Uma semana com o Eee PC 701

Só pra fazer um “follow-up” do meu post sobre a chegada do meu Eee PC, seguem minhas impressões sobre a máquina após uma semana de uso.

  • Ele já tem um Pokénome: Azurill. É um “Pokémon bebê” (ideal pra algo que parece um filhote de notebook) e soa como ASUS. Outras máquinas da minha rede: Raichu (Mac Mini), Pidgey (Positivo M25), Lugia (Duron montado em casa).
  • O sistema operacional, uma variante do Xandros, funciona. Quem é usuário novato vai se adaptar sem problemas, mas pessoas com mais experiência, especialmente com outras distribuições Linux, vão ficar querendo mais. Troquei pelo EeeXubuntu, com intenção de dar uma olhada de perto no Eeebuntu (baseado no Ubuntu Hardy) no próximo fim de semana.
  • O sistema de atualização de software do Xandros é irritante. É lerdo, não tem barra de progresso nos downloads e só posso instalar uma atualização por vez. Fiquei de saco cheio e fiz um apt-get dist-upgrade através da linha de comando. Uma centena de megabytes depois… o sistema estava atualizado, e todos os ícones da pasta Games duplicados. Vá entender. Juro que usei apenas os repositórios de software oficiais.
  • A bateria me decepcionou bastante. Marquei 2 horas e 15 minutos com Wi-Fi ligado e sob uso intenso, ou seja, baixando coisas na maior parte do tempo. Imagino que não vá melhorar muito com uso moderado. Depois das quase quatro horas e meia do Mobo, parece um retrocesso.Deixar o Wi-Fi desligado? Só em lugares onde não houver outra opção a não ser a rede cabeada. Não gosto de voltar no tempo.
  • O EeeXubuntu ocupa menos espaço em disco que o Xandros (depois da instalação, fiquei com 1,7 GB livres, tinha 1,35 no Xandros), e não sacrifica recursos. Com um pouco de configuração manual é possível restaurar suporte total ao hardware, incluindo o OSD (on-screen display) com indicação dos níveis de brilho da tela, volume e estado da interface Wi-Fi. A variedade de software disponível é muito maior, e o boot ainda é bastante rápido. Vale a pena mudar.
  • Minhas “dicas para viver bem” com a tela de 7 polegadas que publiquei no post do Mobo valem para o Eee PC. Usar o Opera, rodar o OpenOffice.org em tela cheia, etc e tal. Cada pixel conta.
  • A antena Wi-Fi é MUITO sensível, aqui na sala de casa mostra muito mais redes Wi-Fi que as encontradas pelos outros notebooks (e reporta intensidade de sinal maior). Em Curitiba, encontrou na sala de estar a rede Wi-Fi do segundo andar da casa com intensidade de sinal de 81%, coisa que o Mobo não fez. Daria até pra navegar deitado na rede no quintal, se não fosse o clima polar do fim de semana.
  • Ele ainda está com todos os adesivos de garantia intactos 🙂

Novo brinquedo: ASUS Eee PC 701

Chegou hoje meu mais novo brinquedo, um ASUS Eee PC 701 4G “Galaxy Black”. Segui a dica do Augusto e comprei no CompraFacil pelo precinho camaradíssimo de R$ 999 em 10x sem juros no cartão. A entrega demorou: 15 dias no total, dez só na fase do “produto aguardando transferência do fornecedor”, mas no fim tudo está bem.

As impressões iniciais são boas. Gostei bastante da documentação inclusa: um guia do usuário (bem grosso) e um guia rápido. E apesar da máquina vir de fábrica com Linux, há uma seção no manual dedicada à instalação/otimização do Windows XP, se o usuário preferir. Um CD incluso tem todos os drivers para o XP, bem como um utilitário para criação de um “pendrive de recuperação” que restaura o sistema operacional à configuração de fábrica.

