Archive for the 'Notícias' Category

O iPhone (chinês) está entre nós

Lembram-se de que mencionei há alguns meses que os chineses tinham colocado no mercado um clone do iPhone antes mesmo do lançamento do produto oficial? Encontrei até mesmo um vídeo produzido pelo site NewLaunches.com com um “mini review” do aparelho. Pois bem, o iPhone chinês já desembarcou em Terra Brazilis.

No Mercado Livre ele pode ser encontrado por R$ 999, e a julgar pelas fotos é o mesmo modelo chinês mencionado nos posts acima. Mas o detalhe principal é o nome do produto: depois de inventarem o “MP4″ e o “MP5″, os chineses agora criaram o “MP6″. Será que isso vai parar algum dia?

HP amplia linha de notebooks para o mercado empresarial

HP Compaq Business Notebook 2710pEm um evento para a imprensa realizado hoje em São Paulo, a HP mostrou uma série de produtos voltados ao mercado empresarial, entre eles um Smartphone, um PDA com GPS e seis novos modelos de notebooks, com configurações e características variadas.

Os notebooks vão de Tablet PCs conversíveis com telas de 12,1 polegadas (HP Compaq Business Notebook 2710p) a workstations portáteis (HP Compaq Business Notebook 8510w) com processadores Core 2 Duo T7300 e até 4 GB de RAM. Ainda assim há características comuns entre todos os modelos: processadores Intel dual-core (Core Duo ou Core 2 Duo), pelo menos 1 GB de RAM, disco rígido de 100 GB ou mais, gravador de DVD (Single-Layer ou Super Multi Dual-Layer), baterias com recurso de carga rápida (90% da capacidade em 90 minutos) e, algo incomum em máquinas corporativas, monitores widescreen. Todos vem com o Windows Vista Business, e em alguns modelos também há opção de Windows XP Professional e Windows Vista Home Premium.

As máquinas foram desenvolvidas seguindo o tema de Segurança, Facilidade de Uso e Durabilidade. Para atender a este último quesito elas tem partes do gabinete em magnésio (especialmente as dobradiças entre o chassi e o monitor), acabamento HP Durafinish e teclado com tecnologia HP Durakeys, que visam deixar a máquina sempre com aparência de nova. Quanto à facilidade de uso, um dos destaques é o sistema Quicklook (não, não é o da Apple), que permite que o usuário consulte sua agenda e lista de contatos, armazenados no notebook, sem precisar carregar o sistema operacional. É uma variante do Quickplay, já usado nos notebooks domésticos da HP e que permite ouvir músicas e assistir DVDs imediatamente, sem precisar esperar pelo Windows.

Por fim, falando em segurança, todos os modelos tem um módulo de segurança (o famoso TPM) embutido, e alguns contam com leitor de impressões digitais, para autenticação biométrica. Também há opção para leitor de smartcards e um filtro de privacidade, que impede que as pessoas que estão ao seu lado consigam ver o que está no seu monitor. As ferramentas de segurança HP ProtectTools completam o pacote, com opção de criptografia de todo o disco rígido.

Os preços dos novos notebooks variam de R$ 2.399 (HP 530) a R$ 9.199 (HP Compaq Business Notebook 8510w ). A HP também comercializa uma vasta gama de acessórios, que incluem mouses, maletas, bases de expansão (docking stations), bases ajustáveis e baterias de longa duração.

Companheiro de viagem: HP iPAQ rx5710

HP iPAQ rx5710Outro produto anunciado hoje pela HP foi um PDA com recursos de navegação GPS, o iPAQ rx5710 Travel Companion (companheiro de viagem). Ele é irmão maior do iPAQ rx4240 (que analisei na edição 23 da PCMag, página 26), e irmão menor do meu iPAQ rx5915, analisado pela PCMag gringa.

Se não fosse pelo GPS, o rx5710 seria um PocketPC bastante comum: ele mede 11,7 x 7,3 x 16,5 cm e pesa cerca de 190 gramas. Tem processador de 400 MHz, 64 MB de RAM, 512 MB de Flash ROM, tela QVGA (320×240) de 3.5 polegadas sensível ao toque, expansão de memória com cartões SD e Bluetooth 2.0. O sistema operacional é o Windows Mobile 5.0

O destaque mesmo é o rádio GPS (com chipset SiRFstar III, um dos melhores do mercado), que permite ao usuário saber rapidamente sua posição em qualquer lugar do mundo. Combinado a software adequado, o iPAQ rx5710 pode ser um auxílio para o motorista (ele vem com kit de montagem para carro, inclusive), ou uma boa ferramenta para quem gosta de correr ou se aventurar nos fins de semana, marcando caminho, distância percorrida, ritmo de caminhada e mais.

