Desbloqueando um HTC Touch Cruise

Recentemente comprei um HTC Touch Cruise (também conhecido como “Polaris” ou “Pola100”), um smartphone Windows Mobile 6.1 (sim, eu sei, “Bleargh!”), baratinho em uma venda de garagem na empresa. Não, não estou abandonando o Nexus S nem o Xperia Play. Comprei por um simples motivo: pra brincar de colocar o Android (2.2) nele.

Mas meu Cruise veio bloqueado para a operadora Vivo, então o primeiro passo é desbloquear o bichinho. Clientes da Vivo podem fazer isso online, basta entrar na área “Meu Vivo” do site e informar o IMEI, fabricante e modelo do aparelho para obter um código de desbloqueio. Mas eu não sou cliente Vivo, então não posso usar essa ferramenta. E como estou com preguiça de ir até uma loja da operadora, vou apelar para a “força bruta”.

Continue reading

Máquina de Arcade: Gambiarra I

Segundo passo nos meus planos de dominação mundial, ops, construção de minha própria máquina de arcade: transplantar os componentes para um “gabinete” temporário para que eu possa deixá-la montada em um canto e facilitar os testes. Afinal de contas limpar a mesa da cozinha, pegar a placa, a fonte, o HD, ligar tudo, catar o monitor do Gabriel, etc e tal não é produtivo.

O plano: dar um pulo em uma loja de materiais para arte, comprar placas de MDF (um tipo de compensado, mais resistente) e montar um caixote para abrigar os componentes. Mas minha preguiça, combinada ao mau-tempo constante em São Paulo nos últimos meses, interferiu e resolvi não sair de casa.

Plano B: seguir o conselho do Leandro Pereira, que disse no Twitter: “monta dentro da caixa”. Faz sentido, a placa-mãe veio dentro de uma caixa de papelão razoavelmente resistente e do tamanho certinho. Não caberia a fonte, mas ela é bem protegida e pode ficar externa, nem o HD, mas para testes iniciais um pendrive de 16 GB dá e sobra. Então mãos à obra!

Continue reading

Máquina de Arcade: Está viva!!

As peças para o gabinete chegaram na segunda pela manhã, e corri para casa no final do expediente para poder brincar pelo menos um pouco com elas. Montei tudo, espalhado mesmo, sobre a mesa da cozinha aproveitando um teclado e mouse velhos que achei em um canto e o monitor LCD do micro do Gabriel. Para ver se funcionava, tasquei um pendrive com o Ubuntu 9.10. E não é que funcionou de primeira?

Gostei do desempenho do Atom 330 no geral: a máquina é silenciosa e “esperta”, responde rapidinho sem te deixar esperando. Infelizmente, os testes com o SDLMame desapontaram: o desempenho em um Atom dual-core não foi muito superior ao em um Atom single-core (no meu Dell Mini 9): Neo*Geo roda a 100% com frameskip zero, mas Out Run chega a só 60% da velocidade (e som sempre ruim).

Continue reading

Máquina de Arcade: Testando software

As coisas não saíram exatamente como o esperado, e as peças para a máquina de arcade não chegaram na sexta-feira. Com isso, os testes que eu tinha planejado para o fim de semana com o hardware “real” foram por água abaixo. Mas nem tudo foi perdido.

Aproveitei a manhã de sábado para visitar algumas lojas na vizinhança de casa em busca de chapas de MDF para um gabinete improvisado, mas não tive sorte. E a preguiça me impediu de me aventurar mais do que alguns quarteirões além de casa, portanto a ida à Leroy Merlin mais próxima ficou para depois.

Continue reading

Projeto de férias: máquina de arcade

Gabinete "Bartop"Se tudo sair como planejado (e isso é raro) entro em férias em pouco mais de duas semanas, pela primeira vez desde… caramba, desde 2001. É, eu sou louco mesmo, mas isso não vem ao caso (será?).

O que importa é que preciso de um projeto para me manter ocupado durante este período. Já tentei “projetos de verão” antes, mas a maioria foi por água abaixo por falta de tempo, e pela primeira vez este fator não vai estar contra mim. Então decidi tocar uma idéia que tenho na cabeça há MUITO tempo: montar minha própria máquina de arcade (ou, como chamavam na minha terra, “fliperama”). Não, não é essa da foto.

Continue reading

Hands-on com o Mobo White

POST ATUALIZADO em 06/10 às 14:36 (corrigida informação sobre o chipset de vídeo)

Chegou às minhas mãos o Mobo White 1050, um dos modelos na nova linha de subnotebooks da Positivo Informática. Ainda não tive tempo de fazer testes, mas já posso passar para vocês algumas impressões iniciais.

