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	<title>BADCOFFEE &#187; Pirataria</title>
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	<description>Informática e tecnologia, por Rafael Rigues</description>
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		<title>O inusitado mundo da pirataria</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 01:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Áudio]]></category>
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		<description><![CDATA[Viajo muito, principalmente de ônibus, ao ponto de que posso sem muito exagero considerar o Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo, como minha segunda casa. E sempre que passo por lá, tenho um ritual: dar uma olhada nas lojinhas de eletrônicos no primeiro piso. Elas podem ser consideradas uma verdadeira vitrine do mercado de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viajo muito, principalmente de ônibus, ao ponto de que posso sem muito exagero considerar o Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo, como minha segunda casa. E sempre que passo por lá, tenho um ritual: dar uma olhada nas lojinhas de eletrônicos no primeiro piso.</p>
<p>Elas podem ser consideradas uma verdadeira vitrine do mercado de entretenimento portátil nos últimos 20 anos. Lá você encontra de tudo,  dos radinhos AM/FM mais simples aos &#8220;MP5&#8243; mais &#8220;sofisticados&#8221;, passando por walkmans, discmans, MP3, MP4 e afins. Tudo, claro, de procedência duvidosa e qualidade mais ainda. Para dar mais &#8220;credibilidade&#8221; ao produto, os fabricantes emprestam logos e marcas a torto e a direito. Nem a Apple tem tantos modelos de iPod quanto a Sony. Pelo menos não no Tietê.</p>
<p>Tudo vem da China (surpresa!) e para driblar a má-fama que ronda os produtos produzidos neste país, a solução é esconder o nome. Alguns dizem &#8220;Made in P.R.C.&#8221; (People&#8217;s Republic of China), outros omitem qualquer menção ao país de origem na embalagem. A mais nova moda é dar uma de Apple<small><sup>[1]</sup></small>, e assumir que o produto foi feito na China, mas &#8220;projetado&#8221; no Japão, ou que foi &#8220;feito com tecnologia japonesa&#8221;.</p>
<p>Infelizmente alguns fabricantes escorregam na hora do disfarce e acabam deixando o rabo de fora. Andando por lá na última sexta, tropecei em uma embalagem que dizia: <strong>BK ORIGINAL / WITH JAPAL TECHNOLOGY</strong>. Japal? Quem diria, não sabia que uma <a href="http://www.glosk.com/EC/Japal/-1374960/index_pt.htm">cidadezinha no Equador</a> era um polo tecnológico de nível mundial. Vivendo e aprendendo!</p>
<p><small><strong>[1]</strong> A traseira dos iPods diz: &#8220;Designed by Apple in California. Made in China&#8221;</small></p>
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		<title>O iPhone (chinês) está entre nós</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Aug 2007 05:40:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[Hardware]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<description><![CDATA[Lembram-se de que mencionei há alguns meses que os chineses tinham colocado no mercado um clone do iPhone antes mesmo do lançamento do produto oficial? Encontrei até mesmo um vídeo produzido pelo site NewLaunches.com com um &#8220;mini review&#8221; do aparelho. Pois bem, o iPhone chinês já desembarcou em Terra Brazilis. No Mercado Livre ele pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembram-se de que mencionei há alguns meses que os chineses tinham colocado no mercado um <a href="http://rigues.badcoffee.info/?p=182">clone do iPhone</a> antes mesmo do lançamento do produto oficial? Encontrei até mesmo um vídeo produzido pelo site NewLaunches.com com um &#8220;<a href="http://rigues.badcoffee.info/?p=193">mini review</a>&#8221; do aparelho. Pois bem, o iPhone chinês já desembarcou em Terra Brazilis.</p>
<p>No <a href="http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-60683340-_JM">Mercado Livre</a> ele pode ser encontrado por R$ 999, e a julgar pelas fotos é o mesmo modelo chinês mencionado nos posts acima. Mas o detalhe principal é o nome do produto: depois de inventarem o &#8220;MP4&#8243; e o &#8220;MP5&#8243;, os chineses agora criaram o &#8220;MP6&#8243;. Será que isso vai parar algum dia?</p>
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		<title>Harry Potter e o Elo Mais Fraco</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jul 2007 03:10:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pirataria]]></category>

