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	<description>Informática e tecnologia, por Rafael Rigues</description>
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		<title>Resgatando um Master System</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 04:27:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sábado passado, dia do meu aniversário, meu tio Orlando aparece em casa com o tipo de presente que eu mais gosto: um Master System 3 (modelo &#8220;Collection&#8221; com 74 jogos na memória) que encontrou jogado perto de alguns sacos de lixo, junto com dois controles. Adoro consoles antigos, e &#8220;recauchutar&#8221; um deles para trazê-lo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado passado, dia do meu aniversário, meu tio Orlando aparece em casa com o tipo de presente que eu mais gosto: um Master System 3 (modelo &#8220;Collection&#8221; com 74 jogos na memória) que encontrou jogado perto de alguns sacos de lixo, junto com dois controles. Adoro consoles antigos, e &#8220;recauchutar&#8221; um deles para trazê-lo de volta à ativa é ainda mais divertido.</p>
<p>Geralmente não é preciso muito esforço: batendo o olho na placa-mãe você logo nota a causa do problema. Fora a sujeira, o mais comum é um fio partido, fusível queimado ou componente comum como um capacitor estourado. Uma boa limpeza, um pingo de solda aqui, outro ali e o brinquedo volta a funcionar como tivesse saído da loja.</p>
<p>Foi  o que aconteceu com este Master System. Fora a imundície, tudo o que ele precisava era de um cabo de força novo. Improvisei um, liguei na tomada e pronto! Em segundos o menu de seleção de jogos estava na tela, e eu estava me deliciando com Columns, Sonic e Outrun. Ah, bons tempos em que eu passava as férias grudado no Master System do mesmo tio, tentado bater os recordes de OutRun publicados pelas revistas da época <img src='http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Aproveitei a chance pra tirar umas fotos das entranhas do console. O &#8220;coração&#8221; é um &#8220;Master System on a Chip&#8221; identificado como &#8220;ATT600&#8243;. Fora ele há um chip de memória contendo os 74 jogos e um Altera que deve fazer a parte de &#8220;Megaram&#8221; e se encarregar de pegar o jogo selecionado na memória e colocá-lo na RAM do console como se fosse um cartucho qualquer. O transformador é interno e meu modelo felizmente ainda tem um slot de cartuchos (eliminado no modelo seguinte, com 131 jogos). O cabo A/V para ligação à TV é o mesmo do meu Megadrive 3 da TecToy (que também veio com jogos na memória). Seguem as fotos:</p>

<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080288/' title='Determinando danos'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080288-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Sujo, MUITO sujo, mas aparentemente intacto. Foi assim que o console chegou" title="Determinando danos" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080290/' title='Tem slot?'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080290-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Se não me engano, o Master System 3 com 74 jogos foi o último com slot de cartucho" title="Tem slot?" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080291/' title='Traseira'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080291-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Cabo de força cortado e conector para o cabo A/V (não incluso, um de Mega serviu)" title="Traseira" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080293/' title='Ficha técnica'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080293-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Nunca entendi esses &quot;specs&quot; que a TecToy imprimia na parte de baixo do console" title="Ficha técnica" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080294/' title='Aviso'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080294-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&quot;Cuidado! Risco de Choque!&quot; - Como se isso fosse me deter" title="Aviso" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080297/' title='Joystick'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080297-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Conectores de joystick. Joysticks de Megadrive são compatíveis" title="Joystick" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080298/' title='Visão interna'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080298-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Visão interna" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080302/' title='Placa-mãe'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080302-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O chip à esquerda é o ATT600, no meio a memória com jogos e à direita um Altera" title="Placa-mãe" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080304/' title='Fonte de alimentação'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080304-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Fonte embutida no console, recebe 110V e solta 5V para a placa-mãe" title="Fonte de alimentação" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080305/' title='Saída A/V'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080305-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Cabo que leva os sinais para a plaquinha com o conector A/V" title="Saída A/V" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080308/' title='Identificação'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080308-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Detalhe de silk na placa-mãe. &quot;PCI MSIII V 3.1&quot;" title="Identificação" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080309/' title='Identificação'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080309-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Detalhe de silk na placa com o conector A/V" title="Identificação" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080310/' title='Identificação'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080310-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Detalhe de silk na placa da fonte de alimentação" title="Identificação" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/07/19/resgatando-um-master-system/p1080311/' title='Joystick'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/P1080311-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Placa de circuito de um joystick original do Master System. Estava bem oxidada" title="Joystick" /></a>

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		<title>Comentário rápido sobre o iPhone 4</title>
		<link>http://rigues.badcoffee.info/2010/06/08/comentario-rapido-sobre-o-iphone-4/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 22:06:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos principais recursos do iPhone 4 é o FaceTime, um sistema de videochamada. E aí o povo começa a reclamar: &#8220;Videochamada? Pô, o N95 fazia isso quatro anos atrás!&#8221;. E fazia mesmo, ele e muitos outros smartphones.
