MIUI ROM: Android com um toque de iOS

Há alguns dias desbloqueei meu Nexus S e comecei a experimentar ROMs com versões customizadas do sistema operacional Android. A primeira parada foi a popular CyanogenMod 7 (versão RC2), baseada no Android 2.3.3. Mas logo mudei de idéia quando soube que havia sido lançada uma versão beta da MIUI ROM.

A MIUI é uma ROM desenvolvida na China – também baseada no Android 2.3.3 – que se destaca por ter uma interface bastante diferente do Android padrão, que pode ser descrita como uma mistura do iOS da Apple com o sistema do Google. Não é uma “skin de iPhone” para Android, é uma mistura de conceitos das duas plataformas, com resultado bastante interessante.

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O tamanho das coisas

Brincando com a nova interface web do Android Market, descobri o jogo Gun Bros, da Glu Mobile. É um “dual-stick shooter” com gráficos 3D que parece bastante divertido e bem produzido. Gostei do preço (free!) e resolvi instalar. Segundo o Market, eram 1.4 MB.

Instalei, fui abrir o jogo e… preciso fazer o download de mais 107 MB para os “assets” (gráficos, som, etc). Não tenho nenhum problema com isso, afinal não estou no Canadá. Tenho um problema com o Android Market reportando o tamanho errado do aplicativo. OK, tá certo que do market eu baixo apenas 1.4 MB, mas eles são inúteis sem o restante dos dados.

Google, não custa nada dizer “1.4 MB App, 107 MB Data” pra deixar bem claro pro usuário onde ele está se metendo, e que ele não vai conseguir jogar até chegar próximo de uma conexão de banda larga.

Digitando no iPad

Faz um tempinho que comprei no DealExtreme um “case” para o iPad com um “pézinho” ajustável, para poder deixar o aparelho inclinado sobre uma mesa. O case é barato e está aguentando o tranco, e a inclinação é uma mão na roda na hora de deixar o iPad sobre a mesa como uma “segunda tela” para ler e-mail ou ver um vídeo. O problema é que a diferença entre os seis ângulos de inclinação possíveis é mínima, e em nenhum deles o iPad fica em uma posição confortável para digitar.


iPad e o case original. Bom para filmes, ruim para digitar

Eu posso resolver o problema comprando um case da Apple (o melhor pra digitar, na minha opinião, embora não pareça ser muito resistente) ou “dar o meu jeito”. Eu já tinha pensado em colar um segundo pézinho mais curto, sobre o primeiro, para poder deixar o iPad em um ângulo mais raso e confortável. Tinha pensado em fazer isso aproveitando um pezinho de porta-retrato, mas ontem mudei a abordagem.

Quando comprei os componentes para consertar meu GameGear comprei também um ferro de solda novo, e ele veio com um pequeno suporte para evitar de apoiar o ferro diretamente sobre mesa. Eu já tenho um bom suporte para ferro de solda, e estava prestes a engavetar o suporte novo quando notei que ele era perfeito para ser adaptado ao iPad.


Suporte para ferro de solda colado ao pézinho do case

Foi simples, bastou colá-lo sobre o pézinho do case com um pedaço de fita dupla-face. Não é a solução mais bonita e elegante do mundo, mas funciona que é uma beleza. Com o pézinho original tenho uma boa posição para ver filmes, e com o suporte “levantado” eu tenho uma boa posição para digitar. Combo!


Com o suporte, posição confortável para digitar

Ressuscitando um GameGear

É engraçado como as coisas funcionam. Há tempos eu tinha em uma gaveta um GameGear que “não funcionava”. Quando ligado não havia aparentemente nada na tela e um apito irritante no alto-falante, sem falar no fato de que ele se desligava sozinho após alguns minutos. Lembro que quando ele começou a dar esse problema (há alguns anos) eu cheguei a procurar ajuda na internet, mas não encontrei nada. Desisti e engavetei o GameGear como caso perdido.

Semana passada, em uma viagem a Curitiba, caiu na minha mão mais um Master System. Mas ao contrário do modelo que já tenho, com 74 jogos na memória, esse é o “modelo original”, o primeiro comercializado pela TecToy no Brasil, bem antes dela começar a lançar uma versão nova do console a cada 2 meses. O console veio “pelado”, sem controles (esses eu tenho), cartuchos (idem) ou a fonte de alimentação. A fonte é o problema.

