Archive for the 'Windows' Category

Oops! Deu pau!

Já faz um tempinho que os trens do metrô de SP tem monitores LCD dentro dos vagões, com um sistema de TV interna que mostra notícias, curiosidades sobre a cidade, programação cultural e, claro, propaganda. Na maioria das vezes ele funciona, mas problemas não são incomuns. Já vi monitores “solarizados”, que perdiam o sinal automaticamente, com backlight pifado, imagem distorcida e por aí vai. Não sei se a culpa é dos monitores (LG, pelo logo “Flatron F-Engine” que aparece quando saem do ar) comuns, que não aguentam o “tranco” de trabalhar em um local quente e cheio de vibração como um trem do metrô, ou se o serviço de implantação foi mal-feito mesmo. Não vou discutir isso aqui.

Mas hoje, voltando pra casa, vi isso:

Oops! O player deu pau!

Um pau de software (a mensagem dizia: “Player – Erro não especificado”) tirou do ar todos os monitores do vagão e, pior, do trem. Considerando que isso ocorreu na hora do “rush” e que o sistema é mantido com o lucro de anúncios, fico imaginando quanto prejuízo as “ad impressions” perdidas representam para a companhia que opera o sistema.

PS: dessa vez a culpa não é do Windows. Pela mensagem, o erro é do player usado para reproduzir a programação do canal.

O pendrive brigão

Durante alguns dias enfrentei um problema curioso no micro do trabalho, um desktop Dell rodando o Windows XP SP2. Ele simplesmente se recusava a montar o pendrive que mantenho junto com as chaves de casa, um modelo de 2 GB da Samsung. Não era problema do drive: ele funcionava perfeitamente em outros micros, tanto em casa quanto na empresa. Meu micro “sabia” que o drive havia sido plugado ao computador (o ícone de dispositivo USB aparecia na bandeja do sistema na barra de tarefas, e um balão informava que um novo hardware foi encontrado), mas ele simplesmente não aparecia como um disco em “Meu Computador” ou qualquer outro canto do sistema.

Imaginei mil causas para o problema. A princípio minha conta de usuário não tinha privilégios de administrador, portanto achei que poderia ser alguma forma de controle de acesso. Entretanto, mesmo depois de ser “promovido” a admin o problema persistia. Desconfiei do anti-vírus (um produto da McAfee), mas mesmo com ele desabilitado, nada de drive. Suspeitei até de mal-contato ou portas USB frontais desligadas, e tentei outras sem sucesso. Até que uma busca no Google entregou a causa do problema: um conflito.

No Windows, cada “unidade de disco” é identificada por uma letra. Não importa se são HDs reais dentro da máquina, partições, drives de rede, de disquete, gravadores de CD ou leitores de cartão. Cada “drive” tem um nome. Teoricamente, ao ser plugado o pendrive deveria assumir a identidade da primeira “unidade” disponível e funcionar na boa. Mas por algum motivo ele insistia em se identificar como F:, e meu micro já tinha um drive F:, uma unidade de rede. Em vez de avisar do conflito e sugerir uma solução (e ei, havia outras unidades disponíveis), o Windows simplesmente desabilitava o pendrive, porque o drive de rede chegou primeiro.

Gerenciamento do Computador

A solução foi forçar, manualmente, o pendrive a se identificar com outro nome. Se precisar fazer o mesmo, plugue seu “pendrive brigão” no micro e clique com o botão direito no ícone “Meu Computador” no Desktop. No menu que surgir, clique em Gerenciar. Na janela “Gerenciamento do Computador”, clique em Armazenamento/Gerenciamento de disco e na lista de drives clique com o botão direito do mouse no pendrive e selecione a opção “Alterar letra de unidade e caminho”. Na janelinha que aparece clique em Alterar e indique o novo “nome” para seu pendrive. Clique em OK e pronto, ele deve voltar a aparecer como uma unidade de disco válida. Agora, o Windows não podia automatizar tudo isso? Mas pra que facilitar, né?

Rigues nas bancas

Mac+ 17 - Já nas bancas!Aquela matéria sobre a qual comentei há algum tempo, sobre formas de rodar o Windows Vista no Mac OS X, já está nas bancas. É parte da Mac+ no 17, páginas 42 a 47. Além disso, a revista traz tudo o que você sempre quis saber sobre os novos iPods, um especial sobre o Final Cut Studio 2, um guia com várias opções de caixas de som para seu iPod, um tutorial sobre criação de bancos de dados no FileMaker Pro, uma introdução ao Numbers, dicas para calibração de monitores e um tutorial sobre remixagem de áudio no Logic. Compre Djá! :)

O sistema operacional que se recusa a morrer

Logo do Windows XPSe dependesse apenas da vontade da Microsoft, todas as cópias do Windows XP na face da Terra já teriam ido para o lixo. Afinal, o Windows Vista é muito mais bonito, mais fácil de usar, mais prático e mais seguro, certo?