Mas o que dá o que pensar é: se o recurso já existe e ninguém se importa muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos principais recursos do iPhone 4 é o <a href="http://www.apple.com/iphone/features/facetime.html">FaceTime</a>, um sistema de videochamada. E aí o povo começa a reclamar: <em>&#8220;Videochamada? Pô, o N95 fazia isso quatro anos atrás!&#8221;</em>. E fazia mesmo, ele e muitos outros smartphones.</p>
<p>Mas o que dá o que pensar é: se o recurso já existe e ninguém se importa muito com ele, porque todo o burburinho de repente? Não foquem no aspecto técnico, <a href="http://smarterware.org/6190/lessons-from-apple-on-advertising-and-aesthetics">foquem no aspecto humano</a>: o que a Apple fez de diferente para chamar a atenção? <strong>Esse</strong> é o ponto. O resto é ficha técnica.</p>
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		<title>Aventuras com Super Mario Galaxy 2</title>
		<link>http://rigues.badcoffee.info/2010/06/07/aventuras-com-super-mario-galaxy-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 03:51:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Super Mario Galaxy 2 me colocou em um dilema: ou eu abria mão de todo meu software homebrew para atualizar o console e rodar o jogo, ou não jogava. Felizmente, um programa chamado StartPatch resolveu meu problema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Super_Mario_Galaxy_2_Box_Art.jpg" rel="lightbox[826]"><img class="alignright size-medium wp-image-827" style="margin: 5px;" title="Super Mario Galaxy 2" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Super_Mario_Galaxy_2_Box_Art-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" /></a>Aproveitei uma recente viagem aos EUA para comprar <a href="http://pcworld.uol.com.br/games/2010/06/02/inovador-super-mario-galaxy-2-mantem-aura-familiar">Super Mario Galaxy 2</a> no dia do lançamento. Chego em casa ansioso para estrear o jogo, coloco o disco no Wii e&#8230; ele pede uma atualização de sistema.</p>
<p>Aqui está o meu problema: meu Wii tem um modchip e vários programas <a href="http://www.wiibrew.org">homebrew</a> instalados, e atualizações de sistema não são nada amigáveis com eles. Na melhor das hipóteses elas fazem com que os programas deixem de funcionar ou os desinstalam. É o caso da atualização para a versão 4.2U do System Menu no disco do Super Mario Galaxy 2. Na pior das hipóteses, uma atualização pode &#8220;brickar&#8221; um console modificado, transformando-o em um peso de papel.</p>
<p>Não disposto a arriscar, parti para o plano B: instalar o jogo no HD externo conectado a meu Wii, e carregá-lo usando o <a href="http://usbloadergx.koureio.net/">USB Loader GX</a>. Com isso elimino a partição de update (que não é copiada para o HD), fico só com o jogo e ele roda sem problemas, certo? Errado! O jogo até começava a carregar, mas travava em uma tela preta logo após a tela inicial com informações de segurança. E não havia ajuste ou configuração que fizesse o jogo funcionar. Tentei atualizar versões do cIOS, do USB Loader, do firmware do modchip e nada.</p>
<p>Desanimado, mandei a precaução às favas e aceitei a atualização no disco do Super Mario Galaxy 2. Como esperado, ela &#8220;fez a limpa&#8221; no console e removeu versões customizadas do sistema operacional (cIOS), BootMii, DVDX e tudo o mais. Mas o videogame ainda funcionava. E o melhor, o jogo <em>rodou!</em>. Fiquei feliz da vida e pensei: &#8220;<em>Bom, agora o jogo tá rodando. Hora de reinstalar tudo o que ele removeu do console</em>&#8220;.</p>
<p>Segui <a href="http://sites.google.com/site/completesg/">este guia</a> para refazer as modificações no Wii. Com tudo de volta em seu devido lugar, fui jogar mais um pouco de Super Mario Galaxy 2 e&#8230; <strong><em>surpresa!</em><span style="font-weight: normal;"> O jogo pede de novo uma atualização de sistema, provavelmente porque notou que fui um menino mau e reinstalei tudo o que ele teve o trabalho de remover.</span></strong></p>
<p>Portanto, fiquei preso em um dilema. Eu podia jogar Super Mario Galaxy 2, mas teria de abrir mão de todos os emuladores que tenho no console e da comodidade de carregar os jogos a partir de um HD externo com o USB Loader GX. Ou podia ficar com tudo isso e abrir mão de Super Mario Galaxy 2 e dos US$ 50 que paguei por ele. &#8220;<em>Saco, tem que ter uma solução</em>&#8220;, pensei.</p>
<p>E tinha: no desespero, instalei um programa chamado <strong>StartPatch</strong>, que modifica o comportamento do System Menu (a interface gráfica do Wii), permitindo que o usuário altere uma série de parâmetros que normalmente estão fora do seu alcance. Coisas como se livrar da tela de &#8220;Health Warning&#8221; sempre que o console é ligado ou&#8230; bloquear atualizações via DVD!</p>
<p>Instalei o StartPatch seguindo <a href="http://sites.google.com/site/completesg/system-hacks/Startpatch">este guia</a>, e habilitei a opção <strong>Block Disc Updates</strong>. Rebootei o console, coloquei o DVD com Super Mario Galaxy 2 no drive e&#8230; <em>rodou!</em> Sem me forçar a atualizar e mantendo todo meu software homebrew intacto. Ainda não consegui fazer o jogo rodar a partir de uma cópia em HD, mas roda a partir do DVD original, o que é bom o suficiente.</p>
<p>Portanto, se você tem um Wii modificado e tem problemas com discos que exigem atualização (e a maioria delas não é necessária para jogar), experimente o StartPatch. Só um aviso: existe um <em>pequeno risco </em>da instalação do programa &#8220;brickar&#8221; seu console, se ele ficar sem energia bem na hora em que as modificações no System Menu estão sendo aplicadas. Mas o processo é bem rápido (cerca de três segundos), e você teria de ser bastante azarado para ser vítima deste problema. Ainda assim, é bom avisar.</p>
<p>E lembro que <em>não presto suporte</em> ao StartPatch ou qualquer outro software para o Wii. Tudo o que você precisa saber sobre homebrew e como desbloquear o console está disponível nos guias e sites que linkei neste post. <strong><em>Play safe, have fun!</em></strong></p>
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		<title>Cinco sistemas operacionais para seu netbook</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 18:25:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ama seu netbook, mas odeia o Windows que veio com ele? Conheça cinco sistemas operacionais gratuitos feitos para você tirar o máximo de seu portátil]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/Modo_Red.jpg" rel="lightbox[800]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-815" style="margin: 5px;" title="Positivo Mobile Mobo Red" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/Modo_Red-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Se eu tivesse que apontar qual a contribuição mais importante dos netbooks para o mundo da informática, diria que foi a diversificação do mercado de sistemas operacionais. Teoricamente eles são &#8220;PCs&#8221; como quaisquer outros, e rodam o mesmo software, mas características de hardware como o tamanho das telas, recursos de rede, tamanho das baterias, poder de processamento e espaço em disco disponível forçaram os desenvolvedores a fazer uma série de ajustes aos seus produtos.</p>
