Archive for the 'Linux' Category

Linux no Positivo Mobile Mobo

Post atualizado em 11/05. O Ubuntu roda, vejam o fim deste post

Ubuntu 8.04 rodando no Positivo Mobile MoboAcabei de fazer alguns testes com o Linux no Positivo Mobile Mobo. Como estou passando o fim de semana em Curitiba e sob restrição de banda (leiam: link ADSL lento), escolhi uma distro pequena e facilmente “carregável” em um pendrive para o experimento. No caso, o Slax 6.0.7 (apenas 190 MB) rodando em um pendrive Kingmax de 1 GB.

Antes de reportar os resultados, devo dizer que em pesquisas pela internet descobri vários “irmãos” do Mobo, comercializados por outros fabricantes em diversos países. Na Espanha, como os amigos do Zumo já mencionaram, ele é o “Airis Kira”. Já na Austrália é o “DreamBook IL1″ da Pacific Computers. Em vários casos ele é vendido com Linux pré-instalado (pelo que vi, uma versão customizada da distro Linpus), então a compatibilidade é certa. Fica a pergunta: “o quão trabalhoso é deixar tudo rodando certinho?”

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Panic! at the Kernel

Há alguns dias postei uma foto de uma mensagem de erro em um dos painéis LCD que servem como “entretenimento de bordo” no metrô de SP. Era um erro do Player (rodando sobre Windows), que interrompeu a programação. Mas não são só os trens do metrô que tem os tais painéis: várias linhas de ônibus também os tem, exibindo uma programação mais ou menos no mesmo estilo, mas um pouco mais “variada”.

Há pelo menos três emissoras, BusTV, TVO (TV Ônibus) e BusMidia, que exibe conteúdo do canal aberto MixTV. TVO e BusMidia parecem não ter som (TVO faz propaganda disso, apregoando o respeito ao usuário), o que torna a experiência um pouco estranha, especialmente quando cismam de passar uma entrevista, comercial não formatado para o “veículo” (literalmente) ou videoclipe.

Voltando do trabalho para casa na última sexta, pego o ônibus de costume, olho para o painel LCD e o que vejo? Um Kernel Panic! Sim, o sistema de entretenimento da BusMidia roda sobre Linux. 

Kernel Panic em uma das TVs da BusMidia

A mensagem não deixou muito clara para mim a causa do problema, mas pelo jeito ela é bem persistente: peguei um ônibus da mesma linha para trabalhar (plantão) no domingo à tarde, e a mesma mensagem estava na tela, no mesmo ponto. Será que tentaram rebootar para ver se resolve? :P

Multi-tarefa? Que multi-tarefa?

Estou tentando salvar um arquivo de um CD com problema sérios de leitura. Antes de jogar o disco fora, tenho como costume tentar a cópia nos vários micros da casa. Notei, por exemplo, que o disco que dá erros de leitura em um drive às vezes é lido sem problemas pelo drive que o gravou[1].

Como o disco foi gravado no notebook, ele é a primeira cobaia. O sistema operacional é um Windows XP SP2, e a máquina tem um Celeron de 1,4 GHz e 512 MB de RAM. Começo a cópia, o Windows atinge a parte com erros de leitura e… para. O sistema inteiro simplesmente para, enquanto o drive fica tentanto inúmeros “retries” consecutivos para extrair os dados do CD.

OK, toca pro Mac Mini. PowerPC G4 de 1,25 GHz, também com 512 MB de RAM, rodando o Mac OS X 10.4.10. A cópia começa, o sistema atinge a parte com erros de leitura e… olhe só! O desempenho do sistema continua intacto. A única coisa que para é o processo de cópia em si, sem afetar nenhum outro programa. Alguns minutos depois o Finder desiste e exibe uma mensagem que basicamente diz: “Desculpe, não consegui ler seu CD”.

E depois tem gente que não consegue entender porque gosto do Mac OS X.

PS: Não fiz o teste no Linux. O pinguim tirou férias aqui de casa (do notebook, pra ser mais preciso) até pelo menos a próxima versão, ou até aprender a brincar direito com o meu hardware. Hardware, aliás, que funcionava perfeitamente, até algum espertinho resolver reescrever um driver de rede do zero e tirar o antigo de circulação, deixando os usuários órfãos (e ilhados) até a nova versão ficar pronta.

[1] Isso me lembra os primeiros floppies da Shugart, na década de 70. Problemas com alinhamento das cabeças de leitura e gravação causavam a desconfortável situação em que muitas vezes era impossível ler um disco gravado em um drive “A” em outro “B” idêntico.