O Master System tem um conector de força “bisonho” na traseira, um DIN-5, e eu precisava saber a pinagem daquilo pra não correr chance de torrar o console (se é que ele ainda funciona, não faço idéia porque peguei ele “no estado”). Pesquisando na internet, me lembrei do povo do projeto SMS Power, que visa catalogar jogos e hardware dos consoles de 8-Bits da Sega (SG-1000, SC-3000, Master System e GameGear). Eles tem fóruns de discussão,  informações sobre desenvolvimento, mods de hardware e afins. Infelizmente, não achei a pinagem da fonte lá, mas achei outra coisa muito interessante.

Na seção principal do fórum havia uma thread “fixa” com o título “Game Gear turns itself off/screen is unreadable/sound is gone/screen flashes“. Opa, tem alguém descrevendo exatamente o meu GameGear! Lendo a thread descubro que o problema é causado por capacitores defeituosos na placa-mãe, que “vazam” com o passar do tempo, e que há um tutorial ensinando como substituí-los.

Meu GameGear tem uma placa-mãe modelo VA1. Peguei no tutorial a lista de capacitores correspondente (são 12 na placa mãe) e dei um pulo em Sta. Ifigênia, onde encontrei todos facilmente a cerca de 20 centavos cada. Fora os valores de capacitância, minha única preocupação foi encontrar os menores capacitores possíveis, por causa do espaço limitado dentro do gabinete. Mas no final das contas ele não é tão crítico assim, e consegui soldar todos eles sem muito malabarismo. Pode ser difícil encontrar capacitores com a voltagem exata mencionada na lista (ex: 6.3V), mas componentes de voltagem maior (10v, cheguei a ter de usar um pra 35v) servem.


Placa-mãe de um GameGear “VA1” com os capacitores marcados. Crédito: smspower.org

A foto acima mostra a posição dos capacitores. A troca se resume a “descolar” eles da placa-mãe usando uma pinça, dessoldar os terminais e soldar o componente novo no lugar. Quando vaza o eletrólito deixa um resíduo sobre os terminais, que pode dificultar a soldagem dos novos componentes (a solda parece “não pegar”). Limpar o resíduo com um cotonete embebido em álcool deve resolver o problema, e usar solda com fluxo ajuda ainda mais. Não custa lembrar que capacitores tem polaridade, marcada com os símbolos + e – no corpo dos componentes e na placa mãe. Tenha cuidado para não soldar nenhum componente “invertido”.

Depois de mais ou menos uma hora dobrando perninhas, arrancando capacitores velhos e queimando os dedos no ferro de solda, meu GameGear voltou à vida e está tão bom quanto novo. Foi um reparo rápido, barato e que vale a pena.

Casemod rápido num Dingoo

O Dingoo preto do meu enteado (Gabriel) morreu “afogado”, e resolvi aproveitar o que dava como peças sobressalentes. Olhei pros botões pretos, pro meu Dingoo branco, lembrei do meu DS “Stormtrooper” e não deu outra. Cinco minutos depois nascia isso aqui:

E nem é preciso sacrificar um Dingoo preto para fazer o mod. O Dealextreme tem carcaças pretas avulsas, por apenas 16 dólares e frete grátis.

Resgatando um Master System

Sábado passado, dia do meu aniversário, meu tio Orlando aparece em casa com o tipo de presente que eu mais gosto: um Master System 3 (modelo “Collection” com 74 jogos na memória) que encontrou jogado perto de alguns sacos de lixo, junto com dois controles. Adoro consoles antigos, e “recauchutar” um deles para trazê-lo de volta à ativa é ainda mais divertido.

Geralmente não é preciso muito esforço: batendo o olho na placa-mãe você logo nota a causa do problema. Fora a sujeira, o mais comum é um fio partido, fusível queimado ou componente comum como um capacitor estourado. Uma boa limpeza, um pingo de solda aqui, outro ali e o brinquedo volta a funcionar como tivesse saído da loja.

Foi  o que aconteceu com este Master System. Fora a imundície, tudo o que ele precisava era de um cabo de força novo. Improvisei um, liguei na tomada e pronto! Em segundos o menu de seleção de jogos estava na tela, e eu estava me deliciando com Columns, Sonic e Outrun. Ah, bons tempos em que eu passava as férias grudado no Master System do mesmo tio, tentado bater os recordes de OutRun publicados pelas revistas da época 🙂

Aproveitei a chance pra tirar umas fotos das entranhas do console. O “coração” é um “Master System on a Chip” identificado como “ATT600”. Fora ele há um chip de memória contendo os 74 jogos e um Altera que deve fazer a parte de “Megaram” e se encarregar de pegar o jogo selecionado na memória e colocá-lo na RAM do console como se fosse um cartucho qualquer. O transformador é interno e meu modelo felizmente ainda tem um slot de cartuchos (eliminado no modelo seguinte, com 131 jogos). O cabo A/V para ligação à TV é o mesmo do meu Megadrive 3 da TecToy (que também veio com jogos na memória). Seguem as fotos:

Aventuras com Super Mario Galaxy 2

Aproveitei uma recente viagem aos EUA para comprar Super Mario Galaxy 2 no dia do lançamento. Chego em casa ansioso para estrear o jogo, coloco o disco no Wii e… ele pede uma atualização de sistema.