<p>O resultado foi uma explosão de sistemas operacionais  para todos os gostos. A maioria dos netbooks vem com Windows de fábrica (XP ou 7, ultimamente), mas ele pode não ser a melhor opção para todos os usuários. Confira abaixo cinco sistemas operacionais &#8220;alternativos&#8221; que você pode usar para tirar o máximo de seu portátil. E o melhor, a maioria deles é gratuita!</p>
<p><span id="more-800"></span></p>
<p><strong><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/UNR_9.10.png" rel="lightbox[800]"><img class="size-thumbnail wp-image-809 alignright" style="margin: 5px;" title="UNR_9.10" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/UNR_9.10-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a>Ubuntu Netbook Remix -</strong> Versão para netbooks da distribuição Linux mais popular na atualidade, o <a href="http://www.canonical.com/projects/ubuntu/unr">Ubuntu Netbook Remix</a> roda os mesmos programas, e tem os mesmos recursos, que a versão desktop. As diferenças são otimizações para o hardware típico dos portáteis (para reduzir o tempo de boot e consumo de memória, por exemplo), e uma nova interface gráfica otimizada para as telas de &#8220;baixa resolução&#8221; (1024 x 600 pixels) geralmente usadas.</p>
<p>Assim como o Ubuntu &#8220;de mesa&#8221; o Netbook Remix é gratuito, e pode ser baixado no site oficial. O arquivo tem 600 MB e deve ser &#8220;expandido&#8221; para um pendrive de pelo menos 1 GB ou gravado em um CD-ROM (se você tiver um drive externo para fazer a instalação). Depois de instalado, o sistema ocupa pouco mais de 2 GB de espaço em disco, ou seja, cabe em praticamente qualquer netbook do mercado (com exceção dos MOBO da primeira geração).</p>
<p>Usuários do Ubuntu tem à disposição uma imensa variedade de software gratuito (vejam o ícone Ubuntu Software Center na seção Favoritos do menu inicial), e uma série de utilitários tornam fácil realizar tarefas como se conectar a redes Wi-Fi ou 3G ou compartilhar arquivos (ou a conexão à internet) com um celular via Bluetooth.</p>
<p><strong><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/jolicloud.png" rel="lightbox[800]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-807" style="margin: 5px;" title="jolicloud" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/jolicloud-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a>Jolicloud -</strong> O <a href="http://www.jolicloud.com/">Jolicloud</a> pode ser descrito como uma interessante mistura do Ubuntu Netbook Remix (do qual empresta alguns componentes) com o conceito de &#8220;Cloud Computing&#8221;, que cai como uma luva em um aparelho &#8220;sempre conectado&#8221; como um bom netbook.</p>
<p>A idéia é simples: um sistema operacional otimizado para os netbooks (tempo de boot reduzido, extenso suporte a hardware) e com integração a redes sociais e os aplicativos &#8220;web 2.0&#8243; que você mais utiliza. É uma espécie de &#8220;melhor dos dois mundos&#8221;: não importa se você quer continuar usando aplicativos locais (e o Jolicloud tem tudo o que uma boa distribuição Linux tem) ou mergulhar de cabeça no mundo da web, o Jolicloud tem algo para você.</p>
<p>O sistema é especialmente atraente para quem tem netbooks baseados em hardware &#8220;manhoso&#8221; como o chipset de vídeo <a href="http://building.jolicloud.com/2009/11/17/the-quest-for-implementing-support-for-the-gma500-chipset/">Intel GMA500</a> ou os novos processadores Atom baseados na arquitetura Poulsbo. Distribuições Linux comuns rodariam com problemas (ou simplesmente não rodariam) nestas máquinas, mas o Jolicloud as recebe de braços abertos. O objetivo da primeira versão do Jolicloud é <a href="http://www.jolicloud.com/blog/2010/03/04/announcing-the-final-jolicloud-robby-release/">rodar em </a><strong><em><a href="http://www.jolicloud.com/blog/2010/03/04/announcing-the-final-jolicloud-robby-release/">todos</a></em><span style="font-weight: normal;"><a href="http://www.jolicloud.com/blog/2010/03/04/announcing-the-final-jolicloud-robby-release/"> os netbooks atualmente do mercado</a>, do mais humilde <a href="http://rigues.badcoffee.info/2008/05/08/mobo-na-mao/">Mobo</a> com processador VIA C-7 e 2 GB de espaço em disco aos novíssimos modelos com processadores Atom de baixo consumo e aceleradoras para reprodução de vídeo em alta-definição.</span></strong></p>
<p>O Jolicloud ainda está em desenvolvimento, e até pouco tempo atrás só era acessível a &#8220;beta testers&#8221; convidados. Atualmente há uma versão pública (embora ainda beta) disponível para download em duas versões: a Express pode ser instalada junto com o Windows em regime de dual-boot e a ISO, que é recomendada para quem quer colocar o Jolicloud como o único sistema na máquina. Ambas são gratuitas.</p>
<p><strong><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/Android.jpg" rel="lightbox[800]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-805" style="margin: 5px;" title="Android" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/Android-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Android -</strong> O primeiro sistema operacional criado pelo Google foi feito pensando em smartphones, mas como ele é Open Source nada impede que um desenvolvedor o adapte ao hardware que quiser, seja a máquina em questão uma <a href="http://armdevices.net/2010/01/17/touch-revolution-demonstrates-android-washing-machine-android-micro-oven-tablets-and-more/">lavadora</a> ou um netbook.</p>
<p>O projeto <a href="http://www.android-x86.org/">Android X86</a>, por exemplo, trabalha em uma versão do Android para dispositivos baseados em processadores Intel x86, o que inclui a maioria dos netbooks no mercado (equipados com um processador Intel Atom). A versão atual, 1.6, roda praticamente &#8220;perfeita&#8221; em um ASUS EeePC 701 (o primeiro netbook), e segundo o site oficial vários outros netbooks são total ou parcialmente compatíveis.</p>
<p>Feita para smartphones touchscreen, a interface do Android causa um pouco de estranheza em um netbook controlado com um mouse ou trackpad, mas é possível se acostumar rapidamente. O usuário vai precisar rever alguns conceitos: aplicativos sempre rodam em tela cheia, e não é necessário &#8220;fechar&#8221; os programas, por exemplo.</p>
<p>Em compensação o Android em um netbook é um foguete. Mesmo um EeePC 701, com seu processador Celeron rodando a 900 MHz, é muito mais rápido que os processadores ARM de 500 MHz usados na grande maioria dos smartphones atuais. O navegador abre em um segundo,  monta as páginas com velocidade impressionante, e no geral tudo reage instantâneamente.</p>
<p>Infelizmente, como a versão do Android para netbooks não é &#8220;aprovada&#8221; pelo Google, não há acesso ao Android Market, a loja de aplicativos que é uma das grandes atrações deste sistema. Há uma loja alternativa, mas número de opções é bem menor. Ainda assim, vale a pena dar uma olhada no Android X86.</p>