Dell lança linha de PCs para a pequena empresa

Logo DellA Dell organizou hoje uma coletiva para apresentar sua linha Vostro (significa “vosso”, em Latim) de notebooks e desktops. São máquinas com processadores Intel ou AMD e configurações flexíveis, projetados para atender às necessidades de TI de pequenas empresas, aquelas com em média 25 funcionários. Trata-se de um mercado que, segundo estimativas, deve dobrar de tamanho nos próximos três anos. Mais que hardware, a linha Vostro é, nas palavras de Sidnei Shibata, Gerente de Marketing de Produtos da Dell, “Um ecossistema que também inclui suporte e serviços“.

De acordo com dados da empresa, mais de 85% das pequenas empresas não tem uma equipe dedicada para cuidar de sua estrutura de TI, e 55% delas sentem dificuldade em gerenciá-la usando ferramentas desenvolvidas para companhias de maior porte. Serviços como a garantia on-site de um ano (expansível a até quatro anos), o atendimento remoto via Dell Connect e atendimento preferencial via suporte Gold trazem à pequena empresa os mesmos serviços já oferecidos às grandes.

A Dell também procurou reduzir ao mínimo a quantidade de software pré-instalado nas máquinas, para garantir que elas possam ser colocadas em produção o mais rápido possível. Entre os programas inclusos está o Dell Suport Center, um software que lembra em conceito a suíte ThinkVantage da Lenovo e concentra ferramentas para auxiliar na manutenção da máquina, de uma desfragmentação de disco a criação de backups e restauração do sistema ao estado original de fábrica.

Também há o Dell Network Assistant (DNA), que automatiza, otimiza e repara conexões de rede. E no fim do ano a Dell espera oferecer um serviço chamado Datasafe Online Backup que dará 10 GB de espaço, por máquina, para backup de informações críticas de sua empresa em um Datacenter da Dell. A idéia é oferecer o primeiro ano de uso gratuito, e cobrar assinatura por períodos subsequentes. É uma idéia muito interessante: muitas empresas não fazem backup por não ter estrutura para armazenamento dos dados ou conhecimento dos softwares necessários. Uma solução rápida e prática pode ter bastante apelo junto ao mercado.

Estão no mercado a partir de hoje o Desktop Vostro 200, com processadores Intel (De Celeron a Core 2 Duo) e o notebook Vostro 1000 (com processador AMD). Em setembro chegam mais três notebooks: Vostro 1400, 1500 e 1700, todos com processadores Intel Core 2 (os modelos 1500 e 1700 são Santa Rosa) e telas de 14, 15 e 17 polegadas, respectivamente.

Dell Vostro 200

Dell Vostro 1000

Os preços variam de acordo com a configuração, mas um Vostro 200n, com um Celeron D420, 512 MB de RAM, 2 HDs de 80 GB, leitor de DVD e sem monitor nem sistema operacional sai hoje por R$ 1.192 no site da Dell. Já um notebook Vostro 1000 com um AMD Mobile Sempron 3500 de 1.8 GHz, 512 MB de RAM, 60 GB de HD, drive combo e LCD de 15,4 polegadas sai por R$ 3.576. Interessante notar que o Vostro 200 tem como opção os novos processadores Pentium Dual Core da Intel, sobre os quais o amigo Mario Nagano comentou algumas semanas atrás.

Por fim, durante o evento foi mencionado que as máquinas da linha Vostro serão oferecidas com três opções de sistema operacional (que podem não estar disponíveis em todos os modelos): Windows XP, Windows Vista e… FreeDOS. Epa, e o Linux? Segundo executivos, a Dell ainda está “analisando” a possibilidade de trazer configurações movidas a pinguim para o mercado nacional. Se elas vierem, será possível repetir aqui o sucesso dos EUA?

Quem derrubou o Skype?

Logo do SkypeQuem usa o Skype regularmente com certeza notou a interrupção de serviço que durou alguns dias na semana passada. Por um problema nos servidores de autenticação, quase 220 milhões de usuários ficaram impedidos de utilizar o sistema. A pergunta que não quer calar é: de quem é a culpa?

A princípio, representantes da Skype Limited informaram que a causa do problema foi um bug no programa, que só se manifestou (de forma catastrófica) agora. Mas alguns dias depois, um post em um fórum de discussão afirma que o problema foi causado pela ação de hackers russos.

