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Informática e tecnologia, por Rafael Rigues
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Enquanto isso, na coletiva da Sony…

Rafael Rigues | July 10, 2008

\Um coelho gigante cheio de segundas intenções se prepara para atacar um jornalista incauto. Deviam ter colocado um aviso na porta: “Cuidado! Bunnyzilla à solta!”.

O anúncio foi da nova linha de TVs Bravia (e os coelhos são por causa da propaganda). São sete séries (S, V, W, Z, FA, NE, M), 21 modelos fabricados no Brasil. O carro-chefe é a linha Z,  com telas Full HD com “Motion Flow 120 Hz” (que resulta em movimentos mais suaves em cenas de ação), Bravia Engine 2 (imagens com menos ruído, melhor contraste, cores mais vivas), Theatre Sync (conexão HDMI a outros aparelhos da Sony), DLNA (compartilhamento de conteúdo com o PC via Wi-Fi) e afins. Curiosamente, nenhum modelo com decoder de TV Digital embutido (embora ainda sejam compatíveis com o decoder Bravia e os modelos “genéricos” no mercado).

A única coisa que não mencionaram foram os preços. Será que é pra não assustar?

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Curiosidade da Computex

Rafael Rigues | June 4, 2008

Acompanhando a cobertura internacional da Computex 2008 (lá em Taiwan) e o material que me foi enviado de lá pelo Paulo Couto, do Fórum PCs e parceiro do iG Tecnologia, descobri uma coisa curiosa: o motivo por trás do nome “Wind” no subnotebook da MSI.

A princípio pensei que fosse uma referência óbvia ao vento, afinal a máquina é leve e ágil. Mas não, é uma sigla. Wind significa Wi-Fi Network Device. Duvidam? É só olhar com atenção a primeira foto desta nota, mais precisamente a faixa azul na placa em frente ao pedestal. Vivendo e aprendendo.

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Exposição Star Wars

Rafael Rigues | March 18, 2008

Passeio (um dos muitos) do fim de semana: uma visita à “Exposição Star Wars” no Ibirapuera, aqui em SP, com namorada e amigos. A entrada é salgada (R$ 30 adultos, R$ 15 crianças) mas vale a pena, especialmente para os fãs da saga. Entretanto já aviso que os fãs hardcore, aqueles que sabem até o nome de solteiro da mãe de cada envolvido na produção, vão se decepcionar, já que pra eles não há “novidade” suficiente.

Pontos altos: as roupas de Boba Fett, Chewbacca, Han Solo, Leia (do Episódio V) e Anakin (Episódios I, II e III), além de uma incrível maquete de um Imperial Star Destroyer e modelos em tamanho real de naves usadas nos Episódios VI (uma Speeder Bike), II (um Airspeeder) e III (o caça de Anakin na batalha de Coruscant).

Omissões imperdoáveis: nada, a não ser um storyboard, da Estrela da Morte, nem do Imperador Palpatine/Darth Sidious (fora o sabre de luz). Parece que ambos os “personagens” sequer fazem parte da história.

Coloquei uma galeria com 60 imagens no Flickr. Clique na amostra abaixo para visitar.

Exposição Star Wars Brasil

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Campus Party

Rafael Rigues | February 18, 2008

Passei a última semana cobrindo a Campus Party a serviço do iG Tecnologia, o que explica meu sumiço. A cobertura foi feita “in loco” e publicada no próprio canal e no Blog de Tecnologia do iG. Apesar de alguns soluços na organização, principalmente no credenciamento (ninguém da imprensa estava usando sua própria credencial) e alimentação (poucas opções para quem não estava acampando, lojas fechadas na primeira madrugada), dá pra dizer que o evento foi um sucesso. A edição de 2009 já está prometida (lá no blog oficial) e posso dizer que, no que depender apenas de mim, estarei lá. Quem sabe como campusero?

O “efeito colateral” da cobertura são mais de 300 fotos e umas duas dúzias de videos que não aproveitei no iG por motivos variados. Parte deste material já está no ar: coloquei um álbum com 80 fotos do evento, em alta resolução (7 MP), lá no Flickr. Elas também são parte do “pool” de fotos da Campus Party, e seguem a mesma licença Creative Commons do resto grupo: Attribution 2.0. Se quiser reaproveitá-las, esteja à vontade. Só não esqueça de me dar o crédito.

