o texto ficar pequeno demais para ler, é só ajustar manualmente para um nível confortável com o atalho Ctrl +. O complemento lembra automaticamente o ajuste usado em cada site, então você só precisa fazer isso uma vez.

O único ponto negativo é que o Firefox insiste em colocar uma fina “borda” preta cercando as imagens quando a página está redimensionada, o que estraga o visual de alguns sites. Mas é um preço pequeno a pagar pelo maior conforto na navegação.

Mac: “I can has Google Chrome?”

A CodeWeavers, conhecida pelo seu pacote “CrossOver Office”, que permite a execução do Microsoft Office e outros aplicativos Windows populares no Linux, lançou hoje uma versão do Chrome, o novo navegador do Google, adaptada para Macs e Linux. O kit batizado de “Codeweavers Chromium” inclui o navegador (baseado na versão Open Source do Chrome) e uma versão customizada do Wine (o navegador não roda direito na versão “padrão”).

Acabei de instalar a versão para Mac, que é distribuída em um arquivo .DMG com 46 MB. A instalação é como qualquer outro programa de Mac: dê dois cliques no arquivo .DMG para “montá-lo” como um disco, arraste o ícone do aplicativo para a pasta Applications e pronto. Na primeira vez em que o programa é aberto ocorre uma “configuração inicial” que é feita automaticamente e demora alguns minutos. Depois disso, o navegador surge na tela. 

O Chrome roda no Mac quase tão bem quanto no Windows, mas há limitações: não há plugins como Flash ou Quicktime, o que para muitos impede seu uso como o navegador principal. O redesenho e a rolagem da tela são nitidamente mais lentos, mas não irritantes, e há erros de transparência na hora de arrastar e soltar abas. Mas é uma boa opção para o usuário de Mac que está curioso para saber o porque de todo o burburinho, ou o desenvolvedor que não tem um PC por perto ou não quer ficar trocando de máquina para ver como fica um site que está desenvolvendo. Pelo menos até uma versão nativa do Chrome aparecer, sabe-se lá quando.

 

Chrome para Mac não tem o plugin Flash

Chrome para Mac não tem o plugin Flash

GMail com IMAP no Apple Mail

A notícia saiu no blog oficial do GMail: agora o serviço de e-mail gratuito do Google tem suporte a IMAP. Viva! Para quem não conhece (culpa dos provedores brasileiros, que preferem POP3), IMAP é um protocolo para acesso a e-mail que mantém as mensagens e pastas no servidor, e não em sua máquina local. Seu programa de e-mail baixa só o cabeçalho das mensagens, e quando você clica em uma para ler, aí sim ele baixa a mensagem completa.

Isso tem algumas vantagens óbvias: fica muito mais fácil, por exemplo, mudar de cliente de e-mail. Afinal, as mensagens não estão armazenadas nele, e o programa passa a ser apenas uma “janela” para o conteúdo no servidor. Quem acessa o e-mail com dispositivos móveis, como PDAs, também se beneficia, porque vê a caixa postal do jeitinho que ela estava no desktop, e todas as mudanças feitas no portátil são automaticamente sincronizadas no servidor. É uma maravilha.

Inspirado pela novidade, resolvi dar uma folga pro bom e velho Thunderbird e experimentar o Mail, cliente de e-mail padrão do Mac OS X 10.4, que não usava já há uns 2 anos. A configuração da conta foi rapidinha, e logo as mensagens começaram a aparecer. Mas infelizmente, depois de dois dias acabei desistindo da idéia.

Não sei se é o Mail (vou experimentar mais tarde com o Thunderbird), mas o acesso via IMAP é MUITO lento, a ponto de irritar. O programa levou várias horas para baixar os cabeçalhos de todas as mensagens. Quando clico em uma mailbox, ele leva vários segundos pra me mostrar as mensagens armazenadas. Alguns cabeçalhos não foram baixados, há buracos óbvios nas discussões mais antigas. Buscas também são lentas, e vira e mexe uma ação é interrompida ou uma pasta fica desabilitada por alguns minutos porque o programa diz que não conseguiu fazer conexão com o servidor. Ah, e a codificação de texto de várias mensagens também está errada, e o programa andou substituindo acentos por ?? em todo canto. (mesmo com a opção correspondente em Automático, ou forçada para a codificação certa).

