Archive for the 'Review' Category

Linux no Positivo Mobile Mobo

Post atualizado em 11/05. O Ubuntu roda, vejam o fim deste post

Ubuntu 8.04 rodando no Positivo Mobile MoboAcabei de fazer alguns testes com o Linux no Positivo Mobile Mobo. Como estou passando o fim de semana em Curitiba e sob restrição de banda (leiam: link ADSL lento), escolhi uma distro pequena e facilmente “carregável” em um pendrive para o experimento. No caso, o Slax 6.0.7 (apenas 190 MB) rodando em um pendrive Kingmax de 1 GB.

Antes de reportar os resultados, devo dizer que em pesquisas pela internet descobri vários “irmãos” do Mobo, comercializados por outros fabricantes em diversos países. Na Espanha, como os amigos do Zumo já mencionaram, ele é o “Airis Kira”. Já na Austrália é o “DreamBook IL1″ da Pacific Computers. Em vários casos ele é vendido com Linux pré-instalado (pelo que vi, uma versão customizada da distro Linpus), então a compatibilidade é certa. Fica a pergunta: “o quão trabalhoso é deixar tudo rodando certinho?”

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“Cabe QUANTO aí dentro?!?”

São coisas como esta que me fazem continuar no mercado de informática: mesmo depois de 22 anos ao redor de computadores, nunca deixo de me surpreender. O motivo do espanto desta vez? Um pendrive.

Não, pendrives não são novidade. Me lembro do meu primeiro, um modelo de 128 MB da HP. Com o tempo, a capacidade foi aumentando: comprei meu primeiro pendrive de 512 MB em Seoul em 2006 (foi MUITO barato, coisa de 15 Reais). Hoje meu companheiro é um MightyDrive de 2 GB da Samsung.

Mas na semana passada, recebi uma caixinha com um convite para uma coletiva e vi lá dentro o que parecia ser um desses “chaveirinhos de celular”, que as meninas penduram para decorar os aparelhos. Era literalmente um pedacinho de plástico, um retângulo com 3,2 cm de comprimento, 1,2 cm de largura e só 2 mm de espessura. Olhei mais de perto e vi que o logo impresso dizia “Kingmax 1 GB” e havia o ícone do barramento USB em relevo. Foi só aí que me toquei: “CARAMBA! ISSO é um pendrive de 1 GB?”. Saquem a comparação com algo do tamanho de um cartão de crédito padrão:

É o menor pendrive que já vi, e se não me engano um dos menores do mercado, ganhando dos “MicroVault Tiny” da Sony. É tão pequeno que um desocupado fez um “casemod”, embutindo ele dentro de um plugue USB padrão, criando um pendrive que lembra um cabo USB cortado. O drive não bate recordes de desempenho, mas é perfeitamente usável no dia-a-dia. Não testei no Windows Vista para saber se é “ReadyBoost Compatible” por pura falta de máquinas com o Windows Vista por perto. E prefiro que fique assim :P

Pensando sobre o brinquedo, cheguei à conclusão que dá pra deixar os pendrives ainda menores. Usando o mesmo tipo de memória dos cartões MicroSD, por exemplo, daria pra fazer algo com a metade do tamanho do Kingmax. Mas tenho certeza que aí os fabricantes iriam começar a violar as especificações mecânicas quanto às dimensões mínimas de um conector USB. Ainda bem, já imaginaram a dor de esquecer um pendrive de 4 GB no bolso da calça e só encontrá-lo depois de um ciclo de lavagem longa com água quente?

Finalmente, TVs de bolso!

Quando estive em Seoul, em Outubro de 2006, uma das primeiras coisas que me impressionaram foi a abundância do que eles chamam de “DMB Players”. Basicamente, são media players portáteis com uma tela maior (geralmente 3 ou 3.5 polegadas widescreen) e capacidade de sintonizar o sinal móvel do sistema de TV Digital sul-coreano, o DMB. Além dos DMB Players, a tecnologia também está embutida em celulares, MP3 Players e câmeras digitais, mas as “TVzinhas de Bolso” foram o que mais me chamou a atenção, provavelmente pelo impacto de ver algo que se parece com uma TV (que geralmente é um objeto imóvel em um canto da sala), mas que cabia na palma da mão.