Mosaico Campus Party

Os vídeos vão para o YouTube aos poucos: preciso antes separar o material e quero brincar um pouco de iMovie para editar os clipes e dar a eles uma estrutura mais coerente. Muito do que gravei são “instantâneos” de cenas e momentos durante o evento, coisas do tipo “olhem essa fila enorme”, “ei, que carrinho-robô legal” e por aí vai. Soltos eles não tem muita graça. À medida que tudo for sendo processado, vai entrar lá no meu canal. Fiquem de olho.

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O Classmate PC entra em ação

Rafael Rigues | August 3, 2007

Alunos com o Classmate PCA escola da Fundação Bradesco em Campinas iniciou ontem (02/08) o uso do Classmate PC, o laptop educacional da Intel, em suas salas de aula. É a segunda etapa de um programa que começou no final do ano passado, quando 130 alunos e 5 professores da escola usaram 46 máquinas durante três meses para avaliar o conceito e aprimorar a ferramenta. Após um ano em prática em Campinas o projeto vai ser estendido, em uma terceira etapa, a todas as 40 escolas da Fundação, que já conta com 600 máquinas: 300 próprias, 200 doadas pela Intel e 100 pela Positivo, que monta o Classmate PC no Brasil.

As salas de aula foram equipadas com a tecnologia necessária para suportar os notebooks: dois roteadores wireless (802.11g, 54 Mb/s) e sistema de som. Algumas classes também tem uma lousa inteligente ligada a um projetor, que o professor pode usar para mostrar imagens, vídeos ou páginas da Internet para os alunos, além de transmitir automaticamente as anotações da lousa para os Classmate PCs. Os 33 professores da escola foram formados no programa Intel Educar e participaram de oficinas de capacitação nas soluções que compõem o pacote de software que acompanha as máquinas. Cada um tem seu próprio notebook (um modelo comum), equipado com software que permite monitorar, controlar e dirigir as atividades dos alunos.

A autonomia de bateria de cada Classmate é de cerca de 4 horas, e as baterias são recarregadas em armários “especiais” durante o recreio ou ao fim das aulas. Na escola de Campinas as máquinas estão sendo usadas em turnos alternados (manhã e tarde), portanto as crianças não as levam para casa. Elas foram projetadas para sobreviver a bastante abuso, mas após o piloto no ano passado os responsáveis pelo projeto notaram algo interessante: as crianças cuidam muito bem dos notebooks, como se fossem seus. As menores chegam até a se afeiçoar pelas máquinas, e com todo cuidado as colocam “para dormir” no armário no fim de cada dia.

As máquinas estão sendo usadas como um complemento, e não um substituto, das atividades tradicionais. Durante minha visita, por exemplo, os alunos estavam participando de uma tarefa de literatura dividida em duas partes: a primeira consistia na leitura e interpretação de um poema de autoria de Pedro Bandeira. A segunda, usando o Classmate, consistia na pesquisa de informações sobre o poeta na internet (usando sites de busca e fontes sugeridas pelos professores) e na criação de um “poema multimídia”, usando como ferramenta o Powerpoint[1]

Pelo que vi durante a tarde desta quinta, a aceitação do Classmate PC entre as crianças é muito boa. Não é surpresa que algumas digam que preferem estudar no notebook ao método tradicional com quadro e livro. Muitas não tem computador em casa, e a máquina da Intel é seu primeiro contato com o mundo da informática e a Internet. E elas aprendem muito rápido: a turma mais experiente usava com desenvoltura navegador (Firefox), editor de textos (Word) e ferramenta de apresentações (Powerpoint). E quem ainda não “pegou o jeito” da coisa não fica para trás: as crianças são rápidas em ajudar o coleguinha do lado a resolver um problema.

Criança usando o Classmate PC

Independente do sistema operacional que roda nas máquinas, ou mesmo da plataforma utilizada (Classmate ou XO), a idéia de levar a informática para dentro da sala de aula é extremamente poderosa. Os computadores não substituem o professor, mas são uma ferramenta para que ele, devidamente capacitado, possa apresentar melhor o conteúdo e incentivar os alunos a participar do processo de aprendizado, em vez de serem meros “robozinhos” que decoram e regurgitam o que é mostrado no quadro. E quando as crianças participam, elas aprendem mais e tomam gosto pelo aprendizado. E isso faz toda a diferença.

