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	<title>BADCOFFEE &#187; Software</title>
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	<description>Informática e tecnologia, por Rafael Rigues</description>
	<lastBuildDate>Fri, 27 Jan 2012 15:16:51 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Transformando o Atrix em um “Netbook”</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 19:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Hack]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[Software]]></category>
		<category><![CDATA[Telefonia]]></category>

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		<description><![CDATA[Veja como "desbloquear" o ambiente WebTop do Atrix e instalar qualquer programa Linux que desejar, incluindo o Gimp e o Firefox. É fácil!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vou à CES 2012 no próximo final de semana, e preciso de um “computador” para trabalhar remotamente e enviar textos, imagens e vídeos para a redação. No ano passado fiz isso com o iPad mas nesse ano pensei em levar um Motorola Atrix + Lapdock.</p>
<p>O problema, por incrível que pareça, é que é difícil conseguir uma conexão confiável à Internet numa das maiores feiras de tecnologia do mundo. As redes de telefonia celular ficam congestionadas, o Wi-Fi da sala de imprensa idem, e não há Wi-Fi nos pavilhões. Tenho que estar preparado para trabalhar o máximo possível “offline”.</p>
<p>Aí é que está o problema: sem uma conexão à internet a Lapdock do Atrix é um peso de papel. O único aplicativo que roda no modo Webtop (com o aparelho plugado à Lapdock) é o Firefox, e embora online eu consiga editar textos (com o <a href="http://docs.google.com">Google Docs</a>) e imagens (com o <a href="http://www.picnik.com">Picnik</a>), offline o máximo que dá pra fazer é usar o teclado no <a href="https://market.android.com/details?id=com.qo.android.am3&amp;feature=search_result#?t=W251bGwsMSwxLDEsImNvbS5xby5hbmRyb2lkLmFtMyJd">Quick Office</a>. Preciso de mais que isso.</p>
<p>Por isso aproveitei o fim de ano para um projetinho divertido: transformar o Atrix com Lapdock em algo mais parecido com um “netbook”, com as ferramentas necessárias para me ser útil mesmo quando estou offline. Isso é fácil de fazer e você sequer precisa de ROMs customizadas: bastam alguns minutos e um cartão microSD. O resultado é um “netbook” Ubuntu, onde você pode instalar e rodar o que quiser.</p>
<p><strong>Como fazer</strong></p>
<p>Não vou dar o passo-a-passo aqui porque já fizeram isso por mim, preciso apenas apontar vocês na direção certa. Comecem instalado o <a href="http://forum.xda-developers.com/showthread.php?t=1119555">webtop2sd</a>, um aplicativo que vai transferir o ambiente WebTop da memória interna para um cartão microSD, dando espaço extra para mais aplicativos e desfazendo as “amarras” que impedem modificações. Eu usei um cartão microSD de 8 GB, particionado em 2 GB para o webTop (o original tem apenas 800 MB) e pouco mais de 5 GB para uso geral (minhas músicas e vídeos, no caso).</p>
<p>Depois de rodar o webtop2sd (atenção: ele particiona o cartão para você, e com isso você vai perder tudo o que estava nele. Tenha backup) reinicie seu Atrix, plugue ele na Lapdock e você verá que existem três novos ícones na &#8220;dock&#8221; no rodapé da tela: são eles o AWN Manager, para customização da dock e do gerenciador de janelas, o WebTop Configurator, que fará os ajustes finais no WebTop e o LXTerminal, um emulador de terminal (que ainda não vai funcionar). Rode o WebTop Configurator e responda <strong>Yes</strong> às duas perguntas. Pode fechar o programa.</p>
<p><strong>DICA:</strong><em> se você clica nos novos ícones e nada acontece, pode ser que tenha ocorrido algum problema na instalação do WebTop2SD. Aconteceu comigo. Desfaça as modificações usando a opção Uninstall na aba Execute do webtop2sd, formate o cartão e recomece o processo do zero.</em></p>
<p>Agora precisamos instalar o LXTerminal no WebTop (a Dock só tem o ícone, o programa não está instalado). Usando o aplicativo &#8220;Tela do Celular&#8221; (o telefoninho no canto esquerdo da Dock) abra o Android Market, instale e rode o &#8220;Android Terminal Emulator&#8221; (grátis no Market). Abra o Firefox no WebTop e <a href="https://launchpad.net/ubuntu/jaunty/armel/lxterminal/0.1.3-2">baixe o pacote do LXTerminal</a>. Volte ao Android Terminal Emulator no app Tela do Celular e digite os comandos abaixo:</p>
<pre>su
/usr/bin/sudo -H -u adas bash
cd /mnt/sdcard/download/
sudo /usr/bin/dpkg -i --root=/osh lxterminal_0.1.3-2_armel.deb</pre>
<p>O WebTop é uma versão modificada do Ubuntu (Jaunty), e antes de poder instalar programas nele precisamos adicionar alguns repositórios e corrigir problemas com dependências. Felizmente existe um script que faz tudo isso automaticamente para você, é o WebTopScripts. Usando o Firefox do WebTop, baixe a versão 1.4 (linkada <a href="http://forum.xda-developers.com/showpost.php?p=16129207&amp;postcount=1">no rodapé deste post</a>) e rode apenas o primeiro bloco de comandos, que reproduzo abaixo. Você vai precisar estar conectado à internet:</p>
<pre>cp /mnt/sdcard/download/webtopscripts-1.4.tar ~/
cd ~
sudo tar -xvf ~/webtopscripts-1.4.tar
sudo chmod -R 777 WebTopScripts
bash WebTopScripts/setup.sh</pre>
<p>Responda <strong>Yes</strong> à todas as perguntas (basta teclar Enter). Depois de várias delas, o script deve encerrar com uma mensagem de erro: é que ele tenta atualizar uma biblioteca do sistema (a <em>libc6-dev</em>) e não consegue, então teremos de resolver isso manualmente. Basta seguir as instruções <a href="http://forum.xda-developers.com/showpost.php?p=20494551&amp;postcount=1">nesta página</a>.</p>
<p>Depois de tudo isso eu rodei um</p>
<pre>sudo apt-get upgrade</pre>
<p>para atualizar o sistema e pronto! Um WebTop &#8220;desbloqueado&#8221; onde posso instalar e rodar quase qualquer programa Linux que eu quiser. A forma mais fácil de fazer isso é usando o Synaptic: instale com:</p>
<pre>sudo apt-get install synaptic</pre>
<p>rode digitando:</p>
<pre>synaptic</pre>
<p>no terminal e pronto: é só procurar os programas pelo nome e escolher o que instalar.</p>
<p>Instalei no meu &#8220;WebTop&#8221; modificado o LXTerminal (emulador de terminal), GEdit (um &#8220;Bloco de Notas&#8221;, nào preciso de um editor de textos completo), o Gimp (para editar imagens), o Geeqie (visualizador de imagens, para eu não ter de usar o Firefox só pra isso), o eVince (visualizador de PDFs) e o File Roller para criar/abrir arquivos compactados.</p>
<p>Mas dá pra ir além: se quiser um pacote Office você pode usar o AbiWord (mais leve, porém com menos recursos) ou até mesmo o OpenOffice completo (versão 3.0). Infelizmente o visual deles fica meio estranho com o tema preto padrão que a Motorola colocou no sistema.</p>
<p align="center"><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/Captura_de_tela.png" rel="lightbox[965]"><img class="size-medium wp-image-966" title="Webtop Modificado" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/Captura_de_tela-300x168.png" alt="" width="300" height="168" /></a><br />
<strong>Atrix no modo WebTop, rodando o Gimp 2.6 e o LXTerminal</strong></p>
<p>A <a href="http://sites.google.com/site/ubuntu4us/artigos/android/motorola-atrix-webtop">página sobre o Atrix</a> no site Ubuntu 4US foi essencial durante minhas experiências, e tem um monte de informações sobre este e outros hacks no aparelho, de como fazer root a instruções de como instalar o Google Chrome. Vale a pena dar uma olhada.</p>
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		<item>