Nos EUA os PDAs com GPS da série rx vem com o software TomTom 6. Infelizmente o TomTom não tem mapas para o Brasil, e a unidade que estava no evento não tinha software de localização instalado. A HP não soube me informar qual software será usado por aqui, mas talvez seja uma solução da Maplink. Também existe uma versão do Google Maps para PocketPC, mas o problema é que ele depende de uma conexão Wi-Fi para download dos dados. Algo que, infelizmente, o rx5710 não tem.

O HP iPAQ rx5710 Travel Companion já está disponível nas revendas da HP, com preço sugerido de R$ 1.499

iPAQ 510, o smartphone da HP

HP iPAQ 510Desde os tempos da finada Compaq, o nome iPAQ é sinônimo de PDA com Windows Mobile, ou seja, o que hoje é popularmente conhecido como PocketPC. Mas ao contrário do que o nome pode dar a entender, o HP iPAQ 510 é um smartphone, o primeiro produto da HP para o mercado de telefonia celular.

O aparelho, que pesa 102 gramas e mede 4,8 x 1,6 x 1 cm, é um celular GSM quad-band com suporte à transmissão de dados via EDGE e interfaces Wi-Fi (802.11b/g) e Bluetooth. Tem 64 MB de RAM, 128 MB de Flash ROM (expansível com cartões MicroSD) e tela LCD de 2 polegadas, com resolução de 176x200pixels e capaz de exibir 65 mil cores. A autonomia de bateria, segundo a HP, é de até 6.5 horas de conversação e 11 dias em standby, e o sistema operacional é o novo Windows Mobile 6.0.

Em termos de recursos, o iPAQ 510 é bastante interessante. Além daquelas coisas comuns que qualquer smartphone sabe fazer, como telefonar, baixar e-mails, visualizar documentos e navegar na internet, tirar fotos com a câmera digital de 1.3 megapixels e tocar MP3, ele tem recursos como comando e síntese de voz: dê uma ordem e ele obedece (“tocar música”, “consultar agenda”), ou lê para você, em voz alta (e com sotaque engraçado) suas mensagens.

Também é possível usá-lo como um telefone VoIP em redes SIP padrão (nada de Skype, mas dá para usar o Gizmo e uma tonelada de soluções corporativas que existem no mercado). Ah, e ele também funciona como modem GPRS para seu notebook, para aqueles momentos em que você precisa acessar a internet e não há um mísero hotspot por perto. E para quem se preocupa com segurança, uma ferramenta possibilita a remoção remota de dados importantes caso o aparelho seja perdido.

O HP iPAQ 510 já está à venda, com preço sugerido de R$ 1.199.

Dell lança linha de PCs para a pequena empresa

Logo DellA Dell organizou hoje uma coletiva para apresentar sua linha Vostro (significa “vosso”, em Latim) de notebooks e desktops. São máquinas com processadores Intel ou AMD e configurações flexíveis, projetados para atender às necessidades de TI de pequenas empresas, aquelas com em média 25 funcionários. Trata-se de um mercado que, segundo estimativas, deve dobrar de tamanho nos próximos três anos. Mais que hardware, a linha Vostro é, nas palavras de Sidnei Shibata, Gerente de Marketing de Produtos da Dell, “Um ecossistema que também inclui suporte e serviços“.

De acordo com dados da empresa, mais de 85% das pequenas empresas não tem uma equipe dedicada para cuidar de sua estrutura de TI, e 55% delas sentem dificuldade em gerenciá-la usando ferramentas desenvolvidas para companhias de maior porte. Serviços como a garantia on-site de um ano (expansível a até quatro anos), o atendimento remoto via Dell Connect e atendimento preferencial via suporte Gold trazem à pequena empresa os mesmos serviços já oferecidos às grandes.

A Dell também procurou reduzir ao mínimo a quantidade de software pré-instalado nas máquinas, para garantir que elas possam ser colocadas em produção o mais rápido possível. Entre os programas inclusos está o Dell Suport Center, um software que lembra em conceito a suíte ThinkVantage da Lenovo e concentra ferramentas para auxiliar na manutenção da máquina, de uma desfragmentação de disco a criação de backups e restauração do sistema ao estado original de fábrica.

Também há o Dell Network Assistant (DNA), que automatiza, otimiza e repara conexões de rede. E no fim do ano a Dell espera oferecer um serviço chamado Datasafe Online Backup que dará 10 GB de espaço, por máquina, para backup de informações críticas de sua empresa em um Datacenter da Dell. A idéia é oferecer o primeiro ano de uso gratuito, e cobrar assinatura por períodos subsequentes. É uma idéia muito interessante: muitas empresas não fazem backup por não ter estrutura para armazenamento dos dados ou conhecimento dos softwares necessários. Uma solução rápida e prática pode ter bastante apelo junto ao mercado.

