Zenfone 2: o que vem na caixa?

Zen2_RedTrês da tarde desta terça-feira, toca o interfone. Era um motoboy com um novo brinquedo: o aguardado Zenfone 2. O aparelho só será lançado no Brasil no dia 20 de Agosto, mas a ASUS já está ocupada enviando unidades para a imprensa especializada no país todo, para que os jornalistas tenham bastante tempo para conhecer o produto. Que tal darmos uma olhadinha no que veio na caixa?

O Zenfone 2 que recebi é o ZE551ML, o modelo topo de linha, com os já famosos 4 GB de RAM, processador Intel Atom Quad-Core (Z3580) de 64 Bits a 2,3 GHz, 32 GB de memória interna, uma tela Full HD de 5.5″, câmera de 13 MP e suporte a 4G. Tem tudo o que se espera de um smartphone moderno, até NFC! :P.

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[REVIEW] Xperia C é bonitinho, mas tem memória curta

Um tempo atrás eu recebi para review um Xperia C, um smartphone 3G Dual-SIM da Sony, mas acabei não falando muito sobre ele. A princípio ele parece um smartphone interessante: tem um design bonito, que de frente lembra o Xperia Z1 embora seja todo feito de plástico, e uma tela de 5 polegadas (com resolução de 540 x 960 pixels) que tem boa qualidade de imagem.

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O processador quad-core de 1,2 GHz (MediaTek MT6589) acompanhado por 1 GB de RAM tem desempenho bom o bastante para as tarefas do dia-a-dia, embora em benchmarks como o AnTuTu o Xperia C tenha sido cerca de 20% mais lento do que concorrentes como o Moto G.

O sistema operacional, o Android 4.2.2, não é a versão mais recente, mas ao mesmo tempo não é antigo o bastante para causar incômodos. E a autonomia de bateria, como é “de praxe” nos aparelhos recentes da Sony, agradou bastante: sob uso típico com apenas um SIM Card cheguei ao fim de quase 13 horas de uso com 56% de bateria restantes.

A câmera traseira tem um sensor de 8 MP e flash, o que a princípio deveria ser um ponto de destaque. Mas fiquei desapontado com a qualidade das fotos: são mais escuras do que deveriam e tem bastante ruído, o que leva à perda de detalhes. A câmera frontal (com resolução VGA) não se sai melhor: as imagens tem cores não naturais, perdem detalhes e exibem um forte efeito de “pintura a óleo”.

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[REVIEW] Controle de 6 botões para o Mega Drive

Quem tem consoles antigos sabe como é difícil encontrar controles em boas condições, ainda mais por um preço decente. Felizmente quem curte o Mega Drive tem uma boa opção nestes controles de 6 botões que encontrei no DealExtreme, por indicação do amigo FRS.

São quase idênticos ao Six Button Control Pad / 6 Button Arcade Pad original: o formato é o mesmo (provavelmente o molde foi copiado) e as diferenças mais óbvias são cosméticas: todos os botões são pretos (no original X, Y, Z e Start são cinza), não há o logo da SEGA e a palavra START é moldada no plástico acima do botão, em vez de impressa em branco abaixo dele.

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[REVIEW] Nokia Lumia 1520 é um GRANDE smartphone

Quando lançou o Streak 5, em 2010, a Dell inadvertidamente criou um monstro. Com sua imensa (para a época) tela de 5” o aparelho foi o primeiro “phablet” Android, e levou a uma corrida armamentista entre os fabricantes, que lutam para ver quem consegue colocar a maior tela em um aparelho que ainda caiba no bolso da calça e faça chamadas.

Mas este era um fenômeno limitado aos smartphones Android até a Nokia (agora Microsoft Devices) lançar os Lumia 1320 e Lumia 1520, equipados com telas de 6 polegadas. Pense em um smartphone grande. Não, um pouco maior. Mais… isso! Esse é o Lumia 1520. Para ter uma idéia melhor, veja esta foto dele ao lado de um Motorola RAZR MAXX, que tem uma tela de 4.3”

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Nokia Lumia 1520, comparado a um Motorola RAZR MAXX

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Dissecando o CCE Motion.plus SK402

Post atualizado em 17/08/13 com informações sobre o sensor de toque e conclusões

A CCE anunciou recentemente uma nova linha de smartphones e o que mais chama a atenção é o SK504, um smartphone quad-core com tela de 5” por R$ 899. Mas o SK402 também tem bastante potencial: trata-se de um aparelho “mid range” Dual SIM com uma boa configuração e um precinho bem camarada, R$ 499.

Consegui colocar as mãos em um SK402 logo após a coletiva de lançamento, e estou há alguns dias “fuçando” para descobrir seus segredos. Seguem abaixo minhas observações.

