Archive for the 'Telefonia' Category

Java no iPhone? Não tão cedo

Um dia depois da Apple lançar o kit de desenvolvimento (SDK) oficial para o iPhone, o vice-presidente de marketing de Java da Sun Microsystems, Eric Klein, disse que a empresa tem planos de criar uma versão de sua máquina virtual Java ME (Java Micro Edition) para o Smartphone da Apple.

A declaração é significativa: com uma máquina virtual Java, desenvolvedores poderiam contornar as restrições no desenvolvimento e distribuição de software impostas pela Apple, criar o tipo de aplicativos que quiserem e fazer a distribuição por conta própria, ficando com 100% dos lucros. Para a Apple, é uma má notícia.

Entretanto, parece que a Sun não leu com cuidado as letrinhas miúdas nos termos da licença da SDK. Um trecho diz:

“Um aplicativo não pode instalar ou rodar outro código executável por quaisquer meios, incluindo mas não limitado ao uso de uma arquitetura de plug-ins, chamadas a outros frameworks, outras APIs ou similares”.

Infelizmente, para a Sun, uma máquina virtual Java viola a primeira (rodar código executável), terceira (chamada a outros frameworks) e quarta (chamada a outras APIs) regras. Ou seja, mesmo que a empresa crie o software, a Apple pode se recusar a distribuí-la alegando violação dos termos da licença da SDK, que diz claramente que para ser distribuído via App Store…

“… um aplicativo precisa seguir o guia de interface humana e qualquer outra documentação fornecida pela Apple”.

Ou seja: a não ser que haja um acordo entre as duas empresas, uma máquina virtual Java para o iPhone não deve aparecer tão cedo. Em termos de qualidade do software, talvez seja uma boa idéia: isso força os desenvolvedores a tirar proveito das ferramentas, APIs e frameworks fornecidos pela Apple, o que resulta em aplicativos mais otimizados e que tiram melhor proveito do hardware.

Java ou não, os desenvolvedores parecem animados: a Gameloft, conhecida por seus vários jogos para celulares e outros aparelhos portáteis, comentou que pretende lançar 15 jogos para o iPhone até o fim do ano. John Carmack comentou em um post no Slashdot que a id Software também está interessada. E na demo durante a apresentação de Jobs, empresas sérias como Salesforce.com e Epocrates demonstraram seus softwares para o mercado corporativo e médico. Vem coisa boa por aí.

Samsung contra-ataca Prada com Armani

Samsung SGH-P520 “Armani”. Crédito: gsmhelpdesk.nl

A foto acima está um pouco borrada, mas mostra um novo telefone celular da Samsung, o SGH-P520. O visual em preto “black-piano” e a enorme tela LCD colorida cobrindo toda a frente do aparelho trazem imediatamente à mente a lembrança de concorrentes como o LG Prada e o iPhone. E é isso mesmo, o P520 é a mais nova arma da Samsung no segmento dos celulares “de grife”.

Segundo informações da equipe do blog holandês GSM Help Desk, que deu de cara com o bichinho em um evento local em julho, o aparelho é um telefone celular GSM equipado com uma tela colorida de 2,6 polegadas e resolução QVGA (320×240 pixels) sensível ao toque, 50 MB de memória interna (com expansão via cartão MicroSD), câmera de 3 megapixels, acesso à redes de dados via EDGE, “Full Internet Browser” (seria um Opera?) e o tradicional media player. Bluetooth é confirmado, e especula-se que ele também tenha uma interface Wi-Fi .

Uma data de lançamento ainda não foi divulgada, e a Samsung não se pronuncia sobre o assunto. Entretanto, a foto deixa o preço bem claro: a bagatela de 400 Euros, equivalente a cerca de R$ 1053 no câmbio de hoje. Ui!

Só peço uma coisa: Samsung, pelo amor dos deuses que governam a tecnologia, façam jus à tela de toque. Repetir o erro que é a tela do Prada (que é usada em vários momentos para replicar exatamente a mesma interface do teclado tradicional) seria demais pra mim.

o iPhone da Nokia

O Engadget noticiou essa: hoje pela manhã, durante um evento batizado de GoPlay, a Nokia deu uma plalhinha em vídeo de um novo aparelho que deve chegar ao mercado no ano que vem. Grande novidade, a Nokia lança celulares o tempo todo. O que tem de especial nesse? Bem, não sei quanto a você, mas pra mim é uma cópia descarada do iPhone:

Nokia’s iPhone

Quando questionado sobre a semelhança com o produto da Apple, Anssi Vanjoki, vice-presidente executivo e gerente geral para multimídia da Nokia, disse “Se há algo bom no mundo, nós copiamos com orgulho”. Bem, pelo menos admitem, palmas para eles. Agora fiquei curioso para saber como o clone se compara ao original, se bem que a primeira tentativa, digamos, inspirada no iPhone não se saiu muito bem em termos de implementação.

