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Informática e tecnologia, por Rafael Rigues
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GMail com IMAP no Apple Mail

Rafael Rigues | October 26, 2007

A notícia saiu no blog oficial do GMail: agora o serviço de e-mail gratuito do Google tem suporte a IMAP. Viva! Para quem não conhece (culpa dos provedores brasileiros, que preferem POP3), IMAP é um protocolo para acesso a e-mail que mantém as mensagens e pastas no servidor, e não em sua máquina local. Seu programa de e-mail baixa só o cabeçalho das mensagens, e quando você clica em uma para ler, aí sim ele baixa a mensagem completa.

Isso tem algumas vantagens óbvias: fica muito mais fácil, por exemplo, mudar de cliente de e-mail. Afinal, as mensagens não estão armazenadas nele, e o programa passa a ser apenas uma “janela” para o conteúdo no servidor. Quem acessa o e-mail com dispositivos móveis, como PDAs, também se beneficia, porque vê a caixa postal do jeitinho que ela estava no desktop, e todas as mudanças feitas no portátil são automaticamente sincronizadas no servidor. É uma maravilha.

Inspirado pela novidade, resolvi dar uma folga pro bom e velho Thunderbird e experimentar o Mail, cliente de e-mail padrão do Mac OS X 10.4, que não usava já há uns 2 anos. A configuração da conta foi rapidinha, e logo as mensagens começaram a aparecer. Mas infelizmente, depois de dois dias acabei desistindo da idéia.

Não sei se é o Mail (vou experimentar mais tarde com o Thunderbird), mas o acesso via IMAP é MUITO lento, a ponto de irritar. O programa levou várias horas para baixar os cabeçalhos de todas as mensagens. Quando clico em uma mailbox, ele leva vários segundos pra me mostrar as mensagens armazenadas. Alguns cabeçalhos não foram baixados, há buracos óbvios nas discussões mais antigas. Buscas também são lentas, e vira e mexe uma ação é interrompida ou uma pasta fica desabilitada por alguns minutos porque o programa diz que não conseguiu fazer conexão com o servidor. Ah, e a codificação de texto de várias mensagens também está errada, e o programa andou substituindo acentos por ?? em todo canto. (mesmo com a opção correspondente em Automático, ou forçada para a codificação certa).

Por enquanto, acho que vou é tentar me acostumar com a interface web do GMail mesmo (ela não é ruim, mas eu realmente prefiro um cliente tradicional). Quem sabe no Leopard as coisas não melhoram?

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Por onde anda o Rigues?

Rafael Rigues | September 13, 2007

Calma pessoal, eu não sumi nem desisti do blog. É que nas últimas semanas ando envolvido com um novo projeto, que tem consumido boa parte do meu já escasso tempo livre. É o Zumo, um novo blog de tecnologia focado em opinião sobre o mercado e conteúdo próprio, em parceria com os amigos Henrique Martin e Mário Nagano. Adicionem www.zumo.com.br aos seus bookmarks, nos vemos lá!

O BADCOFFEE continua, porém em um ritmo um pouco menor. Agora só preciso arranjar um dia de 36 horas e tudo ficará bem :).

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Multi-tarefa? Que multi-tarefa? - Parte II

Rafael Rigues | August 26, 2007

Em Junho, um usuário do fórum de discussão sobre hardware 2CPU postou uma mensagem relatando algo interessante: ele notou que, sempre que há uma música em MP3 tocando, o desempenho de transferências de arquivo na rede local em sua máquina com o Windows Vista caía significativamente. E “quanto é significativamente?”, vocês me perguntam: bem, cerca de 90%. E não só com a música tocando. Mesmo com ela pausada, o desempenho continua baixo. Basta fechar o player para tudo voltar ao normal.

Um blogueiro da ZDNet resolveu investigar a história e encontrou o mesmo problema, embora “um pouco menos grave”. Queda de 50% no desempenho das transferências em rede, sempre que um programa reprodutor de música (ou vídeo) estava aberto. E não importa o programa: Windows Media Player 11, iTunes, Real Player, Windows Media Center, Nero ShowTime… em todos o mesmo comportamento se manifesta. Ou seja, é um “bug” no Windows, não no player. O problema não existe no Windows XP, e não está relacionado a sobrecarga do processador.