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Primeiras impressões: Sony Xperia P

Vida de analista é assim: você termina o review de um produto e imediatamente passa para o próximo da lista. No meu caso, mal o review do Xperia S foi ao ar (em vídeo e no site da PCWorld) e já estou com as mãos no Xperia P.

As impressões iniciais são favoráveis. A Sony corrigiu os principais erros de design do Xperia S, como a tampa do conector USB e os bizarros botões Android com o sensor de toque longe dos ícones. Prateado e com corpo em alumínio, o Xperia P tem um visual elegante e passa uma sensação de resistência. O design é como o do Xperia S: quadrado, com as laterais retas e traseira ligeiramente curvada.

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Arquivos perdidos da CES 2009: Mana Potion

Tenho uma confissão a fazer: durante a cobertura da MacWorld e CES 2009 eu fiz nada menos que 72 vídeos, e só uma dúzia deles chegou a ir ao ar. É fácil entender o motivo: a correria é imensa, banda larga boa o suficiente para upload de vídeos está, por incrível que pareça, disponível apenas na sala de imprensa e há coisas demais para uma pessoa só administrar. O resultado é que acabei subindo apenas o que considerei “mais interessante” e deixei o resto “para depois”. E o depois acabou se arrastando por um ano.

Mas ontem, vendo as fotos do povo na fila para a apresentação do Ballmer, me lembrei dos vídeos e corri atrás. Encontrei vários clipes de bastidores (como a fila para o Ballmer, igualzinha), produtos curiosos e cenas inusitadas que encontrei por lá, e decidi começar a postar tudo isso no YouTube. Se eu for esperar até tomar vergonha na cara para editar e organizar tudo como se deve os clipes nunca irão ao ar. Portanto, estou postando o material “cru” ou com edição mínima.

A imagem não é das melhores (eu tinha acabado de comprar a filmadora em uma Best Buy dois dias antes, e estava aprendendo a usar), as cenas tremem (tente manter uma câmera estável depois de dormir só quatro horas na noite anterior e tomar cinco doses de espresso para compensar) e o áudio estoura, mas mesmo assim eles ainda valem a pena. São uma visão curiosa dos “bastidores da reportagem”, pra quem se interessa por como as coisas funcionam ou acha que a cobertura de uma CES é um paraíso de uma semana em cassinos, comida farta e gadgets legais.

Começo por um review da… Mana Potion, que não tem muito a ver com a CES propriamente dita: Mana Potions são energéticos vendidos para gamers nos EUA, batizados como as poções geralmente usadas para recuperar energia “espiritual” ou mágica em jogos de RPG. Tem uma composição diferente de bebidas como Red Bull, e prometem te deixar alerta sem “danos colaterais” como a agitação excessiva ou cansaço insuperável quando o efeito acaba.

Comprei (a US$ 3.50 o frasco) como última tentativa de encontrar uma alternativa às cinco doses de espresso. Funciona? NÃO:

O efeito colateral mencionado no vídeo aconteceu mesmo, e não foi NADA agradável. Câmera e “trilha sonora” por André Faure. Mais clipes em breve.

Brincando com o Chrome OS

Chromium OSEstou digitando este post em um belo netbook rodando o Chrome OS, o novo sistema operacional para ultraportáteis desenvolvido pelo Google. Não, não consegui nenhum protótipo ultra-secreto vindo de Taiwan. O netbook é meu próprio Dell Mini 9, e o sistema é um “build” criado a partir do código-fonte oficial do sistema pelo hacker Hexxeh, batizado de Chromium OS Cherry.

Você também pode experimentar: graças à magia do Open Source o sistema roda na maioria dos netbooks com processador Intel Atom e vídeo Intel, e tudo de que você precisa é de um pendrive de 1 GB. Se você tem um netbook ou notebook Dell (Mini 9, Mini 10v e Latitude 2010) é ainda mais fácil: a própria Dell oferece imagens do Chrome OS feitas sob medida (mas sem suporte) para suas máquinas.

Mas chega de blá, blá, blá. “E aí, como é o Chrome OS?“, você me pergunta. Seguem minhas impressões:

O boot é rápido, cerca de 15 segundos, bem como ações como abrir uma nova aba e carregar sites. Vídeo em flash como no YouTube roda tão bem quanto no Firefox sob o Ubuntu. Neste ponto, não tenho nada a reclamar. Estou com seis abas abertas: uma delas com um aplicativo Web 2.0 (GMail), outra com um Flash Player fazendo streaming de áudio (minha rádio favorita) e até agora não tive problemas.

O suporte a hardware, para um sistema que na prática ainda é um “pré-alpha”, é bastante satisfatório. Vídeo e som funcionaram de primeira, mas a sensibilidade do trackpad veio baixa demais por padrão. Nada que um ajuste no painel de opções não resolvesse.

