Bossa Conference 09

Estou em Recife, mais especificamente na praia de Muro Alto, para cobrir a Bossa Conference 09, evento sobre desenvolvimento de software e tecnologia para plataformas móveis e embarcadas promovido pelo Instituto Nokia de Tecnologia, INdT. O evento mal começou, mas a “cobertura multimídia” já está rolando. Vejam fotos no Flickr, e vídeos no YouTube ou no Vimeo. Mais novidades aqui, à medida que as coisas forem acontecendo. Até mais!

Novos Mobo!

Lembram-se de que eu cogitei, na semana passada, que veríamos um novo Mobo no evento da Positivo hoje? Pois é, eu errei… pra menos. A empresa anunciou não um, mas seis modelos de ultraportáteis, em uma linha dividida.

Dois modelos tem tela de 8.9 polegadas, mesmo design da geração anterior e processador Via C-7M de 1.2 GHz (nada de Nano por aqui, infelizmente). Os outros quatro modelos, muito mais interessantes, tem telas de 10 polegadas com resolução de 1024 x 600 pixels, 1 GB de RAM e 120 ou 160 GB de espaço no disco rígido, com processador Intel Atom N270 de 1.6 GHz. São branquinhos, e se o design parece familiar é porque você já viu antes: eles são a versão nacional do MSI Wind (informação diretamente da boca de um executivo da Positivo).

A boa notícia: desta vez há uma com versão Linux. A má: como sempre, o pinguim ficou com palito mais curto: o Mobo White 1000 tem o mesmo monitor e processador dos outros modelos, mas apenas 512 MB de RAM e HD de 80 GB. É claramente um modelo “entry level”, que deve ser mais barato (o preço ainda não foi divulgado). Entretanto, como o hardware base é o mesmo, nada impede o usuário de comprar um modelo mais caro (como o top Mobo White 1070, que tem 1 GB de RAM e HD de 160 GB por R$ 1.599) e colocar nele sua distribuição Linux favorita.

As máquinas devem chegar às lojas na segunda quinzena de outubro. Mais informações, incluindo preços, em breve. Por enquanto fiquem com a foto abaixo, e uma pequena galeria no Flickr.

UPDATE (22/09/2008): a Positivo informática me informou os preços de dois modelos dos novos Mobo. O Mobo M970 (tela de 9″, processador Via C-7M de 1.2 GHz, HD de 60 GB, 512 MB de RAM) sai por R$ 1.199 (Um belo “upgrade” por R$ 200 a mais que o Mobo original). Já o novo Mobo White 1070 (tela de 10″, processador Intel Atom N270 de 1.6 GHz, HD de 160 GB e 1 GB de RAM) sai por R$ 1.599. Ambos saem de fábrica com o Windows XP Home Edition.

Fotos do Intel Editor’s Day

Montei no Flickr uma galeria com algumas das fotos que tirei até agora aqui no Editor’s Day. Ela ainda está meio crua, tenho que colocar as fotos em uma sequência mais lógica, mas todas já tem títulos e descrições. As imagens tem resolução de 640×480, para facilitar o upload e agilizar o processamento no meu pequeno EeePC, quando chegar em casa troco por cópias em resolução melhor (e recorto, edito, etc…).

Ao longo do evento, vou adicionar mais imagens ao set, fiquem de olho.

Intelbras tem netbook

Assim como os colegas do Zumo e muitos outros membros da imprensa especializada em tecnologia, estou participando (pelo terceiro ano consecutivo) do Intel Editor’s Day 2008. E o dia mal começou e coisas interessantes já estão começando a aparecer.

A Intelbras, conhecida fabricante de equipamentos de telefonia, tem um netbook. A máquina estava circulando entre as mesas dos jornalistas na primeira manhã do evento, e em uma análise rápida segue o mesmo “formato” do EeePC ou Mobo, equipada com processador Intel Atom de 1.6 GHz e 512 MB de RAM, além de saída para monitor externo (VGA), três portas USB e uma webcam. Não tive tempo de anotar tamanho da tela ou capacidade do disco, mas vou correr atrás.

O sistema operacional era a distribuição Linux “Fenix”, em português e com carinha de Windows Vista, até com um Menu Iniciar “esperto” como no atual sistema da Microsoft. A única identificação no gabinete era uma etiqueta com o código LC89 na parte de baixo, acompanhada de caracteres em chinês. Como não encontrei um selo da Anatel, provavelmente se trata de um protótipo. Mais informações em breve, por enquanto fiquem com uma foto depois do clique

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Um novo Mobo?

A Positivo Informática convidou a imprensa especializada em tecnologia para uma coletiva no próximo dia 18 de Setembro em SP. Até aí nada de mais, coletivas acontecem aos montes, tem semanas em que tem uma a cada dia. O detalhe interessante é o seguinte trecho do texto:

Lançamentos de notebooks e ultraportáteis que chegarão nos próximos dias ao varejo também serão mostrados em primeira-mão.