Há mais fotos das máquinas, estudantes e do Intel Editor’s Day como um todo no Flickr. Mais imagens, títulos e comentários seguirão ao longo do dia :P

[1] Os defensores do Software Livre não precisam se preocupar, também existe uma versão do Classmate PC com software Livre (Linux), baseado em uma distribuição da Metasys. Fica a cargo da escola escolher a solução mais adequada para suas necessidades. A Fundação Bradesco escolheu equipar suas máquinas com o Windows XP Pro e softwares da Microsoft.

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Conceitos que gostaria de ver no mercado

Rafael Rigues | June 19, 2007

A Intel inaugurou hoje sua segunda Semana da Mobilidade fazendo o anúncio oficial da nova plataforma Centrino Duo (também conhecida pelo codinome “Santa Rosa”) no Brasil. Nada muito diferente do que já havia sido anunciado, exceto pela presença de muitos fabricantes nacionais mostrando produtos com esta plataforma: Itautec, CCE, Positivo, STI (Semp -Toshiba Informática), Megaware, Sony… eram vários os modelos, todos bastante interessantes.

Mas o que eu achei mais interessante não foi um produto, mas um conceito. Um laptop (que já existe faz um tempinho, avisa o amigo Mario Nagano) com uma tela “basculante”. Explico: a tela pode ser puxada e trazida para a frente, sobre o teclado, fazendo com que a máquina ocupe menos espaço. Isso lhe valeu o apelido de “o laptop da classe econômica”. E pelo pouco que brinquei com ele concordo, seria ideal para longas e apertadas viagens de avião. Vejam a foto e video (desculpem o vídeo escuro, mas foi o melhor que consegui):

Estranho à primeira vista, mas muito prático

WPvideo 1.10
Laptop "basculante"
Download!

Interessante também o “brinquedinho” na saída do local do evento. Um Hummer Militar, com blindagem nível 5, todo “pintado” com logos e slogans da Intel. As fotos dão uma idéia, mas acreditem quando eu digo: aquilo é grande, muito grande!

Um Hummer Militar. Schwarzenegger tem um, e a Intel também.

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As novidades da Apple na WWDC

Rafael Rigues | June 11, 2007

Começou a tradicional palestra de Steve Jobs na WWDC, a conferência mundial de desenvolvedores Apple. Durante duas horas ele fará sua tradicional apresentação comentando o estado atual da plataforma Mac e anunciando novos produtos e tecnologias que chegarão ao mercado em breve. Como de costume, estou acompanhando o evento, através de um dos muitos sites que provêm transcrições ao vivo, e postarei aqui as novidades.

Jogos

Com os processadores Intel, fica mais fácil para os desenvolvedores portarem jogos de PC para o Mac, e o início da palestra foi exatamente sobre isso. O chefe de criação da Electronic Arts, Bing Gordon, compareceu ao palco para demonstrar alguns jogos da EA que chegam ao Mac em Julho: Need for Speed Carbon, Command & Conquer 3, Battlefield 2142 e Harry Potter e a Ordem da Fênix. John Carmack, cérebro por trás dos sucessos da id Software, também apareceu para demonstrar uma nova tecnologia de texturização para criação de mundos virtuais ainda mais detalhados e deixou todos com água na boca. “Mostraremos mais na E3″, disse Carmack.

Leopard

21 meses após o Mac OS X 10.4 “Tiger”, a versão 10.5 “Leopard” será lançada trazendo mais de 300 novos recursos. A Dock tem um novo visual, mais “3D”, e os menus são translúcidos. Um recurso chamado Stacks (Pilhas) permite organizar facilmente grupos de documentos relacionados. Ao passar o mouse sobre uma Stack ela se abre, para que você possa escolher um de seus itens. O documento mais recente está sempre “à frente” da pilha, e uma pilha padrão estará sempre presente no desktop: Downloads. É de se presumir que este recurso faz uso pesado de metadados para identificar e agrupar itens relacionados.