Segundo o post, tais hackers estavam procurando uma falha local no programa, quando tropeçaram em um trecho de código capaz de causar um buffer overflow remoto e tirar um servidor de autenticação do ar. Devido à natureza “Peer-to-Peer” do sistema, quando um servidor some outro assume seu lugar. Entretanto, ele também caia vítima do buffer overflow, e assim sucessivamente, até toda a rede de autenticação do Skype estar fora de combate. É como atirar em patinhos de metal enfileirados no parque de diversões. O post traz, inclusive, um trecho do código que teria sido usado para causar o problema.

Representantes da Skype foram rápidos em negar o ataque, e continuaram insistindo na história do bug. Entretanto… hoje apareceram com uma outra explicação: a culpa é, parcialmente, da Microsoft. O problema teria sido causado pela “Patch Tuesday” (Terça dos Patches) dia do mês no qual a Microsoft lança correções de segurança para seus sistemas operacionais. Uma destas correções forçava um reboot na máquina, e o imenso volume de PCs se desconectando da rede e tentando se reconectar ao mesmo tempo teria gerado uma sobrecarga. Nesse momento uma falha no mecanismo de “auto-regeneração” da rede Skype teria criado um efeito cascata que causou os problemas durante dois dias.

O problema com essa desculpa é: esta não é a primeira Patch Tuesday da Microsoft, a data já é tradição. Porque o problema nunca aconteceu antes? OK, desta vez havia um patch que forçou um reboot até mesmo em máquinas com o auto-update desativado, mas isso já ocorreu outras vezes.

Sei não. A princípio eu não levei os hackers muito a sério, mas que essa história de patches da Microsoft cheira a “cover up” para salvar o próprio traseiro, cheira. A Skype preza pelo fato de que sua rede é considerada “segura”, e admitir um ataque, mesmo que ele não tenha colocado informações em risco, poderia manchar a imagem da empresa. Ainda mais agora, quando ela se esforça para crescer junto aos usuários corporativos.

Miro: o novo nome do Democracy Player

Há alguns meses escrevi um artigo analisando e apresentando o Democracy Player, um software para “TV via Internet” gratuito desenvolvido pela Participatory Culture Foundation. É um software que, apesar de operar de forma diferente à do seu principal “concorrente”, o Joost, oferece o mesmo tipo de conteúdo: documentários, videoclipes, filmes, séries, tutoriais, video podcasts e muito mais.

Só esqueci de mencionar que o Democracy Player agora tem um novo nome: Miro. Ele foi escolhido para evitar confusão por parte dos usuários quanto ao objetivo do programa. Muitos achavam que era um projeto do governo norte-americano, ou uma ferramenta para distribuição de vídeos sobre política. Mas só o nome mudou: o programa continua sendo software livre e gratuito, disponível em versões para Windows, Linux e Mac. E o guia de canais só cresce: agora já são mais de 2000 canais cadastrados.

Não espere mais, leia o review, vá ao site oficial e baixe o programa. Garanto que depois dele você vai repensar sua assinatura de TV a cabo.

As cores do Classmate PC

O Classmate PC é protegido por uma “capa” de material sintético que ajuda a protegê-lo contra impactos. A capa é removível e, além do aspecto funcional, também tem um estético: é só trocá-la para mudar a cara do laptop. Na maioria das fotos que você vê por aí, o Classmate PC tem uma capa azul. Mas também existe uma versão cor-de-rosa:

A Azul e o Rosa :P

Como era de se esperar, os professores notaram uma coisa: as meninas não tem nenhum problema em usar um micro com a capa azul, até o acham bonitinho. Mas os meninos evitem o rosa como o diabo foge da cruz :)

O Classmate PC entra em ação

Alunos com o Classmate PCA escola da Fundação Bradesco em Campinas iniciou ontem (02/08) o uso do Classmate PC, o laptop educacional da Intel, em suas salas de aula. É a segunda etapa de um programa que começou no final do ano passado, quando 130 alunos e 5 professores da escola usaram 46 máquinas durante três meses para avaliar o conceito e aprimorar a ferramenta. Após um ano em prática em Campinas o projeto vai ser estendido, em uma terceira etapa, a todas as 40 escolas da Fundação, que já conta com 600 máquinas: 300 próprias, 200 doadas pela Intel e 100 pela Positivo, que monta o Classmate PC no Brasil.

As salas de aula foram equipadas com a tecnologia necessária para suportar os notebooks: dois roteadores wireless (802.11g, 54 Mb/s) e sistema de som. Algumas classes também tem uma lousa inteligente ligada a um projetor, que o professor pode usar para mostrar imagens, vídeos ou páginas da Internet para os alunos, além de transmitir automaticamente as anotações da lousa para os Classmate PCs. Os 33 professores da escola foram formados no programa Intel Educar e participaram de oficinas de capacitação nas soluções que compõem o pacote de software que acompanha as máquinas. Cada um tem seu próprio notebook (um modelo comum), equipado com software que permite monitorar, controlar e dirigir as atividades dos alunos.