Por enquanto, acho que vou é tentar me acostumar com a interface web do GMail mesmo (ela não é ruim, mas eu realmente prefiro um cliente tradicional). Quem sabe no Leopard as coisas não melhoram?

Por onde anda o Rigues?

Calma pessoal, eu não sumi nem desisti do blog. É que nas últimas semanas ando envolvido com um novo projeto, que tem consumido boa parte do meu já escasso tempo livre. É o Zumo, um novo blog de tecnologia focado em opinião sobre o mercado e conteúdo próprio, em parceria com os amigos Henrique Martin e Mário Nagano. Adicionem www.zumo.com.br aos seus bookmarks, nos vemos lá!

O BADCOFFEE continua, porém em um ritmo um pouco menor. Agora só preciso arranjar um dia de 36 horas e tudo ficará bem :) .

Multi-tarefa? Que multi-tarefa? – Parte II

Em Junho, um usuário do fórum de discussão sobre hardware 2CPU postou uma mensagem relatando algo interessante: ele notou que, sempre que há uma música em MP3 tocando, o desempenho de transferências de arquivo na rede local em sua máquina com o Windows Vista caía significativamente. E “quanto é significativamente?”, vocês me perguntam: bem, cerca de 90%. E não só com a música tocando. Mesmo com ela pausada, o desempenho continua baixo. Basta fechar o player para tudo voltar ao normal.

Um blogueiro da ZDNet resolveu investigar a história e encontrou o mesmo problema, embora “um pouco menos grave”. Queda de 50% no desempenho das transferências em rede, sempre que um programa reprodutor de música (ou vídeo) estava aberto. E não importa o programa: Windows Media Player 11, iTunes, Real Player, Windows Media Center, Nero ShowTime… em todos o mesmo comportamento se manifesta. Ou seja, é um “bug” no Windows, não no player. O problema não existe no Windows XP, e não está relacionado a sobrecarga do processador.

A resposta da Microsoft diz que parte do que acontece é “comportamento esperado”, parte não é.  Usuários com placas Gigabit Ethernet estão tendo uma degradação maior do que deveria, e a empresa estaria de olho no problema. Teoricamente, a queda no desempenho de rede seria para evitar problemas durante a reprodução de áudio, como ruídos e estalos.

Hmmm… não cola. O XP não tem esse problema, e não me lembro de ruídos e estalos durante transferências de rede.  Outros sistemas operacionais, como o Linux e Mac OS X também não tem problema nenhum em assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. E com os requisitos de hardware do Vista, uma queda de desempenho dessas é ainda menos aceitável.

O principal suspeito é o sistema de DRM utilizado extensivamente em todo o Windows Vista. O que levanta a questão: o que mas está sendo sacrificado em nome do bem-estar das gravadoras e estúdios de cinema?

Sites novos no pedaço

A turma da PC Magazine estreeou site novo hoje e decidiu, meio que às pressas, que meu blog e o do amigo Henrique Martin não são mais necessários. Sem aviso, as URLs antigas (pcmag.com.br/henrique e pcmag.com.br/rigues) foram desativadas. No meu caso o problema foi menos grave, já que este blog aqui no endereço novo está no ar há pelo menos um mês e perdi apenas um redirecionador (e os hits que vinham com ele). Mas no caso do Henrique a coisa é mais grave, já que tiraram a “casa” dele na Internet.

Mas não temam. Uma migração já estava sendo arquitetada e é com prazer que divulgo a nova URL do blog do Henrique Martin: ele é colega de servidor no http://henrique.badcoffee.info. Todo o conteúdo do velho blog na PCMag está lá, salvo alguns comentários recentes, e ele promete continuar postando com todo seu humor e conhecimento do mercado impressões e comentários sobre o mundo da tecnologia. Avisem os amigos!

E por falar na antiga casa… o novo site da PCMag tem espaço para vídeos. A idéia é legal, mas povo, só uma dica: chamar material de divulgação e vídeo chupinhado de outro site (sem crédito) de review não pega bem, nada bem… ainda mais em inglês.

