Archive for the 'Software' Category

Brincando com o HP 2133 Mini-Note PC

Tive a oportunidade, hoje pela manhã, de brincar durante pouco mais de uma hora com o mais novo subnotebook da HP, o HP 2133 Mini-Note PC (eita nomezinho comprido). Não foi tempo suficiente para experimentar várias distribuições Linux, com o Augusto pediu, mas foi o bastante para ter uma boa idéia do que é o produto, e ficar impressionado.


HP Mini-Note vs. Eee PC 701

Não vou repetir aqui tudo o que já disse lá no iG. Leiam o artigo para saber sobre detalhes da configuração, preços e chegada ao mercado nacional, bem como os testes de resistência à água e à queda. Resumindo, o bichinho é durão, duvido que meu Eee PC (ou um Mobo) sobrevivesse aos mesmos desafios. O teclado é uma delícia, bem espaçoso. E essa é pro Boiko: tem versão com Linux sim senhor, instalado de fábrica.

Na verdade, as máquinas que foram colocadas à disposição dos jornalistas convidados representavam todos os modelos que chegarão em breve ao mercado nacional. Há versões com Linux, com Windows Vista Home Basic e Windows Vista Business. O modelo mais barato é justamente o com Linux (R$ 1.499), mas a configuração é também a mais modesta: processador Via C7-M de 1 GHz e 512 MB de RAM, basicamente o mesmo “núcleo” do Mobo.

Tratei logo de colocar as mãos em um modelo com Linux, e fiquei bastante satisfeito com o que vi. A distro é o SuSE Linux Enterprise Desktop 10, da Novell. Todo o hardware estava configurado perfeitamente, sem exceções: leitor de cartões SD, interface wi-fi, vídeo, áudio, rede Ethernet e o que mais fosse possível.

Não encontrei um programa para testar a webcam, mas não há motivos para não crer que ela funcione perfeitamente. O sistema estava configurado com 512 MB de swap, “casando” com os 512 MB de RAM. Sleep e hibernação funcionaram sem soluços, e o tempo de boot (que não medi no relógio) me pareceu bastante adequado. Em resumo, deu gosto de ver.

Apesar do tamanho similar, não dá para comparar o Mini-Note com um Eee PC 701, o modelo mais popular por aqui. Ele pertence a uma categoria à parte. Talvez a coisa fique mais justa comparando aos novos subnotes baseados nos processadores Atom ou Via Nano, como o Eee PC 901 ou o MSI Wind, mas só colocando as mãos neles para ter certeza. Até lá, na minha opinião, o HP Mini-Note leva o título de “rei” entre os modelos já ao alcance de nós, brasileiros.

Espero ter uma unidade em mãos para testes em breve, quando pretendo, com calma, ver como um Ubuntu ou outra distro se comporta nele sem os ajustes “de fábrica”. Até lá, fiquem com uma galeria comentada com 15 fotos do brinquedo, incluindo fotos comparativas com o Eee PC 701, que postei lá no Flickr. Até!

“Hackeando” o Eee PC

Para quem gosta de fuçar, um Eee PC com Linux e o wiki do site EeeUser são um prato cheio. Passei as últimas horas habilitando e configurando o “processor scaling“, o ajuste automático da velocidade do processador de acordo com as necessidades do momento. A idéia é arrancar mais alguns minutos de autonomia da bateria, que não anda me agradando. Sei que a diferença é mínima, mas de grão em grão…

Pois bem, está tudo funcionando redondinho: na bateria, o processador roda a 337 MHz, a não ser que algum aplicativo mais “pesado” entre em ação. Na tomada, o processador fica em 900 MHz (na verdade, 630 MHz) cravados o tempo todo. Tudo muito bem. Só tem um probleminha: na bateria, o VLC engasga.

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Uma semana com o Eee PC 701

Só pra fazer um “follow-up” do meu post sobre a chegada do meu Eee PC, seguem minhas impressões sobre a máquina após uma semana de uso.