<p><strong><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/ChromeOS.jpg" rel="lightbox[800]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-806" style="margin: 5px;" title="ChromeOS" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/ChromeOS-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Chrome OS -</strong> O novo sistema operacional do Google feito sob medida para netbooks ainda não está pronto (isto só vai acontecer no final do ano, segundo a empresa), mas já é possível ter um gostinho do que vem por aí. Como? Graças a &#8220;hackers&#8221; como o Hexxeh, que de posse do código-fonte do Chrome OS (livremente disponível sob a licença GPL) criam versões experimentais do sistema, prontas para rodar na maioria dos netbooks já no mercado.</p>
<p>A versão mais recente, batizada de <a href="http://chromeos.hexxeh.net/">Flow</a>, pode ser baixada gratuitamente no site do desenvolvedor. É um arquivo de cerca de 300 MB que deve ser &#8220;expandido&#8221; em um pendrive de 2 GB (veja as instruções). Depois, basta dar boot no netbook usando este pendrive para rodar o Chrome OS.</p>
<p>O sistema ainda está em desenvolvimento e o suporte a hardware é incompleto (ou seja, partes de seu micro podem não funcionar), mas dá pra brincar. Por enquanto o Chrome OS não é mais que uma sessão do navegador Google Chrome em tela cheia, com alguns extras como um medidor de bateria, gerenciador de conexões Wi-Fi e atalhos para aplicativos na web. Mas se tudo de que você precisa é de uma conexão e um navegador, pode ser o suficiente.</p>
<p><strong><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/mini9_leopard.jpg" rel="lightbox[800]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-810" style="margin: 5px;" title="mini9_leopard" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/mini9_leopard-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Mac OS X -</strong> Transformar um netbook com processador Intel Atom em um &#8220;Hackintosh&#8221; rodando o Mac OS X não é difícil: eu mesmo fiz isto quando comprei meu Dell Mini 9, e <a href="http://rigues.badcoffee.info/2009/04/12/o-netbook-da-apple/">relatei a experiência</a> aqui no blog.</p>
<p>Apesar das aparências o processador Intel Atom aguenta bem o sistema da Apple, e a dupla se sai muito bem nas tarefas do dia-a-dia. O ideal é usar um netbook com pelo menos 1 GB de RAM e bastante espaço em disco: os 16 GB de meu Dell Mini 9 são o mínimo recomendado. Aventureiros podem procurar instruções em sites como o OSX86Project.</p>
<p>Ficam alguns avisos: instalar uma cópia pirata do OS X em seu netbook é tecnicamente ilegal, já que mesmo uma cópia original viola a licença de uso do sistema operacional, que especifica que ele só pode ser instalado em hardware da Apple. Prossiga por sua própria conta e risco.</p>
<p>Além disso, é necessário cuidado para nunca instalar atualizações de sistema antes de verificar nos fóruns o impacto que elas terão sobre a estabilidade da máquina: um &#8220;hackintosh&#8221; é hardware não aprovado pela Apple, e ela não vai se esforçar para fazer ele rodar redondinho em máquinas que não lhe trazem lucro. Pelo contrário&#8230;</p>
<p><strong><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/moblin1.png" rel="lightbox[800]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-811" style="margin: 5px;" title="moblin" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/moblin1-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a>&#8220;Bonus Round!&#8221;, Moblin -</strong> O <a href="http://moblin.org/">Moblin</a> nasceu de um esforço da Intel para desenvolver um sistema operacional otimizado para portáteis baseados em seus processadores Atom, e depois foi deixado sob a tutela da Linux Foundation. É baseado em Linux, mas tem algumas características que o tornam único.</p>
<p>Uma delas é o tempo de boot: você nunca viu um netbook &#8220;dar boot&#8221; tão rápido. No meu Dell Mini 9 são <strong><em>10 segundos</em></strong>, descontando o tempo da BIOS. Compare com os quase 30 do Ubuntu Netbook Remix. Outra é uma nova interface gráfica, que abandona o conceito de &#8220;desktop&#8221; dos sistemas operacionais comuns em favor de uma série de painéis dedicados a atividades específicas, como redes sociais ou navegação na internet. O suporte a hardware é bastante completo: até o modem 3G de meu Dell Mini 9 foi reconhecido, mas tive de instalar os <a href="http://slaine.org/_slaine/Dell_Mini_9.html">drivers para Wi-Fi</a> manualmente (eles não são inclusos no sistema por questão de licenciamento).</p>
<p>Intel e Nokia anunciaram recentemente a fusão de seus sistemas operacionais Maemo e Moblin para a criação de um novo sistema batizado de <a href="http://moblin.org/community/blogs/imad/2010/welcome-meego">MeeGo</a>, então o futuro do Moblin, como existe na versão atual (2.1) é incerto. Mas se você tem um netbook e quer experimentar algo rápido e inovador, não deve deixar de dar uma olhada no Moblin.</p>
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		<title>O media center evoluiu!</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 22:03:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No meu post sobre o Media Center, reconheci que o hardware que utilizei estava aquém do ideal. Havia pouco espaço em disco (250 GB), o processador não era capaz de decodificar vídeos em HD e faltava um controle remoto.
E logo no primeiro comentário aparece o RicBit, nerd lendário e grão-fudeba, e sem querer dá uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No meu post sobre o <a href="http://rigues.badcoffee.info/2010/03/01/um-media-center-feito-em-casa/">Media Center</a>, reconheci que o hardware que utilizei estava aquém do ideal. Havia pouco espaço em disco (250 GB), o processador não era capaz de decodificar vídeos em HD e faltava um controle remoto.</p>
<p>E logo <a href="http://rigues.badcoffee.info/2010/03/01/um-media-center-feito-em-casa/#comment-1669">no primeiro comentário</a> aparece o RicBit, nerd lendário e grão-fudeba, e sem querer dá uma de Miyamoto, virando a mesa com o comentário: &#8220;eu uso um Mac Mini como Media Center&#8221;. Sim, o Mac Mini é uma solução muito melhor. Pra começo de conversa é menor, consome menos energia e faz menos barulho que o Atom Dual que estava usando. Além disso, o processador Intel Core 2 Duo reproduz vídeos em HD na boa, e ele já vem com um controle remoto.</p>
<p>Pra completar, meu Mac Mini tem um HD de 500 GB à disposição, e os 250 GB do Atom estavam começando a ficar apertados. Então porque não usei o Mac Mini como Media Center? Simples, ele era meu desktop até ontem.</p>
<p>Era, daí a &#8220;virada de mesa&#8221;. Reconhecendo as vantagens, fiz uma troca geral na sala. O Mac Mini foi devidamente &#8220;faxinado&#8221;, seu HD de 500 GB esvaziado (era, pouco, usado para backups) e ele foi parar no rack. O <a href="http://www.xbmc.org">software de Media Center</a> é exatamente o mesmo do Atom, com as mesmíssimas configurações. Até o cliente BitTorrent rodando em segundo plano é o mesmo (Transmission).</p>
<p>Só mudei o sistema operacional: meu &#8220;Media Center 2.0&#8243; agora roda o Snow Leopard, em vez do Ubuntu. Um bônus: o XBMC para Mac já tem suporte nativo ao Apple Remote (o controle remoto que acompanha todos os Macs desktop) e com isso ficou mais cômodo interagir com a máquina. Valeu RicBit!</p>
