[TUTORIAL] Instalando o Android 4.4 em um Motorola RAZR MAXX

Voltei a usar um Motorola RAZR MAXX como meu smartphone no dia-a-dia há cerca de uma semana, mas o desempenho do aparelho com a última versão oficial do sistema da Motorola (Android 4.1) estava deixando a desejar. Ele estava “engasgando”, às vezes por vários segundos, mesmo em tarefas simples como abrir o Chrome ou alternar entre apps, e por duas vezes congelou completamente me obrigando a um desligamento forçado (segure Power + Diminuir Volume até o aparelho desligar).

A solução? Instalar uma versão modificada, mais ágil e não-oficial (uma “ROM”) do Android. Por sorte a equipe de desenvolvimento de uma das ROMs mais populares, a CyanogenMod, está lançando versões estáveis do CyanogenMod 11 (Android 4.4.2) para o RAZR MAXX.

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O processo de instalação é documentado, geralmente em inglês, em várias páginas na web. Mas como caí em duas ou três pegadinhas no caminho e a informação está espalhada, achei que seria interessante condensar tudo em um único artigo para ajudar quem pretende seguir na mesma direção.

São três etapas: fazer “root” no smartphone, instalar um app chamado SafeStrap que vai nos permitir instalar a ROM nova sem afetar ou apagar o sistema original da Motorola e instalar o CyanogenMod.

Mas antes, UM AVISO: este processo provavelmente invalida a garantia de seu aparelho, e se feito incorretamente pode causar danos ao sistema e transformar o smartphone em um peso de papel (o popular “brick”). Não seja apressado, leia e releia cada passo antes de prosseguir. Não me responsabilizo por danos que possam vir a ser causados caso você decida seguir estas instruções.

Dito isto, faça um backup dos arquivos em seu smartphone, separe uma hora do seu dia, contando o tempo para download dos arquivos e para ler com calma este guia, pegue uma xícara de café e mãos à obra!

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[REVIEW] Nokia Lumia 1520 é um GRANDE smartphone

Quando lançou o Streak 5, em 2010, a Dell inadvertidamente criou um monstro. Com sua imensa (para a época) tela de 5” o aparelho foi o primeiro “phablet” Android, e levou a uma corrida armamentista entre os fabricantes, que lutam para ver quem consegue colocar a maior tela em um aparelho que ainda caiba no bolso da calça e faça chamadas.

Mas este era um fenômeno limitado aos smartphones Android até a Nokia (agora Microsoft Devices) lançar os Lumia 1320 e Lumia 1520, equipados com telas de 6 polegadas. Pense em um smartphone grande. Não, um pouco maior. Mais… isso! Esse é o Lumia 1520. Para ter uma idéia melhor, veja esta foto dele ao lado de um Motorola RAZR MAXX, que tem uma tela de 4.3”

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Nokia Lumia 1520, comparado a um Motorola RAZR MAXX

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PlayStation 4 vs. Sharp X68K

Sou só eu que acho o novo PlayStation 4 branco MUITO parecido com um modelo do Sharp X68K? Especialmente quando colocado na vertical. Comparem:

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O PlayStation 4 branco. Fonte: Engadget

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Sharp X68K Ace HD. Fonte: IPSJ Computer Museum

Não me surpreenderia se houvesse alguma inspiração aí. O design original do PlayStation 2 era baseado, segundo a própria Sony, no Atari Falcon 030 Microbox. Saca só:

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Fonte: Old-Computers.com 

#! [Crunchbang]

Há tempo não uso mais o Linux como sistema operacional em minhas máquinas. Em 2005 migrei para o Mac OS X em meus computadores domésticos (como fizeram muitos colegas dos tempos de Conectiva), e profissionalmente uso o Windows desde 2008.

Na verdade acredito que o “sistema operacional” é cada vez menos relevante. O que importa são os aplicativos que uso para realizar as tarefas do dia-a-dia, e no meu caso boa parte deles está na web. Pra que gastar 20 GB de espaço em disco com Windows e Office quando uma janela do Google Docs me atende da mesma forma? E uma boa experiência recente com um Chromebook em um review para a PCWorld reforçou esse ponto de vista.

Foi quando terminei o review do Chromebook e voltei a usar meu PC “velho de guerra” na redação que notei o “peso” de um sistema e apps tradicionais. O tempo de boot, a demora para abrir o Outlook 2013, os engasgos no streaming de áudio sempre que eu trocava de app ou abria uma nova aba no navegador. Isso num PC com um processador Core 2 Duo Dual Core de 1,6 GHz e 4 GB de RAM.

Daí pensei em procurar um sistema mais “leve”, que me oferecesse a agilidade do Chrome OS. Há uma versão não oficial do Chrome OS (baseada no código Open Source) distribuída por um hacker conhecido como Hexxeh, mas a última compilação foi em abril deste ano, e em testes que fiz anteriormente a compatibilidade com o hardware e a estabilidade deixaram a desejar.

Pensei em uma solução baseada em Linux e foi aí que tropecei no Crunchbang, uma distro baseada no Debian e no gerenciador de janelas OpenBox. O bichinho VOA! A imagem ISO tem cerca de 750 MB, instalei em um pendrive de 2 GB que estava no fundo da gaveta usando o Universal USB Installer e fiquei impressionado.

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Dissecando o CCE Motion.plus SK402

Post atualizado em 17/08/13 com informações sobre o sensor de toque e conclusões

A CCE anunciou recentemente uma nova linha de smartphones e o que mais chama a atenção é o SK504, um smartphone quad-core com tela de 5” por R$ 899. Mas o SK402 também tem bastante potencial: trata-se de um aparelho “mid range” Dual SIM com uma boa configuração e um precinho bem camarada, R$ 499.

