Resgatando um Master System

Sábado passado, dia do meu aniversário, meu tio Orlando aparece em casa com o tipo de presente que eu mais gosto: um Master System 3 (modelo “Collection” com 74 jogos na memória) que encontrou jogado perto de alguns sacos de lixo, junto com dois controles. Adoro consoles antigos, e “recauchutar” um deles para trazê-lo de volta à ativa é ainda mais divertido.

Geralmente não é preciso muito esforço: batendo o olho na placa-mãe você logo nota a causa do problema. Fora a sujeira, o mais comum é um fio partido, fusível queimado ou componente comum como um capacitor estourado. Uma boa limpeza, um pingo de solda aqui, outro ali e o brinquedo volta a funcionar como tivesse saído da loja.

Foi  o que aconteceu com este Master System. Fora a imundície, tudo o que ele precisava era de um cabo de força novo. Improvisei um, liguei na tomada e pronto! Em segundos o menu de seleção de jogos estava na tela, e eu estava me deliciando com Columns, Sonic e Outrun. Ah, bons tempos em que eu passava as férias grudado no Master System do mesmo tio, tentado bater os recordes de OutRun publicados pelas revistas da época 🙂

Aproveitei a chance pra tirar umas fotos das entranhas do console. O “coração” é um “Master System on a Chip” identificado como “ATT600”. Fora ele há um chip de memória contendo os 74 jogos e um Altera que deve fazer a parte de “Megaram” e se encarregar de pegar o jogo selecionado na memória e colocá-lo na RAM do console como se fosse um cartucho qualquer. O transformador é interno e meu modelo felizmente ainda tem um slot de cartuchos (eliminado no modelo seguinte, com 131 jogos). O cabo A/V para ligação à TV é o mesmo do meu Megadrive 3 da TecToy (que também veio com jogos na memória). Seguem as fotos:

I has a Dingoo!

Finalmente! Depois de um mês de espera o meu presente de aniversário, um Dingoo Digital A320, chegou em casa. Um review mais completo segue mais tarde, por enquanto deixo aqui algumas rápidas impressões iniciais:

Qualidade: Tomei um susto quando liguei o console. Linhas e barras avermelhadas dançavam sobre a imagem na tela, me fazendo suspeitar de um LCD com defeito. Mas logo percebi que na verdade era mau-contato, causado por um parafuso na traseira que não havia sido apertado o suficiente. Uma chave philips e 2 minutos depois tudo estava bem. No geral o Dingoo é leve, pequeno, sólido e com bons controles, mas não sou fã dos gatilhos (L e R).

Emuladores: Rodei jogos de CPS1, CPS2 e Gameboy Advance, e nesse quesito ele é perfeito. Não testei o emulador de SNES (que dizem ser fraco) e o de Megadrive tem uma infinidade de problemas gráficos que tornam jogos como Sonic impossíveis de jogar. Há uma versão atualizada num fórum que corrige os problemas. Ainda assim, no caso do console da Sega dá pra melhorar em compatibilidade e desempenho da emulação. Usar o Picodrive no Linux (Dingux) é uma alternativa.

Software: Tenha em mãos uma máquina com o Windows XP (XP, nada de Vista, 7, OS X ou Linux) se quiser usar ferramentas oficiais como o “unbricker” (para formatar o console e restaurar o firmware) ou atualizador de firmware. Meu Dingoo tinha a Flash interna não particionada e ela não montava como um pendrive de jeito nenhum, não importava o OS do micro. Formatei no Linux, mas aí o console não enxergava os arquivos lá dentro. A solução foi rodar o unbricker para restaurar o console. A partir daí, tudo bem.

Até o review sair, fiquem com uma foto do Dingoo fazendo o que sabe fazer melhor, emular outros consoles. Se tiverem perguntas sobre o aparelho, podem deixá-las nos comentários.

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