A resposta da Microsoft diz que parte do que acontece é “comportamento esperado”, parte não é.  Usuários com placas Gigabit Ethernet estão tendo uma degradação maior do que deveria, e a empresa estaria de olho no problema. Teoricamente, a queda no desempenho de rede seria para evitar problemas durante a reprodução de áudio, como ruídos e estalos.

Hmmm… não cola. O XP não tem esse problema, e não me lembro de ruídos e estalos durante transferências de rede.  Outros sistemas operacionais, como o Linux e Mac OS X também não tem problema nenhum em assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. E com os requisitos de hardware do Vista, uma queda de desempenho dessas é ainda menos aceitável.

O principal suspeito é o sistema de DRM utilizado extensivamente em todo o Windows Vista. O que levanta a questão: o que mas está sendo sacrificado em nome do bem-estar das gravadoras e estúdios de cinema?

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Sites novos no pedaço

Rafael Rigues | August 21, 2007

A turma da PC Magazine estreeou site novo hoje e decidiu, meio que às pressas, que meu blog e o do amigo Henrique Martin não são mais necessários. Sem aviso, as URLs antigas (pcmag.com.br/henrique e pcmag.com.br/rigues) foram desativadas. No meu caso o problema foi menos grave, já que este blog aqui no endereço novo está no ar há pelo menos um mês e perdi apenas um redirecionador (e os hits que vinham com ele). Mas no caso do Henrique a coisa é mais grave, já que tiraram a “casa” dele na Internet.

Mas não temam. Uma migração já estava sendo arquitetada e é com prazer que divulgo a nova URL do blog do Henrique Martin: ele é colega de servidor no http://henrique.badcoffee.info. Todo o conteúdo do velho blog na PCMag está lá, salvo alguns comentários recentes, e ele promete continuar postando com todo seu humor e conhecimento do mercado impressões e comentários sobre o mundo da tecnologia. Avisem os amigos!

E por falar na antiga casa… o novo site da PCMag tem espaço para vídeos. A idéia é legal, mas povo, só uma dica: chamar material de divulgação e vídeo chupinhado de outro site (sem crédito) de review não pega bem, nada bem… ainda mais em inglês.

“Video Reviews” no novo site da PCMag

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iPAQ 510, o smartphone da HP

Rafael Rigues |

HP iPAQ 510Desde os tempos da finada Compaq, o nome iPAQ é sinônimo de PDA com Windows Mobile, ou seja, o que hoje é popularmente conhecido como PocketPC. Mas ao contrário do que o nome pode dar a entender, o HP iPAQ 510 é um smartphone, o primeiro produto da HP para o mercado de telefonia celular.

O aparelho, que pesa 102 gramas e mede 4,8 x 1,6 x 1 cm, é um celular GSM quad-band com suporte à transmissão de dados via EDGE e interfaces Wi-Fi (802.11b/g) e Bluetooth. Tem 64 MB de RAM, 128 MB de Flash ROM (expansível com cartões MicroSD) e tela LCD de 2 polegadas, com resolução de 176×200pixels e capaz de exibir 65 mil cores. A autonomia de bateria, segundo a HP, é de até 6.5 horas de conversação e 11 dias em standby, e o sistema operacional é o novo Windows Mobile 6.0.

Em termos de recursos, o iPAQ 510 é bastante interessante. Além daquelas coisas comuns que qualquer smartphone sabe fazer, como telefonar, baixar e-mails, visualizar documentos e navegar na internet, tirar fotos com a câmera digital de 1.3 megapixels e tocar MP3, ele tem recursos como comando e síntese de voz: dê uma ordem e ele obedece (”tocar música”, “consultar agenda”), ou lê para você, em voz alta (e com sotaque engraçado) suas mensagens.

Também é possível usá-lo como um telefone VoIP em redes SIP padrão (nada de Skype, mas dá para usar o Gizmo e uma tonelada de soluções corporativas que existem no mercado). Ah, e ele também funciona como modem GPRS para seu notebook, para aqueles momentos em que você precisa acessar a internet e não há um mísero hotspot por perto. E para quem se preocupa com segurança, uma ferramenta possibilita a remoção remota de dados importantes caso o aparelho seja perdido.

O HP iPAQ 510 já está à venda, com preço sugerido de R$ 1.199.