Bem, parece que o público não concorda. A Microsoft autorizou e empresas como a Dell estão dando a seus clientes a possibilidade de fazer o downgrade do sistema operacional de suas novas máquinas, do Windows Vista para o Windows XP. A própria Microsoft prorrogou o prazo de vida do XP nas prateleiras, de janeiro de 2008 para junho de 2008, e está investindo tempo, e dinheiro, na criação de um terceiro Service Pack, já em testes. Tudo isso em resposta à demanda dos usuários. Que demanda? Comentários como esse, que apareceu hoje em uma das listas de discussão que assino:

Pessoal, minha ex-chefe comprou um computador que veio com o vista mas ta odiando e quer voltar pro xp. alguem conhece algum tecnico que eu possa indicar pra fazer isso pra ela?

Minha namorada é outro caso. Ela está sentada ao meu lado, neste exato momento, tentando realizar uma tarefa muito simples: instalar a última versão do conjunto de aplicativos gráficos da Adobe (o CS3) em um notebook novinho em folha com o Windows Vista Home Premium. E o que acontece? Mensagens de erro das mais variadas possíveis, impossibilitando a instalação mesmo em modo de compatibilidade ou rodando o instalador como administrador. O site da Adobe lista várias soluções, minha favorita é: “reformate o HD e reinstale apenas o sistema operacional e o Adobe CS3″. É exatamente o que vou fazer. Mas em vez do Vista, vou colocar uma cópia do XP SP2 na máquina. Os problemas vão sumir, e o micro vai ganhar em desempenho.

Cada vez mais, começo a acreditar que o Windows Vista, em sua forma atual, é um dos maiores erros já cometidos pela Microsoft. E que artigos como este da CNet, onde o autor alega que a Microsoft precisa abandonar o novo sistema se quiser sobreviver, estão mais do que certos.

Momentos embaraçosos

Embora tenha investido grandes quantias no desenvolvimento de seus sistemas operacionais no início da década de 90, principalmente em relação ao Windows, me parece que a Microsoft ficou sem grana para o marketing. Ou isso, ou havia uma extrema falta de bom-senso e bom-gosto no departamento de marketing da empresa.

A primeira prova é este “rap” em vídeo, onde alguém que pode ser descrito como um “professor maluco” e três “chacretes” (que por algum motivo me lembram a Uhura em Star Trek) cantam os benefícios do upgrade para o MS-DOS 5.0. Entre eles, pelo menos 45K de memória livre. Gimme five!

Silly MS-DOS 5 Promo Video

O outro é um episodiozinho no melhor estilo “missão impossível”, onde uma executiva com óculos absurdamente grandes deve elaborar um relatório que impeça a concorrência de adquirir uma empresa na qual a companhia onde ela trabalha está interessada. Mas ela tem uma arma secreta: o novíssimo “Windows 386″ (isso e uma música terrível). Vamos direto à segunda metade, que é o que interessa:

Windows 386 Promo Video (last half)

Fica aqui um conselho para as empresas: se seu produto não é “cool”, nem tente transformá-lo, sob o risco de virar motivo de piada.

Multi-tarefa? Que multi-tarefa? – Parte II

Em Junho, um usuário do fórum de discussão sobre hardware 2CPU postou uma mensagem relatando algo interessante: ele notou que, sempre que há uma música em MP3 tocando, o desempenho de transferências de arquivo na rede local em sua máquina com o Windows Vista caía significativamente. E “quanto é significativamente?”, vocês me perguntam: bem, cerca de 90%. E não só com a música tocando. Mesmo com ela pausada, o desempenho continua baixo. Basta fechar o player para tudo voltar ao normal.

Um blogueiro da ZDNet resolveu investigar a história e encontrou o mesmo problema, embora “um pouco menos grave”. Queda de 50% no desempenho das transferências em rede, sempre que um programa reprodutor de música (ou vídeo) estava aberto. E não importa o programa: Windows Media Player 11, iTunes, Real Player, Windows Media Center, Nero ShowTime… em todos o mesmo comportamento se manifesta. Ou seja, é um “bug” no Windows, não no player. O problema não existe no Windows XP, e não está relacionado a sobrecarga do processador.

A resposta da Microsoft diz que parte do que acontece é “comportamento esperado”, parte não é.  Usuários com placas Gigabit Ethernet estão tendo uma degradação maior do que deveria, e a empresa estaria de olho no problema. Teoricamente, a queda no desempenho de rede seria para evitar problemas durante a reprodução de áudio, como ruídos e estalos.