Celular Anycall (Samsung) com receptor DMB DMB Player dedicado. Também um modelo da Samsung Até os UMPCs (este é um Samsung Q1) tem sintonizador DMB

Com a estréia do nosso sistema de TV Digital, a mobilidade foi uma das muitas novidades prometidas. Nos primeiros meses, estávamos limitados a sintonizadores 1Seg (nosso padrão móvel) no formato de pendrives. Há algumas semanas começaram a aparecer os primeiros telefones celulares (da Semp Toshiba e da Samsung), e hoje tive o prazer de colocar as mãos em um dos primeiros “SBTVD Players” que vi por aqui. É a apropriadamente chamada Pocket TV, da até então desconhecida TELE System.

Pocket TV, a “nossa” TV de bolso

O review completo está lá no iG, mas vou aproveitar para adicionar algumas coisas. O fator “que bonitinha! eu quero!” não pode ser subestimado: todo mundo na redação do iG queria ver a TVZinha de bolso, e a reação de espanto foi muito similar à minha lá em Seoul. A recepção é muito boa e gravar os programas em um cartão SD é uma grande sacada (pense em um videocassete de bolso), embora os outros recursos (MP3, exibição de fotos) sejam meio secundários: eles existem, funcionam a contento, mas dá pra melhorar. O preço é passável (R$ 899 com cartão de 1 GB). Mas a dúvida é se vai pegar aqui no Brasil. Será que o brasileiro vai aderir às telinhas portáteis dedicadas ou vai preferir esperar o preço dos celulares com TV integrada cair para entrar na onda? A julgar pela quantidade de fones da Motorola e Sony-Ericsson que tenho visto nos ônibus e metrô, aposto na segunda opção.

Rigues nas bancas

Mac+ 17 - Já nas bancas!Aquela matéria sobre a qual comentei há algum tempo, sobre formas de rodar o Windows Vista no Mac OS X, já está nas bancas. É parte da Mac+ no 17, páginas 42 a 47. Além disso, a revista traz tudo o que você sempre quis saber sobre os novos iPods, um especial sobre o Final Cut Studio 2, um guia com várias opções de caixas de som para seu iPod, um tutorial sobre criação de bancos de dados no FileMaker Pro, uma introdução ao Numbers, dicas para calibração de monitores e um tutorial sobre remixagem de áudio no Logic. Compre Djá! :)

Ossos do ofício

Em qualquer profissão, chega um momento em que você precisa fazer algo de que não vai se orgulhar depois. Hoje foi minha vez. É duro admitir, mas passei as últimas horas instalando o Windows Vista… em um Macbook Pro. :P

Mac OS X com Parallels Desktop

A foto acima não é uma montagem. Tampouco é um Mac com cara de Vista, nem um Vista com cara de Mac. É um Macbook Pro com o Mac OS X 10.4, rodando o Parallels Desktop 3.0 com o Windows Vista Ultimate no modo “Coherence”. O Parallels cria uma “máquina virtual”, dentro da qual roda o sistema da Microsoft. Você pode configurar vários parâmetros dessa máquina, como RAM, espaço em disco, acesso a periféricos do Mac, etc. Rodando no modo coherence o desktop do Windows some, e as janelas dos programas de Windows se misturam às janelas dos programas para Mac no Desktop (você pode até minimizá-las para a Dock). A integração é bem completa: dá pra copiar e colar entre aplicativos, arrastar arquivos do Windows pro Mac, compartilhar área de transferência e mais.

Toda essa experiência é parte de uma matéria sobre formas de rodar o Windows e programas escritos para ele em um Mac Intel da forma mais fácil (e eficiente) possível, para que você possa ter o melhor dos dois mundos: a segurança, estabilidade e facilidade de uso do Mac OS X, aliada àqueles aplicativos essenciais que ainda só existem em versão Windows. Em breve nas bancas :)

Vai um notebook CCE aí?

