Máquina de Arcade: Gambiarra I
Segundo passo nos meus planos de dominação mundial, ops, construção de minha própria máquina de arcade: transplantar os componentes para um “gabinete” temporário para que eu possa deixá-la montada em um canto e facilitar os testes. Afinal de contas limpar a mesa da cozinha, pegar a placa, a fonte, o HD, ligar tudo, catar o monitor do Gabriel, etc e tal não é produtivo.
O plano: dar um pulo em uma loja de materiais para arte, comprar placas de MDF (um tipo de compensado, mais resistente) e montar um caixote para abrigar os componentes. Mas minha preguiça, combinada ao mau-tempo constante em São Paulo nos últimos meses, interferiu e resolvi não sair de casa.
Plano B: seguir o conselho do Leandro Pereira, que disse no Twitter: “monta dentro da caixa”. Faz sentido, a placa-mãe veio dentro de uma caixa de papelão razoavelmente resistente e do tamanho certinho. Não caberia a fonte, mas ela é bem protegida e pode ficar externa, nem o HD, mas para testes iniciais um pendrive de 16 GB dá e sobra. Então mãos à obra!
Umas duas horas, alguns furos e cortes e um pouco de cola quente depois nascia o Gambiarra I. Acho que quebrei TODAS as “boas-práticas” estabelecidas para montagem de PCs nessa máquina, mas ela funciona e cumpre seu propósito. A placa-mãe está parafusada a espaçadores de latão presos ao fundo da caixa. O espelho com os conectores é encaixado em um corte na traseira, e outro na frente dá espaço para um botão de força e um LED.
Liguei o micro na TV de 32″ da sala e instalei o Ubuntu em um pendrive para um teste rápido. Por enquanto, tudo OK. Só preciso melhorar a ventilação da “caixa”: o clock do processador é automaticamente reduzido com o aumento da temperatura, e vi Street Fighter Alpha 3 cair de 60 FPS sólidos (com a tampa aberta, por isso os pregadores nas fotos) para 43 com ela fechada. Nada que mais alguns cortes nos lugares certos não resolvam.
Por enquanto meu arcade é um PC numa caixa de papelão ligada à TV. O próximo passo é definir um sistema operacional e front-end, e iniciar o projeto dos controles. Espero ter essa parte pronta até o final das minhas férias, no início de março. Até lá, já posso ir jogando Street Fighter “na telona”. O problema é me acostumar com as 32 polegadas e voltar pra um CRT de 17 depois…