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		<description><![CDATA[Não, esse não é o nome de um oitavo livro na saga do bruxinho mais famoso dos últimos tempos, mas serve bem para ilustrar o que aconteceu no lançamento do último livro da série (Harry Potter and the Deathly Hallows) há alguns dias. A editora inglesa, Bloomsbury, investiu mais de US$ 20 milhões em medidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2007/07/hogwarts.jpg" title="Brasão de Hogwarts" alt="Brasão de Hogwarts" align="right" border="0" height="200" hspace="5" vspace="5" width="200" />Não, esse não é o nome de um oitavo livro na saga do bruxinho mais famoso dos últimos tempos, mas serve bem para ilustrar o que aconteceu no lançamento do último livro da série (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Harry_Potter_and_the_Deathly_Hallows">Harry Potter and the Deathly Hallows</a>) há alguns dias. A editora inglesa, Bloomsbury, investiu mais de US$ 20 milhões em <a href="http://www.crn.com.au/story.aspx?CIID=86846&amp;src=site-marq">medidas de segurança</a> para que o conteúdo da obra ficasse a salvo de olhos curiosos até a data oficial de lançamento, na madrugada de 21 de Julho. De nada adiantou: como sempre, a corrente arrebentou no elo mais fraco.</p>
<p><span id="more-201"></span><br />
Quatro dias antes do lançamento, uma loja online chamada Deep Discount entregou, &#8220;por acidente&#8221;, mil e duzentas cópias do livro a clientes que as tinham adquirido na pré-venda. Alguns destes livros foram imediatamente parar no eBay: uma cópia chegou a ser vendida à revista norte-americana Publisher´s Weekly por US$ 250 (o preço oficial é de US$ 18). Mas um deles foi parar na mão de um internauta determinado, que <a href="http://www.boingboing.net/2007/07/17/last_harry_potter_le.html">fotografou cada uma das 729 páginas do livro</a> (com uma Canon Rebel 350) e colocou o pacote de imagens à disposição do mundo via BitTorrent.</p>
<p>A qualidade das imagens não era boa: algumas páginas estavam quase ilegíveis, mas foi o suficiente. Em cerca de oito horas surgiu na internet uma transcrição dos primeiros 11 capítulos do livro, em PDF e com formatação adequada, produzida por um grupo identificado como DSB. Em mais algumas horas, o grupo lançou o restante do livro. O resultado foi uma transcrição completa e &#8220;bastante precisa&#8221;, segundo internautas, da obra, um dia antes do lançamento oficial. Logo em seguida grupos de vários países anunciaram o início dos trabalhos em versões traduzidas. Atualmente são várias as versões em PDF do original em inglês disponíveis na rede, revisadas, corrigidas, com a capa original e outros detalhes.</p>
<p>Não adiantou nada todo o trabalho de segurança da editora. Portadores treinados para transportar os manuscritos, turnos diferenciados na gráfica, GPS nos caminhões e caixas com os livros, segurança nos depósitos. Tudo o que foi necessário foi uma única cópia chegar a um leitor determinado a compartilhar. A partir daí a internet e o espírito comunitário de grupos reunidos em torno de um interesse comum fizeram a mágica e conseguiram produzir, em horas, o que uma empresa treinada e especializada não conseguiria em alguns dias. A série Harry Potter nunca foi lançada em e-book, dizem que porque a autora teme a pirataria. Tudo bem, os piratas supriram o nicho.</p>
<p>É verdade que J.K. Rowling não vai perder muito dinheiro com isso. Afinal, o livro vendeu 11 milhões de cópias em menos de 24 horas, só no Reino Unido. Mas talvez tenha aprendido uma velha lição, ensinada pela primeira vez há muito, muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante: &#8220;<em>The more you tighten your grip, Tarkin, the more star systems will slip through your fingers.</em>&#8221; (Quanto mais você apertar suas mãos, Tarkin, mais sistemas estelares escaparão por entre seus dedos).</p>
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		<title>Vista pirata dispensa ativação</title>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2007 03:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pirataria]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
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		<description><![CDATA[Recentemente chegou aos &#8220;bons&#8221; trackers de BitTorrent da Internet uma versão pirata do Windows Vista. Isso em si não é novidade, elas existem desde antes do lançamento da versão final do sistema operacional. O diferencial nesta é que ela instala sem número de série, e roda como se estivesse permanentemente ativada. Esta versão pirata foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente chegou aos &#8220;bons&#8221; trackers de BitTorrent da Internet uma versão pirata do Windows Vista. Isso em si não é novidade, elas existem desde antes do lançamento da versão final do sistema operacional. O diferencial nesta é que ela instala sem número de série, e roda como se estivesse permanentemente ativada.</p>