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iLife chega à versão 2008 recheado de novos recursos

Rafael Rigues | August 7, 2007

iLife 08 - Cortesia da AppleSteve Jobs não falou só de Macs no evento de hoje. O iLife, conjunto de aplicativos da Apple para sua vida digital, também ganhou nova versão. O iLife 08 traz mudanças significativas em todos os seus componentes, que o tornam um upgrade mais do que recomendado para quem usa versões antigas (como eu, que ainda estou no iLife 05).

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Miro: o novo nome do Democracy Player

Rafael Rigues | August 6, 2007

Há alguns meses escrevi um artigo analisando e apresentando o Democracy Player, um software para “TV via Internet” gratuito desenvolvido pela Participatory Culture Foundation. É um software que, apesar de operar de forma diferente à do seu principal “concorrente”, o Joost, oferece o mesmo tipo de conteúdo: documentários, videoclipes, filmes, séries, tutoriais, video podcasts e muito mais.

Só esqueci de mencionar que o Democracy Player agora tem um novo nome: Miro. Ele foi escolhido para evitar confusão por parte dos usuários quanto ao objetivo do programa. Muitos achavam que era um projeto do governo norte-americano, ou uma ferramenta para distribuição de vídeos sobre política. Mas só o nome mudou: o programa continua sendo software livre e gratuito, disponível em versões para Windows, Linux e Mac. E o guia de canais só cresce: agora já são mais de 2000 canais cadastrados.

Não espere mais, leia o review, vá ao site oficial e baixe o programa. Garanto que depois dele você vai repensar sua assinatura de TV a cabo.

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As cores do Classmate PC

Rafael Rigues | August 4, 2007

O Classmate PC é protegido por uma “capa” de material sintético que ajuda a protegê-lo contra impactos. A capa é removível e, além do aspecto funcional, também tem um estético: é só trocá-la para mudar a cara do laptop. Na maioria das fotos que você vê por aí, o Classmate PC tem uma capa azul. Mas também existe uma versão cor-de-rosa:

A Azul e o Rosa :P

Como era de se esperar, os professores notaram uma coisa: as meninas não tem nenhum problema em usar um micro com a capa azul, até o acham bonitinho. Mas os meninos evitem o rosa como o diabo foge da cruz :)

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O Classmate PC entra em ação

Rafael Rigues | August 3, 2007

Alunos com o Classmate PCA escola da Fundação Bradesco em Campinas iniciou ontem (02/08) o uso do Classmate PC, o laptop educacional da Intel, em suas salas de aula. É a segunda etapa de um programa que começou no final do ano passado, quando 130 alunos e 5 professores da escola usaram 46 máquinas durante três meses para avaliar o conceito e aprimorar a ferramenta. Após um ano em prática em Campinas o projeto vai ser estendido, em uma terceira etapa, a todas as 40 escolas da Fundação, que já conta com 600 máquinas: 300 próprias, 200 doadas pela Intel e 100 pela Positivo, que monta o Classmate PC no Brasil.

As salas de aula foram equipadas com a tecnologia necessária para suportar os notebooks: dois roteadores wireless (802.11g, 54 Mb/s) e sistema de som. Algumas classes também tem uma lousa inteligente ligada a um projetor, que o professor pode usar para mostrar imagens, vídeos ou páginas da Internet para os alunos, além de transmitir automaticamente as anotações da lousa para os Classmate PCs. Os 33 professores da escola foram formados no programa Intel Educar e participaram de oficinas de capacitação nas soluções que compõem o pacote de software que acompanha as máquinas. Cada um tem seu próprio notebook (um modelo comum), equipado com software que permite monitorar, controlar e dirigir as atividades dos alunos.

A autonomia de bateria de cada Classmate é de cerca de 4 horas, e as baterias são recarregadas em armários “especiais” durante o recreio ou ao fim das aulas. Na escola de Campinas as máquinas estão sendo usadas em turnos alternados (manhã e tarde), portanto as crianças não as levam para casa. Elas foram projetadas para sobreviver a bastante abuso, mas após o piloto no ano passado os responsáveis pelo projeto notaram algo interessante: as crianças cuidam muito bem dos notebooks, como se fossem seus. As menores chegam até a se afeiçoar pelas máquinas, e com todo cuidado as colocam “para dormir” no armário no fim de cada dia.