<p>E o Atom Dual? Mudou de emprego (pela terceira vez em duas semanas) e veio pra minha mesa como meu desktop. Rodando Ubuntu, claro. Dá conta do recado sem problemas, passei o dia inteiro trabalhando nele e rodando os programas de costume (navegador, IM, e-mail, MP3 Player, editor de imagens) sem reclamações. Só não gosto muito do barulho da ventoinha da fonte, mas nisso se dá um jeito <img src='http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Um &#8220;media center&#8221; feito em casa</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 00:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Montar um "media center", um PC ligado à TV centralizando todas as suas músicas, vídeos e filmes e controlado por uma interface atraente é fácil. Veja como fiz o meu com Linux e o XBMC]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como todo bom nerd com anos de internet nas costas, tenho espalhados pela casa vários gigabytes em filmes, séries e músicas, distribuídos em HDs externos, desktops, notebooks, CDs e DVDs. Minha esposa não é diferente. E embora ter uma coleção enorme de mídia sempre à disposição seja algo interessante, a organização estava deixando a desejar.</p>
<p>Um problema comum era nunca saber exatamente onde estava o arquivo que queríamos assistir. Outro era a duplicidade de conteúdo. E pior ainda era a questão de <em>onde</em> assistir: nossa TV é capaz de reproduzir arquivos MP3, H.264 e DiVX via USB, mas há restrições quanto ao codec exato, resolução, etc. Vira e mexe passávamos pela experiência frustrante de plugar um HD externo nela, escolher o arquivo e ver a temida mensagem &#8220;Formato Inválido!&#8221;. Até um de nós voltar para o PC, tentar uma conversão e esperar ela terminar, a vontade de ver um filme passou.</p>
<p>O PC é uma plataforma muito mais flexível nesse quesito: players como o <a href="http://www.videolan.org">VLC</a>, <a href="http://mpc-hc.sourceforge.net/">Media Player Classic</a> e <a href="http://www.mplayerhq.hu">MPlayer</a> tocam praticamente qualquer coisa que você quiser. O problema é que assistir a um filme ou seriado na tela de 15&#8243; de um notebook ou sentado em frente ao desktop não tem graça, ainda mais quando há uma TV LCD de 32 polegadas dando sopa na sala.</p>
<p>Foi aí que olhei para o rack, notei a caixa do &#8220;<a href="http://rigues.badcoffee.info/2010/02/03/maquina-de-arcade-gambiarra-i/">Gambiarra I</a>&#8221; e veio o estalo: opa, ele é um PC e está ligado à TV. E toca filmes. Hmmm&#8230; porque não transformá-lo em um Media Center? Munido de algumas xícaras de café, hardware que eu já tinha por aqui e algumas buscas no Google, foi o que fiz.</p>
<p><span id="more-777"></span></p>
<p><strong>O hardware</strong></p>
<p>Para meu projeto, aproveitei o hardware que comprei originalmente para o <a href="http://rigues.badcoffee.info/2010/01/13/projeto-de-ferias-maquina-de-arcade/">Arcade</a>: placa-mãe Pegatron com processador Atom 330 Dual-core, 1 GB de RAM e um HD de 250 GB. Adicionei um <a href="http://www.pixxo.com.br/pages/gabinetes/ht-8102-e04s.html">gabinete</a> Mini-ITX bonitinho (afinal, a máquina vai ficar na sala), um adaptador Wi-Fi USB, mouse e teclado sem fios e pronto!</p>
<p>Entretanto, de cara dá pra notar que esta configuração está longe do ideal. O processador Atom é fraco demais para decodificar vídeo em alta-definição (mesmo 720p), 250 GB é pouco para quem tem uma coleção razoável de mídia (como descobri meia hora depois de ligar a máquina) e não há saída de som 5.1, nem conexão HDMI o micro e a TV: o som é 2.0 (não tenho caixas de som) e o vídeo usa a entrada VGA da TV. Mas já dá para brincar.</p>
<p>Se você quiser levar a idéia de media center a sério, vai precisar de algo mais poderoso. Recomendo um processador Intel Core 2 Duo e uma GPU nVidia para ajudar na reprodução de vídeo. Quem se preocupa com consumo de energia e tamanho pode optar por uma placa-mãe baseada na plataforma Ion, da nVidia (Atom + GeForce 8400M), que também dá conta do recado, embora seja difícil de encontrar por aqui.</p>
<p>1 TB de espaço em disco é o ideal, além de um drive óptico para a reprodução de DVDs. Para controlar seu Media Center, o legal é usar um controle remoto. Há vários modelos compostos por receptor IR USB + controle (como <a href="http://www.dealextreme.com/details.dx/sku.14380">este aqui</a> no DealExtreme), embora eu ainda não tenha testado nenhum deles: aqui em casa no braço do sofá sempre tem, além de um gato dorminhoco, um mouse sem fio.</p>
<p>O sistema operacional da máquina é o <a href="http://www.ubuntu.com">Ubuntu Netbook Remix</a>. É uma instalação padrão: não me dei ao trabalho de remover nenhum componente do sistema operacional, que vai ocupar cerca de 2.5 GB de espaço no HD. É possível usar sua distribuição Linux favorita ou até mesmo o Windows, já que os softwares de Media Center mais interessantes que encontrei são multiplataforma.</p>
<p><strong>Boxee: o media center social<br />
</strong></p>
<p><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/BoxeeHomeScreen1.png" rel="lightbox[777]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-782" title="Tela inicial do Boxee" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/BoxeeHomeScreen1-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a>O primeiro que experimentei foi o <a href="http://www.boxee.tv">Boxee</a>, que é gratuito e roda no Windows, Linux, Macs e até na Apple TV, o &#8220;media center&#8221; da Apple. A instalação é muito simples (basta baixar e instalar o pacote no site oficial), e a configuração também: basta indicar onde estão seus vídeos e músicas e o programa começa a indexar tudo automaticamente.</p>
<p>Um dos destaques do Boxee é seu aspecto &#8220;social&#8221;. Ao instalar o programa, você cria um usuário e automaticamente se registra em uma espécie de rede social. É possível recomendar programas para outros usuários e receber recomendações. Também há o que os desenvolvedores chamam de &#8220;apps&#8221;, que integram serviços web (como o Flickr, vídeos da Wired ou o podcast do Engadget) com seu Media Center.</p>
<p>O Boxee também usa sua conexão à internet para obter metadados sobre seus arquivos e organizar automaticamente sua coleção. Acesse a categoria &#8220;Movies&#8221;, por exemplo, e você vai ver que seus filmes ganharam automaticamente uma capinha do DVD, nota, sinopse e ficha completa (gênero, ano, elenco, etc). O mesmo acontece com séries. Ele faz isso consultando o site IMDB.com (um dos principais sites sobre cinema na rede), com base em informações já existentes como o nome do arquivo (processo que explico isso mais adiante).</p>
<p>Infelizmente, é justamente nesse processo de &#8220;catalogação&#8221; de seus arquivos que o Boxee derrapa. Ele se recusou a reconhecer vários filmes em minha coleção, ao mesmo tempo em que identificava erroneamente outros. Chegou a ser engraçado: ele confundiu <em>Quantum of Solace</em> com <em>Kung Fu Panda</em>, e <em>Anjos &amp; Demônios</em> com <em>O Virgem de 40 anos</em>. E quando removi <em>Anjos &amp; Demônios</em> da coleção, ele insistiu: desta vez ele dizia que <em>Hocus Pocus</em> era <em>O Virgem de 40 anos</em>.</p>