Hmmm… não cola. O XP não tem esse problema, e não me lembro de ruídos e estalos durante transferências de rede.  Outros sistemas operacionais, como o Linux e Mac OS X também não tem problema nenhum em assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. E com os requisitos de hardware do Vista, uma queda de desempenho dessas é ainda menos aceitável.

O principal suspeito é o sistema de DRM utilizado extensivamente em todo o Windows Vista. O que levanta a questão: o que mas está sendo sacrificado em nome do bem-estar das gravadoras e estúdios de cinema?

Multi-tarefa? Que multi-tarefa?

Estou tentando salvar um arquivo de um CD com problema sérios de leitura. Antes de jogar o disco fora, tenho como costume tentar a cópia nos vários micros da casa. Notei, por exemplo, que o disco que dá erros de leitura em um drive às vezes é lido sem problemas pelo drive que o gravou[1].

Como o disco foi gravado no notebook, ele é a primeira cobaia. O sistema operacional é um Windows XP SP2, e a máquina tem um Celeron de 1,4 GHz e 512 MB de RAM. Começo a cópia, o Windows atinge a parte com erros de leitura e… para. O sistema inteiro simplesmente para, enquanto o drive fica tentanto inúmeros “retries” consecutivos para extrair os dados do CD.

OK, toca pro Mac Mini. PowerPC G4 de 1,25 GHz, também com 512 MB de RAM, rodando o Mac OS X 10.4.10. A cópia começa, o sistema atinge a parte com erros de leitura e… olhe só! O desempenho do sistema continua intacto. A única coisa que para é o processo de cópia em si, sem afetar nenhum outro programa. Alguns minutos depois o Finder desiste e exibe uma mensagem que basicamente diz: “Desculpe, não consegui ler seu CD”.

E depois tem gente que não consegue entender porque gosto do Mac OS X.

PS: Não fiz o teste no Linux. O pinguim tirou férias aqui de casa (do notebook, pra ser mais preciso) até pelo menos a próxima versão, ou até aprender a brincar direito com o meu hardware. Hardware, aliás, que funcionava perfeitamente, até algum espertinho resolver reescrever um driver de rede do zero e tirar o antigo de circulação, deixando os usuários órfãos (e ilhados) até a nova versão ficar pronta.

[1] Isso me lembra os primeiros floppies da Shugart, na década de 70. Problemas com alinhamento das cabeças de leitura e gravação causavam a desconfortável situação em que muitas vezes era impossível ler um disco gravado em um drive “A” em outro “B” idêntico.

HP amplia linha de notebooks para o mercado empresarial

HP Compaq Business Notebook 2710pEm um evento para a imprensa realizado hoje em São Paulo, a HP mostrou uma série de produtos voltados ao mercado empresarial, entre eles um Smartphone, um PDA com GPS e seis novos modelos de notebooks, com configurações e características variadas.

Os notebooks vão de Tablet PCs conversíveis com telas de 12,1 polegadas (HP Compaq Business Notebook 2710p) a workstations portáteis (HP Compaq Business Notebook 8510w) com processadores Core 2 Duo T7300 e até 4 GB de RAM. Ainda assim há características comuns entre todos os modelos: processadores Intel dual-core (Core Duo ou Core 2 Duo), pelo menos 1 GB de RAM, disco rígido de 100 GB ou mais, gravador de DVD (Single-Layer ou Super Multi Dual-Layer), baterias com recurso de carga rápida (90% da capacidade em 90 minutos) e, algo incomum em máquinas corporativas, monitores widescreen. Todos vem com o Windows Vista Business, e em alguns modelos também há opção de Windows XP Professional e Windows Vista Home Premium.

As máquinas foram desenvolvidas seguindo o tema de Segurança, Facilidade de Uso e Durabilidade. Para atender a este último quesito elas tem partes do gabinete em magnésio (especialmente as dobradiças entre o chassi e o monitor), acabamento HP Durafinish e teclado com tecnologia HP Durakeys, que visam deixar a máquina sempre com aparência de nova. Quanto à facilidade de uso, um dos destaques é o sistema Quicklook (não, não é o da Apple), que permite que o usuário consulte sua agenda e lista de contatos, armazenados no notebook, sem precisar carregar o sistema operacional. É uma variante do Quickplay, já usado nos notebooks domésticos da HP e que permite ouvir músicas e assistir DVDs imediatamente, sem precisar esperar pelo Windows.