  • Ele já tem um Pokénome: Azurill. É um “Pokémon bebê” (ideal pra algo que parece um filhote de notebook) e soa como ASUS. Outras máquinas da minha rede: Raichu (Mac Mini), Pidgey (Positivo M25), Lugia (Duron montado em casa).
  • O sistema operacional, uma variante do Xandros, funciona. Quem é usuário novato vai se adaptar sem problemas, mas pessoas com mais experiência, especialmente com outras distribuições Linux, vão ficar querendo mais. Troquei pelo EeeXubuntu, com intenção de dar uma olhada de perto no Eeebuntu (baseado no Ubuntu Hardy) no próximo fim de semana.
  • O sistema de atualização de software do Xandros é irritante. É lerdo, não tem barra de progresso nos downloads e só posso instalar uma atualização por vez. Fiquei de saco cheio e fiz um apt-get dist-upgrade através da linha de comando. Uma centena de megabytes depois… o sistema estava atualizado, e todos os ícones da pasta Games duplicados. Vá entender. Juro que usei apenas os repositórios de software oficiais.
  • A bateria me decepcionou bastante. Marquei 2 horas e 15 minutos com Wi-Fi ligado e sob uso intenso, ou seja, baixando coisas na maior parte do tempo. Imagino que não vá melhorar muito com uso moderado. Depois das quase quatro horas e meia do Mobo, parece um retrocesso.Deixar o Wi-Fi desligado? Só em lugares onde não houver outra opção a não ser a rede cabeada. Não gosto de voltar no tempo.
  • O EeeXubuntu ocupa menos espaço em disco que o Xandros (depois da instalação, fiquei com 1,7 GB livres, tinha 1,35 no Xandros), e não sacrifica recursos. Com um pouco de configuração manual é possível restaurar suporte total ao hardware, incluindo o OSD (on-screen display) com indicação dos níveis de brilho da tela, volume e estado da interface Wi-Fi. A variedade de software disponível é muito maior, e o boot ainda é bastante rápido. Vale a pena mudar.
  • Minhas “dicas para viver bem” com a tela de 7 polegadas que publiquei no post do Mobo valem para o Eee PC. Usar o Opera, rodar o OpenOffice.org em tela cheia, etc e tal. Cada pixel conta.
  • A antena Wi-Fi é MUITO sensível, aqui na sala de casa mostra muito mais redes Wi-Fi que as encontradas pelos outros notebooks (e reporta intensidade de sinal maior). Em Curitiba, encontrou na sala de estar a rede Wi-Fi do segundo andar da casa com intensidade de sinal de 81%, coisa que o Mobo não fez. Daria até pra navegar deitado na rede no quintal, se não fosse o clima polar do fim de semana.
  • Ele ainda está com todos os adesivos de garantia intactos :)

Linux no Positivo Mobile Mobo

Post atualizado em 11/05. O Ubuntu roda, vejam o fim deste post

Ubuntu 8.04 rodando no Positivo Mobile MoboAcabei de fazer alguns testes com o Linux no Positivo Mobile Mobo. Como estou passando o fim de semana em Curitiba e sob restrição de banda (leiam: link ADSL lento), escolhi uma distro pequena e facilmente “carregável” em um pendrive para o experimento. No caso, o Slax 6.0.7 (apenas 190 MB) rodando em um pendrive Kingmax de 1 GB.

Antes de reportar os resultados, devo dizer que em pesquisas pela internet descobri vários “irmãos” do Mobo, comercializados por outros fabricantes em diversos países. Na Espanha, como os amigos do Zumo já mencionaram, ele é o “Airis Kira”. Já na Austrália é o “DreamBook IL1″ da Pacific Computers. Em vários casos ele é vendido com Linux pré-instalado (pelo que vi, uma versão customizada da distro Linpus), então a compatibilidade é certa. Fica a pergunta: “o quão trabalhoso é deixar tudo rodando certinho?”

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Panic! at the Kernel

Há alguns dias postei uma foto de uma mensagem de erro em um dos painéis LCD que servem como “entretenimento de bordo” no metrô de SP. Era um erro do Player (rodando sobre Windows), que interrompeu a programação. Mas não são só os trens do metrô que tem os tais painéis: várias linhas de ônibus também os tem, exibindo uma programação mais ou menos no mesmo estilo, mas um pouco mais “variada”.

Há pelo menos três emissoras, BusTV, TVO (TV Ônibus) e BusMidia, que exibe conteúdo do canal aberto MixTV. TVO e BusMidia parecem não ter som (TVO faz propaganda disso, apregoando o respeito ao usuário), o que torna a experiência um pouco estranha, especialmente quando cismam de passar uma entrevista, comercial não formatado para o “veículo” (literalmente) ou videoclipe.

