Motorola anuncia novo Moto G e duas versões do Moto X

Moto G 2015A Motorola anunciou nesta terça-feira, num evento realizado simultâneamente em São Paulo, Nova Iorque e Londres, três novos smartphones. O Moto G chega à terceira geração mais poderoso e com um visual mais elegante, sem perder o preço “intermediário”. Já o Moto X se dividiu em dois: um modelo mais poderoso e com mais opções de personalização, chamado Moto X Style, e outro um pouco mais simples, mas com uma bateria significativamente maior, o Moto X Play.

Junto com os aparelhos também entra em operação no Brasil o Moto Maker, serviço da Motorola que permite que o consumidor “monte” seu próprio aparelho, escolhendo opções de design e hardware a seu gosto.

Todos os aparelhos tem quatro coisas em comum: são 4G, Dual SIM, tem um slot para cartões micro SD e rodam a mais recente versão do sistema operacional Android, a 5.1.1, “limpinha” como é costume da Motorola nos últimos anos, o que agrada muita gente. As poucas customizações (como alguns apps da Motorola e a interface da câmera) são úteis e não incomodam de forma alguma.

Continue reading

Ressuscitando um GameGear

É engraçado como as coisas funcionam. Há tempos eu tinha em uma gaveta um GameGear que “não funcionava”. Quando ligado não havia aparentemente nada na tela e um apito irritante no alto-falante, sem falar no fato de que ele se desligava sozinho após alguns minutos. Lembro que quando ele começou a dar esse problema (há alguns anos) eu cheguei a procurar ajuda na internet, mas não encontrei nada. Desisti e engavetei o GameGear como caso perdido.

Semana passada, em uma viagem a Curitiba, caiu na minha mão mais um Master System. Mas ao contrário do modelo que já tenho, com 74 jogos na memória, esse é o “modelo original”, o primeiro comercializado pela TecToy no Brasil, bem antes dela começar a lançar uma versão nova do console a cada 2 meses. O console veio “pelado”, sem controles (esses eu tenho), cartuchos (idem) ou a fonte de alimentação. A fonte é o problema.

O Master System tem um conector de força “bisonho” na traseira, um DIN-5, e eu precisava saber a pinagem daquilo pra não correr chance de torrar o console (se é que ele ainda funciona, não faço idéia porque peguei ele “no estado”). Pesquisando na internet, me lembrei do povo do projeto SMS Power, que visa catalogar jogos e hardware dos consoles de 8-Bits da Sega (SG-1000, SC-3000, Master System e GameGear). Eles tem fóruns de discussão,  informações sobre desenvolvimento, mods de hardware e afins. Infelizmente, não achei a pinagem da fonte lá, mas achei outra coisa muito interessante.

Na seção principal do fórum havia uma thread “fixa” com o título “Game Gear turns itself off/screen is unreadable/sound is gone/screen flashes“. Opa, tem alguém descrevendo exatamente o meu GameGear! Lendo a thread descubro que o problema é causado por capacitores defeituosos na placa-mãe, que “vazam” com o passar do tempo, e que há um tutorial ensinando como substituí-los.

Meu GameGear tem uma placa-mãe modelo VA1. Peguei no tutorial a lista de capacitores correspondente (são 12 na placa mãe) e dei um pulo em Sta. Ifigênia, onde encontrei todos facilmente a cerca de 20 centavos cada. Fora os valores de capacitância, minha única preocupação foi encontrar os menores capacitores possíveis, por causa do espaço limitado dentro do gabinete. Mas no final das contas ele não é tão crítico assim, e consegui soldar todos eles sem muito malabarismo. Pode ser difícil encontrar capacitores com a voltagem exata mencionada na lista (ex: 6.3V), mas componentes de voltagem maior (10v, cheguei a ter de usar um pra 35v) servem.


