O Game & Watch voltou!

"Minigame" da Nintendo que fez sucesso na década de 80 volta às lojas

Se você é um gamer “das antigas”, provavelmente se lembra do primeiro “console” portátil da Nintendo. Console não, consoles, porque o “Game & Watch” vinha em vários modelos, um para cada jogo. Como diz o nome, era um “dois em um”: jogo e relógio com despertador. Os títulos iam de games simples como Ball (onde um malabarista não podia deixar a bola cair) a versões de bolso de arcades como Donkey Kong.

Foram várias séries do console, cada uma com uma característica diferente: telas largas (Widescreen), transparentes (Crystal Screen), com duas telas (Multiscreen, que serviram de inspiração pro Nintendo DS), com telas coloridas (SuperColor) e muito mais. Em 9 anos no mercado, entre 1980 e 1989, a Nintendo lançou cerca de 70 modelos diferentes. A produção só parou com o lançamento do Gameboy, também em 1989. Mas chega de lição de história. O que importa é que o Game & Watch voltou!.

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Cozinhando com a Nintendo

Quem me conhece sabe que me viro, até que razoavelmente bem, na cozinha. Não chego nem aos pés do meu pai, que faz verdadeiras obras-primas com uma panela na mão, mas vou bem além do trivial variado e de fome ou excesso de miojo eu não morro (nem ninguém ao meu redor). Tanto que, com gosto, sou o “cozinheiro oficial” de casa, cuidando do jantar pra Elaine e, agora, pro Gabriel.

Mas meu cardápio é limitado, eu não sou do tipo criativo (não na cozinha) e não tenho a habilidade de meu pai de dissecar um prato com apenas uma garfada e fazer igual depois. Preciso de receitas, e quanto mais detalhadas melhor. Não sou do tipo paciente, por exemplo: tendo a fazer múltiplas coisas ao mesmo tempo e queimar etapas, o que acaba atrapalhando o resultado final do prato.

Foi por isso que fiquei todo animado quando soube que a Nintendo resolveu lançar “Personal Trainer: Cooking” para o Nintendo DS no ocidente. O “software” (não é um jogo) é uma versão ocidentalizada de um “livro de receitas” eletrônico que saiu no Japão em 2006.

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“MacBook Micro”, agora em vídeo

Atendendo a pedidos, segue o videozinho mostrando o Mobo White 1050 rodando o Mac OS X 10.5.5. Toda a sequência de boot, do momento em que o micro é ligado até o desktop aparecer, ocorre em tempo real, sem cortes. Para ilustrar o desempenho mostro navegação na web (Safari), reprodução de vídeo em tela cheia (Quicktime) e Spaces e os “widgets” do Dashboard, com efeitos de transição.

Antes que perguntem: a música é “New Soul”, da Yael Naim (a mesma usada no comercial do MacBook Air). O vídeo é a abertura do episódio 20 de Macross Frontier. A edição foi feita em um MacMini, com o excelente iMovie, da Apple.

Hands-on com o Mobo White

POST ATUALIZADO em 06/10 às 14:36 (corrigida informação sobre o chipset de vídeo)

Chegou às minhas mãos o Mobo White 1050, um dos modelos na nova linha de subnotebooks da Positivo Informática. Ainda não tive tempo de fazer testes, mas já posso passar para vocês algumas impressões iniciais.