<p>Além disso, a busca automática por novos arquivos se mostrou falha: frequentemente fui forçado a pedir uma nova varredura da pasta com vídeos, e os resultados só apareciam na lista após eu reiniciar o programa. Por fim vários dos arquivos que estavam em minha coleção, mesmo nomeados de acordo com a convenção recomendada pelos desenvolvedores, não apareceram nas listas de filmes ou séries. Hora de um Plano B.</p>
<p><strong>XBMC: belo e flexível<br />
</strong></p>
<p><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/screenshot001.jpg" rel="lightbox[777]"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-783" title="Detalhes de um filme no XBMC" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/screenshot001-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O <a href="http://www.xbmc.org">XBMC</a> (XBox Media Center) começou como um Media Center para o primeiro XBox, mas com o tempo se tornou um software multiplataforma: roda em Windows, Linux, Macs, Apple TV e até como um &#8220;Live CD&#8221; com uma distribuição Linux minimalista. Também é gratuito. O Boxee, na verdade, é baseado no XBMC (o que fica evidente ao configurar os dois) com alguns extras (como os componentes de midia social e &#8220;apps&#8221;).</p>
<p>A instalação no Ubuntu 9.10 foi bastante simples, bastou digitar os quatro comandos listados no <a href="http://wiki.xbmc.org/?title=HOW-TO_install_XBMC_for_Linux_on_Ubuntu_with_a_minimal_installation_step-by-step">Wiki oficial</a>. Depois, fiz uma pequena modificação: habilitei o login automático no sistema e adicionei o XBMC à inicialização do Netbook Remix. Assim, quando ligo o micro o Media Center entra automaticamente.</p>
<p>Também configurei um cliente BitTorrent (Transmission) para iniciar automaticamente, minimizado, junto com o XBMC e ativei sua interface web. Desta forma posso adicionar arquivos à fila de downloads a partir de qualquer micro da casa, eles caem automaticamente na pasta de Videos e já ficam disponíveis no XBMC.</p>
<p>Dentro do XBMC, adicionei minha pasta de vídeos como uma &#8220;media source&#8221; (<em>Videos -&gt; Add Source</em>) e a mágica começou: sozinho, o programa começou a baixar informações completas sobre todos os filmes. Além de vídeos, também é possível adicionar links para &#8220;video podcasts&#8221;. Não é meio óbvio, mas é fácil: vá em <em>Videos -&gt; Add Source</em> e em vez de apontar para uma pasta digite a URL do Feed, com o prefixo rss:// em vez de http:// (algo como rss://www.nomedosite.com/feeds/feed.xml). Os episódios aparecerão no menu Videos, organizados pelo nome do feed, junto com o restante do conteúdo de sua biblioteca.</p>
<p>Uma diferença em relação ao Boxee: o XBMC usa diferentes fontes de informação para filmes e séries, e você pode escolher qual delas será a padrão. Não houve filmes identificados de forma errada, e praticamente tudo o que estava na minha pasta apareceu nas listagens. Além das capinhas para cada filme o XBMC baixa sinopse, ficha técnica, informações completas sobre o elenco (com direito a fotos dos atores) e &#8220;fanart&#8221;, que ele usa como &#8220;papel de parede&#8221; quando você passa o cursor do mouse sobre o nome do filme na biblioteca.</p>
<p>Este é outro ponto forte do XBMC, a personalização. O tema padrão (<a href="http://xbmc.org/skins/confluence/">Confluence</a>) já é bastante atranete, mas dá para deixar seu Media Center ainda mais impressionante usando outros temas como <a href="http://www.aeonproject.com/gallery.html">Aeon</a> ou o <a href="http://www.teamrazorfish.co.uk/gallery.html">MediaStream</a>. Além disso, há plugins e scripts que podem ser usados para ampliar a capacidade do programa. Coisas como download automático de legendas, exibição de notícias e tudo mais.</p>
<div id="attachment_784" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/aeon_multiplextv.jpg" rel="lightbox[777]"><img class="size-medium wp-image-784" title="Detalhes de uma série na skin &quot;Aeon&quot; do XBMC" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/aeon_multiplextv-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhes de uma série na skin &quot;Aeon&quot; do XBMC</p></div>
<p><strong>Dando nomes ao bois</strong></p>
<p>Para baixar automaticamente informações sobre filmes e séries, tanto o XBMC quanto o Boxee usam o nome do arquivo como ponto de partida para a busca. Ou seja, se um arquivo tiver o nome xyzblabla321.avi nenhum deles vai saber do que se trata, e o arquivo não vai aparecer na biblioteca.</p>
<p>Felizmente, os nomes não precisam ser coisa do outro mundo. Por exemplo, se o arquivo se chama &#8220;Star.Trek.(2009).avi&#8221; ambos os programas vão saber que o nome do filme é Star Trek e que o ano de produção é 2009, e com isso conseguirão encontrar o restante das informações online.</p>
<p>Mesma coisa para séries: The.Big.Bang.Theory.S01E04.avi é o quarto episódio (E04) da primeira temporada (S01) de &#8220;The Big Bang Theory&#8221;. A partir daí fica fácil para os programas determinar o nome do episódio, sinopse, elenco, data original de exibição e afins.</p>
<p>O site do Boxee tem uma <a href="http://forum.boxee.tv/showthread.php?t=5214">página</a> explicando a convenção de nomes utilizada, e o XBMC funciona da mesma forma. Felizmente, a maioria dos filmes e séries baixados da internet já vem com os nomes no formato correto, então o usuário (eu e você) não precisa se preocupar com isso.</p>
<p><strong>Corta!</strong></p>
<p>No geral, levei um fim de semana para montar meu Media Center (contando com experiências com múltiplos softwares, tempo para pesquisas na internet, para copiar arquivos espalhados em HDs e DVDs, etc), com um custo razoável: cerca de R$ 700 pelo hardware, e absolutamente zero pelo software. Quem tiver disposição para bater pernas e pesquisar pode gastar ainda menos.</p>
<p>O benefício é claro quando você está em casa num dia chuvoso e bate aquela vontade de ver um filme: ter toda a coleção em um só lugar, impecavelmente organizada, e ainda poder assistir na maior tela da casa, confortavelmente deitado no sofá, é sensacional. E ainda ganhei pontos com a esposa <img src='http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Máquina de Arcade: Gambiarra I</title>
		<link>http://rigues.badcoffee.info/2010/02/03/maquina-de-arcade-gambiarra-i/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 04:22:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo passo nos meus planos de dominação mundial, ops, construção de minha própria máquina de arcade: transplantar os componentes para um &#8220;gabinete&#8221; temporário para que eu possa deixá-la montada em um canto e facilitar os testes. Afinal de contas limpar a mesa da cozinha, pegar a placa, a fonte, o HD, ligar tudo, catar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo passo nos meus planos de <span style="text-decoration: line-through;">dominação mundial</span>, ops, construção de minha própria máquina de arcade: transplantar os componentes para um &#8220;gabinete&#8221; temporário para que eu possa deixá-la montada em um canto e facilitar os testes. Afinal de contas limpar a mesa da cozinha, pegar a placa, a fonte, o HD, ligar tudo, catar o monitor do Gabriel, etc e tal não é produtivo.</p>