		<title>O Motorola Xoom e o roteador Linksys</title>
		<link>http://rigues.badcoffee.info/2011/04/16/o-motorola-xoom-e-o-roteador-linksys/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 20:30:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hack]]></category>
		<category><![CDATA[Hardware]]></category>
		<category><![CDATA[Software]]></category>
		<category><![CDATA[Tutorial]]></category>
		<category><![CDATA[android]]></category>
		<category><![CDATA[linksys]]></category>
		<category><![CDATA[tablet]]></category>
		<category><![CDATA[xoom]]></category>

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		<description><![CDATA[Seu Xoom não consegue baixar aplicativos do Market? Restaure a configuração de fábrica e faça o setup via 3G para resolver o problema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na última quarta-feira (13/04) recebi um tablet Motorola Xoom para review. Gravei um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2GVWaDGWEyI&amp;feature=player_profilepage">unboxing</a>, botei o bicho na rede Wi-Fi da empresa e comecei a fuçar pra me acostumar com o brinquedo. Nisso o colega Henrique Martin, do <a href="http://www.ztop.com.br">ZTOP</a>, pergunta via GTalk se eu estava tendo problemas com o Xoom: a unidade ele recebeu não conseguia baixar nada do Market, apesar de navegar na web. Disse que não e continuei fuçando.</p>
<p>No fim do expediente resolvi trazer o Xoom pra casa. Conectei-o à minha rede doméstica e&#8230; BINGO! parou de baixar coisas do Market. Os downloads nunca iniciavam, e de quebra ele não conseguia mais fazer streaming de nenhum vídeo do YouTube, apesar de navegar sem problemas na web.</p>
<p>Conversando com o Henrique notei que ambos temos conexões à Internet via Virtua e ambos temos o mesmo modelo de roteador Wi-Fi: um Linksys WRT120n. Um problema de rede foi descartado, já que o YouTube funcionava em todas as máquinas da casa e o Market funcionava sem problemas nos smartphones. A culpa parecia ser de uma incompatibilidade do Xoom com os roteadores.</p>
<p>Chegamos a mandar os tablets de volta para a Motorola, mas os danados se comportaram bem durante os testes lá e ninguém chegou a um diagnóstico. Até que um <a href="http://zumo.com.br/2011/04/13/tres-horas-com-o-motorola-xoom/#IDComment142854667">comentário no ZTOP</a> deu a pista: alguém teve problema parecido com um Galaxy Tab, e a solução foi fazer toda a configuração inicial do aparelho via 3G, para só depois mudar para Wi-Fi.</p>
<p>O Xoom que recebi não tem 3G, mas meu smartphone tem. Compartilhei a conexão dele com o Xoom, fiz a configuração inicial (inclusive a primeira atualização do Google Maps) via 3G compartilhado e só depois mudei para Wi-Fi. Bingo! Agora o danado navega, baixa apps e faz streaming do YouTube na rede doméstica sem problemas.</p>
<p>O que pode ter causado ou solucionado o problema eu não sei, já que do ponto de vista do Xoom tanto a rede doméstica quanto a conexão compartilhada no smartphone são conexões Wi-Fi. Mas resolveu, e fica a dica: se um tablet Android (seja Xoom, Galaxy Tab ou qualquer outro) encrencar com o Market, restaure a configuração de fábrica e faça o setup inicial via 3G. Deve resolver.</p>
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		<title>Navegando direito no Xoom</title>
		<link>http://rigues.badcoffee.info/2011/04/15/navegando-direto-no-xoom/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 04:12:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hack]]></category>
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		<category><![CDATA[xoom]]></category>

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		<description><![CDATA[Force o navegador do Motorola Xoom a se identificar como um PC Desktop e navegue pela web do jeito certo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O browser do Motorola Xoom é MUITO bom, na minha opinião superior ao do iPad. É mais rápido, tem abas e ainda pode sincronizar favoritos com o Google Chrome no Desktop. Só tem UM problema MUITO chato. Ele insiste em se identificar para os sites como um smartphone, e as versões &#8220;mobile&#8221; destes ficam ridículas na tela enorme do tablet.</p>
<p>Felizmente, isso tem solução, embora ela esteja escondida: digite <strong><em>about:debug</em></strong> na barra de endereços do navegador do Xoom e dê <strong><em>Enter</em></strong>. Aparentemente nada vai acontecer. Então clique no botão <strong><em>Menu</em></strong> (canto superior direito da tela) e escolha <strong><em>Configurações</em></strong> e depois <strong><em>Depurar</em></strong>. Na lista de opções, clique em <strong><em>UAString </em></strong>e mude pra <strong><em>Desktop</em></strong>. Pronto! Se quiser, você pode fazer o navegador se identificar como um iPhone, iPad ou até mesmo um Nexus One com Froyo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MIUI ROM: Android com um toque de iOS</title>
		<link>http://rigues.badcoffee.info/2011/03/18/miui-rom-android-com-um-toque-de-ios/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Mar 2011 02:23:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hack]]></category>
		<category><![CDATA[Software]]></category>
		<category><![CDATA[Telefonia]]></category>
		<category><![CDATA[miui rom android nexus]]></category>

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		<description><![CDATA[Desenvolvida na China, ROM alternativa para smartphones Android combina o melhor dos sistemas do Google e da Apple, sem descuidar do visual e com recursos únicos e muito úteis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns dias desbloqueei meu Nexus S e comecei a experimentar ROMs com versões customizadas do sistema operacional Android. A primeira parada foi a popular <a href="http://www.cyanogenmod.com">CyanogenMod 7</a> (versão RC2), baseada no Android 2.3.3. Mas logo mudei de idéia quando soube que havia sido lançada uma versão beta da <a href="http://www.miui-dev.com">MIUI ROM</a>.</p>
<p>A MIUI é uma ROM desenvolvida na China &#8211; também baseada no Android 2.3.3 &#8211; que se destaca por ter uma interface bastante diferente do Android padrão, que pode ser descrita como uma mistura do iOS da Apple com o sistema do Google. Não é uma &#8220;skin de iPhone&#8221; para Android, é uma mistura de conceitos das duas plataformas, com resultado bastante interessante.</p>
<p><span id="more-895"></span></p>
<p>Vejam a tela inicial (Launcher) por exemplo. Não há uma &#8220;gaveta&#8221; separada com os aplicativos: os ícones estão sempre à vista como no iOS. E assim como no sistema da Apple eles podem ser organizados em pastas. Mas como no Android, é possível misturar ícones e widgets na mesma tela. E o sistema de pastas é mais robusto, com número ilimitado de ícones dentro de cada uma e uma opção de ocultá-los até que uma senha seja digitada.</p>
<p>O painel de notificação, no topo da tela, é outro local onde há mudanças visíveis. No MIUI são na verdade três painéis em um só. Notices traz os tradiconais alertas de novas mensagens, redes disponíveis, etc. Apps serve como gerenciador de tarefas, listando todos os aplicativos em execução, e Toggles tem &#8220;botões&#8221; que permitem ligar ou desligar vários recursos, entre eles Wi-Fi, dados em 3G, Bluetooth, rotação da tela, modo avião e até uma opção chamada &#8220;Torch&#8221;, que liga o flash LED da câmera para uso como uma potente lanterna.</p>