As máquinas estão sendo usadas como um complemento, e não um substituto, das atividades tradicionais. Durante minha visita, por exemplo, os alunos estavam participando de uma tarefa de literatura dividida em duas partes: a primeira consistia na leitura e interpretação de um poema de autoria de Pedro Bandeira. A segunda, usando o Classmate, consistia na pesquisa de informações sobre o poeta na internet (usando sites de busca e fontes sugeridas pelos professores) e na criação de um “poema multimídia”, usando como ferramenta o Powerpoint[1]

Pelo que vi durante a tarde desta quinta, a aceitação do Classmate PC entre as crianças é muito boa. Não é surpresa que algumas digam que preferem estudar no notebook ao método tradicional com quadro e livro. Muitas não tem computador em casa, e a máquina da Intel é seu primeiro contato com o mundo da informática e a Internet. E elas aprendem muito rápido: a turma mais experiente usava com desenvoltura navegador (Firefox), editor de textos (Word) e ferramenta de apresentações (Powerpoint). E quem ainda não “pegou o jeito” da coisa não fica para trás: as crianças são rápidas em ajudar o coleguinha do lado a resolver um problema.

Criança usando o Classmate PC

Independente do sistema operacional que roda nas máquinas, ou mesmo da plataforma utilizada (Classmate ou XO), a idéia de levar a informática para dentro da sala de aula é extremamente poderosa. Os computadores não substituem o professor, mas são uma ferramenta para que ele, devidamente capacitado, possa apresentar melhor o conteúdo e incentivar os alunos a participar do processo de aprendizado, em vez de serem meros “robozinhos” que decoram e regurgitam o que é mostrado no quadro. E quando as crianças participam, elas aprendem mais e tomam gosto pelo aprendizado. E isso faz toda a diferença.

Há mais fotos das máquinas, estudantes e do Intel Editor’s Day como um todo no Flickr. Mais imagens, títulos e comentários seguirão ao longo do dia :P

[1] Os defensores do Software Livre não precisam se preocupar, também existe uma versão do Classmate PC com software Livre (Linux), baseado em uma distribuição da Metasys. Fica a cargo da escola escolher a solução mais adequada para suas necessidades. A Fundação Bradesco escolheu equipar suas máquinas com o Windows XP Pro e softwares da Microsoft.

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É possível um dia sem Google?

Rafael Rigues | July 25, 2007

A pergunta acima me foi feita pelo colega Henrique Martin, em um post em seu blog. A idéia do “desafio” é simples: um dia inteiro sem usar nenhum produto do Google, como busca, mail, YouTube e afins. Será que eu consigo?

Definitivamente não. Migrei há poucos meses todo o meu e-mail pessoal para o GMail, onde recebo umas duzentas mensagens diariamente. Ficar sem e-mail não dá. A busca no Google é essencial enquanto escrevo artigos (para garimpar material, idéias e referências), e embora seja possível substituí-la por outros sistemas, é o Google que me dá os resultados mais abrangentes, às vezes logo na primeira página. E aproveito toda essa experiência em busca mesmo offline: meus computadores rodam o Google Desktop, a forma mais eficiente de eu encontrar o que procuro no meio da bagunça que são meus diretórios pessoais.

A calculadora quebra o maior galho na hora de converter pesos e medidas do sistema imperial para o métrico (experimente digitar num campo de busca: “42 degrees fahrenheit to celsius”. E o YouTube? Acho que recebo pelo menos meia dúzia de links para vídeos por dia. Isso quando não procuro, espontaneamente, por alguma velharia que me veio à cabeça na hora do almoço.

E mesmo que eu deixasse de usar diretamente os produtos do Google, não poderia deixar de usá-los indiretamente: três sites que mantenho usam o sistema Analytics para rastrear visitas e tráfego, e um deles usa o Adsense para propaganda. Teria de desativar tudo isso para cumprir o desafio. Na verdade, mesmo se seu site não usa Adsense/Analytics, provavelmente muitos dos sites que você visita usam. Então você estaria usando, indiretamente, o Google.

Como muitos sou um “viciado” em Google, e o único jeito de ficar um dia longe dele é simplesmente não ligar o computador. Será que isso é ruim?

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