Fiz questão de frisar a palavra “ultraportátil” na frase acima. Qual o ultraportátil da Positivo? O Mobo, que apesar de ser uma boa máquina, começará logo a mostrar sinais de cansaço perante uma nova leva de concorrentes mais poderosos (novos EeePC, MSI Wind, HP Mini-Note, etc).

O Mobo é baseado numa plataforma da VIA, que recentemente anunciou o projeto OpenBook: um subnotebook com especificações “abertas” e bastante interessantes, incluindo aí a possibilidade de uso dos novos processadores Via Nano. Posso estar enganado, mas tudo aponta para um “Mobo 2.0”. Se eu estiver certo, lembre-se: você viu primeiro no BADCOFFEE 😛

Enquanto isso, na coletiva da Sony…

\Um coelho gigante cheio de segundas intenções se prepara para atacar um jornalista incauto. Deviam ter colocado um aviso na porta: “Cuidado! Bunnyzilla à solta!”.

O anúncio foi da nova linha de TVs Bravia (e os coelhos são por causa da propaganda). São sete séries (S, V, W, Z, FA, NE, M), 21 modelos fabricados no Brasil. O carro-chefe é a linha Z,  com telas Full HD com “Motion Flow 120 Hz” (que resulta em movimentos mais suaves em cenas de ação), Bravia Engine 2 (imagens com menos ruído, melhor contraste, cores mais vivas), Theatre Sync (conexão HDMI a outros aparelhos da Sony), DLNA (compartilhamento de conteúdo com o PC via Wi-Fi) e afins. Curiosamente, nenhum modelo com decoder de TV Digital embutido (embora ainda sejam compatíveis com o decoder Bravia e os modelos “genéricos” no mercado).

A única coisa que não mencionaram foram os preços. Será que é pra não assustar?

Curiosidade da Computex

Acompanhando a cobertura internacional da Computex 2008 (lá em Taiwan) e o material que me foi enviado de lá pelo Paulo Couto, do Fórum PCs e parceiro do iG Tecnologia, descobri uma coisa curiosa: o motivo por trás do nome “Wind” no subnotebook da MSI.

A princípio pensei que fosse uma referência óbvia ao vento, afinal a máquina é leve e ágil. Mas não, é uma sigla. Wind significa Wi-Fi Network Device. Duvidam? É só olhar com atenção a primeira foto desta nota, mais precisamente a faixa azul na placa em frente ao pedestal. Vivendo e aprendendo.

Exposição Star Wars

Passeio (um dos muitos) do fim de semana: uma visita à “Exposição Star Wars” no Ibirapuera, aqui em SP, com namorada e amigos. A entrada é salgada (R$ 30 adultos, R$ 15 crianças) mas vale a pena, especialmente para os fãs da saga. Entretanto já aviso que os fãs hardcore, aqueles que sabem até o nome de solteiro da mãe de cada envolvido na produção, vão se decepcionar, já que pra eles não há “novidade” suficiente.

Pontos altos: as roupas de Boba Fett, Chewbacca, Han Solo, Leia (do Episódio V) e Anakin (Episódios I, II e III), além de uma incrível maquete de um Imperial Star Destroyer e modelos em tamanho real de naves usadas nos Episódios VI (uma Speeder Bike), II (um Airspeeder) e III (o caça de Anakin na batalha de Coruscant).

Omissões imperdoáveis: nada, a não ser um storyboard, da Estrela da Morte, nem do Imperador Palpatine/Darth Sidious (fora o sabre de luz). Parece que ambos os “personagens” sequer fazem parte da história.

Coloquei uma galeria com 60 imagens no Flickr. Clique na amostra abaixo para visitar.

Exposição Star Wars Brasil

Campus Party

Passei a última semana cobrindo a Campus Party a serviço do iG Tecnologia, o que explica meu sumiço. A cobertura foi feita “in loco” e publicada no próprio canal e no Blog de Tecnologia do iG. Apesar de alguns soluços na organização, principalmente no credenciamento (ninguém da imprensa estava usando sua própria credencial) e alimentação (poucas opções para quem não estava acampando, lojas fechadas na primeira madrugada), dá pra dizer que o evento foi um sucesso. A edição de 2009 já está prometida (lá no blog oficial) e posso dizer que, no que depender apenas de mim, estarei lá. Quem sabe como campusero?

O “efeito colateral” da cobertura são mais de 300 fotos e umas duas dúzias de videos que não aproveitei no iG por motivos variados. Parte deste material já está no ar: coloquei um álbum com 80 fotos do evento, em alta resolução (7 MP), lá no Flickr. Elas também são parte do “pool” de fotos da Campus Party, e seguem a mesma licença Creative Commons do resto grupo: Attribution 2.0. Se quiser reaproveitá-las, esteja à vontade. Só não esqueça de me dar o crédito.