  • Não há dúvidas, ele é o MSI Wind. E isso é bom.
  • O nome diz “Mobo White” mas ele não é branco. Na verdade, a cor é um “branco pérola”, bonito. O teclado é branquinho mesmo, e minha preocupação é que, com o tempo, amarele ou pegue sujeira facilmente.
  • Alguns dados do hardware: Processador Intel Atom N270 de 1.6 GHz, 1 GB de RAM, HD de 120 GB Seagate Mobilemax (STM9120817AS), interface wireless RTL8187SE, interface ethernet RTL8102E (essa é nova pra mim), som Realtek HD Audio, vídeo on-board Intel 945 Intel GMA 950 e monitor LCD de 10 polegadas a 1024 x 600 pixels. Além disso, tem três portas USB, webcam e leitor de cartões SD. Nada de modem. Peso total: 1.3 Kg.
  • Dos 120 GB de espaço em disco, 3.72 GB são ocupados pelo sistema operacional (Windows XP SP3) mais o BrOffice.org 2.4 e Acrobat Reader. Segundo a Positivo, a bateria tem autonomia de seis horas. Com carga de 100%, o Windows reporta 5 horas de autonomia. Ainda não usei o Mobo por tempo suficiente para saber qual dos dois está certo.
    UPDATE às 18:32 de 30/09/08: acabo de terminar um teste em “uso real”: máquina rodando com navegador web, cliente de IM e editor de textos, fazendo minhas tarefas diárias. Nessas condições, a autonomia de bateria foi de três horas e trinta e um minutos. BEM longe do prometido pelo fabricante e pelo próprio sistema operacional. Vou fazer novos testes pra confirmar os números.
    UPDATE às 12:17 de 05/10/08: esqueci de mencionar um novo teste de bateria feito na noite de sexta. Novamente em “uso real”, a bateria chegou às
    quatro horas e cinquenta minutos. Mais próximo do que o Windows reportava, e próximo o suficiente da afirmação do fabricante para eu me considerar satisfeito. Meu Eee PC, que mal chega às duas horas e meia, está envergonhado num canto da mesa.
  • A bateria que acompanha a máquina é uma bateria estendida, maior que a bateria comum e que levanta a traseira do micro na mesa. Ela vem com seus próprios pézinhos de borracha para estabilizar a máquina, e a deixa em um ângulo confortável para digitação.
  • Falando no teclado, as teclas são bem maiores que as do Mobo original ou do EeePC, e no geral ele é bastante confortável para digitar. A única coisa estranha é a posição da tecla com os caracteres /, ? e °. Em vez de ficar ao lado do Shift da direita, como em um teclado ABNT2 comum, ela fica na última fileira, entre a tecla “menu” e a seta à esquerda (vide foto).
  • A máquina veio acompanhada de uma bolsinha de couro sintético para transporte, que pode acomodar o notebook e alguns CDs/documentação, mas não tem espaço para o adaptador de energia (que é do tamanho do de um notebook normal).
  • Está rodando há três horas, e incrivelmente frio. Mas estou rodando só o Windows, IM e um navegador. Nada de calor nem no teclado, nem na saída de ventilção do lado esquerdo. A máquina é bastante silenciosa.
  • Não recebi (ainda) o CD de restauração do sistema, portanto nada de testes com o Linux por enquanto. Mas já descobri que o Wiki dos usuários do MSI Wind tem instruções completas para instalação do Ubuntu 8.04. Claro, também quero experimentar outros sistemas se tiver tempo.

Alguém tem perguntas?

Recauchutando um Nintendo DS

Todas as peças inclusas com a Shell. Tem até parafusos

Comprei meu Nintendo DS, o modelo originalzão, prateado, há quase três anos. Precisamente em outubro de 2005. Desde então, ele tem sido meu companheirão em inúmeras aventuras: foi pra vários cantos do Brasil, duas vezes pros EUA e até pra Seoul, sempre sem reclamar, me ajudando a matar incontáveis horas dentro de ônibus, aviões e em salas de espera de rodoviárias e aeroportos.

Mas confesso que não fui muito cuidadoso com ele. Antes de uma viagem, simplesmente largava ele dentro da mala, em um bolso acessível. Viajando junto com chaves e outros itens (como meu iPod), inevitavelmente ele sofreu arranhões. E a Nintendo não ajudou: em vez de plástico colorido, fez o gabinete de um plástico branco-leitoso pintado de prata. Com o tempo e a fricção de horas nas mãos, a tinta começou a desbotar.