E que a guerra dos clones comece!

O iPhone (chinês) está entre nós

Lembram-se de que mencionei há alguns meses que os chineses tinham colocado no mercado um clone do iPhone antes mesmo do lançamento do produto oficial? Encontrei até mesmo um vídeo produzido pelo site NewLaunches.com com um “mini review” do aparelho. Pois bem, o iPhone chinês já desembarcou em Terra Brazilis.

No Mercado Livre ele pode ser encontrado por R$ 999, e a julgar pelas fotos é o mesmo modelo chinês mencionado nos posts acima. Mas o detalhe principal é o nome do produto: depois de inventarem o “MP4″ e o “MP5″, os chineses agora criaram o “MP6″. Será que isso vai parar algum dia?

iPAQ 510, o smartphone da HP

HP iPAQ 510Desde os tempos da finada Compaq, o nome iPAQ é sinônimo de PDA com Windows Mobile, ou seja, o que hoje é popularmente conhecido como PocketPC. Mas ao contrário do que o nome pode dar a entender, o HP iPAQ 510 é um smartphone, o primeiro produto da HP para o mercado de telefonia celular.

O aparelho, que pesa 102 gramas e mede 4,8 x 1,6 x 1 cm, é um celular GSM quad-band com suporte à transmissão de dados via EDGE e interfaces Wi-Fi (802.11b/g) e Bluetooth. Tem 64 MB de RAM, 128 MB de Flash ROM (expansível com cartões MicroSD) e tela LCD de 2 polegadas, com resolução de 176x200pixels e capaz de exibir 65 mil cores. A autonomia de bateria, segundo a HP, é de até 6.5 horas de conversação e 11 dias em standby, e o sistema operacional é o novo Windows Mobile 6.0.

Em termos de recursos, o iPAQ 510 é bastante interessante. Além daquelas coisas comuns que qualquer smartphone sabe fazer, como telefonar, baixar e-mails, visualizar documentos e navegar na internet, tirar fotos com a câmera digital de 1.3 megapixels e tocar MP3, ele tem recursos como comando e síntese de voz: dê uma ordem e ele obedece (“tocar música”, “consultar agenda”), ou lê para você, em voz alta (e com sotaque engraçado) suas mensagens.

Também é possível usá-lo como um telefone VoIP em redes SIP padrão (nada de Skype, mas dá para usar o Gizmo e uma tonelada de soluções corporativas que existem no mercado). Ah, e ele também funciona como modem GPRS para seu notebook, para aqueles momentos em que você precisa acessar a internet e não há um mísero hotspot por perto. E para quem se preocupa com segurança, uma ferramenta possibilita a remoção remota de dados importantes caso o aparelho seja perdido.

O HP iPAQ 510 já está à venda, com preço sugerido de R$ 1.199.

Nokia faz recall de 46 milhões de baterias

A Nokia emitiu um comunicado alertando para um problema com 46 milhões de baterias modelo BL-5C, usadas em 52 modelos de telefones celulares, produzidas entre Novembro de 2005 e Novembro de 2006 pela Matsushita (Panasonic). A empresa alerta que sob “raras cinrcunstâncias” as baterias podem superaquecer e inchar, embora não haja perigo de explosão. Em 100 incidentes reportados , não houve nenhum caso de dano pessoal ou à propriedade.

Para saber se a bateria de seu celular é afetada, a Nokia disponibilizou um site com uma ferramenta de consulta. Basta digitar o número de série para obter uma resposta. Em caso positivo, a empresa realizará a troca gratuita da bateria defeituosa. A Nokia também colocou em operação um número de telefone, 0800 770 1282 (alternativas 4003-2525 e (11) 5681-3333) para esclarecer dúvidas dos consumidores.

Agora, só um recado para a Nokia: vocês insistem que isto não é um “recall”, mas apenas um “alerta ao consumidor”. Mas francamente, tem cara de pato, grasna como um pato e anda como pato, então é um pato. Ou recall. Vocês não tem do que se envergonhar, problemas acontecem com todo mundo, e estão fazendo a coisa certa ao comunicar os consumidores. O problema é que ao “diminuir” a importância do evento, é possível que consumidores não levem a sério ao problema, o que pode levar a mais incidentes com baterias no futuro. Pensem nisso.