LG GP08: Queimando (DVDs) em qualquer lugar

Gravador de DVD Externo LG GP08LU10

Junto com um netbook LG X110 que está em testes (review em breve lá no iG), a LG enviou para mim um gravador de DVD externo (modelo GP08LU10) bastante simpático. Com um design slim (ele mede 15,6 x 2,14 x 16,5 cm e pesa 380 gramas) em preto “black piano” com borda branca, ele fica bonito e ocupa pouco espaço em cima da mesa.

A instalação… tá, que instalação? Basta plugar o cabo USB no micro e pronto. A embalagem inclui CDs com software útil como o nero Express (gravação) e o CyberLink PowerDVD (reprodução de DVD), ambos em versões Windows, mas eles são opcionais se você já tiver seus favoritos para estas tarefas.

O aparelho grava todo tipo de CD e DVD que você possa imaginar, do mais humilde CD-R a discos DVD Dual-Layer, e ainda tem recursos como LightScribe, que permite “desenhar” rótulos na superfície do disco usando o laser de gravação. Infelizmente, mídia LightScribe não é muito popular por aqui e mais cara que os discos comuns, o que acaba limitando a utilidade deste recurso.

Só há dois comentários a fazer: o primeiro é que o drive ocupa duas portas USB no computador. Uma para dados e outra para alimentação. Não há opção de um carregador para plugá-lo na tomada (embora eu ache que um carregador USB “genérico” dá conta do recado) o que pode complicar as coisas se você pretende usá-lo em um netbook com um número limitado de portas. O LG X110, por exemplo, tem três: coloque o gravador e um mouse e você fica sem ter onde plugar o pendrive.

O outro problema é que, pelo menos na unidade que testei, o encaixe do cabo de dados é frouxo e qualquer esbarrão é suficiente para desconectá-lo. Não sei se é uma falha de projeto ou resultado de desgaste (o drive já havia sido usado antes), mas de qualquer forma é algo no que ficar de olho.

Se você precisa de um gravador de DVD para seu notebook (ou netbook), o LG GP08 é uma boa opção. O preço sugerido pelo fabricante é de R$ 300.

“King of Double Card” (ou: Brincando de Dual SIM)

Como disse em um post anterior, descobri que vou precisar usar duas linhas de telefonia celular daqui pra frente. Pesquisando alternativas que não envolvessem andar com dois aparelhos (redundância), nem um aparelho novo (caro demais), me lembrei de um artigo do Morimoto no Guia do Hardware sobre adaptadores Dual SIM, que permitem o uso de dois SIM Cards ao mesmo tempo em um único aparelho. Achei um vendedor num site de leilões, gostei do preço (cerca de R$ 11) e resolvi experimentar.

Pois hoje chegou em casa o King of Double Card, o modesto acessório que promete fazer a mágica. A aparência estranha: é basicamente um pedaço de circuito impresso flexível, parecendo um flat cable, com conectores para os dois SIM Cards e um minúsculo chip no meio do caminho.

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Mobo 3G: Quando o design estraga um produto

Visão geralQuando soube que a Positivo Informática estava lançando o Mobo 3G, esperava nada mais que um Mobo White (que por sua vez é uma versão nacional do conhecido MSI Wind) com um modem interno. Afinal, o Mobo White é uma boa máquina, com ótima autonomia de bateria (mais de 4 horas em vários testes) e bom desempenho. E diz o velho ditado: em time que está ganhando não se mexe. Certo?

Mas quando abri a embalagem do Mobo 3G 2060, tive uma surpresa: ele é bem diferente de seu irmão “menos conectado”. A começar pelo visual: ele ainda é branco, mas a tampa ganhou um acabamento translúcido, com um padrão de linhas como uma impressão digital visível sob o plástico. A metade inferior tem uma borda estreita em plástico preto, que até que dá um contraste legal. No geral ele não vai chamar a atenção por onde passar, mas não é feio.