A autonomia de bateria de cada Classmate é de cerca de 4 horas, e as baterias são recarregadas em armários “especiais” durante o recreio ou ao fim das aulas. Na escola de Campinas as máquinas estão sendo usadas em turnos alternados (manhã e tarde), portanto as crianças não as levam para casa. Elas foram projetadas para sobreviver a bastante abuso, mas após o piloto no ano passado os responsáveis pelo projeto notaram algo interessante: as crianças cuidam muito bem dos notebooks, como se fossem seus. As menores chegam até a se afeiçoar pelas máquinas, e com todo cuidado as colocam “para dormir” no armário no fim de cada dia.

As máquinas estão sendo usadas como um complemento, e não um substituto, das atividades tradicionais. Durante minha visita, por exemplo, os alunos estavam participando de uma tarefa de literatura dividida em duas partes: a primeira consistia na leitura e interpretação de um poema de autoria de Pedro Bandeira. A segunda, usando o Classmate, consistia na pesquisa de informações sobre o poeta na internet (usando sites de busca e fontes sugeridas pelos professores) e na criação de um “poema multimídia”, usando como ferramenta o Powerpoint[1]

Pelo que vi durante a tarde desta quinta, a aceitação do Classmate PC entre as crianças é muito boa. Não é surpresa que algumas digam que preferem estudar no notebook ao método tradicional com quadro e livro. Muitas não tem computador em casa, e a máquina da Intel é seu primeiro contato com o mundo da informática e a Internet. E elas aprendem muito rápido: a turma mais experiente usava com desenvoltura navegador (Firefox), editor de textos (Word) e ferramenta de apresentações (Powerpoint). E quem ainda não “pegou o jeito” da coisa não fica para trás: as crianças são rápidas em ajudar o coleguinha do lado a resolver um problema.

Criança usando o Classmate PC

Independente do sistema operacional que roda nas máquinas, ou mesmo da plataforma utilizada (Classmate ou XO), a idéia de levar a informática para dentro da sala de aula é extremamente poderosa. Os computadores não substituem o professor, mas são uma ferramenta para que ele, devidamente capacitado, possa apresentar melhor o conteúdo e incentivar os alunos a participar do processo de aprendizado, em vez de serem meros “robozinhos” que decoram e regurgitam o que é mostrado no quadro. E quando as crianças participam, elas aprendem mais e tomam gosto pelo aprendizado. E isso faz toda a diferença.

Há mais fotos das máquinas, estudantes e do Intel Editor’s Day como um todo no Flickr. Mais imagens, títulos e comentários seguirão ao longo do dia :P

[1] Os defensores do Software Livre não precisam se preocupar, também existe uma versão do Classmate PC com software Livre (Linux), baseado em uma distribuição da Metasys. Fica a cargo da escola escolher a solução mais adequada para suas necessidades. A Fundação Bradesco escolheu equipar suas máquinas com o Windows XP Pro e softwares da Microsoft.

Mac OS X “Leopard” é Unix. Mas não é.

Saiu hoje a notícia de que o Mac OS X 10.5 (codinome Leopard), a ser lançado no fim do ano, recebeu a certificação UNIX 03 do The Open Group. Até hoje só dois outros sistemas operacionais tem esta certificação (AIX, da IBM, e Solaris, da Sun), que com certeza dá um impulso na adoção do sistema no mundo empresarial. A certificação UNIX 03 garante que há uma uniformidade em bibliotecas, chamadas de sistema, interfaces de terminal, comandos, utilitários, internacionalização e implementação do compilador C entre as plataformas, facilitando a “portagem” de código de uma para a outra.

Até aí tudo bem. Mas quem baixar o PDF do certificado vai notar uma coisa… o Leopard só é certificado Unix 03 na plataforma Intel. Ou seja, um XServe Intel rodando Leopard pode ser classificado como um sistema Unix 03, mas um XServe PPC com o mesmo sistema não. Será isso apenas uma questão de semântica e picuinha certificadora, ou será que há alguma diferença significativa entre as duas versões? Mistério…

Vai um notebook CCE aí?

OK, eu sei que muita gente tem certa aversão à marca CCE, que ficou “gravada” no imaginário popular como sinônimo de baixa qualidade. Mas como dizem, “todo preconceito é burro”. Quando analisei um notebook da CCE Informática, o CCE Win LEVP-D10H120 há algumas semanas, fiquei surpreso. Agradavelmente surpreso.

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