  • Não há dúvidas, ele é o MSI Wind. E isso é bom.
  • O nome diz “Mobo White” mas ele não é branco. Na verdade, a cor é um “branco pérola”, bonito. O teclado é branquinho mesmo, e minha preocupação é que, com o tempo, amarele ou pegue sujeira facilmente.
  • Alguns dados do hardware: Processador Intel Atom N270 de 1.6 GHz, 1 GB de RAM, HD de 120 GB Seagate Mobilemax (STM9120817AS), interface wireless RTL8187SE, interface ethernet RTL8102E (essa é nova pra mim), som Realtek HD Audio, vídeo on-board Intel 945 Intel GMA 950 e monitor LCD de 10 polegadas a 1024 x 600 pixels. Além disso, tem três portas USB, webcam e leitor de cartões SD. Nada de modem. Peso total: 1.3 Kg.
  • Dos 120 GB de espaço em disco, 3.72 GB são ocupados pelo sistema operacional (Windows XP SP3) mais o BrOffice.org 2.4 e Acrobat Reader. Segundo a Positivo, a bateria tem autonomia de seis horas. Com carga de 100%, o Windows reporta 5 horas de autonomia. Ainda não usei o Mobo por tempo suficiente para saber qual dos dois está certo.
    UPDATE às 18:32 de 30/09/08: acabo de terminar um teste em “uso real”: máquina rodando com navegador web, cliente de IM e editor de textos, fazendo minhas tarefas diárias. Nessas condições, a autonomia de bateria foi de três horas e trinta e um minutos. BEM longe do prometido pelo fabricante e pelo próprio sistema operacional. Vou fazer novos testes pra confirmar os números.
    UPDATE às 12:17 de 05/10/08: esqueci de mencionar um novo teste de bateria feito na noite de sexta. Novamente em “uso real”, a bateria chegou às
    quatro horas e cinquenta minutos. Mais próximo do que o Windows reportava, e próximo o suficiente da afirmação do fabricante para eu me considerar satisfeito. Meu Eee PC, que mal chega às duas horas e meia, está envergonhado num canto da mesa.
  • A bateria que acompanha a máquina é uma bateria estendida, maior que a bateria comum e que levanta a traseira do micro na mesa. Ela vem com seus próprios pézinhos de borracha para estabilizar a máquina, e a deixa em um ângulo confortável para digitação.
  • Falando no teclado, as teclas são bem maiores que as do Mobo original ou do EeePC, e no geral ele é bastante confortável para digitar. A única coisa estranha é a posição da tecla com os caracteres /, ? e °. Em vez de ficar ao lado do Shift da direita, como em um teclado ABNT2 comum, ela fica na última fileira, entre a tecla “menu” e a seta à esquerda (vide foto).
  • A máquina veio acompanhada de uma bolsinha de couro sintético para transporte, que pode acomodar o notebook e alguns CDs/documentação, mas não tem espaço para o adaptador de energia (que é do tamanho do de um notebook normal).
  • Está rodando há três horas, e incrivelmente frio. Mas estou rodando só o Windows, IM e um navegador. Nada de calor nem no teclado, nem na saída de ventilção do lado esquerdo. A máquina é bastante silenciosa.
  • Não recebi (ainda) o CD de restauração do sistema, portanto nada de testes com o Linux por enquanto. Mas já descobri que o Wiki dos usuários do MSI Wind tem instruções completas para instalação do Ubuntu 8.04. Claro, também quero experimentar outros sistemas se tiver tempo.

Alguém tem perguntas?

Chuva de netbooks!

O circo está pegando fogo! Já temos EeePC, Mobo, HP-Mini Note, na semana passada vi modelos da Intelbras e CCE (os primeiros a dar as caras por aqui equipados com o processador Intel Atom) e agora a Acer me mandou um release anunciando o lançamento do Aspire One aqui no Brasil. Detalhes lá no iG.

Alguém se junta a mim num tour pelos Wal-Mart da cidade de São Paulo pra caçar o bichinho? 😛

Mac: “I can has Google Chrome?”

A CodeWeavers, conhecida pelo seu pacote “CrossOver Office”, que permite a execução do Microsoft Office e outros aplicativos Windows populares no Linux, lançou hoje uma versão do Chrome, o novo navegador do Google, adaptada para Macs e Linux. O kit batizado de “Codeweavers Chromium” inclui o navegador (baseado na versão Open Source do Chrome) e uma versão customizada do Wine (o navegador não roda direito na versão “padrão”).