Voltando do trabalho para casa na última sexta, pego o ônibus de costume, olho para o painel LCD e o que vejo? Um Kernel Panic! Sim, o sistema de entretenimento da BusMidia roda sobre Linux. 

Kernel Panic em uma das TVs da BusMidia

A mensagem não deixou muito clara para mim a causa do problema, mas pelo jeito ela é bem persistente: peguei um ônibus da mesma linha para trabalhar (plantão) no domingo à tarde, e a mesma mensagem estava na tela, no mesmo ponto. Será que tentaram rebootar para ver se resolve? :P

Hackintosh

Nota: Post atualizado em 15/04/08 às 01:37, com informações sobre monitoramento de baterias.

Projeto de fim-de-semana: instalar o Mac OS X 10.5.1 (Leopard) no notebook da minha namorada, um Positivo Mobile W98. Ela é ilustradora/designer/artista em geral, então se dá muito melhor com Macs do que com um PC com Windows. Eu já havia tentado fazer algo parecido um tempo atrás quando comprei meu notebook, mas não deu certo e acabei desistindo. Entretanto, máquina nova, sistema operacional novo e ela pediu com jeitinho… então vamos lá.

O sistema operacional instalado foi a versão “Kalyway” do Leopard, baixada via BitTorrent. A instalação ocorreu sem problemas. Usando um CD do Ubuntu, particionei o HD em duas partes: uma com o Windows XP SP2, que já estava instalado, e uma segunda partição de 40 GB para o Mac OS X, formatada como FAT32. Depois bastou colocar o CD do Leopard no drive, formatar a segunda partição como HFS+ usando o Utilitário de Disco (Disk Utility) e prosseguir com a instalação normalmente.

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Oops! Deu pau!

Já faz um tempinho que os trens do metrô de SP tem monitores LCD dentro dos vagões, com um sistema de TV interna que mostra notícias, curiosidades sobre a cidade, programação cultural e, claro, propaganda. Na maioria das vezes ele funciona, mas problemas não são incomuns. Já vi monitores “solarizados”, que perdiam o sinal automaticamente, com backlight pifado, imagem distorcida e por aí vai. Não sei se a culpa é dos monitores (LG, pelo logo “Flatron F-Engine” que aparece quando saem do ar) comuns, que não aguentam o “tranco” de trabalhar em um local quente e cheio de vibração como um trem do metrô, ou se o serviço de implantação foi mal-feito mesmo. Não vou discutir isso aqui.

Mas hoje, voltando pra casa, vi isso:

Oops! O player deu pau!

Um pau de software (a mensagem dizia: “Player – Erro não especificado”) tirou do ar todos os monitores do vagão e, pior, do trem. Considerando que isso ocorreu na hora do “rush” e que o sistema é mantido com o lucro de anúncios, fico imaginando quanto prejuízo as “ad impressions” perdidas representam para a companhia que opera o sistema.

PS: dessa vez a culpa não é do Windows. Pela mensagem, o erro é do player usado para reproduzir a programação do canal.

O pendrive brigão

Durante alguns dias enfrentei um problema curioso no micro do trabalho, um desktop Dell rodando o Windows XP SP2. Ele simplesmente se recusava a montar o pendrive que mantenho junto com as chaves de casa, um modelo de 2 GB da Samsung. Não era problema do drive: ele funcionava perfeitamente em outros micros, tanto em casa quanto na empresa. Meu micro “sabia” que o drive havia sido plugado ao computador (o ícone de dispositivo USB aparecia na bandeja do sistema na barra de tarefas, e um balão informava que um novo hardware foi encontrado), mas ele simplesmente não aparecia como um disco em “Meu Computador” ou qualquer outro canto do sistema.

Imaginei mil causas para o problema. A princípio minha conta de usuário não tinha privilégios de administrador, portanto achei que poderia ser alguma forma de controle de acesso. Entretanto, mesmo depois de ser “promovido” a admin o problema persistia. Desconfiei do anti-vírus (um produto da McAfee), mas mesmo com ele desabilitado, nada de drive. Suspeitei até de mal-contato ou portas USB frontais desligadas, e tentei outras sem sucesso. Até que uma busca no Google entregou a causa do problema: um conflito.