E Habemus Finder! O bom e velho companheiro que gerencia nossos arquivos e desktops desde 1984 está aprendendo novos truques. O primeiro deles é o CoverFlow, que funciona como no iTunes. Parece ser muito útil para navegar entre pastas com muitas imagens, por exemplo. A Sidebar tem um campo de busca embutido, com “buscas inteligentes” pré-definidas, que podem ser personalizadas ou redefinidas pelo usuário. Com um clique, por exemplo, você pode ver só os documentos criados hoje. Ela também serve como ponto de partida para encontrar itens compartilhados na rede, nada mais de ficar caçando aquela pasta pública no “Connect to Server”.

Quick Look: conforme rumores, é uma nova forma de ver um preview em tempo real de seus documentos, sem ter que abrir o aplicativo que os criou. Funciona com os principais tipos de arquivo, e desenvolvedores poderão criar plugins para adicionar suporte a formatos futuros. Os previews podem ser em uma janela pop-up ou em tela cheia, e é possível até tocar vídeos.

64 Bits: Segundo Steve Jobs, o Leopard é o primeiro sistema operacional popular a ser 64 Bits “de cima a baixo”, em uma demonstração, Jobs abriu uma imagem de 4 GB em um aplicativo com duas versões: 32 e 64 Bits. A versão de 64 Bits completou a operação em 28 segundos, a de 32 Bits, que não conseguia manter todo o arquivo na memória de uma vez só, levou 81 segundos.

Core Animation: A nova API permite animações e interatividiade em um nível jamais visto. Demonstração do comercial da Apple TV (com a “onda” composta por milhares de filmes passando) rodando ao vivo e de forma interativa.

Boot Camp: Tenha o melhor dos dois mundos. Este recurso (já em Beta para usuários de Macs Intel) permite rodar o Windows XP ou Vista em seu Mac com velocidade nativa. Mas nada de integração com o Mac OS, como no Parallels. Pelo visto ainda é preciso reiniciar o micro para trocar de sistema operacional.

Dashboard: As widgets são um sucesso, desde o lançamento do Leopard mais de 3 mil delas foram criadas pelos usuários e pequenos desenvolvedores. Jobs demonstrou algumas novas widgets, como uma que permite a consulta de horários e compra de ingressos de cinema nos EUA, e a WebClip, que permite “recortar” um pedaço de qualquer página Web e transformá-la num Widget instantâneamente. Não foi confirmado, mas provavelmente o Leopard virá com a versão final do Dashcode, software da Apple para facilitar a criação de widgets.

iChat: O cliente de mensagens instantâneas da Apple terá um novo codec para videoconferência com baixa latência (chamado AAC-Low Delay), e ganha um recurso popular em praticamente todos os outros programas do gênero: a habilidade de organizar várias conversas em uma única janela com abas. Outro recurso interessante é o iChat Theater, que permite mostrar a seu interlocutor imagens e documentos armazenados em seu Mac. Não se trata de transferência de arquivos, é mais como segurar um papel em frente à câmera. É possível mostrar qualquer tipo de arquivo suportado pelo Quick Look, como imagens, arquivos PDF, planilhas do Excel e até filmes. Já os Photobooth Effects são um conjunto de efeitos especiais aplicados à imagem, como “visão térmica”, distorções e outros. É posswível até mesmo mudar o fundo da sua imagem usando os “Backdrops”. Com um clique é possível sair de seu quarto e aparecer em frente à Times Square em Nova Iorque, ou no fundo do oceano entre um cardume de peixes.

Time Machine: O sistema de backup automático de dados do Leopard também ganhou tempo no palco. Sem muitas novidades aqui: a configuração é simples (bastam alguns cliques) e seus dados são constantemente salvos, seja em um disco rígido externo conectado ao seu Mac, ou um volume compartilhado em rede. Quando for necessário recuperar um arquivo, basta usar o Spotlight para fazer uma busca e “voltar no tempo” até encontrar o que procura. Quem tem muitos Macs em rede vai gostar de saber que é possível usar um único disco rígido externo conectado a uma base Airport Extreme para fazer o backup de vários Macs.

Preço e Data de Lançamento: Em Outubro, a US$ 129,00. Jobs faz piada com as múltiplas versões do Windows Vista: “Leopard Basic vai custar US$ 129. O Premium, US$ 129. Bussiness… US$ 129, Enterprise US$ 129 e Ultimate, US$129. É tudo a mesma coisa, mas a maioria das pessoas vai comprar o Ultimate”.