<p>A MIUI também é completamente personalizável. Um aplicativo chamado Theme Downloader permite baixar temas que mudam completamente a aparência da interface, e o Theme Manager permite fazer ajustes finos em cada tema instalado. Também há um utilitário para download de papéis de parede, e é possível definir imagens diferentes para a Lock Screen e para o Launcher.</p>
<p><strong>Mais que um rostinho bonito</strong></p>
<p>Mas as mudanças na MIUI vão além da aparência: há vários utilitários e recursos muito úteis que não são encontrados nas versões oficiais do Android. Entre eles um &#8220;Firewall&#8221; que permite definir quais aplicativos podem acessar a internet e como (só via Wi-Fi, só via 3G ou ambos). Há utilitários que fazem backup não só dos aplicativos instalados, como também de mensagens SMS, listas de contatos e histórico de chamadas. O backup pode até ser armazenado online.</p>
<p>Até mesmo coisas triviais como o gerenciador de arquivos tem um toque especial. Em vez de simplesmente mostrar listas de arquivos e pastas, como no popular Astro File Manager, o da MIUI por padrão mostra os arquivos divididos em categorias, como músicas, arquivos compactados ou aplicativos (APKs), com um sumário no rodapé da tela informando quanto do espaço no cartão de memória está ocupado e com o quê. E é possível fazer a troca de arquivos entre o PC e o smartphone via Wi-Fi, sem a necessidade de aplicativos extras pra isso.</p>
<p>Também há o incrivelmente útil DND Mode (algo como &#8220;modo não perturbe&#8221;) que funciona como um filtro de chamadas. Você pode configurar o aparelho para que depois do horário comercial só aceite chamadas de números específicos, como a família e amigos. Ou desligar automaticamente todas as chamadas de números desconhecidos (telemarketing, por exemplo)</p>
<p><strong>Compatibilidade</strong></p>
<p>Apesar de ter uma cara e recursos muito diferentes do Android &#8220;padrão&#8221;, não encontrei incompatibilidades com aplicativos desde que comecei a usar a MIUI. Tudo o que eu já tinha instalado funcionou normalmente, assim como novos programas que baixei do Android Market e até mesmo aplicativos instalados de fontes externas, como jogos da Gameloft. Para os aplicativos, a MIUI é um Android 2.3 como qualquer outro.</p>
<p>Em versões anteriores havia um problema com alguns aplicativos que apresentavam uma lista de arquivos (como o media player Rock Player), que aparecia com texto branco em fundo branco, ou seja, ilegível. Isso foi corrigido a partir da versão 1.3.25.</p>
<p><strong>Nem tudo são flores</strong></p>
<p>Nenhum software é perfeito, e a MIUI não é exceção. Encontrei alguns casos de utilitários da própria ROM (como o gerenciador de temas) que às vezes fechavam inesperadamente (Force Close). A ROM é originalmente em chinês, e é traduzida para o inglês por uma equipe baseada no site miui-dev.com. A tradução ainda não é completa, e texto em chinês pode ser visto em alguns pontos da interface. Felizmente isso não prejudica a usabilidade.</p>
<p>Por fim o principal problema de alguns usuários com a MIUI é fato de que o sofware é código-fechado e desenvolvido na China. Isso levanta questões quanto à confiança: quem garante que o software não está espionando suas chamadas e downloads via 3G, ou usando o hardware de seu aparelho para fins nefastos sem que você perceba? Por outro lado, não há nenhuma indicação de que isto está acontecendo, mas a pulga incomoda algumas pessoas.</p>
<p><strong>Vale a pena?</strong></p>
<p>Se você gosta de fuçar e quer experimentar algo novo em seu smartphone, recomendo a MIUI. Atualmente estão disponíveis versões para o Nexus S, Nexus One, Motorola DROID, Motorola Milestone, HTC Desire (versões CDMA e GSM), HTC Desire HD, HTC Evo e HTC Incredible. A versão mais atual no momento em que escrevo este artigo é a 1.3.25 (Beta 6), e novas versões são lançadas toda sexta-feira.</p>

<a href='http://rigues.badcoffee.info/2011/03/18/miui-rom-android-com-um-toque-de-ios/20110326-191343-jpg/' title='Lockscreen'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/20110326-191343-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A lockscreen dá acesso rápdio ao discador e mensagens SMS" title="Lockscreen" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2011/03/18/miui-rom-android-com-um-toque-de-ios/20110326-191412-jpg/' title='Launcher'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/20110326-191412-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Na tela inicial, ícones e widgets ficam lado-a-lado" title="Launcher" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2011/03/18/miui-rom-android-com-um-toque-de-ios/20110326-191409-jpg/' title='Pastas'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/20110326-191409-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pastas podem ser usadas para agrupar apps a gosto do usuário" title="Pastas" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2011/03/18/miui-rom-android-com-um-toque-de-ios/20110326-191404-jpg/' title='Liga ou desliga?'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/20110326-191404-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Painel de notificação permite ligar ou desligar vários recursos" title="Liga ou desliga?" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2011/03/18/miui-rom-android-com-um-toque-de-ios/20110326-191336-jpg/' title='O que está rodando?'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/20110326-191336-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Painel também mostra os aplicativos abertos" title="O que está rodando?" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2011/03/18/miui-rom-android-com-um-toque-de-ios/20110326-191351-jpg/' title='Temas'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/20110326-191351-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A aparência da MIUI pode ser modificada com temas" title="Temas" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2011/03/18/miui-rom-android-com-um-toque-de-ios/20110326-191401-jpg/' title='Quanto espaço?'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/20110326-191401-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Gerenciador de arquivos mostra o que está consumindo espaço no cartão" title="Quanto espaço?" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2011/03/18/miui-rom-android-com-um-toque-de-ios/20110326-191340-jpg/' title='Não perturbe'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/20110326-191340-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Modo &quot;Do Not Disturb&quot; permite se livrar de chamadas indesejadas" title="Não perturbe" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2011/03/18/miui-rom-android-com-um-toque-de-ios/20110326-191354-jpg/' title='Firewall'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/20110326-191354-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Controle o plano de dados dizendo quais aplicativos podem acessar a web" title="Firewall" /></a>

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		<title>WebOS no PC? Pra que?</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Feb 2011 00:19:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A HP anunciou que pretende levar o sistema operacional WebOS para os PCs, só não disse como. Eu tenho algumas idéias: basta olhar para onde a empresa já usa o Linux.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Além de <a href="http://pcworld.uol.com.br/noticias/2011/02/09/hp-anuncia-novos-smartphones-com-o-webos">novos smartphones</a> e <a href="http://pcworld.uol.com.br/noticias/2011/02/09/hp-anuncia-o-touchpad-seu-tablet-com-webos">um tablet</a>, a HP anunciou hoje meio que <em>en passant</em> sua intenção de levar o sistema operacional WebOS para os PCs. A empresa não deu mais detalhes, datas nem esclareceu os planos, apenas mencionou o fato para deixar o mundo da tecnologia com a pulga atrás da orelha. E aí vem a pergunta: WebOS no PC? Pra que? Bom, eu tenho algumas idéias de como a HP pode aproveitar o sistema:</p>