Acabei de instalar a versão para Mac, que é distribuída em um arquivo .DMG com 46 MB. A instalação é como qualquer outro programa de Mac: dê dois cliques no arquivo .DMG para “montá-lo” como um disco, arraste o ícone do aplicativo para a pasta Applications e pronto. Na primeira vez em que o programa é aberto ocorre uma “configuração inicial” que é feita automaticamente e demora alguns minutos. Depois disso, o navegador surge na tela. 

O Chrome roda no Mac quase tão bem quanto no Windows, mas há limitações: não há plugins como Flash ou Quicktime, o que para muitos impede seu uso como o navegador principal. O redesenho e a rolagem da tela são nitidamente mais lentos, mas não irritantes, e há erros de transparência na hora de arrastar e soltar abas. Mas é uma boa opção para o usuário de Mac que está curioso para saber o porque de todo o burburinho, ou o desenvolvedor que não tem um PC por perto ou não quer ficar trocando de máquina para ver como fica um site que está desenvolvendo. Pelo menos até uma versão nativa do Chrome aparecer, sabe-se lá quando.

 

Chrome para Mac não tem o plugin Flash

Chrome para Mac não tem o plugin Flash

“Quero ser um Mac”

A edição de agosto da PC World norte-americana traz uma matéria de capa chamada “20 recursos que o Windows deveria ter… e como conseguí-los!” (20 features Windows should have… and how to get them!, no original). Hmm… vamos dar uma olhada: logo na capa, quatro deles (Múltiplas áreas de trabalho, backup melhor, compartilhamento de tela e navegação mais rápida pelo desktop), todos presentes no Mac OS X. 

Continuei lendo. Dos tais 20 recursos, 17 estão presentes no OS X. Na verdade eu contaria 18, já que os “Desktop Effects” mencionados, produzidos pelo Compiz no Linux, estão presentes no OS X, só que de forma um pouquinho mais discreta. Exemplos são o efeito de “ondinhas na água” quando você adiciona um widget ao dashboard, a transição de tela em um cubo 3D ao trocar de usuário, pequenas animações no Finder, etc.

Pra finalizar (a “cerejinha no bolo”) a matéria menciona “5 grandes recursos pelos quais a Microsoft cobra mais”: fax, acesso remoto, Media Center, criptografia de discos e acesso a mais de 4 GB de RAM. Todos vem por padrão em qualquer cópia do Mac OS X. Alguns estão presentes deste as primeiras versões, outras, como o Media Center (Front Row) e criptografia (FileVault) são mais recentes, mas estão no mercado há pelo menos três anos. Impossível não lembrar da piadinha de Jobs no lançamento do Leopard, anunciando cinco versões do sistema: Basic, Premium, Business, Enterprise e Ultimate. “Todas vão custar US$ 129, mas acho que a maioria das pessoas vai comprar o Ultimate”, brincou o CEO. 

A matéria não está exagerando, nem a Apple quando diz que o Mac OS X é o sistema operacional “mais avançado” (no quesito “SO para computador desktop”, bem entendido) no mercado. A Apple devia usar essa matéria como material nos pontos de venda. E a Microsoft deveria comprar reprints da matéria e entregar cópias para todos os gerentes de desenvolvimento, com uma notinha em anexo: “Aprendam, rapazes!”.

PS) Para acalmar os pinguins: 11 dos recursos também estão presentes nas várias distribuições Linux e alguns são “exclusivos”, como repositórios centralizados para instalação de software. A matéria até volta um pouco no tempo, creditando o AmigaOS como tendo uma Dock bem antes de qualquer outro sistema.

Positivo Mobo: “companheiro de aventuras”

Positivo MoboEstive hoje pela manhã na coletiva da Positivo Informática onde foi feito o anúncio de lançamento do Mobo, o subnotebok “EeePC-like” da empresa, e confesso que fiquei bastante interessado no “brinquedo”.

Sim, ele é limitado: tem pouca RAM, “quase nada” de espaço em disco e um monitor bem pequeno (7 polegadas a 800×480), e já posso ouvir gente reclamando que “não cabe nada de MP3”, “o processador é fraco”, “não dá pra jogar com essa placa de vídeo” e “com mais R$ 500 você compra um notebook de verdade”. Sinceramente, se você está preocupado com qualquer um destes pontos, o Mobo não é um computador para você.

Continue reading