One Last Thing… Safari para Windows!: O navegador padrão do Mac OS X está ganhando uma versão para Windows. Segundo Steve Jobs, há 18 milhões de usuários do Safari, e está na hora de aumentar o market share. O CEO da Apple mostrou os resultados de testes de desempenho, que mostram que o Safari é mais de 2 vezes mais rápido que o Internet Explorer no processamento de páginas em HTML e JavaScript, e mais rápido que o Mozilla Firefox. Um beta público estará disponível para download, a partir de hoje, em www.apple.com/safari.

iPhone

O revolucionário telefone da Apple tem data e hora de lançamento: 29 de Junho de 2007, às 6 da tarde (Horário do Pacífico, EUA). A Apple encontrou um meio termo entre o desejo de manter o iPhone “fechado” e o clamor de quem quer desenvolver aplicativos para o aparelho: quem quiser, poderá desenvolver para o iPhone usando AJAX, no melhor estilo Web 2.0. Se seu site/web-app funciona no Safari, vai funcionar no iPhone (isso explica o Safari para Windows). Com isso você ganha uma forma de distribuição imediata de seu software, atualizações automáticas e todos os outros benefícios do mundo online. Os programs podem ter o “look & feel” do iPhone, e acessar e-mails, usar o Google Maps, fazer chamadas e muito mais.

E assim terminou mais uma palestra de Steve Jobs na WWDC. Como de costume, alguns rumores (como novas versões do iLife e iWork, novos iMacs, iPhone@Home) não se concretizaram, e a Apple focou mais no OS X e iPhone. Ainda assim, foi suficiente para deixar muita gente com água na boca. O site da Apple deve ser atualizado com as novidades em breve, fiquem de olho!

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Google Street View

Rafael Rigues | June 1, 2007

OK, eu comi bola nessa. Deixei de comentar sobre o recurso mais interessante que o Google mostrou ontem, o Street View. Talvez porque ele tenha sido mostrado só rapidamente durante a palestra do Maps, e quando cheguei em casa para fuçar o site não encontrei referência a ele na interface. Mas ele está lá, é só saber onde procurar, nesse caso em San Francisco, Nova Iorque, Las Vegas, Washington e Denver.

A idéia é MUITO interessante. Em qualquer uma destas cidades, aproxime o zoom o suficiente para ver o mapa das ruas. Você notará que algumas delas tem uma borda azul. Clique no botão Street View no canto superior direito do mapa e o ícone de um bonequinho amarelo aparecerá no mapa. Arraste o bonequinho pra qualquer uma das ruas em azul e pronto! Você pode ver uma foto da rua, como se estivesse lá.

Na verdade, você não vê só uma foto da rua. O que o site mostra é um panorama VR em 360 graus, e há opção de vários níveis de zoom, o suficiente para ler placas nas calçadas. A qualidade das imagens varia um pouco, mas no geral é muito boa (as melhores estão em San Francisco). Elas são capturadas por uma van do próprio Google carregada com equipamento especializado.

Em breve este recurso também estará disponível em outras cidades, mas não dá pra especular quando poderemos passear por uma São Paulo virtual sem sair da cadeira. Estimo que o Google vá focar em primeiro fotografar as principais cidades dos EUA, depois as grandes capitais mundiais, e só depois o resto do mundo.

O engraçado é que já tem gente reclamando do serviço. Por exemplo, uma matéria na seção de tecnologia do New York Times informa que uma moradora de um prédio em Oakland, na Califórnia, está pedindo ao Google que retire do serviço uma foto da fachada de seu prédio. Motivo? Dá pra ver o gato dela na foto, o que ela considera como “invasão de privacidade”. “O próximo passo é fotografar os livros na minha estante”, diz Mary Kalin-Casey, dona do gato.

Na verdade o Google não está fazendo nada de errado. As fotos foram tiradas em via pública, e mostram apenas o que qualquer pedestre ou motorista passando pelo local naquele momento veria. Não quer ser fotografada? Feche as janelas. Pessoas eternamente insatisfeitas e paranóicas estão em todo canto.