Por fim, falando em segurança, todos os modelos tem um módulo de segurança (o famoso TPM) embutido, e alguns contam com leitor de impressões digitais, para autenticação biométrica. Também há opção para leitor de smartcards e um filtro de privacidade, que impede que as pessoas que estão ao seu lado consigam ver o que está no seu monitor. As ferramentas de segurança HP ProtectTools completam o pacote, com opção de criptografia de todo o disco rígido.

Os preços dos novos notebooks variam de R$ 2.399 (HP 530) a R$ 9.199 (HP Compaq Business Notebook 8510w ). A HP também comercializa uma vasta gama de acessórios, que incluem mouses, maletas, bases de expansão (docking stations), bases ajustáveis e baterias de longa duração.

Companheiro de viagem: HP iPAQ rx5710

HP iPAQ rx5710Outro produto anunciado hoje pela HP foi um PDA com recursos de navegação GPS, o iPAQ rx5710 Travel Companion (companheiro de viagem). Ele é irmão maior do iPAQ rx4240 (que analisei na edição 23 da PCMag, página 26), e irmão menor do meu iPAQ rx5915, analisado pela PCMag gringa.

Se não fosse pelo GPS, o rx5710 seria um PocketPC bastante comum: ele mede 11,7 x 7,3 x 16,5 cm e pesa cerca de 190 gramas. Tem processador de 400 MHz, 64 MB de RAM, 512 MB de Flash ROM, tela QVGA (320×240) de 3.5 polegadas sensível ao toque, expansão de memória com cartões SD e Bluetooth 2.0. O sistema operacional é o Windows Mobile 5.0

O destaque mesmo é o rádio GPS (com chipset SiRFstar III, um dos melhores do mercado), que permite ao usuário saber rapidamente sua posição em qualquer lugar do mundo. Combinado a software adequado, o iPAQ rx5710 pode ser um auxílio para o motorista (ele vem com kit de montagem para carro, inclusive), ou uma boa ferramenta para quem gosta de correr ou se aventurar nos fins de semana, marcando caminho, distância percorrida, ritmo de caminhada e mais.

Nos EUA os PDAs com GPS da série rx vem com o software TomTom 6. Infelizmente o TomTom não tem mapas para o Brasil, e a unidade que estava no evento não tinha software de localização instalado. A HP não soube me informar qual software será usado por aqui, mas talvez seja uma solução da Maplink. Também existe uma versão do Google Maps para PocketPC, mas o problema é que ele depende de uma conexão Wi-Fi para download dos dados. Algo que, infelizmente, o rx5710 não tem.

O HP iPAQ rx5710 Travel Companion já está disponível nas revendas da HP, com preço sugerido de R$ 1.499

iPAQ 510, o smartphone da HP

HP iPAQ 510Desde os tempos da finada Compaq, o nome iPAQ é sinônimo de PDA com Windows Mobile, ou seja, o que hoje é popularmente conhecido como PocketPC. Mas ao contrário do que o nome pode dar a entender, o HP iPAQ 510 é um smartphone, o primeiro produto da HP para o mercado de telefonia celular.

O aparelho, que pesa 102 gramas e mede 4,8 x 1,6 x 1 cm, é um celular GSM quad-band com suporte à transmissão de dados via EDGE e interfaces Wi-Fi (802.11b/g) e Bluetooth. Tem 64 MB de RAM, 128 MB de Flash ROM (expansível com cartões MicroSD) e tela LCD de 2 polegadas, com resolução de 176x200pixels e capaz de exibir 65 mil cores. A autonomia de bateria, segundo a HP, é de até 6.5 horas de conversação e 11 dias em standby, e o sistema operacional é o novo Windows Mobile 6.0.

Em termos de recursos, o iPAQ 510 é bastante interessante. Além daquelas coisas comuns que qualquer smartphone sabe fazer, como telefonar, baixar e-mails, visualizar documentos e navegar na internet, tirar fotos com a câmera digital de 1.3 megapixels e tocar MP3, ele tem recursos como comando e síntese de voz: dê uma ordem e ele obedece (“tocar música”, “consultar agenda”), ou lê para você, em voz alta (e com sotaque engraçado) suas mensagens.

Também é possível usá-lo como um telefone VoIP em redes SIP padrão (nada de Skype, mas dá para usar o Gizmo e uma tonelada de soluções corporativas que existem no mercado). Ah, e ele também funciona como modem GPRS para seu notebook, para aqueles momentos em que você precisa acessar a internet e não há um mísero hotspot por perto. E para quem se preocupa com segurança, uma ferramenta possibilita a remoção remota de dados importantes caso o aparelho seja perdido.

O HP iPAQ 510 já está à venda, com preço sugerido de R$ 1.199.