Aqui está o meu problema: meu Wii tem um modchip e vários programas homebrew instalados, e atualizações de sistema não são nada amigáveis com eles. Na melhor das hipóteses elas fazem com que os programas deixem de funcionar ou os desinstalam. É o caso da atualização para a versão 4.2U do System Menu no disco do Super Mario Galaxy 2. Na pior das hipóteses, uma atualização pode “brickar” um console modificado, transformando-o em um peso de papel.

Não disposto a arriscar, parti para o plano B: instalar o jogo no HD externo conectado a meu Wii, e carregá-lo usando o USB Loader GX. Com isso elimino a partição de update (que não é copiada para o HD), fico só com o jogo e ele roda sem problemas, certo? Errado! O jogo até começava a carregar, mas travava em uma tela preta logo após a tela inicial com informações de segurança. E não havia ajuste ou configuração que fizesse o jogo funcionar. Tentei atualizar versões do cIOS, do USB Loader, do firmware do modchip e nada.

Desanimado, mandei a precaução às favas e aceitei a atualização no disco do Super Mario Galaxy 2. Como esperado, ela “fez a limpa” no console e removeu versões customizadas do sistema operacional (cIOS), BootMii, DVDX e tudo o mais. Mas o videogame ainda funcionava. E o melhor, o jogo rodou!. Fiquei feliz da vida e pensei: “Bom, agora o jogo tá rodando. Hora de reinstalar tudo o que ele removeu do console“.

Segui este guia para refazer as modificações no Wii. Com tudo de volta em seu devido lugar, fui jogar mais um pouco de Super Mario Galaxy 2 e… surpresa! O jogo pede de novo uma atualização de sistema, provavelmente porque notou que fui um menino mau e reinstalei tudo o que ele teve o trabalho de remover.

Portanto, fiquei preso em um dilema. Eu podia jogar Super Mario Galaxy 2, mas teria de abrir mão de todos os emuladores que tenho no console e da comodidade de carregar os jogos a partir de um HD externo com o USB Loader GX. Ou podia ficar com tudo isso e abrir mão de Super Mario Galaxy 2 e dos US$ 50 que paguei por ele. “Saco, tem que ter uma solução“, pensei.

E tinha: no desespero, instalei um programa chamado StartPatch, que modifica o comportamento do System Menu (a interface gráfica do Wii), permitindo que o usuário altere uma série de parâmetros que normalmente estão fora do seu alcance. Coisas como se livrar da tela de “Health Warning” sempre que o console é ligado ou… bloquear atualizações via DVD!

Instalei o StartPatch seguindo este guia, e habilitei a opção Block Disc Updates. Rebootei o console, coloquei o DVD com Super Mario Galaxy 2 no drive e… rodou! Sem me forçar a atualizar e mantendo todo meu software homebrew intacto. Ainda não consegui fazer o jogo rodar a partir de uma cópia em HD, mas roda a partir do DVD original, o que é bom o suficiente.

Portanto, se você tem um Wii modificado e tem problemas com discos que exigem atualização (e a maioria delas não é necessária para jogar), experimente o StartPatch. Só um aviso: existe um pequeno risco da instalação do programa “brickar” seu console, se ele ficar sem energia bem na hora em que as modificações no System Menu estão sendo aplicadas. Mas o processo é bem rápido (cerca de três segundos), e você teria de ser bastante azarado para ser vítima deste problema. Ainda assim, é bom avisar.

E lembro que não presto suporte ao StartPatch ou qualquer outro software para o Wii. Tudo o que você precisa saber sobre homebrew e como desbloquear o console está disponível nos guias e sites que linkei neste post. Play safe, have fun!