Placa-mãe de um GameGear “VA1” com os capacitores marcados. Crédito: smspower.org

A foto acima mostra a posição dos capacitores. A troca se resume a “descolar” eles da placa-mãe usando uma pinça, dessoldar os terminais e soldar o componente novo no lugar. Quando vaza o eletrólito deixa um resíduo sobre os terminais, que pode dificultar a soldagem dos novos componentes (a solda parece “não pegar”). Limpar o resíduo com um cotonete embebido em álcool deve resolver o problema, e usar solda com fluxo ajuda ainda mais. Não custa lembrar que capacitores tem polaridade, marcada com os símbolos + e – no corpo dos componentes e na placa mãe. Tenha cuidado para não soldar nenhum componente “invertido”.

Depois de mais ou menos uma hora dobrando perninhas, arrancando capacitores velhos e queimando os dedos no ferro de solda, meu GameGear voltou à vida e está tão bom quanto novo. Foi um reparo rápido, barato e que vale a pena.

Máquina de Arcade: Gambiarra I

Segundo passo nos meus planos de dominação mundial, ops, construção de minha própria máquina de arcade: transplantar os componentes para um “gabinete” temporário para que eu possa deixá-la montada em um canto e facilitar os testes. Afinal de contas limpar a mesa da cozinha, pegar a placa, a fonte, o HD, ligar tudo, catar o monitor do Gabriel, etc e tal não é produtivo.

O plano: dar um pulo em uma loja de materiais para arte, comprar placas de MDF (um tipo de compensado, mais resistente) e montar um caixote para abrigar os componentes. Mas minha preguiça, combinada ao mau-tempo constante em São Paulo nos últimos meses, interferiu e resolvi não sair de casa.

Plano B: seguir o conselho do Leandro Pereira, que disse no Twitter: “monta dentro da caixa”. Faz sentido, a placa-mãe veio dentro de uma caixa de papelão razoavelmente resistente e do tamanho certinho. Não caberia a fonte, mas ela é bem protegida e pode ficar externa, nem o HD, mas para testes iniciais um pendrive de 16 GB dá e sobra. Então mãos à obra!

Continue reading

Máquina de Arcade: Está viva!!

As peças para o gabinete chegaram na segunda pela manhã, e corri para casa no final do expediente para poder brincar pelo menos um pouco com elas. Montei tudo, espalhado mesmo, sobre a mesa da cozinha aproveitando um teclado e mouse velhos que achei em um canto e o monitor LCD do micro do Gabriel. Para ver se funcionava, tasquei um pendrive com o Ubuntu 9.10. E não é que funcionou de primeira?

Gostei do desempenho do Atom 330 no geral: a máquina é silenciosa e “esperta”, responde rapidinho sem te deixar esperando. Infelizmente, os testes com o SDLMame desapontaram: o desempenho em um Atom dual-core não foi muito superior ao em um Atom single-core (no meu Dell Mini 9): Neo*Geo roda a 100% com frameskip zero, mas Out Run chega a só 60% da velocidade (e som sempre ruim).

Continue reading

Máquina de Arcade: Testando software

As coisas não saíram exatamente como o esperado, e as peças para a máquina de arcade não chegaram na sexta-feira. Com isso, os testes que eu tinha planejado para o fim de semana com o hardware “real” foram por água abaixo. Mas nem tudo foi perdido.

Aproveitei a manhã de sábado para visitar algumas lojas na vizinhança de casa em busca de chapas de MDF para um gabinete improvisado, mas não tive sorte. E a preguiça me impediu de me aventurar mais do que alguns quarteirões além de casa, portanto a ida à Leroy Merlin mais próxima ficou para depois.

Continue reading

Projeto de férias: máquina de arcade

Gabinete "Bartop"Se tudo sair como planejado (e isso é raro) entro em férias em pouco mais de duas semanas, pela primeira vez desde… caramba, desde 2001. É, eu sou louco mesmo, mas isso não vem ao caso (será?).

O que importa é que preciso de um projeto para me manter ocupado durante este período. Já tentei “projetos de verão” antes, mas a maioria foi por água abaixo por falta de tempo, e pela primeira vez este fator não vai estar contra mim. Então decidi tocar uma idéia que tenho na cabeça há MUITO tempo: montar minha própria máquina de arcade (ou, como chamavam na minha terra, “fliperama”). Não, não é essa da foto.

Continue reading