<p><strong>Substituto do Linux:</strong> Alguns modelos de netbooks (a série Mini) da HP vem com Linux pré-instalado. A função básica de um netbook é navegar na web, enviar e receber e-mails e tocar vídeos em streaming (YouTube), e o WebOS faz tudo isso muito bem. E com a vantagem que os &#8220;apps&#8221; (especialmente jogos) criados para os smartphones e tablets também rodariam no netbook. E como a HP controla o desenvolvimento do sistema, poderia inovar muito mais rapidamente do que usando um produto desenvolvido externamente.</p>
<p><strong>Instant-On:</strong> Este recurso já está presente em alguns notebooks da HP. É basicamente um sistema operacional simplificado (novamente baseado em Linux) que carrega em segundos e oferece ao usuário acesso rápido à web, e-mails e música sem ter que esperar que o Windows carregue. O WebOS poderia facilmente ser adaptado para esse papel.</p>
<p><strong>Nos desktops Touchsmart:</strong> A HP tem uma linha de PCs desktop com tela sensível ao toque. Quer par melhor do que um sistema operacional projetado para telas sensíveis ao toque? O WebOS poderia ser usado como substituto do Windows em um modelo de baixo custo (uma decisão ousada, sem dúvida) ou lado-a-lado em um modelo mais sofisticado (como um Instant-On mais completo).</p>
<p><em>Em tempo:</em> não é a primeira vez que o WebOS roda em um PC. Em maio do ano passado um usuário do fórum PreCentral <a href="http://www.geek.com.br/posts/13026-webos-sistema-operacional-para-celulares-da-palm-hp-ja-roda-em-pcs">descobriu</a> que a imagem do WebOS usada no kit de desenvolvimento (SDK) oficial já era compilada para a arquitetura x86. Bastou copiar o sistema para o HD, dar boot e&#8230; WebOS rodando em um notebook. Curiosamente, da Dell.</p>
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		<title>O tamanho das coisas</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 00:42:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Telefonia]]></category>

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		<description><![CDATA[Brincando com a nova interface web do Android Market, descobri o jogo Gun Bros, da Glu Mobile. É um &#8220;dual-stick shooter&#8221; com gráficos 3D que parece bastante divertido e bem produzido. Gostei do preço (free!) e resolvi instalar. Segundo o Market, eram 1.4 MB. Instalei, fui abrir o jogo e&#8230; preciso fazer o download de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brincando com a nova <a href="http://pcworld.uol.com.br/noticias/2011/02/02/google-lanca-versao-web-do-android-market/">interface web do Android Market</a>, descobri o jogo <a href="http://market.android.com/details?id=com.glu.android.gunbros_free">Gun Bros</a>, da Glu Mobile. É um &#8220;dual-stick shooter&#8221; com gráficos 3D que parece bastante divertido e bem produzido. Gostei do preço (free!) e resolvi instalar. Segundo o Market, eram 1.4 MB.</p>
<p>Instalei, fui abrir o jogo e&#8230; preciso fazer o download de mais 107 MB para os &#8220;assets&#8221; (gráficos, som, etc). Não tenho nenhum problema com isso, afinal <a href="http://www.boingboing.net/2011/02/02/welcome-to-the-canad.html">não estou no Canadá</a>. Tenho um problema com o Android Market reportando o tamanho errado do aplicativo. OK, tá certo que <em>do market</em> eu baixo apenas 1.4 MB, mas eles são inúteis sem o restante dos dados.</p>
<p>Google, não custa nada dizer &#8220;1.4 MB App, 107 MB Data&#8221; pra deixar bem claro pro usuário onde ele está se metendo, e que ele não vai conseguir jogar até chegar próximo de uma conexão de banda larga.</p>
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		<title>Aventuras com Super Mario Galaxy 2</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 03:51:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Super Mario Galaxy 2 me colocou em um dilema: ou eu abria mão de todo meu software homebrew para atualizar o console e rodar o jogo, ou não jogava. Felizmente, um programa chamado StartPatch resolveu meu problema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Super_Mario_Galaxy_2_Box_Art.jpg" rel="lightbox[826]"><img class="alignright size-medium wp-image-827" style="margin: 5px;" title="Super Mario Galaxy 2" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Super_Mario_Galaxy_2_Box_Art-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" /></a>Aproveitei uma recente viagem aos EUA para comprar <a href="http://pcworld.uol.com.br/games/2010/06/02/inovador-super-mario-galaxy-2-mantem-aura-familiar">Super Mario Galaxy 2</a> no dia do lançamento. Chego em casa ansioso para estrear o jogo, coloco o disco no Wii e&#8230; ele pede uma atualização de sistema.</p>
<p>Aqui está o meu problema: meu Wii tem um modchip e vários programas <a href="http://www.wiibrew.org">homebrew</a> instalados, e atualizações de sistema não são nada amigáveis com eles. Na melhor das hipóteses elas fazem com que os programas deixem de funcionar ou os desinstalam. É o caso da atualização para a versão 4.2U do System Menu no disco do Super Mario Galaxy 2. Na pior das hipóteses, uma atualização pode &#8220;brickar&#8221; um console modificado, transformando-o em um peso de papel.</p>
<p>Não disposto a arriscar, parti para o plano B: instalar o jogo no HD externo conectado a meu Wii, e carregá-lo usando o <a href="http://usbloadergx.koureio.net/">USB Loader GX</a>. Com isso elimino a partição de update (que não é copiada para o HD), fico só com o jogo e ele roda sem problemas, certo? Errado! O jogo até começava a carregar, mas travava em uma tela preta logo após a tela inicial com informações de segurança. E não havia ajuste ou configuração que fizesse o jogo funcionar. Tentei atualizar versões do cIOS, do USB Loader, do firmware do modchip e nada.</p>
<p>Desanimado, mandei a precaução às favas e aceitei a atualização no disco do Super Mario Galaxy 2. Como esperado, ela &#8220;fez a limpa&#8221; no console e removeu versões customizadas do sistema operacional (cIOS), BootMii, DVDX e tudo o mais. Mas o videogame ainda funcionava. E o melhor, o jogo <em>rodou!</em>. Fiquei feliz da vida e pensei: &#8220;<em>Bom, agora o jogo tá rodando. Hora de reinstalar tudo o que ele removeu do console</em>&#8220;.</p>
<p>Segui <a href="http://sites.google.com/site/completesg/">este guia</a> para refazer as modificações no Wii. Com tudo de volta em seu devido lugar, fui jogar mais um pouco de Super Mario Galaxy 2 e&#8230; <strong><em>surpresa!</em><span style="font-weight: normal;"> O jogo pede de novo uma atualização de sistema, provavelmente porque notou que fui um menino mau e reinstalei tudo o que ele teve o trabalho de remover.</span></strong></p>
<p>Portanto, fiquei preso em um dilema. Eu podia jogar Super Mario Galaxy 2, mas teria de abrir mão de todos os emuladores que tenho no console e da comodidade de carregar os jogos a partir de um HD externo com o USB Loader GX. Ou podia ficar com tudo isso e abrir mão de Super Mario Galaxy 2 e dos US$ 50 que paguei por ele. &#8220;<em>Saco, tem que ter uma solução</em>&#8220;, pensei.</p>
<p>E tinha: no desespero, instalei um programa chamado <strong>StartPatch</strong>, que modifica o comportamento do System Menu (a interface gráfica do Wii), permitindo que o usuário altere uma série de parâmetros que normalmente estão fora do seu alcance. Coisas como se livrar da tela de &#8220;Health Warning&#8221; sempre que o console é ligado ou&#8230; bloquear atualizações via DVD!</p>