OK, eu sei que muita gente tem certa aversão à marca CCE, que ficou “gravada” no imaginário popular como sinônimo de baixa qualidade. Mas como dizem, “todo preconceito é burro”. Quando analisei um notebook da CCE Informática, o CCE Win LEVP-D10H120 há algumas semanas, fiquei surpreso. Agradavelmente surpreso.

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“Oh No!” Os Lemmings invadem o Nintendo DS

LemmingsUm jogo bem sucedido é aquele que vende milhões de cópias e gera talvez uma ou duas sequências, trazendo muito lucro ao seu desenvolvedor. Um clássico é aquele jogo que, mesmo décadas após seu lançamento, ainda consegue prender os jogadores e atrair uma multidão de fãs, que ignoram os gráficos “ultrapassados” em nome de uma jogabilidade perfeita e diversão sem fim. Lemmings é um clássico.

Se você já usava (e jogava) um computador na década de 90, provavelmente se lembra dos lemmings. Estúpidas criaturinhas de cabelo verde que só sabem andar para frente, ignorando completamente os perigos naturais (como poços de lava) e diabólicas armadilhas (como prensas hidráulicas) no caminho. Como jogador, cabe a você cuidar bem deles e levá-los com segurança até a “casinha”. Para isso você pode ensinar habilidades aos bichinhos, fazendo com que cavem túneis, destruam paredes, construam escadas ou simplesmente se suicidem em explosões espetaculares, tudo em nome do bem maior da “comunidade” Lemming.

O atrativo é que Lemmings é um daqueles jogos fáceis de aprender e difíceis de dominar. A jogabilidade pode parecer simples, mas o design das fases requer a combinação de múltiplas habilidades, no local e tempo exatos, para que você consiga salvar os malditos, er, adoráveis bichinhos. Sao inúmeras as vezes em que você está “quase” chegando na solução e, por descuido, acaba jogando toda a turma em um lago, ou explodindo a escada que construiu com precisão milimétrica. Com certeza o jogo foi responsável por muitos cabelos brancos, calvície precoce e úlceras estomacais mundo afora.

Ao longo dos anos Lemmings teve muitas versões. Sequências como Lemmings 2: The Tribes (com 12 “tribos” de Lemmings, cada uma com habilidades diferentes) e Lemmings 3D não conseguiram atingir o sucesso do original, lançado inicialmente para o Amiga e logo em seguida para PC e Mac. Muitas versões para consoles domésticos, como o NES, SNES, Master System, Mega Drive e Gameboy, foram feitas, mas cada uma tinha seus problemas próprios. Em algumas a jogabilidade sofria com a troca do mouse por um joystick, noutras os gráficos perdiam muito em detalhes e cor. O consenso geral era que, embora algumas versões fossem muito boas, nenhuma se igualava aos originais.

Nenhuma, até um desenvolvedor “amador” chamado Matthew Carr resolver criar uma versão para o Nintendo DS. Lemmings DS, é uma recriação fiel do jogo original, com extras que melhoram ainda mais a jogabilidade. Na verdade não se trata de um jogo só, são seis jogos em um, pois ele traz todas as fases de Lemmings, Oh No! More Lemmings e ‘Xmas Lemmings 91, 92, 93 e 94. No total são mais de 290 fases para você quebrar a cabeça durante horas.
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Impressões iniciais sobre o iPhone

Os primeiros reviews do iPhone estão começando a pipocar na internet. Não, nós do BADCOFFEE não vamos publicar um. Adoraríamos, mas por um tempo vai ser impossível conseguir um nos EUA, quanto mais no Brasil. No entanto, se algum benfeitor misterioso quiser nos emprestar o brinquedinho por um dia ou dois, estamos abertos à negociação :P

As análises de David Pogue (New York Times), Walt Mossberg (The Mossberg Solution), Stephen Levy (Newsweek) e Edward Baig (USA Today) são bastante positivas. Todas concordam que o software é um grande passo à frente do que existe nos smartphones de hoje e elogiam a facilidade de uso. Claro que o iPhone não é perfeito: as reclamações mais comuns são o teclado virtual (demora um pouco até se acostumar, fica mais fácil se você “confiar” nele), a rede/cobertura da AT&T (fora da alçada da Apple) e a câmera, que não tira boas fotos no escuro. E falando na câmera, dois fatos curiosos: ela não grava vídeos (talvez numa atualização de software futura) e nem é possível enviar imagens por MMS (esse recurso simplesmente não existe).