Além disso, o pacote inclui uma “capa/envelope” em neoprene para transporte (como no Mobo), um CD extra com a tradução do guia rápido para o português (em .DOC e mal-diagramada, mas melhor que nada), carregador e bateria. Falando nela, dei azar e meu Eee PC veio com o modelo de 4.400 mAh, em vez do de 5.800 mAh padrão. Isso significa autonomia reduzida, de pouco mais de três horas para 2,5 a 2,8 horas (segundo a ASUS, ainda não testei).

Tendo brincado recentemente com o Mobo, da Positivo, dá pra fazer algumas comparações rápidas: sim o teclado é idêntico, como já haviam me dito. Também não notei muita diferença na qualidade da tela ou nas imagens da Webcam. O Eee PC esquenta sensivelmente mais que o Mobo, especialmente na metade direita do teclado, mas não chega a incomodar. A construção é bastante sólida e o Eee PC tem, como vantagens, uma porta USB extra e mais espaço em disco.

Neste exato momento o Eee PC (que ainda não tem um Pokénome) está sentadinho aqui do lado, baixando as atualizações pro sistema operacional oficial (o Xandros da ASUS) enquanto o Mac baixa ISOS do EeeDora (Fedora pro EeePC) e EeeXubuntu (Xubuntu para o EeePC).

Como usuário do Ubuntu, a tendência é ficar com o EeeXubuntu como sistema operacional, mas o EeeDora tem a vantagem de ocupar apenas 340 MB de espaço em disco. O sistema original ocupa 2.3 GB dos 4 GB disponíveis no SSD, deixando apenas 1.3 GB disponíveis para o usuário. Devo reconhecer que ele tem alguns aplicativos bem legais, como o Voice Command e as ferramentas de Diagnóstico, além do update de BIOS integrado à ferramenta de atualização do sistema, mas prefiro um layout desktop “tradicional” e não gosto do KDE 😛

Nota – Dá pra ouvir alguns de vocês perguntando: “Ei, mas você não ia comprar um Mobo?”. Ia sim, mas o preço baixo do Eee PC e o suporte fraco a Linux no Mobo me fizeram optar pelo micro da ASUS. Me conheço, coloco Linux em tudo o que cai em minhas mãos, e em conversas com desenvolvedores Linux notei que no dia em que quisesse fazer isso no Mobo iria ter bastante trabalho. Ainda assim, minha recomendação e elogios ao produto da Positivo continuam de pé: é uma boa máquina na categoria de “subnotebooks” e, para quem prefere o Windows, uma escolha melhor (já vem com a licença, pré-instalado, em português, etc e tal).

Linux no Positivo Mobile Mobo

Post atualizado em 11/05. O Ubuntu roda, vejam o fim deste post

Ubuntu 8.04 rodando no Positivo Mobile MoboAcabei de fazer alguns testes com o Linux no Positivo Mobile Mobo. Como estou passando o fim de semana em Curitiba e sob restrição de banda (leiam: link ADSL lento), escolhi uma distro pequena e facilmente “carregável” em um pendrive para o experimento. No caso, o Slax 6.0.7 (apenas 190 MB) rodando em um pendrive Kingmax de 1 GB.

Antes de reportar os resultados, devo dizer que em pesquisas pela internet descobri vários “irmãos” do Mobo, comercializados por outros fabricantes em diversos países. Na Espanha, como os amigos do Zumo já mencionaram, ele é o “Airis Kira”. Já na Austrália é o “DreamBook IL1” da Pacific Computers. Em vários casos ele é vendido com Linux pré-instalado (pelo que vi, uma versão customizada da distro Linpus), então a compatibilidade é certa. Fica a pergunta: “o quão trabalhoso é deixar tudo rodando certinho?”

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Positivo Mobo: “companheiro de aventuras”

Positivo MoboEstive hoje pela manhã na coletiva da Positivo Informática onde foi feito o anúncio de lançamento do Mobo, o subnotebok “EeePC-like” da empresa, e confesso que fiquei bastante interessado no “brinquedo”.