Eu poderia ter feito um upgrade pra um DS Lite, mas sinceramente não vejo muita vantagem: sim, a tela é melhor, mas estou satisfeito com a do DS Original. Cheguei a pensar em comprar tinta e pintar o console (como vi várias vezes na internet), mas considerando minha experiência anterior com pintura de plásticos (no caso um Hotbit 1.1) e os resultados… digamos… menos que satisfatórios, resolvi não arriscar.

Até que, cerca de um mês atrás, enquanto navegava na internet, tropecei com a oferta de algumas “cascas” substitutas (o nome em inglês é replacement shell) no DealExtreme. A pouco menos de sete dólares cada, e com frete grátis pra todo mundo, não custava experimentar. Pedi uma casca branca (incluindo também a chave tri-wing que eu ia precisar pra abrir o console), e em cerca de três semanas o pacote chegou em casa.

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Feito em casa – Parte II

Assim como “a natureza abomina o vácuo” (segundo Aristóteles), geeks abominam o desperdício. E eu me peguei olhando exatamente nos olhos do danado na semana passada. Estava copiando alguns arquivos para meu Mac Mini quando dei de cara com um alerta do OS X: “Você está ficando sem espaço em disco”. Caramba, lotei um HD de 80 GB sem nem sentir. Enquanto pensava no que poderia apagar ou gravar em DVD para liberar espaço, meus olhos pousaram sobre um canto da mesa, e o que vejo? Dois HDs IDE de 3.5 polegadas dando sopa: um de 40 GB e um de 80 GB.

O de 40 GB é o que sobrou do meu primeiro projeto de “armazenamento externo”, um case USB que montei há cerca de dois anos. O de 80 GB eu ganhei da minha namorada, e seria um “upgrade” do case se o dito não tivesse pifado há pouco tempo. A idéia de comprar dois cases novos para os discos não me agradava muito: eu ia gastar dinheiro, ocupar mais tomadas, mais portas USB e os discos estariam acessíveis apenas para um dos micros da casa, sendo que atualmente costumo ter duas ou três máquinas “em uso” a qualquer momento (as principais são meu Mac Mini, o Hackintosh da Elaine e meu EeePC).

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Uma semana com o Eee PC 701

Só pra fazer um “follow-up” do meu post sobre a chegada do meu Eee PC, seguem minhas impressões sobre a máquina após uma semana de uso.

  • Ele já tem um Pokénome: Azurill. É um “Pokémon bebê” (ideal pra algo que parece um filhote de notebook) e soa como ASUS. Outras máquinas da minha rede: Raichu (Mac Mini), Pidgey (Positivo M25), Lugia (Duron montado em casa).
  • O sistema operacional, uma variante do Xandros, funciona. Quem é usuário novato vai se adaptar sem problemas, mas pessoas com mais experiência, especialmente com outras distribuições Linux, vão ficar querendo mais. Troquei pelo EeeXubuntu, com intenção de dar uma olhada de perto no Eeebuntu (baseado no Ubuntu Hardy) no próximo fim de semana.
  • O sistema de atualização de software do Xandros é irritante. É lerdo, não tem barra de progresso nos downloads e só posso instalar uma atualização por vez. Fiquei de saco cheio e fiz um apt-get dist-upgrade através da linha de comando. Uma centena de megabytes depois… o sistema estava atualizado, e todos os ícones da pasta Games duplicados. Vá entender. Juro que usei apenas os repositórios de software oficiais.
  • A bateria me decepcionou bastante. Marquei 2 horas e 15 minutos com Wi-Fi ligado e sob uso intenso, ou seja, baixando coisas na maior parte do tempo. Imagino que não vá melhorar muito com uso moderado. Depois das quase quatro horas e meia do Mobo, parece um retrocesso.Deixar o Wi-Fi desligado? Só em lugares onde não houver outra opção a não ser a rede cabeada. Não gosto de voltar no tempo.
  • O EeeXubuntu ocupa menos espaço em disco que o Xandros (depois da instalação, fiquei com 1,7 GB livres, tinha 1,35 no Xandros), e não sacrifica recursos. Com um pouco de configuração manual é possível restaurar suporte total ao hardware, incluindo o OSD (on-screen display) com indicação dos níveis de brilho da tela, volume e estado da interface Wi-Fi. A variedade de software disponível é muito maior, e o boot ainda é bastante rápido. Vale a pena mudar.
  • Minhas “dicas para viver bem” com a tela de 7 polegadas que publiquei no post do Mobo valem para o Eee PC. Usar o Opera, rodar o OpenOffice.org em tela cheia, etc e tal. Cada pixel conta.
  • A antena Wi-Fi é MUITO sensível, aqui na sala de casa mostra muito mais redes Wi-Fi que as encontradas pelos outros notebooks (e reporta intensidade de sinal maior). Em Curitiba, encontrou na sala de estar a rede Wi-Fi do segundo andar da casa com intensidade de sinal de 81%, coisa que o Mobo não fez. Daria até pra navegar deitado na rede no quintal, se não fosse o clima polar do fim de semana.
  • Ele ainda está com todos os adesivos de garantia intactos 🙂