Por enquanto, parece que as previsões apocalípticas de fracasso imediato feitas pelos críticos não vão se concretizar. Continuamos de olho.

Vista pirata dispensa ativação

Recentemente chegou aos “bons” trackers de BitTorrent da Internet uma versão pirata do Windows Vista. Isso em si não é novidade, elas existem desde antes do lançamento da versão final do sistema operacional. O diferencial nesta é que ela instala sem número de série, e roda como se estivesse permanentemente ativada.

Esta versão pirata foi lançada por um grupo chamado NoPE, e chegou à atenção do site de notícias The Inquirer no dia 17 de maio. Para investigar a história, resolvi correr atrás e baixar uma cópia para ver como o sistema se comporta. E funciona exatamente como anunciado. Em nenhum momento o número de série é pedido durante a instalação, e após, com o sistema já rodando, o comando slmgr -xpr (em uma janela do DOS) confirma que a cópia do sistema está “Permanently Activated”.

Baixei atualizações do Windows Update, e fiz o download de alguns softwares do site da Microsoft que exigem um “Windows Genuíno”. A máquina passou por todas as verificações sem levantar nenhuma suspeita. A “Central de Informações” no painel de controle identifica a máquina como sendo da Dell (na verdade é um PC Montado), o que indica que o “hack” é baseado em um dos sistemas de emulação de BIOS OEM que já circulavam por aí.

Explicando rapidamente: para facilitar a vida de fabricantes e integradores, a Microsoft implementou um esquema de ativação que usa informações armazenadas na BIOS da máquina. Durante a instalação, o sistema lê esses dados da BIOS e, se estiverem corretos, se ativa automaticamente. Isso facilita a vida do fabricante, que não tem de bolar uma forma de inserir um número de série diferente em cada máquina, e do usuário, que não tem que passar pelo trabalho de ativar o PC novinho que acabou de comprar.

Os emuladores de BIOS são programas imitam o comportamento dessas BIOS OEM, fazendo o Vista pensar que está rodando em hardware previamente licenciado. A diferença é que, em vez de instalar o software manualmente, como antes, agora é possível simplesmente instalar o sistema com tudo já pré-empacotado, sem complicação. A máquina sai “pronta para usar”.

Em seu blog, o Gerente Senior de Produtos da Microsoft, Alex Kochis, avisa que a empresa tem como detectar e desativar esse hack, mas obviamente não diz como e quando vai fazer isso, e nem se tem como fazê-lo sem afetar usuários com máquinas OEM legítimas. Até agora, a versão modificada continua funcionando perfeitamente. Piratas 1 x Microsoft 0…

Foxmarks: bookmarks onipresentes no Firefox

FoxmarksUso vários computadores em meu dia-a-dia. Começo no micro da empresa (usando o Ubuntu 6.10), às vezes pulo para a partição Windows (rodando o Vista Ultimate) ao longo do dia, e ao chegar em casa me divido entre meu desktop (um Mac rodando o OS X 10.4) e meu notebook. Em comum entre todas as máquinas, uma das minhas principais ferramentas de trabalho: o Mozilla Firefox.

Confesso que não uso muitos bookmarks. Sei a URL de meus sites favoritos de cor, e para me lembrar das coisas que encontro durante minhas aventuras na web uso um método próprio, derivado da minha forma de me localizar no mundo real: não guardo o endereço das coisas, mas como faço para chegar até elas. Pode parecer estranho, mas para mim funciona que é uma maravilha.

Entretanto, bookmarks são muito úteis na hora de guardar múltiplas fontes durante a pesquisa para um artigo, ou para marcar aquele pedacinho de informação que pode ser útil mais para frente. E nada mais frustrante do que estar no trabalho e precisar acessar uma página que só está nos bookmarks de casa, ou vice-versa. Pra resolver esse problema, recorri a uma solução de sincronia de bookmarks que é muito simples e funciona sem erro: o Foxmarks.
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