Sim, ele é limitado: tem pouca RAM, “quase nada” de espaço em disco e um monitor bem pequeno (7 polegadas a 800×480), e já posso ouvir gente reclamando que “não cabe nada de MP3”, “o processador é fraco”, “não dá pra jogar com essa placa de vídeo” e “com mais R$ 500 você compra um notebook de verdade”. Sinceramente, se você está preocupado com qualquer um destes pontos, o Mobo não é um computador para você.

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Hackintosh

Nota: Post atualizado em 15/04/08 às 01:37, com informações sobre monitoramento de baterias.

Projeto de fim-de-semana: instalar o Mac OS X 10.5.1 (Leopard) no notebook da minha namorada, um Positivo Mobile W98. Ela é ilustradora/designer/artista em geral, então se dá muito melhor com Macs do que com um PC com Windows. Eu já havia tentado fazer algo parecido um tempo atrás quando comprei meu notebook, mas não deu certo e acabei desistindo. Entretanto, máquina nova, sistema operacional novo e ela pediu com jeitinho… então vamos lá.

O sistema operacional instalado foi a versão “Kalyway” do Leopard, baixada via BitTorrent. A instalação ocorreu sem problemas. Usando um CD do Ubuntu, particionei o HD em duas partes: uma com o Windows XP SP2, que já estava instalado, e uma segunda partição de 40 GB para o Mac OS X, formatada como FAT32. Depois bastou colocar o CD do Leopard no drive, formatar a segunda partição como HFS+ usando o Utilitário de Disco (Disk Utility) e prosseguir com a instalação normalmente.

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Quad-core? Que nada, o quente é um “80 core”

Wafer com processadores de 80 núcleos

Vai um processador com oitenta núcleos aí? Isso é um dos projetos nos quais a Intel está trabalhando, como parte da sua iniciativa “tera-scale computing”, apresentada a nós por Jerry Baltista. Só existem 5 destes wafers em todo o mundo, e cada um deles contém cerca de 60 processadores completos, com 80 núcleos cada um (sim, dá pra contar, e eu conferi :P).

Os 80 cores marcados
Cada ponto vermelho é um núcleo

Não são processadores x86 ou Itanium, na verdade são processadores muito simples, apenas para testar o conceito. Mas é um gostinho do que pode estar dentro do seu desktop em um futuro próximo.

Agradeço ao colega Mario Nagano por ser o “hand model” na foto 🙂

Feliz Aniversário, Apple ][!

Crédito: vintagecomputing.comOntem, 05/06/07, o Apple ][ completou 30 anos. Não, eu não esqueci a data, só não arranjei tempo para postar sobre o assunto. Nem poderia esquecer, afinal comecei no mundo da informática com um Apple ][. Um clone do Apple ][e, para ser mais preciso, um TK3000 IIe com 64K de RAM e uma unidade de disco. Na época, era o equivalente a ter um PC com um Core 2 Duo e um gravador Blu-Ray, acreditem 🙂

O Apple ][ leva o crédito por ser o primeiro computador para as “massas”. Vinha já montado em um elegante gabinete plástico, com tudo o que você precisava para rodar, inclusive o teclado. Na época, ainda eram muito comuns os computadores na forma de “kit”: compre as peças, monte você mesmo e reze para funcionar. Ele também foi uma das primeiras máquinas do mercado com um drive de disquetes por um preço acessível, e lar do primeiro sucesso estrondoso no mundo do software: a planilha de cálculo Visicalc, pioneira no mercado. Inicialmente exclusiva para o Apple ][, no auge de sua popularidade contadores e gerentes financeiros compravam o micro só para poder rodar o Visicalc.