Cinco sistemas operacionais para seu netbook

Se eu tivesse que apontar qual a contribuição mais importante dos netbooks para o mundo da informática, diria que foi a diversificação do mercado de sistemas operacionais. Teoricamente eles são “PCs” como quaisquer outros, e rodam o mesmo software, mas características de hardware como o tamanho das telas, recursos de rede, tamanho das baterias, poder de processamento e espaço em disco disponível forçaram os desenvolvedores a fazer uma série de ajustes aos seus produtos.

O resultado foi uma explosão de sistemas operacionais para todos os gostos. A maioria dos netbooks vem com Windows de fábrica (XP ou 7, ultimamente), mas ele pode não ser a melhor opção para todos os usuários. Confira abaixo cinco sistemas operacionais “alternativos” que você pode usar para tirar o máximo de seu portátil. E o melhor, a maioria deles é gratuita!

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O media center evoluiu!

No meu post sobre o Media Center, reconheci que o hardware que utilizei estava aquém do ideal. Havia pouco espaço em disco (250 GB), o processador não era capaz de decodificar vídeos em HD e faltava um controle remoto.

E logo no primeiro comentário aparece o RicBit, nerd lendário e grão-fudeba, e sem querer dá uma de Miyamoto, virando a mesa com o comentário: “eu uso um Mac Mini como Media Center”. Sim, o Mac Mini é uma solução muito melhor. Pra começo de conversa é menor, consome menos energia e faz menos barulho que o Atom Dual que estava usando. Além disso, o processador Intel Core 2 Duo reproduz vídeos em HD na boa, e ele já vem com um controle remoto.

Pra completar, meu Mac Mini tem um HD de 500 GB à disposição, e os 250 GB do Atom estavam começando a ficar apertados. Então porque não usei o Mac Mini como Media Center? Simples, ele era meu desktop até ontem.

Era, daí a “virada de mesa”. Reconhecendo as vantagens, fiz uma troca geral na sala. O Mac Mini foi devidamente “faxinado”, seu HD de 500 GB esvaziado (era, pouco, usado para backups) e ele foi parar no rack. O software de Media Center é exatamente o mesmo do Atom, com as mesmíssimas configurações. Até o cliente BitTorrent rodando em segundo plano é o mesmo (Transmission).

Só mudei o sistema operacional: meu “Media Center 2.0” agora roda o Snow Leopard, em vez do Ubuntu. Um bônus: o XBMC para Mac já tem suporte nativo ao Apple Remote (o controle remoto que acompanha todos os Macs desktop) e com isso ficou mais cômodo interagir com a máquina. Valeu RicBit!

E o Atom Dual? Mudou de emprego (pela terceira vez em duas semanas) e veio pra minha mesa como meu desktop. Rodando Ubuntu, claro. Dá conta do recado sem problemas, passei o dia inteiro trabalhando nele e rodando os programas de costume (navegador, IM, e-mail, MP3 Player, editor de imagens) sem reclamações. Só não gosto muito do barulho da ventoinha da fonte, mas nisso se dá um jeito 🙂

Um “media center” feito em casa

Como todo bom nerd com anos de internet nas costas, tenho espalhados pela casa vários gigabytes em filmes, séries e músicas, distribuídos em HDs externos, desktops, notebooks, CDs e DVDs. Minha esposa não é diferente. E embora ter uma coleção enorme de mídia sempre à disposição seja algo interessante, a organização estava deixando a desejar.

Um problema comum era nunca saber exatamente onde estava o arquivo que queríamos assistir. Outro era a duplicidade de conteúdo. E pior ainda era a questão de onde assistir: nossa TV é capaz de reproduzir arquivos MP3, H.264 e DiVX via USB, mas há restrições quanto ao codec exato, resolução, etc. Vira e mexe passávamos pela experiência frustrante de plugar um HD externo nela, escolher o arquivo e ver a temida mensagem “Formato Inválido!”. Até um de nós voltar para o PC, tentar uma conversão e esperar ela terminar, a vontade de ver um filme passou.

O PC é uma plataforma muito mais flexível nesse quesito: players como o VLC, Media Player Classic e MPlayer tocam praticamente qualquer coisa que você quiser. O problema é que assistir a um filme ou seriado na tela de 15″ de um notebook ou sentado em frente ao desktop não tem graça, ainda mais quando há uma TV LCD de 32 polegadas dando sopa na sala.

Foi aí que olhei para o rack, notei a caixa do “Gambiarra I” e veio o estalo: opa, ele é um PC e está ligado à TV. E toca filmes. Hmmm… porque não transformá-lo em um Media Center? Munido de algumas xícaras de café, hardware que eu já tinha por aqui e algumas buscas no Google, foi o que fiz.

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