Consegui colocar as mãos em um SK402 logo após a coletiva de lançamento, e estou há alguns dias “fuçando” para descobrir seus segredos. Seguem abaixo minhas observações.

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GTA III no Gametel

Estou brincando de transformar meu Motorola Atrix e um Gametel em um “console portátil” e experimentando vários jogos. Um que não funcionou “de cara”, pra minha decepção, é o GTA III. Felizmente o jogo tem suporte a teclado, e é possível configurar o Gametel para emular comandos de teclado. Basta saber a combinação certa pra cada “botão” do GTA III, que encontrei numa discussão no Orkut (quem diria, o Orkut sendo útil) e reproduzo abaixo.

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Transformando o Atrix em um “Netbook”

Vou à CES 2012 no próximo final de semana, e preciso de um “computador” para trabalhar remotamente e enviar textos, imagens e vídeos para a redação. No ano passado fiz isso com o iPad mas nesse ano pensei em levar um Motorola Atrix + Lapdock.

O problema, por incrível que pareça, é que é difícil conseguir uma conexão confiável à Internet numa das maiores feiras de tecnologia do mundo. As redes de telefonia celular ficam congestionadas, o Wi-Fi da sala de imprensa idem, e não há Wi-Fi nos pavilhões. Tenho que estar preparado para trabalhar o máximo possível “offline”.

Aí é que está o problema: sem uma conexão à internet a Lapdock do Atrix é um peso de papel. O único aplicativo que roda no modo Webtop (com o aparelho plugado à Lapdock) é o Firefox, e embora online eu consiga editar textos (com o Google Docs) e imagens (com o Picnik), offline o máximo que dá pra fazer é usar o teclado no Quick Office. Preciso de mais que isso.

Por isso aproveitei o fim de ano para um projetinho divertido: transformar o Atrix com Lapdock em algo mais parecido com um “netbook”, com as ferramentas necessárias para me ser útil mesmo quando estou offline. Isso é fácil de fazer e você sequer precisa de ROMs customizadas: bastam alguns minutos e um cartão microSD. O resultado é um “netbook” Ubuntu, onde você pode instalar e rodar o que quiser.

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Desbloqueando um HTC Touch Cruise

Recentemente comprei um HTC Touch Cruise (também conhecido como “Polaris” ou “Pola100”), um smartphone Windows Mobile 6.1 (sim, eu sei, “Bleargh!”), baratinho em uma venda de garagem na empresa. Não, não estou abandonando o Nexus S nem o Xperia Play. Comprei por um simples motivo: pra brincar de colocar o Android (2.2) nele.

Mas meu Cruise veio bloqueado para a operadora Vivo, então o primeiro passo é desbloquear o bichinho. Clientes da Vivo podem fazer isso online, basta entrar na área “Meu Vivo” do site e informar o IMEI, fabricante e modelo do aparelho para obter um código de desbloqueio. Mas eu não sou cliente Vivo, então não posso usar essa ferramenta. E como estou com preguiça de ir até uma loja da operadora, vou apelar para a “força bruta”.

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Consertando um HD externo Seagate Expansion de 1.5 TB

Na noite de ontem fui assistir a um filme usando meu Media Center (atualmente uma Boxee Box) e o HD externo começou a “estalar”, do nada. Quem lida com informática sabe o que esse som significa: o disco está morrendo, ou já morreu, e o que estava nele já era. No meu caso, todos os filmes e séries da casa. Gelei.

Pluguei o HD no Mac, e ele montou normalmente. Copiei um arquivo dele pro Mac, outro do Mac pra ele, tudo parecia bem… até ele começar a estalar de novo e sumir do desktop sozinho, sem eu mandar ejetar. Tirei da tomada, coloquei de volta e “pléc, pléc, pléc, pléc…”.

Já estava conformado em perder todos os meus arquivos, mas não ia desistir sem lutar. E procurando na internet, achei duas soluções que trouxeram o HD de volta.

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Gamebox: o “irmãozão” do Dingoo A320

Já tinha ouvido falar sobre esse “console” chinês alguns meses atrás, mas só hoje tropecei em reviews e informações mais completas que a página do produto no DealExtreme. O “Gamebox” promete rodar jogos de MAME/CPS1/CPS2/CPS3/Neo-Geo (ou seja, todas as principais plataformas de arcade de 1990 até meados da década passada) na TV, com suporte a até quatro jogadores usando controles que parecem uma versão USB do DualShock do PlayStation. E o precinho é camarada, apenas 53 doletas, frete incluso.

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Infelizmente o negócio não é tão bom assim. Segundo reviews (mais impressões e vídeos neste fórum) os controles tem um conector que parece USB, mas na verdade é proprietário. E fora o que vem com o console não há controles avulsos à venda, então esqueça o multiplayer. Mas o prego no caixão é que apesar da entrada para cartões microSD o Gamebox só roda os 60 jogos inclusos na memória interna, e há problemas de temporização na emulação: alguns jogos rodam na velocidade correta, outros rápido demais.

O console é baseado em um processador Ingenic JZ4755 de 500 MHz e arquitetura MIPS, um “primo” dual-core do JZ4732 usado no Dingoo A320. Pelo menos isso significa que o hardware tem potencial, se conseguirem hackeá-lo e rodar um Linux nele. Já há esforços para isso, e curiosamente o Booboo, hacker espanhol que portou o Linux para o Dingoo, comentou recentemente em seu blog que encomendou um Gamebox. Há esperança.

CURIOSIDADE: O gabinete do Gamebox é uma cópia do gabinete do Zeebo, só que em preto. Acho que fica mesmo mais bonito assim.