Mosaico Campus Party

Os vídeos vão para o YouTube aos poucos: preciso antes separar o material e quero brincar um pouco de iMovie para editar os clipes e dar a eles uma estrutura mais coerente. Muito do que gravei são “instantâneos” de cenas e momentos durante o evento, coisas do tipo “olhem essa fila enorme”, “ei, que carrinho-robô legal” e por aí vai. Soltos eles não tem muita graça. À medida que tudo for sendo processado, vai entrar lá no meu canal. Fiquem de olho.

O Classmate PC entra em ação

Alunos com o Classmate PCA escola da Fundação Bradesco em Campinas iniciou ontem (02/08) o uso do Classmate PC, o laptop educacional da Intel, em suas salas de aula. É a segunda etapa de um programa que começou no final do ano passado, quando 130 alunos e 5 professores da escola usaram 46 máquinas durante três meses para avaliar o conceito e aprimorar a ferramenta. Após um ano em prática em Campinas o projeto vai ser estendido, em uma terceira etapa, a todas as 40 escolas da Fundação, que já conta com 600 máquinas: 300 próprias, 200 doadas pela Intel e 100 pela Positivo, que monta o Classmate PC no Brasil.

As salas de aula foram equipadas com a tecnologia necessária para suportar os notebooks: dois roteadores wireless (802.11g, 54 Mb/s) e sistema de som. Algumas classes também tem uma lousa inteligente ligada a um projetor, que o professor pode usar para mostrar imagens, vídeos ou páginas da Internet para os alunos, além de transmitir automaticamente as anotações da lousa para os Classmate PCs. Os 33 professores da escola foram formados no programa Intel Educar e participaram de oficinas de capacitação nas soluções que compõem o pacote de software que acompanha as máquinas. Cada um tem seu próprio notebook (um modelo comum), equipado com software que permite monitorar, controlar e dirigir as atividades dos alunos.

A autonomia de bateria de cada Classmate é de cerca de 4 horas, e as baterias são recarregadas em armários “especiais” durante o recreio ou ao fim das aulas. Na escola de Campinas as máquinas estão sendo usadas em turnos alternados (manhã e tarde), portanto as crianças não as levam para casa. Elas foram projetadas para sobreviver a bastante abuso, mas após o piloto no ano passado os responsáveis pelo projeto notaram algo interessante: as crianças cuidam muito bem dos notebooks, como se fossem seus. As menores chegam até a se afeiçoar pelas máquinas, e com todo cuidado as colocam “para dormir” no armário no fim de cada dia.

As máquinas estão sendo usadas como um complemento, e não um substituto, das atividades tradicionais. Durante minha visita, por exemplo, os alunos estavam participando de uma tarefa de literatura dividida em duas partes: a primeira consistia na leitura e interpretação de um poema de autoria de Pedro Bandeira. A segunda, usando o Classmate, consistia na pesquisa de informações sobre o poeta na internet (usando sites de busca e fontes sugeridas pelos professores) e na criação de um “poema multimídia”, usando como ferramenta o Powerpoint[1]

Pelo que vi durante a tarde desta quinta, a aceitação do Classmate PC entre as crianças é muito boa. Não é surpresa que algumas digam que preferem estudar no notebook ao método tradicional com quadro e livro. Muitas não tem computador em casa, e a máquina da Intel é seu primeiro contato com o mundo da informática e a Internet. E elas aprendem muito rápido: a turma mais experiente usava com desenvoltura navegador (Firefox), editor de textos (Word) e ferramenta de apresentações (Powerpoint). E quem ainda não “pegou o jeito” da coisa não fica para trás: as crianças são rápidas em ajudar o coleguinha do lado a resolver um problema.

Criança usando o Classmate PC

Independente do sistema operacional que roda nas máquinas, ou mesmo da plataforma utilizada (Classmate ou XO), a idéia de levar a informática para dentro da sala de aula é extremamente poderosa. Os computadores não substituem o professor, mas são uma ferramenta para que ele, devidamente capacitado, possa apresentar melhor o conteúdo e incentivar os alunos a participar do processo de aprendizado, em vez de serem meros “robozinhos” que decoram e regurgitam o que é mostrado no quadro. E quando as crianças participam, elas aprendem mais e tomam gosto pelo aprendizado. E isso faz toda a diferença.

Há mais fotos das máquinas, estudantes e do Intel Editor’s Day como um todo no Flickr. Mais imagens, títulos e comentários seguirão ao longo do dia 😛

[1] Os defensores do Software Livre não precisam se preocupar, também existe uma versão do Classmate PC com software Livre (Linux), baseado em uma distribuição da Metasys. Fica a cargo da escola escolher a solução mais adequada para suas necessidades. A Fundação Bradesco escolheu equipar suas máquinas com o Windows XP Pro e softwares da Microsoft.