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O “netbook da Apple”

Desde que os netbooks começaram a fazer sucesso, correm rumores de que a Apple irá lançar “em breve” um modelo para concorrer neste mercado. Faz sentido: com ASUS, MSI, Acer, HP, Dell, Lenovo e muitas outras empresas lucrando com estas máquinas, nada mais natural que a Apple também queira uma fatia deste suculento bolo.

Sem querer me gabar mas… eu já vi o netbook da Apple. Na verdade, estou usando um para escrever este artigo. O netbook da Apple tem um processador Intel Atom e 1 GB de RAM. Tem um LCD de ótima qualidade e um disco SSD, embora pequeno, no lugar dos espaçosos HDs da maioria dos concorrentes. Tem Wi-Fi e Bluetooth, claro, mas também tem modem 3G embutido.

Leopard "de bolso"

O netbook da Apple roda o OS X com desempenho muito superior a uma máquina equivalente com o Windows XP. Dá boot em 20 segundos, não reclama de múltiplos programas abertos e roda o Leopard com todos os efeitos visuais dos desktops grandes, sem frescuras de sistema “Home Basic” ou, pior, “Starter”. Ele dorme em um segundo, acorda em outro. A bateria, com Wi-Fi e em uso típico, aguenta três horas e 20 minutos, em média. E ele é bonitinho, com cantos arredondos, branco por fora e prata/preto por dentro.

Só tem um probleminha: este netbook “da Apple” não é exatamente da Apple. O netbook da Apple… é feito pela Dell!
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Dell Inspiron Mini 910: Primeiras impressões

Recebi ontem meu Dell Inspirion Mini 910 (também conhecido como Dell Mini 9), o netbook da Dell. Depois de um ano com um EeePC 701, era hora de pular para a “nova geração” de netbooks, equipados com mais RAM, telas maiores e melhores, discos SSD mais espaçosos e, mais importante, processadores Atom, que representam tanto um ganho em desempenho quanto no consumo de bateria. Isto não é um review, e sim um apanhado de “impressões iniciais” sobre a máquina. Perguntas são bem-vindas, é só deixar um comentário.

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O Game & Watch voltou!

"Minigame" da Nintendo que fez sucesso na década de 80 volta às lojas

Se você é um gamer “das antigas”, provavelmente se lembra do primeiro “console” portátil da Nintendo. Console não, consoles, porque o “Game & Watch” vinha em vários modelos, um para cada jogo. Como diz o nome, era um “dois em um”: jogo e relógio com despertador. Os títulos iam de games simples como Ball (onde um malabarista não podia deixar a bola cair) a versões de bolso de arcades como Donkey Kong.

Foram várias séries do console, cada uma com uma característica diferente: telas largas (Widescreen), transparentes (Crystal Screen), com duas telas (Multiscreen, que serviram de inspiração pro Nintendo DS), com telas coloridas (SuperColor) e muito mais. Em 9 anos no mercado, entre 1980 e 1989, a Nintendo lançou cerca de 70 modelos diferentes. A produção só parou com o lançamento do Gameboy, também em 1989. Mas chega de lição de história. O que importa é que o Game & Watch voltou!.

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Cozinhando com a Nintendo

Quem me conhece sabe que me viro, até que razoavelmente bem, na cozinha. Não chego nem aos pés do meu pai, que faz verdadeiras obras-primas com uma panela na mão, mas vou bem além do trivial variado e de fome ou excesso de miojo eu não morro (nem ninguém ao meu redor). Tanto que, com gosto, sou o “cozinheiro oficial” de casa, cuidando do jantar pra Elaine e, agora, pro Gabriel.

Mas meu cardápio é limitado, eu não sou do tipo criativo (não na cozinha) e não tenho a habilidade de meu pai de dissecar um prato com apenas uma garfada e fazer igual depois. Preciso de receitas, e quanto mais detalhadas melhor. Não sou do tipo paciente, por exemplo: tendo a fazer múltiplas coisas ao mesmo tempo e queimar etapas, o que acaba atrapalhando o resultado final do prato.