<p>Instalei o StartPatch seguindo <a href="http://sites.google.com/site/completesg/system-hacks/Startpatch">este guia</a>, e habilitei a opção <strong>Block Disc Updates</strong>. Rebootei o console, coloquei o DVD com Super Mario Galaxy 2 no drive e&#8230; <em>rodou!</em> Sem me forçar a atualizar e mantendo todo meu software homebrew intacto. Ainda não consegui fazer o jogo rodar a partir de uma cópia em HD, mas roda a partir do DVD original, o que é bom o suficiente.</p>
<p>Portanto, se você tem um Wii modificado e tem problemas com discos que exigem atualização (e a maioria delas não é necessária para jogar), experimente o StartPatch. Só um aviso: existe um <em>pequeno risco </em>da instalação do programa &#8220;brickar&#8221; seu console, se ele ficar sem energia bem na hora em que as modificações no System Menu estão sendo aplicadas. Mas o processo é bem rápido (cerca de três segundos), e você teria de ser bastante azarado para ser vítima deste problema. Ainda assim, é bom avisar.</p>
<p>E lembro que <em>não presto suporte</em> ao StartPatch ou qualquer outro software para o Wii. Tudo o que você precisa saber sobre homebrew e como desbloquear o console está disponível nos guias e sites que linkei neste post. <strong><em>Play safe, have fun!</em></strong></p>
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		<title>Cinco sistemas operacionais para seu netbook</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 18:25:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>
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		<description><![CDATA[Ama seu netbook, mas odeia o Windows que veio com ele? Conheça cinco sistemas operacionais gratuitos feitos para você tirar o máximo de seu portátil]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/Modo_Red.jpg" rel="lightbox[800]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-815" style="margin: 5px;" title="Positivo Mobile Mobo Red" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/Modo_Red-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Se eu tivesse que apontar qual a contribuição mais importante dos netbooks para o mundo da informática, diria que foi a diversificação do mercado de sistemas operacionais. Teoricamente eles são &#8220;PCs&#8221; como quaisquer outros, e rodam o mesmo software, mas características de hardware como o tamanho das telas, recursos de rede, tamanho das baterias, poder de processamento e espaço em disco disponível forçaram os desenvolvedores a fazer uma série de ajustes aos seus produtos.</p>
<p>O resultado foi uma explosão de sistemas operacionais  para todos os gostos. A maioria dos netbooks vem com Windows de fábrica (XP ou 7, ultimamente), mas ele pode não ser a melhor opção para todos os usuários. Confira abaixo cinco sistemas operacionais &#8220;alternativos&#8221; que você pode usar para tirar o máximo de seu portátil. E o melhor, a maioria deles é gratuita!</p>
<p><span id="more-800"></span></p>
<p><strong><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/UNR_9.10.png" rel="lightbox[800]"><img class="size-thumbnail wp-image-809 alignright" style="margin: 5px;" title="UNR_9.10" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/UNR_9.10-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a>Ubuntu Netbook Remix -</strong> Versão para netbooks da distribuição Linux mais popular na atualidade, o <a href="http://www.canonical.com/projects/ubuntu/unr">Ubuntu Netbook Remix</a> roda os mesmos programas, e tem os mesmos recursos, que a versão desktop. As diferenças são otimizações para o hardware típico dos portáteis (para reduzir o tempo de boot e consumo de memória, por exemplo), e uma nova interface gráfica otimizada para as telas de &#8220;baixa resolução&#8221; (1024 x 600 pixels) geralmente usadas.</p>
<p>Assim como o Ubuntu &#8220;de mesa&#8221; o Netbook Remix é gratuito, e pode ser baixado no site oficial. O arquivo tem 600 MB e deve ser &#8220;expandido&#8221; para um pendrive de pelo menos 1 GB ou gravado em um CD-ROM (se você tiver um drive externo para fazer a instalação). Depois de instalado, o sistema ocupa pouco mais de 2 GB de espaço em disco, ou seja, cabe em praticamente qualquer netbook do mercado (com exceção dos MOBO da primeira geração).</p>
<p>Usuários do Ubuntu tem à disposição uma imensa variedade de software gratuito (vejam o ícone Ubuntu Software Center na seção Favoritos do menu inicial), e uma série de utilitários tornam fácil realizar tarefas como se conectar a redes Wi-Fi ou 3G ou compartilhar arquivos (ou a conexão à internet) com um celular via Bluetooth.</p>
<p><strong><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/jolicloud.png" rel="lightbox[800]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-807" style="margin: 5px;" title="jolicloud" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/jolicloud-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a>Jolicloud -</strong> O <a href="http://www.jolicloud.com/">Jolicloud</a> pode ser descrito como uma interessante mistura do Ubuntu Netbook Remix (do qual empresta alguns componentes) com o conceito de &#8220;Cloud Computing&#8221;, que cai como uma luva em um aparelho &#8220;sempre conectado&#8221; como um bom netbook.</p>
<p>A idéia é simples: um sistema operacional otimizado para os netbooks (tempo de boot reduzido, extenso suporte a hardware) e com integração a redes sociais e os aplicativos &#8220;web 2.0&#8243; que você mais utiliza. É uma espécie de &#8220;melhor dos dois mundos&#8221;: não importa se você quer continuar usando aplicativos locais (e o Jolicloud tem tudo o que uma boa distribuição Linux tem) ou mergulhar de cabeça no mundo da web, o Jolicloud tem algo para você.</p>
<p>O sistema é especialmente atraente para quem tem netbooks baseados em hardware &#8220;manhoso&#8221; como o chipset de vídeo <a href="http://building.jolicloud.com/2009/11/17/the-quest-for-implementing-support-for-the-gma500-chipset/">Intel GMA500</a> ou os novos processadores Atom baseados na arquitetura Poulsbo. Distribuições Linux comuns rodariam com problemas (ou simplesmente não rodariam) nestas máquinas, mas o Jolicloud as recebe de braços abertos. O objetivo da primeira versão do Jolicloud é <a href="http://www.jolicloud.com/blog/2010/03/04/announcing-the-final-jolicloud-robby-release/">rodar em </a><strong><em><a href="http://www.jolicloud.com/blog/2010/03/04/announcing-the-final-jolicloud-robby-release/">todos</a></em><span style="font-weight: normal;"><a href="http://www.jolicloud.com/blog/2010/03/04/announcing-the-final-jolicloud-robby-release/"> os netbooks atualmente do mercado</a>, do mais humilde <a href="http://rigues.badcoffee.info/2008/05/08/mobo-na-mao/">Mobo</a> com processador VIA C-7 e 2 GB de espaço em disco aos novíssimos modelos com processadores Atom de baixo consumo e aceleradoras para reprodução de vídeo em alta-definição.</span></strong></p>
<p>O Jolicloud ainda está em desenvolvimento, e até pouco tempo atrás só era acessível a &#8220;beta testers&#8221; convidados. Atualmente há uma versão pública (embora ainda beta) disponível para download em duas versões: a Express pode ser instalada junto com o Windows em regime de dual-boot e a ISO, que é recomendada para quem quer colocar o Jolicloud como o único sistema na máquina. Ambas são gratuitas.</p>