Tão versátil e popular era o Apple ][ que, mesmo com a chegada de máquinas mais poderosas, como o Macintosh e Amiga, a Apple continuou a produção até 1993 (16 anos ininterruptos!), e no final vendeu entre cinco e seis milhões de unidades. Tal sucesso se deve a dois fatores: a quantidade imensa de software, em todas as categorias que você pode imaginar, e sua expansibilidade, com sete slots para placas de expansão que podiam ser desde uma simples interface serial para impressora a interfaces de aquisição de dados de instrumentos de laboratório. Essa mesma versatilidade é um dos motivos para o sucesso do “PC” hoje em dia.

Para conhecer um pouco mais da história deste computador que ajudou a moldar a indústria da informática, comece pelo excelente Apple ][ History, que cobre toda a vida da máquina, desde os tempos pré-Apple até o fim da produção (e o que aconteceu depois). A EWeek tem um artigo sobre o Apple II e uma entrevista com seu criador, Steve Wozniak. O blog RetroThing também cobre a data. E se você quiser matar a saudade de seu velho micro, ou experimentar a computação em sua infância, pode recorrer a emuladores. Para o Mac OS X, uma alternativa é o Apple ][ Go, escrito em Java e que pode rodar como um widget no Dashboard. Para Windows, uma boa alternativa é o AppleWin. Usuários de Linux podem experimentar o XApple2, também disponível no repositório apt do Ubuntu.

RetroTech: Iomega Click!

Disco Click!Caiu em minhas mãos hoje, cortesia de um amigo, uma peça de tecnologia do passado. Daí veio o estalo: porque não colocar no BADCOFFEE análises de tecnologia antiga, produtos que “poderiam ter sido” algo grande, mas que hoje são desconhecidos? Afinal, só podemos prever o futuro se conhecermos o passado, diz o ditado.

Então, declaro inaugurada a seção RetroTech. O primeiro artefato a ser analisado é um Iomega Click! Drive (e seu respectivo disco), uma tentativa da Iomega (conhecidíssima a partir de meados da década de 90 pelo seu Zip Drive) de emplacar um formato de mídia portátil de alta (para a época) capacidade e baixo custo.

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MicroMemo: um (bom) microfone para seu iPod

Logo da XtremeMacResponda rápido: o que a maioria dos concorrentes do iPod, até mesmo os clones chineses mais vagabundos, tem que o lendário MP3 Player da Apple não tem? Esqueça interfaces wireless ou rádio, a resposta é bem mais simples: um microfone.

E por que um microfone é útil? Por um monte de motivos: se você for um jornalista, pode gravar entrevistas. Se for um estudante, gravar a aula para revisar mais tarde e se concentrar em anotar só as partes realmente importantes. É músico? então pode gravar aquela idéia ou melodia que veio à cabeça depois do almoço antes que ela desapareça. As possibilidades são muitas.

Felizmente o sucesso do iPod gerou um ecossistema imenso de acessórios para todos os fins, de capinhas de silicone para protegê-lo contra arranhões a sistemas para medir seu desempenho esportivo (como o Nike+iPod). Entre eles, claro, várias opções de microfones. Um dos que mais chama a atenção pela integração com o iPod e facilidade de uso é a linha MicroMemo, da XtremeMac.

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LEDs de montão

A notícia no blog da revista New Scientist de que um cientista russo chamado Oleg Vladimirovich Losev pode ter descoberto os LEDs na década de 20, quarenta anos antes do que os norte americanos (1962), me lembrou de um site que encontrei alguns anos atrás em minhas andanças pela Internet. É o LED Museum.

O site cataloga LEDs de todos os tipos, cores, formas e tamanhos, e os produtos onde são usados, como lanternas, luzes de leitura, iluminação para festas, mensagens luminosas e afins. O layout é bastante poluído e a navegação meio confusa, mas vale o passeio. Sabiam que além do tradicional verde, vermelho, azul e laranja, já existem LEDs cor-de-rosa, roxos e até mesmo RGB, capazes de gerar qualquer cor que você quiser? Pois é, eu também não sabia, mas descobri no LED Museum.