E enquanto alguns reclamam, outros se divertem. Uma página na Wired convida as pessoas a postarem links para as imagens mais interessantes (ou curiosas) encontradas no Google Maps e votarem em suas favoritas. Tem de tudo, de moças desinibidas tomando sol de biquini em um gramado ao que parece um “laser” queimando o chão e deixando um rastro de fumaça. Quem será o primeiro a encontrar o Elvis? :P

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Google Developer Day 2007

Rafael Rigues | May 31, 2007

O Google realizou hoje em 10 cidades em todo o mundo, incluindo São Paulo, o Google Developer Day, evento para aos desenvolvedores web visando mostrar como integrar os serviços do Google, alcançar novos usuários e construir uma “nova geração” de aplicativos Web usando as várias ferramentas e APIs fornecidas pela empresa.

São Paulo foi a única cidade da América Latina a receber o evento, com público local estimado em cerca de 400 pessoas que se reuniram no prédio da Câmara Americana do Comércio (AMCHAM) para um dia cheio de palestras sobre AJAX, AdWords, Google Maps, Google Earth, Google Web Toolkit, Gadgets e muito mais.

Uma das novidades do dia foi o anúncio do Google Mashup Editor, uma ferramenta para facilitar a criação de “mashups”, ou seja, uma “mistureba” de dados e recursos dos vários serviços oferecidos pelo Google em um novo serviço. Totalmente online, a ferramenta (ainda em beta, surpresa!) oferece realce da sintaxe de seu código, auto-completar de tags, acesso rápido à documentação das APIs usadas em seu projeto, validação de código e notificação de erros, um utilitário para upload e gerenciamento de arquivos e um ambiente para testes.

Outro produto anunciado foram os Google Mapplets: mini-aplicativos (como os já populares Google Gadgets) integrados ao Google Maps. Assim como nos Gadgets, os mapplets são “mini-páginas web” que podem conter código HTML, JavaScript, Flash e interagir com um mapa, sobrepondo dados ou reagindo a ações do usuário. As possibilidades de uso são muitas, desde a criação de uma simples ferramenta de medição da distância entre dois pontos a sistemas de busca por imóveis disponíveis para locação. No momento, os Mapplets só estão disponíveis em um preview para desenvolvedores de uma nova versão do Google Maps, em maps.google.com/preview.

A palestra sobre o Google Maps foi bastante concorrida Não há como fugir das câmeras.

Mais informações sobre estas e outras ferramentas estão disponíveis no site para desenvolvedores do Google, em code.google.com. E como não poderia deixar de ser em uma empresa calcada na Internet, o Google Developer Day foi amplamente documentado na web. Fotos, vídeos e transcrições das palestras em todas as cidades podem ser encontradas no blog oficial do evento.

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Mantendo seu nerd feliz

Rafael Rigues | March 20, 2007

Uma amiga postou recentemente em seu blog um artigo chamado “coisas que nerds precisam para amar seu emprego“. É basicamente um guia sobre como manter seus nerds felizes e produtivos. Não pude deixar de pensar neste texto no primeiro dia do Novell Brainshare 2007, ao ver algumas das amenidades que a Novell providenciou para o conforto dos milhares de participantes.

Espalhadas por todo o evento estão barraquinhas como esta, com frutas (basicamente maçãs e bananas) frescas à vontade e gratuitas. Outros stands similares oferecem café (que no geral em Utah costuma ser intragável, mas no Brainshare é “bebível”), uma variedade de chás, refrigerantes, sucos e salgadinhos à vontade. Um gigantesco refeitório serve milhares de refeições no café da manhã e almoço diariamente. E, se o visitante quiser dar um tempo entre as palestras técnicas, ainda há as opções de entretenimento.

Em um canto do pavilhão há três mesas de sinuca, uma pequena LAN House (com várias pessoas disputando animadas partidas de jogos de tiro e World of Warcraft), um mini-cinema com filmes como Cassino Royale e Piratas do Caribe 2 e cadeiras de massagem, para aliviar o stress. Além disso, uma lojinha vende todo o tipo de bugigangas que os nerds adoram, de camisetas e xícaras de café gigantes a chaveirinhos detectores de Wi-Fi, tudo devidamente adornado com o logo da Novell. Para completar, a empresa providenciou um show com a banda Goo Goo Dolls na quarta-feira, para animar os participantes. A conexão à internet é garantida e gratuita, com uma rede wi-fi de alta velocidade que cobre todo o pavilhão.

A Renata estava certa. Os nerds daqui me parecem bastante contentes.

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