Linux no Positivo Mobile Mobo

Post atualizado em 11/05. O Ubuntu roda, vejam o fim deste post

Ubuntu 8.04 rodando no Positivo Mobile MoboAcabei de fazer alguns testes com o Linux no Positivo Mobile Mobo. Como estou passando o fim de semana em Curitiba e sob restrição de banda (leiam: link ADSL lento), escolhi uma distro pequena e facilmente “carregável” em um pendrive para o experimento. No caso, o Slax 6.0.7 (apenas 190 MB) rodando em um pendrive Kingmax de 1 GB.

Antes de reportar os resultados, devo dizer que em pesquisas pela internet descobri vários “irmãos” do Mobo, comercializados por outros fabricantes em diversos países. Na Espanha, como os amigos do Zumo já mencionaram, ele é o “Airis Kira”. Já na Austrália é o “DreamBook IL1” da Pacific Computers. Em vários casos ele é vendido com Linux pré-instalado (pelo que vi, uma versão customizada da distro Linpus), então a compatibilidade é certa. Fica a pergunta: “o quão trabalhoso é deixar tudo rodando certinho?”

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RetroTech: Iomega Click!

Disco Click!Caiu em minhas mãos hoje, cortesia de um amigo, uma peça de tecnologia do passado. Daí veio o estalo: porque não colocar no BADCOFFEE análises de tecnologia antiga, produtos que “poderiam ter sido” algo grande, mas que hoje são desconhecidos? Afinal, só podemos prever o futuro se conhecermos o passado, diz o ditado.

Então, declaro inaugurada a seção RetroTech. O primeiro artefato a ser analisado é um Iomega Click! Drive (e seu respectivo disco), uma tentativa da Iomega (conhecidíssima a partir de meados da década de 90 pelo seu Zip Drive) de emplacar um formato de mídia portátil de alta (para a época) capacidade e baixo custo.

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MicroMemo: um (bom) microfone para seu iPod

Logo da XtremeMacResponda rápido: o que a maioria dos concorrentes do iPod, até mesmo os clones chineses mais vagabundos, tem que o lendário MP3 Player da Apple não tem? Esqueça interfaces wireless ou rádio, a resposta é bem mais simples: um microfone.

E por que um microfone é útil? Por um monte de motivos: se você for um jornalista, pode gravar entrevistas. Se for um estudante, gravar a aula para revisar mais tarde e se concentrar em anotar só as partes realmente importantes. É músico? então pode gravar aquela idéia ou melodia que veio à cabeça depois do almoço antes que ela desapareça. As possibilidades são muitas.

Felizmente o sucesso do iPod gerou um ecossistema imenso de acessórios para todos os fins, de capinhas de silicone para protegê-lo contra arranhões a sistemas para medir seu desempenho esportivo (como o Nike+iPod). Entre eles, claro, várias opções de microfones. Um dos que mais chama a atenção pela integração com o iPod e facilidade de uso é a linha MicroMemo, da XtremeMac.

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