Estão no mercado a partir de hoje o Desktop Vostro 200, com processadores Intel (De Celeron a Core 2 Duo) e o notebook Vostro 1000 (com processador AMD). Em setembro chegam mais três notebooks: Vostro 1400, 1500 e 1700, todos com processadores Intel Core 2 (os modelos 1500 e 1700 são Santa Rosa) e telas de 14, 15 e 17 polegadas, respectivamente.

Dell Vostro 200

Dell Vostro 1000

Os preços variam de acordo com a configuração, mas um Vostro 200n, com um Celeron D420, 512 MB de RAM, 2 HDs de 80 GB, leitor de DVD e sem monitor nem sistema operacional sai hoje por R$ 1.192 no site da Dell. Já um notebook Vostro 1000 com um AMD Mobile Sempron 3500 de 1.8 GHz, 512 MB de RAM, 60 GB de HD, drive combo e LCD de 15,4 polegadas sai por R$ 3.576. Interessante notar que o Vostro 200 tem como opção os novos processadores Pentium Dual Core da Intel, sobre os quais o amigo Mario Nagano comentou algumas semanas atrás.

Por fim, durante o evento foi mencionado que as máquinas da linha Vostro serão oferecidas com três opções de sistema operacional (que podem não estar disponíveis em todos os modelos): Windows XP, Windows Vista e… FreeDOS. Epa, e o Linux? Segundo executivos, a Dell ainda está “analisando” a possibilidade de trazer configurações movidas a pinguim para o mercado nacional. Se elas vierem, será possível repetir aqui o sucesso dos EUA?

Quem derrubou o Skype?

Logo do SkypeQuem usa o Skype regularmente com certeza notou a interrupção de serviço que durou alguns dias na semana passada. Por um problema nos servidores de autenticação, quase 220 milhões de usuários ficaram impedidos de utilizar o sistema. A pergunta que não quer calar é: de quem é a culpa?

A princípio, representantes da Skype Limited informaram que a causa do problema foi um bug no programa, que só se manifestou (de forma catastrófica) agora. Mas alguns dias depois, um post em um fórum de discussão afirma que o problema foi causado pela ação de hackers russos.

Segundo o post, tais hackers estavam procurando uma falha local no programa, quando tropeçaram em um trecho de código capaz de causar um buffer overflow remoto e tirar um servidor de autenticação do ar. Devido à natureza “Peer-to-Peer” do sistema, quando um servidor some outro assume seu lugar. Entretanto, ele também caia vítima do buffer overflow, e assim sucessivamente, até toda a rede de autenticação do Skype estar fora de combate. É como atirar em patinhos de metal enfileirados no parque de diversões. O post traz, inclusive, um trecho do código que teria sido usado para causar o problema.

Representantes da Skype foram rápidos em negar o ataque, e continuaram insistindo na história do bug. Entretanto… hoje apareceram com uma outra explicação: a culpa é, parcialmente, da Microsoft. O problema teria sido causado pela “Patch Tuesday” (Terça dos Patches) dia do mês no qual a Microsoft lança correções de segurança para seus sistemas operacionais. Uma destas correções forçava um reboot na máquina, e o imenso volume de PCs se desconectando da rede e tentando se reconectar ao mesmo tempo teria gerado uma sobrecarga. Nesse momento uma falha no mecanismo de “auto-regeneração” da rede Skype teria criado um efeito cascata que causou os problemas durante dois dias.

O problema com essa desculpa é: esta não é a primeira Patch Tuesday da Microsoft, a data já é tradição. Porque o problema nunca aconteceu antes? OK, desta vez havia um patch que forçou um reboot até mesmo em máquinas com o auto-update desativado, mas isso já ocorreu outras vezes.

Sei não. A princípio eu não levei os hackers muito a sério, mas que essa história de patches da Microsoft cheira a “cover up” para salvar o próprio traseiro, cheira. A Skype preza pelo fato de que sua rede é considerada “segura”, e admitir um ataque, mesmo que ele não tenha colocado informações em risco, poderia manchar a imagem da empresa. Ainda mais agora, quando ela se esforça para crescer junto aos usuários corporativos.

Descanse em paz, AppleWorks

Ícone do AppleWorks 6Quando mencionei, em uma de minhas notas sobre o recente evento da Apple, que o iWork ’08 era como “AppleWorks ressurgido das cinzas”, me esqueci de um pequeno detalhe: até aquele momento não haviam cinzas. Na verdade, não havia sequer um corpo para cremar. Agora há.