<p><em>O plano:</em> dar um pulo em uma loja de materiais para arte, comprar placas de MDF (um tipo de compensado, mais resistente) e montar um caixote para abrigar os componentes. Mas minha preguiça, combinada ao mau-tempo constante em São Paulo nos últimos meses, interferiu e resolvi não sair de casa.</p>
<p><em>Plano B:</em> seguir o conselho do Leandro Pereira, que disse no Twitter: &#8220;monta dentro da caixa&#8221;. Faz sentido, a placa-mãe veio dentro de uma caixa de papelão razoavelmente resistente e do tamanho certinho. Não caberia a fonte, mas ela é bem protegida e pode ficar externa, nem o HD, mas para testes iniciais um pendrive de 16 GB dá e sobra. Então mãos à obra!</p>
<p><span id="more-765"></span></p>
<p>Umas duas horas, alguns furos e cortes e um pouco de cola quente depois nascia o <strong>Gambiarra I</strong>. Acho que quebrei TODAS as &#8220;boas-práticas&#8221; estabelecidas para montagem de PCs nessa máquina, mas ela funciona e cumpre seu propósito. A placa-mãe está parafusada a espaçadores de latão presos ao fundo da caixa. O espelho com os conectores é encaixado em um corte na traseira, e outro na frente dá espaço para um botão de força e um LED.</p>
<p>Liguei o micro na TV de 32&#8243; da sala e instalei o Ubuntu em um pendrive para um teste rápido. Por enquanto, tudo OK. Só preciso melhorar a ventilação da &#8220;caixa&#8221;: o clock do processador é automaticamente reduzido com o aumento da temperatura, e vi Street Fighter Alpha 3 cair de 60 FPS sólidos (com a tampa aberta, por isso os pregadores nas fotos) para 43 com ela fechada. Nada que mais alguns cortes nos lugares certos não resolvam.</p>
<p>Por enquanto meu arcade é um PC numa caixa de papelão ligada à TV. O próximo passo é definir um sistema operacional e front-end, e iniciar o projeto dos controles. Espero ter essa parte pronta até o final das minhas férias, no início de março. Até lá, já posso ir jogando Street Fighter &#8220;na telona&#8221;. O problema é me acostumar com as 32 polegadas e voltar pra um CRT de 17 depois&#8230;</p>

<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/02/03/maquina-de-arcade-gambiarra-i/p1070259/' title='P1070259'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/02/P1070259-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="P1070259" /></a>
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		<title>Máquina de Arcade: Está viva!!</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 17:13:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As peças para o gabinete chegaram na segunda pela manhã, e corri para casa no final do expediente para poder brincar pelo menos um pouco com elas. Montei tudo, espalhado mesmo, sobre a mesa da cozinha aproveitando um teclado e mouse velhos que achei em um canto e o monitor LCD do micro do Gabriel. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As peças para o gabinete chegaram na segunda pela manhã, e corri para casa no final do expediente para poder brincar pelo menos um pouco com elas. Montei tudo, espalhado mesmo, sobre a mesa da cozinha aproveitando um teclado e mouse velhos que achei em um canto e o monitor LCD do micro do Gabriel. Para ver se funcionava, tasquei um pendrive com o Ubuntu 9.10. E não é que funcionou de primeira?</p>
<p>Gostei do desempenho do Atom 330 no geral: a máquina é silenciosa e &#8220;esperta&#8221;, responde rapidinho sem te deixar esperando. Infelizmente, os testes com o SDLMame desapontaram: o desempenho em um Atom dual-core não foi muito superior ao em um Atom single-core (no meu Dell Mini 9): Neo*Geo roda a 100% com frameskip zero, mas Out Run chega a só 60% da velocidade (e som sempre ruim).</p>
<p><span id="more-751"></span> O problema aqui é o MAME, que não é otimizado para tirar proveito de múltiplos cores. Até existe uma opção para multithreading, mas ela faz pouca diferença. Na verdade, o MAME não é otimizado <em>no geral</em>: a abordagem dos desenvolvedores é valorizar a precisão sobre o desempenho, com o objetivo de emular o hardware original da forma mais exata possível, não importa o &#8220;custo&#8221;. Se há duas formas de fazer uma coisa, uma precisa e a outra 200% mais rápida, os desenvolvedores vão optar pela precisão.</p>
<p>Mas voltando ao meu arcade, a solução é diversificar: estou pensando em deixar o MAME para os jogos mais antigos (Galaga, Bosconian, Pac-Man, New Rally-X) e usar o Final Burn Alpha para os mais recentes e pesados (jogos de System 16 como Out Run, Neo-Geo, Capcom CPS-1 e CPS-2). O problema é que a versão Linux do Final Burn Alpha parece estar abandonada: não há binários pré-compilados para nenhuma distribuição e a versão mais recente do código-fonte que encontrei data de 2007 e vem acompanhada de avisos como &#8220;é velho, é instável, é beta, mesmo se compilar não vale a pena&#8221;. Existe uma versão Linux/SDL recente, que foi portada para o Dingoo, mas não sei se seria trivial levar ela de volta ao PC. Na pior das hipóteses, a solução é basear o arcade em Windows. Pelo menos emuladores não faltam.</p>
<p>O próximo passo é achar um gabinete para a placa, de modo que eu possa deixar todo o hardware montado sem medo de um gato resolver dormir em cima dele. Pretendo fazer um gabinete &#8220;interino&#8221; em MDF para abrigar a placa, HD e fonte. Com isso posso deixar ele no rack da sala e usar a TV de 32&#8243; como monitor. Depois de definir o software o próximo passo é construir os controles (inicialmente como &#8220;joysticks arcade&#8221;) e por fim criar um gabinete para abrigar tudo. Isso vai acabar dando mais trabalho do que imaginei.  Por enquanto, fiquem com algumas fotos da minha mesa da cozinha ontem à noite. As laranjas não fizeram parte da máquina.</p>

<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/01/19/maquina-de-arcade-esta-viva/p1060956/' title='Projeto Arcade'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/P1060956-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Todos os componentes espalhados" title="Projeto Arcade" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/01/19/maquina-de-arcade-esta-viva/p1060957/' title='Projeto Arcade'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/P1060957-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Close da placa-mãe." title="Projeto Arcade" /></a>
<a href='http://rigues.badcoffee.info/2010/01/19/maquina-de-arcade-esta-viva/p1060958/' title='Projeto Arcade'><img width="150" height="150" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/P1060958-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A fonte (à direita) é quase do tamanho da placa. O HD está à esquerda" title="Projeto Arcade" /></a>

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		<title>Máquina de Arcade: Testando software</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 15:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As coisas não saíram exatamente como o esperado, e as peças para a máquina de arcade não chegaram na sexta-feira. Com isso, os testes que eu tinha planejado para o fim de semana com o hardware &#8220;real&#8221; foram por água abaixo. Mas nem tudo foi perdido.