Foi por isso que fiquei todo animado quando soube que a Nintendo resolveu lançar “Personal Trainer: Cooking” para o Nintendo DS no ocidente. O “software” (não é um jogo) é uma versão ocidentalizada de um “livro de receitas” eletrônico que saiu no Japão em 2006.

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“MacBook Micro”, agora em vídeo

Atendendo a pedidos, segue o videozinho mostrando o Mobo White 1050 rodando o Mac OS X 10.5.5. Toda a sequência de boot, do momento em que o micro é ligado até o desktop aparecer, ocorre em tempo real, sem cortes. Para ilustrar o desempenho mostro navegação na web (Safari), reprodução de vídeo em tela cheia (Quicktime) e Spaces e os “widgets” do Dashboard, com efeitos de transição.

Antes que perguntem: a música é “New Soul”, da Yael Naim (a mesma usada no comercial do MacBook Air). O vídeo é a abertura do episódio 20 de Macross Frontier. A edição foi feita em um MacMini, com o excelente iMovie, da Apple.

O Mobo e o Pinguim

Quando brinquei com a primeira versão do Mobo, há cerca de cinco meses, confesso que fiquei um pouco desapontado pela pouca compatibilidade com o Linux, o que acabou me levando a comprar um Eee PC 701 (apesar da menor autonomia da bateria). Wi-Fi e leitores de cartão não funcionavam, vídeo estava restrito ao modo VESA, som tinha problemas com a saída de fones de ouvido, etc.

Ou seja, daria um trabalho considerável deixar o pinguim “redondo” na maquininha, e a compatibilidade total não era garantida. Pra piorar, os 2 GB de flash interna eram um pouco apertados: um Ubuntu completo ocupa 2.5 GB. Claro, sempre dá pra remover pacotes e forçar o sistema em uma dieta, mas é mais trabalho.

Fico feliz em dizer que, com os novos Mobo White baseado no processador Atom, a situação é bem diferente. Colocar a versão mais recente (8.04.1) do Ubuntu no Mobo White 1050 foi moleza, e os poucos ajustes que precisei fazer manualmente tomaram só alguns minutos. No final das contas, o resultado foi um sistema com bom desempenho e bom suporte a hardware.

Começando pelas boas notícias, o vídeo foi configurado corretamente já no instalador do Ubuntu, com resolução correta (1024 x 600) e aceleração. A instalação em si levou cerca de 15 minutos, sem nenhum problema. Logo no primeiro boot, vi que o Compiz estava habilitado e teclado, mouse (trackapad) e som corretamente configurados. O medidor de bateria no painel estava funcionando corretamente, assim como o recurso de sleep.

A opção “hibernate” (hibernação) também estava lá, mas não funcionou a contento. Na primeira tentativa, a máquina hibernou e não voltou mais, nem pressionando o botão de power. Tive que retirar e recolocar a bateria para ressuscitá-la. Assim que ela acordou, tentei um segundo sleep consecutivo, quando tomei um kernel panic. 

A princípio, a interface Wi-Fi não funciona. Mas o Wiki de usuários do Wind tem instruções para habilitá-la, compilando manualmente os drivers. As instruções são fáceis de seguir, e funcionaram de primeira. Em cerca de 15 minutos (contando o tempo para baixar e compilar os drivers) o Mobo estava conectado à minha rede Wireless. A única desvantagem deste método é que cada atualização do kernel vai te deixar temporariamente sem Wi-Fi, até você recompilar os drivers. Futuras versões do Ubuntu, como a Intrepid Ibex (8.10), devem resolver o problema.

Por fim, o leitor de cartões (que costuma dar dor de cabeça no Linux) funcionou de primeira sem ajuste manual. E dizem que a Webcam funciona, mas não consegui testar: o atalho para habilitá-la (Fn + F6) não funcionou, e ela não foi encontrada por programas como o Cheese ou Skype.

Se você procura um ultraportátil para rodar Linux, o Mobo White é uma boa pedida. O desempenho é bom (a máquina é bem mais “esperta” que um Eee PC 701, por exemplo) e a compatibilidade também. A Positivo vai comercializar uma versão exclusiva com Linux, chamada Mobo White 1000 (mas com hardware mais fraco: HD de 80 GB e 512 MB de RAM), mas mesmo se você comprar os modelos mais caros com Windows, não deve ter problemas.