<p><strong><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/Android.jpg" rel="lightbox[800]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-805" style="margin: 5px;" title="Android" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/Android-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Android -</strong> O primeiro sistema operacional criado pelo Google foi feito pensando em smartphones, mas como ele é Open Source nada impede que um desenvolvedor o adapte ao hardware que quiser, seja a máquina em questão uma <a href="http://armdevices.net/2010/01/17/touch-revolution-demonstrates-android-washing-machine-android-micro-oven-tablets-and-more/">lavadora</a> ou um netbook.</p>
<p>O projeto <a href="http://www.android-x86.org/">Android X86</a>, por exemplo, trabalha em uma versão do Android para dispositivos baseados em processadores Intel x86, o que inclui a maioria dos netbooks no mercado (equipados com um processador Intel Atom). A versão atual, 1.6, roda praticamente &#8220;perfeita&#8221; em um ASUS EeePC 701 (o primeiro netbook), e segundo o site oficial vários outros netbooks são total ou parcialmente compatíveis.</p>
<p>Feita para smartphones touchscreen, a interface do Android causa um pouco de estranheza em um netbook controlado com um mouse ou trackpad, mas é possível se acostumar rapidamente. O usuário vai precisar rever alguns conceitos: aplicativos sempre rodam em tela cheia, e não é necessário &#8220;fechar&#8221; os programas, por exemplo.</p>
<p>Em compensação o Android em um netbook é um foguete. Mesmo um EeePC 701, com seu processador Celeron rodando a 900 MHz, é muito mais rápido que os processadores ARM de 500 MHz usados na grande maioria dos smartphones atuais. O navegador abre em um segundo,  monta as páginas com velocidade impressionante, e no geral tudo reage instantâneamente.</p>
<p>Infelizmente, como a versão do Android para netbooks não é &#8220;aprovada&#8221; pelo Google, não há acesso ao Android Market, a loja de aplicativos que é uma das grandes atrações deste sistema. Há uma loja alternativa, mas número de opções é bem menor. Ainda assim, vale a pena dar uma olhada no Android X86.</p>
<p><strong><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/ChromeOS.jpg" rel="lightbox[800]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-806" style="margin: 5px;" title="ChromeOS" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/ChromeOS-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Chrome OS -</strong> O novo sistema operacional do Google feito sob medida para netbooks ainda não está pronto (isto só vai acontecer no final do ano, segundo a empresa), mas já é possível ter um gostinho do que vem por aí. Como? Graças a &#8220;hackers&#8221; como o Hexxeh, que de posse do código-fonte do Chrome OS (livremente disponível sob a licença GPL) criam versões experimentais do sistema, prontas para rodar na maioria dos netbooks já no mercado.</p>
<p>A versão mais recente, batizada de <a href="http://chromeos.hexxeh.net/">Flow</a>, pode ser baixada gratuitamente no site do desenvolvedor. É um arquivo de cerca de 300 MB que deve ser &#8220;expandido&#8221; em um pendrive de 2 GB (veja as instruções). Depois, basta dar boot no netbook usando este pendrive para rodar o Chrome OS.</p>
<p>O sistema ainda está em desenvolvimento e o suporte a hardware é incompleto (ou seja, partes de seu micro podem não funcionar), mas dá pra brincar. Por enquanto o Chrome OS não é mais que uma sessão do navegador Google Chrome em tela cheia, com alguns extras como um medidor de bateria, gerenciador de conexões Wi-Fi e atalhos para aplicativos na web. Mas se tudo de que você precisa é de uma conexão e um navegador, pode ser o suficiente.</p>
<p><strong><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/mini9_leopard.jpg" rel="lightbox[800]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-810" style="margin: 5px;" title="mini9_leopard" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/mini9_leopard-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Mac OS X -</strong> Transformar um netbook com processador Intel Atom em um &#8220;Hackintosh&#8221; rodando o Mac OS X não é difícil: eu mesmo fiz isto quando comprei meu Dell Mini 9, e <a href="http://rigues.badcoffee.info/2009/04/12/o-netbook-da-apple/">relatei a experiência</a> aqui no blog.</p>
<p>Apesar das aparências o processador Intel Atom aguenta bem o sistema da Apple, e a dupla se sai muito bem nas tarefas do dia-a-dia. O ideal é usar um netbook com pelo menos 1 GB de RAM e bastante espaço em disco: os 16 GB de meu Dell Mini 9 são o mínimo recomendado. Aventureiros podem procurar instruções em sites como o OSX86Project.</p>
<p>Ficam alguns avisos: instalar uma cópia pirata do OS X em seu netbook é tecnicamente ilegal, já que mesmo uma cópia original viola a licença de uso do sistema operacional, que especifica que ele só pode ser instalado em hardware da Apple. Prossiga por sua própria conta e risco.</p>
<p>Além disso, é necessário cuidado para nunca instalar atualizações de sistema antes de verificar nos fóruns o impacto que elas terão sobre a estabilidade da máquina: um &#8220;hackintosh&#8221; é hardware não aprovado pela Apple, e ela não vai se esforçar para fazer ele rodar redondinho em máquinas que não lhe trazem lucro. Pelo contrário&#8230;</p>
<p><strong><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/moblin1.png" rel="lightbox[800]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-811" style="margin: 5px;" title="moblin" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/moblin1-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a>&#8220;Bonus Round!&#8221;, Moblin -</strong> O <a href="http://moblin.org/">Moblin</a> nasceu de um esforço da Intel para desenvolver um sistema operacional otimizado para portáteis baseados em seus processadores Atom, e depois foi deixado sob a tutela da Linux Foundation. É baseado em Linux, mas tem algumas características que o tornam único.</p>
<p>Uma delas é o tempo de boot: você nunca viu um netbook &#8220;dar boot&#8221; tão rápido. No meu Dell Mini 9 são <strong><em>10 segundos</em></strong>, descontando o tempo da BIOS. Compare com os quase 30 do Ubuntu Netbook Remix. Outra é uma nova interface gráfica, que abandona o conceito de &#8220;desktop&#8221; dos sistemas operacionais comuns em favor de uma série de painéis dedicados a atividades específicas, como redes sociais ou navegação na internet. O suporte a hardware é bastante completo: até o modem 3G de meu Dell Mini 9 foi reconhecido, mas tive de instalar os <a href="http://slaine.org/_slaine/Dell_Mini_9.html">drivers para Wi-Fi</a> manualmente (eles não são inclusos no sistema por questão de licenciamento).</p>
<p>Intel e Nokia anunciaram recentemente a fusão de seus sistemas operacionais Maemo e Moblin para a criação de um novo sistema batizado de <a href="http://moblin.org/community/blogs/imad/2010/welcome-meego">MeeGo</a>, então o futuro do Moblin, como existe na versão atual (2.1) é incerto. Mas se você tem um netbook e quer experimentar algo rápido e inovador, não deve deixar de dar uma olhada no Moblin.</p>
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		<title>O media center evoluiu!</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 22:03:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No meu post sobre o Media Center, reconheci que o hardware que utilizei estava aquém do ideal. Havia pouco espaço em disco (250 GB), o processador não era capaz de decodificar vídeos em HD e faltava um controle remoto. E logo no primeiro comentário aparece o RicBit, nerd lendário e grão-fudeba, e sem querer dá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No meu post sobre o <a href="http://rigues.badcoffee.info/2010/03/01/um-media-center-feito-em-casa/">Media Center</a>, reconheci que o hardware que utilizei estava aquém do ideal. Havia pouco espaço em disco (250 GB), o processador não era capaz de decodificar vídeos em HD e faltava um controle remoto.</p>