“Video Reviews” no novo site da PCMag

iPAQ 510, o smartphone da HP

HP iPAQ 510Desde os tempos da finada Compaq, o nome iPAQ é sinônimo de PDA com Windows Mobile, ou seja, o que hoje é popularmente conhecido como PocketPC. Mas ao contrário do que o nome pode dar a entender, o HP iPAQ 510 é um smartphone, o primeiro produto da HP para o mercado de telefonia celular.

O aparelho, que pesa 102 gramas e mede 4,8 x 1,6 x 1 cm, é um celular GSM quad-band com suporte à transmissão de dados via EDGE e interfaces Wi-Fi (802.11b/g) e Bluetooth. Tem 64 MB de RAM, 128 MB de Flash ROM (expansível com cartões MicroSD) e tela LCD de 2 polegadas, com resolução de 176×200pixels e capaz de exibir 65 mil cores. A autonomia de bateria, segundo a HP, é de até 6.5 horas de conversação e 11 dias em standby, e o sistema operacional é o novo Windows Mobile 6.0.

Em termos de recursos, o iPAQ 510 é bastante interessante. Além daquelas coisas comuns que qualquer smartphone sabe fazer, como telefonar, baixar e-mails, visualizar documentos e navegar na internet, tirar fotos com a câmera digital de 1.3 megapixels e tocar MP3, ele tem recursos como comando e síntese de voz: dê uma ordem e ele obedece (“tocar música”, “consultar agenda”), ou lê para você, em voz alta (e com sotaque engraçado) suas mensagens.

Também é possível usá-lo como um telefone VoIP em redes SIP padrão (nada de Skype, mas dá para usar o Gizmo e uma tonelada de soluções corporativas que existem no mercado). Ah, e ele também funciona como modem GPRS para seu notebook, para aqueles momentos em que você precisa acessar a internet e não há um mísero hotspot por perto. E para quem se preocupa com segurança, uma ferramenta possibilita a remoção remota de dados importantes caso o aparelho seja perdido.

O HP iPAQ 510 já está à venda, com preço sugerido de R$ 1.199.

iLife chega à versão 2008 recheado de novos recursos

iLife 08 - Cortesia da AppleSteve Jobs não falou só de Macs no evento de hoje. O iLife, conjunto de aplicativos da Apple para sua vida digital, também ganhou nova versão. O iLife 08 traz mudanças significativas em todos os seus componentes, que o tornam um upgrade mais do que recomendado para quem usa versões antigas (como eu, que ainda estou no iLife 05).

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Miro: o novo nome do Democracy Player

Há alguns meses escrevi um artigo analisando e apresentando o Democracy Player, um software para “TV via Internet” gratuito desenvolvido pela Participatory Culture Foundation. É um software que, apesar de operar de forma diferente à do seu principal “concorrente”, o Joost, oferece o mesmo tipo de conteúdo: documentários, videoclipes, filmes, séries, tutoriais, video podcasts e muito mais.

Só esqueci de mencionar que o Democracy Player agora tem um novo nome: Miro. Ele foi escolhido para evitar confusão por parte dos usuários quanto ao objetivo do programa. Muitos achavam que era um projeto do governo norte-americano, ou uma ferramenta para distribuição de vídeos sobre política. Mas só o nome mudou: o programa continua sendo software livre e gratuito, disponível em versões para Windows, Linux e Mac. E o guia de canais só cresce: agora já são mais de 2000 canais cadastrados.

Não espere mais, leia o review, vá ao site oficial e baixe o programa. Garanto que depois dele você vai repensar sua assinatura de TV a cabo.

As cores do Classmate PC

O Classmate PC é protegido por uma “capa” de material sintético que ajuda a protegê-lo contra impactos. A capa é removível e, além do aspecto funcional, também tem um estético: é só trocá-la para mudar a cara do laptop. Na maioria das fotos que você vê por aí, o Classmate PC tem uma capa azul. Mas também existe uma versão cor-de-rosa:

A Azul e o Rosa :P

Como era de se esperar, os professores notaram uma coisa: as meninas não tem nenhum problema em usar um micro com a capa azul, até o acham bonitinho. Mas os meninos evitem o rosa como o diabo foge da cruz :)