Hands-on com o Mobo White

POST ATUALIZADO em 06/10 às 14:36 (corrigida informação sobre o chipset de vídeo)

Chegou às minhas mãos o Mobo White 1050, um dos modelos na nova linha de subnotebooks da Positivo Informática. Ainda não tive tempo de fazer testes, mas já posso passar para vocês algumas impressões iniciais.

  • Não há dúvidas, ele é o MSI Wind. E isso é bom.
  • O nome diz “Mobo White” mas ele não é branco. Na verdade, a cor é um “branco pérola”, bonito. O teclado é branquinho mesmo, e minha preocupação é que, com o tempo, amarele ou pegue sujeira facilmente.
  • Alguns dados do hardware: Processador Intel Atom N270 de 1.6 GHz, 1 GB de RAM, HD de 120 GB Seagate Mobilemax (STM9120817AS), interface wireless RTL8187SE, interface ethernet RTL8102E (essa é nova pra mim), som Realtek HD Audio, vídeo on-board Intel 945 Intel GMA 950 e monitor LCD de 10 polegadas a 1024 x 600 pixels. Além disso, tem três portas USB, webcam e leitor de cartões SD. Nada de modem. Peso total: 1.3 Kg.
  • Dos 120 GB de espaço em disco, 3.72 GB são ocupados pelo sistema operacional (Windows XP SP3) mais o BrOffice.org 2.4 e Acrobat Reader. Segundo a Positivo, a bateria tem autonomia de seis horas. Com carga de 100%, o Windows reporta 5 horas de autonomia. Ainda não usei o Mobo por tempo suficiente para saber qual dos dois está certo.
    UPDATE às 18:32 de 30/09/08: acabo de terminar um teste em “uso real”: máquina rodando com navegador web, cliente de IM e editor de textos, fazendo minhas tarefas diárias. Nessas condições, a autonomia de bateria foi de três horas e trinta e um minutos. BEM longe do prometido pelo fabricante e pelo próprio sistema operacional. Vou fazer novos testes pra confirmar os números.
    UPDATE às 12:17 de 05/10/08: esqueci de mencionar um novo teste de bateria feito na noite de sexta. Novamente em “uso real”, a bateria chegou às
    quatro horas e cinquenta minutos. Mais próximo do que o Windows reportava, e próximo o suficiente da afirmação do fabricante para eu me considerar satisfeito. Meu Eee PC, que mal chega às duas horas e meia, está envergonhado num canto da mesa.
  • A bateria que acompanha a máquina é uma bateria estendida, maior que a bateria comum e que levanta a traseira do micro na mesa. Ela vem com seus próprios pézinhos de borracha para estabilizar a máquina, e a deixa em um ângulo confortável para digitação.
  • Falando no teclado, as teclas são bem maiores que as do Mobo original ou do EeePC, e no geral ele é bastante confortável para digitar. A única coisa estranha é a posição da tecla com os caracteres /, ? e °. Em vez de ficar ao lado do Shift da direita, como em um teclado ABNT2 comum, ela fica na última fileira, entre a tecla “menu” e a seta à esquerda (vide foto).
  • A máquina veio acompanhada de uma bolsinha de couro sintético para transporte, que pode acomodar o notebook e alguns CDs/documentação, mas não tem espaço para o adaptador de energia (que é do tamanho do de um notebook normal).
  • Está rodando há três horas, e incrivelmente frio. Mas estou rodando só o Windows, IM e um navegador. Nada de calor nem no teclado, nem na saída de ventilção do lado esquerdo. A máquina é bastante silenciosa.
  • Não recebi (ainda) o CD de restauração do sistema, portanto nada de testes com o Linux por enquanto. Mas já descobri que o Wiki dos usuários do MSI Wind tem instruções completas para instalação do Ubuntu 8.04. Claro, também quero experimentar outros sistemas se tiver tempo.

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