<p>Esta versão pirata foi lançada por um grupo chamado NoPE, e chegou à atenção do site de notícias <a href="http://www.theinquirer.net/default.aspx?article=39679">The Inquirer</a> no dia 17 de maio. Para investigar a história, resolvi correr atrás e baixar uma cópia para ver como o sistema se comporta. E funciona exatamente como anunciado. Em nenhum momento o número de série é pedido durante a instalação, e após, com o sistema já rodando, o comando slmgr -xpr (em uma janela do DOS) confirma que a cópia do sistema está &#8220;Permanently Activated&#8221;.</p>
<p>Baixei atualizações do Windows Update, e fiz o download de alguns softwares do site da Microsoft que exigem um &#8220;Windows Genuíno&#8221;. A máquina passou por todas as verificações sem levantar nenhuma suspeita. A &#8220;Central de Informações&#8221; no painel de controle identifica a máquina como sendo da Dell (na verdade é um PC Montado), o que indica que o &#8220;hack&#8221; é baseado em um dos sistemas de emulação de BIOS OEM que já circulavam por aí.</p>
<p>Explicando rapidamente: para facilitar a vida de fabricantes e integradores, a Microsoft implementou um esquema de ativação que usa informações armazenadas na BIOS da máquina. Durante a instalação, o sistema lê esses dados da BIOS e, se estiverem corretos, se ativa automaticamente. Isso facilita a vida do fabricante, que não tem de bolar uma forma de inserir um número de série diferente em cada máquina, e do usuário, que não tem que passar pelo trabalho de ativar o PC novinho que acabou de comprar.</p>
<p>Os emuladores de BIOS são programas imitam o comportamento dessas BIOS OEM, fazendo o Vista pensar que está rodando em hardware previamente licenciado. A diferença é que, em vez de instalar o software manualmente, como antes, agora é possível simplesmente instalar o sistema com tudo já pré-empacotado, sem complicação. A máquina sai &#8220;pronta para usar&#8221;.</p>
<p>Em seu blog, o Gerente Senior de Produtos da Microsoft, Alex Kochis, <a href="http://blogs.msdn.com/wga/archive/2007/04/10/reported-oem-bios-hacks.aspx">avisa</a> que a empresa tem como detectar e desativar esse hack, mas obviamente não diz como e quando vai fazer isso, e nem se tem como fazê-lo sem afetar usuários com máquinas OEM legítimas. Até agora, a versão modificada continua funcionando perfeitamente. <em>Piratas 1 x Microsoft 0&#8230;</em></p>
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		<title>Clone chinês do iPhone já está à venda!</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2007 15:12:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apple]]></category>
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		<description><![CDATA[Ele ainda não chegou às ruas de Shanghai, mas um clone chinês do iPhone já pode ser encomendado via Internet. O distribuidor é a Fujian Huamin Import &#38; Export Company (especializada em&#8230; candelabros, vasos e ornamentos, segundo o site) e o fabricante, por motivos óbvios, não é mencionado. O modelo é chamado de &#8220;High Quality [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2007/05/iphone_china.jpg" title="iPhone Chinês" alt="iPhone Chinês" align="right" border="0" hspace="5" vspace="5" />Ele ainda não chegou às <a href="http://www.badcoffee.info/?p=67">ruas de Shanghai</a>, mas um clone chinês do <a href="http://www.apple.com/iphone/">iPhone</a> já pode ser encomendado via Internet. O distribuidor é a <a href="http://leezhy.manufacturer.globalsources.com/si/6008811684318/Homepage.htm">Fujian Huamin Import &amp; Export Company</a> (especializada em&#8230; <em>candelabros, vasos e ornamentos</em>, segundo o site) e o fabricante, por motivos óbvios, não é mencionado. O modelo é chamado de &#8220;<a href="http://90nike.en.alibaba.com/product/50367083/51785706/mobile_phones/IPhone.html">High Quality Phone-1</a>&#8221; (outro modelo tem nome tão criativo quanto, Phone-2), e as &#8220;especificações técnicas&#8221; foram simplesmente copiadas do <a href="http://www.apple.com/iphone/technology/specs.html">site</a> da Apple. Duvido que essa coisa tenha tela multi-toque e rode o Mac OS X.</p>
<p>Segundo o site <a href="http://www.alibaba.com">Alibaba.com</a> (Ali Babá? Céus!) há 500 unidades disponíveis, e o pedido mínimo é de uma unidade, sem preço listado. Alguém se dispõe e conseguir um desses e nos enviar para uma análise, em nome do bem da ciência e de consumidores incautos do mundo todo?</p>
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