Aproveitei a manhã de sábado para visitar algumas lojas na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As coisas não saíram exatamente como o esperado, e as peças para a máquina de arcade não chegaram na sexta-feira. Com isso, os testes que eu tinha planejado para o fim de semana com o hardware &#8220;real&#8221; foram por água abaixo. Mas nem tudo foi perdido.</p>
<p>Aproveitei a manhã de sábado para visitar algumas lojas na vizinhança de casa em busca de chapas de MDF para um gabinete improvisado, mas não tive sorte. E a preguiça me impediu de me aventurar mais do que alguns quarteirões além de casa, portanto a ida à Leroy Merlin mais próxima ficou para depois.</p>
<p><span id="more-745"></span></p>
<p>Mas instalei uma versão recente do MAME (<a href="http://rbelmont.mameworld.info/?page_id=163">SDLMame</a>) em meu netbook (um Dell Mini 9 com Atom de 1.6 GHz e 1 GB de RAM) para alguns testes de desempenho. Afinal, a placa que escolhi para usar no gabinete é bem similar: mesma quantidade de RAM, mesmo chipset de vídeo (GMA 950) e mesmo clock, mas dual-core. O que rodar no netbook vai rodar melhor no gabinete.</p>
<p>De início, um susto: o desempenho era horrível e não consegui som no emulador, que insistia em congelar sempre que eu tentava sair dele (e dá-lhe <em>kill -9</em>!). Out Run (um dos jogos que pretendo emular) rodava a segundos por quadro em vez de quadros por segundo, e mesmo os jogos de Neo-Geo (como Metal Slug) estavam &#8220;injogáveis&#8221;. Tinha algo muito errado na história.</p>
<p>No fim, fuçando pela internet descobri que o problema é com o sistema de som usado nas versões mais recentes do Ubuntu, o PulseAudio. Para resolver o problema basta instalar um pacote extra, como mostrado <a href="http://forum.arcadecontrols.com/index.php?topic=97884.0">neste fórum</a>. Problema resolvido! Metal Slug agora roda perfeitamente, e Out Run chega a 43 FPS em média, sem frameskip (mas com som meio engasgado). Espero que chegue a 60 FPS na máquina dual-core.</p>
<p>Os componentes que encomendei chegaram nesta segunda-feira de manhã. Hora de liberar um espaço em casa para montar tudo e começar testes com o hardware &#8220;real&#8221;. Notaram que ainda não tenho planos para o gabinete, nem idéia de que monitor usar? Pois é, adotei uma abordagem &#8220;de dentro pra fora&#8221; e estou decidindo aos poucos.</p>
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		<title>Projeto de férias: máquina de arcade</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 04:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Rigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se tudo sair como planejado (e isso é raro) entro em férias em pouco mais de duas semanas, pela primeira vez desde&#8230; caramba, desde 2001. É, eu sou louco mesmo, mas isso não vem ao caso (será?).
O que importa é que preciso de um projeto para me manter ocupado durante este período. Já tentei &#8220;projetos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/bartop.jpg" rel="lightbox[735]"><img class="size-thumbnail wp-image-736 alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="Gabinete &quot;Bartop&quot;" src="http://rigues.badcoffee.info/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/bartop-150x150.jpg" alt="Gabinete &quot;Bartop&quot;" width="150" height="150" /></a>Se tudo sair como planejado (e isso é raro) entro em férias em pouco mais de duas semanas, pela primeira vez desde&#8230; caramba, desde 2001. É, eu sou louco mesmo, mas isso não vem ao caso (será?).</p>
<p>O que importa é que preciso de um projeto para me manter ocupado durante este período. Já tentei &#8220;projetos de verão&#8221; antes, mas a maioria foi por água abaixo por falta de tempo, e pela primeira vez este fator não vai estar contra mim. Então decidi tocar uma idéia que tenho na cabeça há MUITO tempo: montar minha própria máquina de arcade (ou, como chamavam na minha terra, &#8220;fliperama&#8221;). Não, não é essa da foto.</p>
<p><span id="more-735"></span></p>
<p>Cresci jogando estas máquinas. Meu jogo favorito até hoje é <a href="http://www.klov.com/game_detail.php?game_id=8855">New Rally-X</a>, mas nunca vou me esquecer da sensação de entrar num arcade e ouvir os sons de <a href="http://www.klov.com/game_detail.php?game_id=7881">Galaga</a> e <a href="http://www.klov.com/game_detail.php?game_id=7333">Choplifter</a>, torcer pelos amigos que jogavam <a href="http://www.klov.com/game_detail.php?game_id=10513">Yie Ar Kung-Fu</a> e me embasbacar com um gabinete &#8220;sit down&#8221; de <a href="http://www.klov.com/game_detail.php?game_id=8938">Out Run</a>. Ah, os bons tempos&#8230; qualquer PC furreba hoje em dia emula estes jogos com um pé nas costas (até meu Dingoo faz isto), mas a forma física da máquina é como um ícone daquela era. É uma forma de me conectar às sensações de um tempo que não volta mais (tá, vou parar, isso tá ficando filosófico demais).</p>
<p>Bom, mão na massa então. O primeiro passo é definir um <em>objetivo</em> (máquina de arcade) e <em>como alcançá-lo</em> (emulando os originais em um PC). O segundo é especificar o hardware do PC. Não é difícil: como disse, qualquer PC moderno emula os clássicos e mais alguns consoles domésticos de brinde, então não é preciso um micro super-poderoso. Acabei optando por uma solução de baixo custo e desempenho adequado.</p>
<p>A placa-mãe é uma <strong>IPXLP-MB</strong> da Gigabyte/PCWare, com um processador <strong>Intel Atom 330</strong> dual-core rodando a 1.6 GHz. É uma placa-mãe completamente integrada, com vídeo, som, rede e tudo o mais on-board, e custou cerca de R$ 300. A ela juntei <strong>1 GB de RAM DDR2</strong>, um <strong>HD SATA de 250 GB</strong> e uma <strong>fonte ATX</strong> genérica de 250 W reais.</p>
<p>O total ficou em um pouco menos de R$ 600. Poderia ter encontrado mais barato batendo perna na Sta. Ifigênia, mas preferi fazer tudo online, do conforto de minha cadeira, e usar a manhã de sábado que gastaria de loja em loja testando os componentes.</p>
<p>Eu exagerei na fonte (mas não achei uma ATX de potência menor) e no tamanho do HD (mas um de 160 GB é <em>mais caro</em>): um arcade doméstico pode facilmente rodar a partir de um cartão Compact Flash de 16 GB. Se você tiver um HD de 40 ou 80 GB sobrando no fundo do armário, melhor ainda (<em>free parts!</em>). Mas espaço em disco nunca é demais.</p>
<p>Ainda não achei um gabinete mini ITX com preço decente para abrigar tudo isso. Teoricamente eu não preciso de um gabinete, já que vou fazer um. Mas eu realmente gostaria de ter um lugar quentinho e seguro para abrigar a placa até lá. Posso perfeitamente montá-la em uma peça de MDF para os testes, mas tenho criança e gatos em casa, e ambos são curiosos. Melhor evitar acidentes.</p>
<p>Próximo passo: montar os componentes, definir um sistema operacional e fazer testes do software: emulador (<a href="http://mamedev.org/">MAME</a>), frontend e os jogos em si para ver como é o desempenho. Aqui fica a dúvida: Windows ou Linux? O natural seria usar o Linux, mas há um frontend <em>fantástico</em> para o Windows chamado <a href="http://hyperspin-fe.com/">Hyperspin</a> que me deixou de queixo caído. Infelizmente o desempenho dele em um Atom 270 single-core de 1.6 GHz deixou a desejar. Vamos ver como fica com a placa nova.</p>
<p>Não percam nos próximos posts a conclusão desta emocionante saga. Será que o Rigues vai conseguir, uma vez na vida, concluir um projeto? Ou vai desistir no meio do caminho e transformar o Atom em um servidor de arquivos pra casa? Respostas em breve.</p>
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