A autonomia de bateria parece ser bem menor que em sistemas como o Ubuntu Netbook Remix. Vi ela levar um tombo feio de 82% para 26% em pouco mais de meia hora. Observando o medidor, a carga cai 1% por minuto. Ainda não sei se isso é erro do applet de medição ou consumo excessivo mesmo. Se for consumo, é provavelmente devido a um sistema de gerenciamento de energia não configurado. Isso merece ser investigado, fiquem de olho por aqui.

Não há um meio fácil de definir o layout do teclado como ABNT2, ou seja, nada de acentuação (vejam a solução mais adiante). A interface Wi-Fi funciona bem, mas como é uma Broadcom é necessário esperar cinco minutos até ela ser capaz de “enxergar” as redes disponíveis.

O sistema em si é incrivelmente simples. Em relação a uma cópia do Google Chrome em um PC qualquer as únicas diferenças são três ícones no canto superior direito da tela (bateria, Wi-Fi e opções) e o logo do Chrome no canto superior esquerdo, que dá acesso a uma página com atalhos para aplicativos web, sem nenhuma possibilidade de modificação. Se você já viu o Google Chrome, viu 90% do que o Chrome OS tem a oferecer no momento.

Friso o “no momento”, porque a versão final do Chrome OS, que só chega ao mercado daqui a um ano e rodará em máquinas feitas sob medida, com certeza será diferente e muito mais interessante. Eu, que acredito firmemente na idéia de “viver na web” proposta pelo Google, aguardo ansioso.

UPDATE: A solução para a acentuação em teclados ABNT2 apareceu fácil quando descobri como acessar um terminal. Tecle Ctrl + Alt + T e digite o comando:

setxkbmap -model abnt2 -layout br -variant abnt2

Problema resolvido. Outro truque: Shift + Esc abre um gerenciador de tarefas, e digitar about:memory na barra de tarefas do navegador mostra o consumo de memória em detalhes.

Motorola DEXT: Primeiras impressões

Motorola DEXT

UPDATE: Post atualizado em 01/12/09 às 01:01, com informações sobre a tela e mais detalhes da autonomia de bateria

Desde a última sexta-feira estou usando um Motorola DEXT, o primeiro smartphone Android da Motorola, como meu smartphone no lugar do bom e velho Nokia N95. Usando e gostando muito, diga-se de passagem. Pretendo fazer um review detalhado dele em breve, mas por enquanto seguem aqui as primeiras impressões sobre o aparelho.

Design e Hardware: Não chama a atenção, o que não quer dizer q ue seja ruim. O corpo tem um tom “grafite” metálico, que a Motorola já usou em outros aparelhos como o RAZR2 V8. Ele é grandalhão, mas ainda assim um pouco mais fino que o N95. O teclado QWERTY integrado (com direcional!) tem teclas grandes e é confortável. O plugue P2 no topo permite o uso de seus fones de ouvido favoritos, e um único cabo micro USB serve tanto para conexão de dados quanto recarga da bateria interna.

A tela tem 3.1 polegadas com resolução de 320 x 480 pixels (mesma do iPhone) e é muito nítida e brilhante: eu a uso com o brilho a 25% e é mais do que suficiente. Não há problemas com ângulos de visão e o contraste é muito bom, o que a torna bastante adequada para assistir um filme, por exemplo. Sob a luz direta do sol ela perde muita legibilidade, como toda tela LCD.

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Análise: Dingoo Digital A320

Um jogo de CPS-2 (Arcade) rodando no emulador nativo

Ufa! Finalmente, depois de uma semana corrida, consegui tempo para escrever este (longo) review de meu mais novo brinquedo, o Dingoo Digital A320. Se tiverem dúvidas após ler o texto, deixem suas perguntas nos comentários e tentarei atualizar o artigo com as respostas.

Já deixo claro que aqui pretendo apenas descrever o console e seu software, e não vou entrar em detalhes como tutoriais de instalação do Dingux ou de conversão de ROMs. Há muitos locais com tal informação na internet, vários deles linkados ao longo do texto.

Também deixo claro que não presto suporte a hardware e software. Tais pedidos serão sumariamente ignorados. Seu Dingoo veio com defeito? Devolva pra loja. Não sabe copiar os jogos pra memória? Leia o manual. O Google é seu amigo.

Mas vamos lá. Antes de mais nada, “o que é o Dingoo”? É um portable media player ou console portátil produzido na China pela Dingoo Digital, uma empresa baseada em Shenzen. Seria mais um entre muitos “MP9” produzidos pelas fábricas chinesas se não fosse por alguns detalhes: seu design pensado especificamente para jogos (copiando o Nintendo DS Lite) e seu firmware, que inclui emuladores para uma variedade de consoles do passado. Além disso, ele também reproduz filmes em uma variedade de formatos (como Windows Media, Real Media e DiVX), músicas (MP3, APE, FLAC) e tem os tradicionais Rádio FM e leitor de e-Book, além de alguns jogos próprios.

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