No Windows, cada “unidade de disco” é identificada por uma letra. Não importa se são HDs reais dentro da máquina, partições, drives de rede, de disquete, gravadores de CD ou leitores de cartão. Cada “drive” tem um nome. Teoricamente, ao ser plugado o pendrive deveria assumir a identidade da primeira “unidade” disponível e funcionar na boa. Mas por algum motivo ele insistia em se identificar como F:, e meu micro já tinha um drive F:, uma unidade de rede. Em vez de avisar do conflito e sugerir uma solução (e ei, havia outras unidades disponíveis), o Windows simplesmente desabilitava o pendrive, porque o drive de rede chegou primeiro.

Gerenciamento do Computador

A solução foi forçar, manualmente, o pendrive a se identificar com outro nome. Se precisar fazer o mesmo, plugue seu “pendrive brigão” no micro e clique com o botão direito no ícone “Meu Computador” no Desktop. No menu que surgir, clique em Gerenciar. Na janela “Gerenciamento do Computador”, clique em Armazenamento/Gerenciamento de disco e na lista de drives clique com o botão direito do mouse no pendrive e selecione a opção “Alterar letra de unidade e caminho”. Na janelinha que aparece clique em Alterar e indique o novo “nome” para seu pendrive. Clique em OK e pronto, ele deve voltar a aparecer como uma unidade de disco válida. Agora, o Windows não podia automatizar tudo isso? Mas pra que facilitar, né?

Java no iPhone? Não tão cedo

Um dia depois da Apple lançar o kit de desenvolvimento (SDK) oficial para o iPhone, o vice-presidente de marketing de Java da Sun Microsystems, Eric Klein, disse que a empresa tem planos de criar uma versão de sua máquina virtual Java ME (Java Micro Edition) para o Smartphone da Apple.

A declaração é significativa: com uma máquina virtual Java, desenvolvedores poderiam contornar as restrições no desenvolvimento e distribuição de software impostas pela Apple, criar o tipo de aplicativos que quiserem e fazer a distribuição por conta própria, ficando com 100% dos lucros. Para a Apple, é uma má notícia.

Entretanto, parece que a Sun não leu com cuidado as letrinhas miúdas nos termos da licença da SDK. Um trecho diz:

“Um aplicativo não pode instalar ou rodar outro código executável por quaisquer meios, incluindo mas não limitado ao uso de uma arquitetura de plug-ins, chamadas a outros frameworks, outras APIs ou similares”.

Infelizmente, para a Sun, uma máquina virtual Java viola a primeira (rodar código executável), terceira (chamada a outros frameworks) e quarta (chamada a outras APIs) regras. Ou seja, mesmo que a empresa crie o software, a Apple pode se recusar a distribuí-la alegando violação dos termos da licença da SDK, que diz claramente que para ser distribuído via App Store…

“… um aplicativo precisa seguir o guia de interface humana e qualquer outra documentação fornecida pela Apple”.

Ou seja: a não ser que haja um acordo entre as duas empresas, uma máquina virtual Java para o iPhone não deve aparecer tão cedo. Em termos de qualidade do software, talvez seja uma boa idéia: isso força os desenvolvedores a tirar proveito das ferramentas, APIs e frameworks fornecidos pela Apple, o que resulta em aplicativos mais otimizados e que tiram melhor proveito do hardware.

Java ou não, os desenvolvedores parecem animados: a Gameloft, conhecida por seus vários jogos para celulares e outros aparelhos portáteis, comentou que pretende lançar 15 jogos para o iPhone até o fim do ano. John Carmack comentou em um post no Slashdot que a id Software também está interessada. E na demo durante a apresentação de Jobs, empresas sérias como Salesforce.com e Epocrates demonstraram seus softwares para o mercado corporativo e médico. Vem coisa boa por aí.

Leopardo de bolso: Mac OS X no eeePC

Até que não demorou muito: o povo já descobriu como instalar o Mac OS X Leopard no ASUS eeePC. Você precisa de um CD original do Leopard, alguns patches (desenvolvidos por um brasileiro, olhe só) e um micro com o Mac OS X já rodando (pode ser um Mac PowerPC). O sistema roda, mas devagar: o instalador leva 20 minutos só para carregar. O autor do artigo conseguiu desempenho melhor usando o Tiger, mais precisamente a versão 10.4.8 já “pré-hackeada”, encontrada nos bons servidores de BitTorrent da praça.

Taí uma coisa interessante. Devo receber um eeePC para testes nessa semana (já brinquei com um alguns dias atrás). Se tiver tempo, vou tentar transformá-lo em um “Pocket Mac” e posto aqui os resultados. Fiquem ligados.