<p>E logo <a href="http://rigues.badcoffee.info/2010/03/01/um-media-center-feito-em-casa/#comment-1669">no primeiro comentário</a> aparece o RicBit, nerd lendário e grão-fudeba, e sem querer dá uma de Miyamoto, virando a mesa com o comentário: &#8220;eu uso um Mac Mini como Media Center&#8221;. Sim, o Mac Mini é uma solução muito melhor. Pra começo de conversa é menor, consome menos energia e faz menos barulho que o Atom Dual que estava usando. Além disso, o processador Intel Core 2 Duo reproduz vídeos em HD na boa, e ele já vem com um controle remoto.</p>
<p>Pra completar, meu Mac Mini tem um HD de 500 GB à disposição, e os 250 GB do Atom estavam começando a ficar apertados. Então porque não usei o Mac Mini como Media Center? Simples, ele era meu desktop até ontem.</p>
<p>Era, daí a &#8220;virada de mesa&#8221;. Reconhecendo as vantagens, fiz uma troca geral na sala. O Mac Mini foi devidamente &#8220;faxinado&#8221;, seu HD de 500 GB esvaziado (era, pouco, usado para backups) e ele foi parar no rack. O <a href="http://www.xbmc.org">software de Media Center</a> é exatamente o mesmo do Atom, com as mesmíssimas configurações. Até o cliente BitTorrent rodando em segundo plano é o mesmo (Transmission).</p>
<p>Só mudei o sistema operacional: meu &#8220;Media Center 2.0&#8243; agora roda o Snow Leopard, em vez do Ubuntu. Um bônus: o XBMC para Mac já tem suporte nativo ao Apple Remote (o controle remoto que acompanha todos os Macs desktop) e com isso ficou mais cômodo interagir com a máquina. Valeu RicBit!</p>
<p>E o Atom Dual? Mudou de emprego (pela terceira vez em duas semanas) e veio pra minha mesa como meu desktop. Rodando Ubuntu, claro. Dá conta do recado sem problemas, passei o dia inteiro trabalhando nele e rodando os programas de costume (navegador, IM, e-mail, MP3 Player, editor de imagens) sem reclamações. Só não gosto muito do barulho da ventoinha da fonte, mas nisso se dá um jeito <img src='http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Um &#8220;media center&#8221; feito em casa</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 00:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Montar um "media center", um PC ligado à TV centralizando todas as suas músicas, vídeos e filmes e controlado por uma interface atraente é fácil. Veja como fiz o meu com Linux e o XBMC]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como todo bom nerd com anos de internet nas costas, tenho espalhados pela casa vários gigabytes em filmes, séries e músicas, distribuídos em HDs externos, desktops, notebooks, CDs e DVDs. Minha esposa não é diferente. E embora ter uma coleção enorme de mídia sempre à disposição seja algo interessante, a organização estava deixando a desejar.</p>
<p>Um problema comum era nunca saber exatamente onde estava o arquivo que queríamos assistir. Outro era a duplicidade de conteúdo. E pior ainda era a questão de <em>onde</em> assistir: nossa TV é capaz de reproduzir arquivos MP3, H.264 e DiVX via USB, mas há restrições quanto ao codec exato, resolução, etc. Vira e mexe passávamos pela experiência frustrante de plugar um HD externo nela, escolher o arquivo e ver a temida mensagem &#8220;Formato Inválido!&#8221;. Até um de nós voltar para o PC, tentar uma conversão e esperar ela terminar, a vontade de ver um filme passou.</p>
<p>O PC é uma plataforma muito mais flexível nesse quesito: players como o <a href="http://www.videolan.org">VLC</a>, <a href="http://mpc-hc.sourceforge.net/">Media Player Classic</a> e <a href="http://www.mplayerhq.hu">MPlayer</a> tocam praticamente qualquer coisa que você quiser. O problema é que assistir a um filme ou seriado na tela de 15&#8243; de um notebook ou sentado em frente ao desktop não tem graça, ainda mais quando há uma TV LCD de 32 polegadas dando sopa na sala.</p>
<p>Foi aí que olhei para o rack, notei a caixa do &#8220;<a href="http://rigues.badcoffee.info/2010/02/03/maquina-de-arcade-gambiarra-i/">Gambiarra I</a>&#8221; e veio o estalo: opa, ele é um PC e está ligado à TV. E toca filmes. Hmmm&#8230; porque não transformá-lo em um Media Center? Munido de algumas xícaras de café, hardware que eu já tinha por aqui e algumas buscas no Google, foi o que fiz.</p>
<p><span id="more-777"></span></p>
<p><strong>O hardware</strong></p>
<p>Para meu projeto, aproveitei o hardware que comprei originalmente para o <a href="http://rigues.badcoffee.info/2010/01/13/projeto-de-ferias-maquina-de-arcade/">Arcade</a>: placa-mãe Pegatron com processador Atom 330 Dual-core, 1 GB de RAM e um HD de 250 GB. Adicionei um <a href="http://www.pixxo.com.br/pages/gabinetes/ht-8102-e04s.html">gabinete</a> Mini-ITX bonitinho (afinal, a máquina vai ficar na sala), um adaptador Wi-Fi USB, mouse e teclado sem fios e pronto!</p>
<p>Entretanto, de cara dá pra notar que esta configuração está longe do ideal. O processador Atom é fraco demais para decodificar vídeo em alta-definição (mesmo 720p), 250 GB é pouco para quem tem uma coleção razoável de mídia (como descobri meia hora depois de ligar a máquina) e não há saída de som 5.1, nem conexão HDMI o micro e a TV: o som é 2.0 (não tenho caixas de som) e o vídeo usa a entrada VGA da TV. Mas já dá para brincar.</p>
<p>Se você quiser levar a idéia de media center a sério, vai precisar de algo mais poderoso. Recomendo um processador Intel Core 2 Duo e uma GPU nVidia para ajudar na reprodução de vídeo. Quem se preocupa com consumo de energia e tamanho pode optar por uma placa-mãe baseada na plataforma Ion, da nVidia (Atom + GeForce 8400M), que também dá conta do recado, embora seja difícil de encontrar por aqui.</p>
<p>1 TB de espaço em disco é o ideal, além de um drive óptico para a reprodução de DVDs. Para controlar seu Media Center, o legal é usar um controle remoto. Há vários modelos compostos por receptor IR USB + controle (como <a href="http://www.dealextreme.com/details.dx/sku.14380">este aqui</a> no DealExtreme), embora eu ainda não tenha testado nenhum deles: aqui em casa no braço do sofá sempre tem, além de um gato dorminhoco, um mouse sem fio.</p>
<p>O sistema operacional da máquina é o <a href="http://www.ubuntu.com">Ubuntu Netbook Remix</a>. É uma instalação padrão: não me dei ao trabalho de remover nenhum componente do sistema operacional, que vai ocupar cerca de 2.5 GB de espaço no HD. É possível usar sua distribuição Linux favorita ou até mesmo o Windows, já que os softwares de Media Center mais interessantes que encontrei são multiplataforma.</p>
<p><strong>Boxee: o media center social<br />
</strong></p>
<p><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/BoxeeHomeScreen1.png" rel="lightbox[777]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-782" title="Tela inicial do Boxee" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/BoxeeHomeScreen1-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a>O primeiro que experimentei foi o <a href="http://www.boxee.tv">Boxee</a>, que é gratuito e roda no Windows, Linux, Macs e até na Apple TV, o &#8220;media center&#8221; da Apple. A instalação é muito simples (basta baixar e instalar o pacote no site oficial), e a configuração também: basta indicar onde estão seus vídeos e músicas e o programa começa a indexar tudo automaticamente.</p>