A Apple finalmente matou oficialmente o AppleWorks. O software não consta mais na lista de produtos na página da Apple, e o link para a sua página oficial agora aponta para a página do iWork ’08. A bem da verdade, desde o lançamento da versão 6 em 2000 que o programa não recebia muita atenção (exceto uma atualização para compatibilidade com o Mac OS X por volta de 2004). E num mundo viciado no Microsoft Office (muito superior em recursos), o AppleWorks não fazia muita diferença e ultimamente era mais usado no mercado educacional.

O AppleWorks começou sua vida em 1991 como ClarisWorks, produzido pela Claris, uma subsidiária da Apple que hoje se chama FileMaker, Inc. Na época era um programa revolucionário, e tinha recursos que o próprio Microsoft Office para Mac só foi incorporar na versão 2004. A versão 1.0 chegou a ultrapassar o Microsoft Works (a suíte office “lite” da Microsoft na época) tanto em vendas quanto em faturamento. Bob Hearn, um dos desenvolvedores originais do programa (junto com Scott Holdaway), conta mais dessa história em um excelente artigo chamado A Brief History of ClarisWorks.

Nokia faz recall de 46 milhões de baterias

A Nokia emitiu um comunicado alertando para um problema com 46 milhões de baterias modelo BL-5C, usadas em 52 modelos de telefones celulares, produzidas entre Novembro de 2005 e Novembro de 2006 pela Matsushita (Panasonic). A empresa alerta que sob “raras cinrcunstâncias” as baterias podem superaquecer e inchar, embora não haja perigo de explosão. Em 100 incidentes reportados , não houve nenhum caso de dano pessoal ou à propriedade.

Para saber se a bateria de seu celular é afetada, a Nokia disponibilizou um site com uma ferramenta de consulta. Basta digitar o número de série para obter uma resposta. Em caso positivo, a empresa realizará a troca gratuita da bateria defeituosa. A Nokia também colocou em operação um número de telefone, 0800 770 1282 (alternativas 4003-2525 e (11) 5681-3333) para esclarecer dúvidas dos consumidores.

Agora, só um recado para a Nokia: vocês insistem que isto não é um “recall”, mas apenas um “alerta ao consumidor”. Mas francamente, tem cara de pato, grasna como um pato e anda como pato, então é um pato. Ou recall. Vocês não tem do que se envergonhar, problemas acontecem com todo mundo, e estão fazendo a coisa certa ao comunicar os consumidores. O problema é que ao “diminuir” a importância do evento, é possível que consumidores não levem a sério ao problema, o que pode levar a mais incidentes com baterias no futuro. Pensem nisso.

Google Pack agora inclui o Star Office

O Google Pack, pacote de aplicativos do Google que inclui Google Earth, Google Picasa, Google Desktop, Google Toolbar for IE, Google Photos Screen Saver, Norton Security Scan, Spyware Doctor Starter Edition, Mozilla Firefox, Adobe Reader, Skype e outros agora inclui também um novo programa. É o StarOffice 8.0, a versão “comercial” do OpenOffice.org produzida pela Sun Microsystems. O programa, que originalmente custa US$ 70,00, está disponível gratuitamente como parte do Google Pack.

As diferenças entre o StarOffice e o OpenOffice são poucas, entre elas a inclusão de mais plugins, fontes, cliparts, modelos e um sistema de banco de dados licenciado da Adabas, bem como de ferramentas para migração do Microsoft Office. Ainda assim, a iniciativa do Google de distribuir o produto da Sun é notável: a empresa já havia começado a “minar” a hegemonia do Microsoft Office com o Google Docs & Spreadsheets, seu office online. E o nome Google com certeza ajuda a dar credibilidade e visibilidade ao StarOffice. Agora só falta integrar as duas soluções (edite no StarOffice, salve no Google Docs) para causar um ataque cardíaco em Steve Ballmer e deixar a Microsoft bastante preocupada.

O download do StarOffice adiciona cerca de 140 MB ao tamanho do Google Pack tradicional. E quer saber onde encontrar esta maravilha? Basta clicar no primeiro banner da seção “Eu recomendo”, aqui do lado esquerdo.

Apple lança novos iMac, mantém Mac mini vivo

A Apple anunciou hoje, em evento apresentado por Steve Jobs e realizado em sua sede em Cupertino, na Califórnia, novidades em toda a sua linha de hardware e software. Entre elas novos iMac e atualizações nos conjuntos de aplicativos iLife (para multimídia) e iWork (o “Office” da Apple).

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