<p>Um dos destaques do Boxee é seu aspecto &#8220;social&#8221;. Ao instalar o programa, você cria um usuário e automaticamente se registra em uma espécie de rede social. É possível recomendar programas para outros usuários e receber recomendações. Também há o que os desenvolvedores chamam de &#8220;apps&#8221;, que integram serviços web (como o Flickr, vídeos da Wired ou o podcast do Engadget) com seu Media Center.</p>
<p>O Boxee também usa sua conexão à internet para obter metadados sobre seus arquivos e organizar automaticamente sua coleção. Acesse a categoria &#8220;Movies&#8221;, por exemplo, e você vai ver que seus filmes ganharam automaticamente uma capinha do DVD, nota, sinopse e ficha completa (gênero, ano, elenco, etc). O mesmo acontece com séries. Ele faz isso consultando o site IMDB.com (um dos principais sites sobre cinema na rede), com base em informações já existentes como o nome do arquivo (processo que explico isso mais adiante).</p>
<p>Infelizmente, é justamente nesse processo de &#8220;catalogação&#8221; de seus arquivos que o Boxee derrapa. Ele se recusou a reconhecer vários filmes em minha coleção, ao mesmo tempo em que identificava erroneamente outros. Chegou a ser engraçado: ele confundiu <em>Quantum of Solace</em> com <em>Kung Fu Panda</em>, e <em>Anjos &amp; Demônios</em> com <em>O Virgem de 40 anos</em>. E quando removi <em>Anjos &amp; Demônios</em> da coleção, ele insistiu: desta vez ele dizia que <em>Hocus Pocus</em> era <em>O Virgem de 40 anos</em>.</p>
<p>Além disso, a busca automática por novos arquivos se mostrou falha: frequentemente fui forçado a pedir uma nova varredura da pasta com vídeos, e os resultados só apareciam na lista após eu reiniciar o programa. Por fim vários dos arquivos que estavam em minha coleção, mesmo nomeados de acordo com a convenção recomendada pelos desenvolvedores, não apareceram nas listas de filmes ou séries. Hora de um Plano B.</p>
<p><strong>XBMC: belo e flexível<br />
</strong></p>
<p><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/screenshot001.jpg" rel="lightbox[777]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-783" title="Detalhes de um filme no XBMC" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/screenshot001-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O <a href="http://www.xbmc.org">XBMC</a> (XBox Media Center) começou como um Media Center para o primeiro XBox, mas com o tempo se tornou um software multiplataforma: roda em Windows, Linux, Macs, Apple TV e até como um &#8220;Live CD&#8221; com uma distribuição Linux minimalista. Também é gratuito. O Boxee, na verdade, é baseado no XBMC (o que fica evidente ao configurar os dois) com alguns extras (como os componentes de midia social e &#8220;apps&#8221;).</p>
<p>A instalação no Ubuntu 9.10 foi bastante simples, bastou digitar os quatro comandos listados no <a href="http://wiki.xbmc.org/?title=HOW-TO_install_XBMC_for_Linux_on_Ubuntu_with_a_minimal_installation_step-by-step">Wiki oficial</a>. Depois, fiz uma pequena modificação: habilitei o login automático no sistema e adicionei o XBMC à inicialização do Netbook Remix. Assim, quando ligo o micro o Media Center entra automaticamente.</p>
<p>Também configurei um cliente BitTorrent (Transmission) para iniciar automaticamente, minimizado, junto com o XBMC e ativei sua interface web. Desta forma posso adicionar arquivos à fila de downloads a partir de qualquer micro da casa, eles caem automaticamente na pasta de Videos e já ficam disponíveis no XBMC.</p>
<p>Dentro do XBMC, adicionei minha pasta de vídeos como uma &#8220;media source&#8221; (<em>Videos -&gt; Add Source</em>) e a mágica começou: sozinho, o programa começou a baixar informações completas sobre todos os filmes. Além de vídeos, também é possível adicionar links para &#8220;video podcasts&#8221;. Não é meio óbvio, mas é fácil: vá em <em>Videos -&gt; Add Source</em> e em vez de apontar para uma pasta digite a URL do Feed, com o prefixo rss:// em vez de http:// (algo como rss://www.nomedosite.com/feeds/feed.xml). Os episódios aparecerão no menu Videos, organizados pelo nome do feed, junto com o restante do conteúdo de sua biblioteca.</p>
<p>Uma diferença em relação ao Boxee: o XBMC usa diferentes fontes de informação para filmes e séries, e você pode escolher qual delas será a padrão. Não houve filmes identificados de forma errada, e praticamente tudo o que estava na minha pasta apareceu nas listagens. Além das capinhas para cada filme o XBMC baixa sinopse, ficha técnica, informações completas sobre o elenco (com direito a fotos dos atores) e &#8220;fanart&#8221;, que ele usa como &#8220;papel de parede&#8221; quando você passa o cursor do mouse sobre o nome do filme na biblioteca.</p>
<p>Este é outro ponto forte do XBMC, a personalização. O tema padrão (<a href="http://xbmc.org/skins/confluence/">Confluence</a>) já é bastante atranete, mas dá para deixar seu Media Center ainda mais impressionante usando outros temas como <a href="http://www.aeonproject.com/gallery.html">Aeon</a> ou o <a href="http://www.teamrazorfish.co.uk/gallery.html">MediaStream</a>. Além disso, há plugins e scripts que podem ser usados para ampliar a capacidade do programa. Coisas como download automático de legendas, exibição de notícias e tudo mais.</p>
<div id="attachment_784" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/aeon_multiplextv.jpg" rel="lightbox[777]"><img class="size-medium wp-image-784" title="Detalhes de uma série na skin &quot;Aeon&quot; do XBMC" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/aeon_multiplextv-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhes de uma série na skin &quot;Aeon&quot; do XBMC</p></div>
<p><strong>Dando nomes ao bois</strong></p>
<p>Para baixar automaticamente informações sobre filmes e séries, tanto o XBMC quanto o Boxee usam o nome do arquivo como ponto de partida para a busca. Ou seja, se um arquivo tiver o nome xyzblabla321.avi nenhum deles vai saber do que se trata, e o arquivo não vai aparecer na biblioteca.</p>
<p>Felizmente, os nomes não precisam ser coisa do outro mundo. Por exemplo, se o arquivo se chama &#8220;Star.Trek.(2009).avi&#8221; ambos os programas vão saber que o nome do filme é Star Trek e que o ano de produção é 2009, e com isso conseguirão encontrar o restante das informações online.</p>
<p>Mesma coisa para séries: The.Big.Bang.Theory.S01E04.avi é o quarto episódio (E04) da primeira temporada (S01) de &#8220;The Big Bang Theory&#8221;. A partir daí fica fácil para os programas determinar o nome do episódio, sinopse, elenco, data original de exibição e afins.</p>
<p>O site do Boxee tem uma <a href="http://forum.boxee.tv/showthread.php?t=5214">página</a> explicando a convenção de nomes utilizada, e o XBMC funciona da mesma forma. Felizmente, a maioria dos filmes e séries baixados da internet já vem com os nomes no formato correto, então o usuário (eu e você) não precisa se preocupar com isso.</p>
<p><strong>Corta!</strong></p>
<p>No geral, levei um fim de semana para montar meu Media Center (contando com experiências com múltiplos softwares, tempo para pesquisas na internet, para copiar arquivos espalhados em HDs e DVDs, etc), com um custo razoável: cerca de R$ 700 pelo hardware, e absolutamente zero pelo software. Quem tiver disposição para bater pernas e pesquisar pode gastar ainda menos.</p>
<p>O benefício é claro quando você está em casa num dia chuvoso e bate aquela vontade de ver um filme: ter toda a coleção em um só lugar, impecavelmente organizada, e ainda poder assistir na maior tela da casa, confortavelmente deitado no sofá, é sensacional. E ainda ganhei pontos com a esposa <img src='http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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