Archive for the 'Review' Category

Cozinhando com a Nintendo

Quem me conhece sabe que me viro, até que razoavelmente bem, na cozinha. Não chego nem aos pés do meu pai, que faz verdadeiras obras-primas com uma panela na mão, mas vou bem além do trivial variado e de fome ou excesso de miojo eu não morro (nem ninguém ao meu redor). Tanto que, com gosto, sou o “cozinheiro oficial” de casa, cuidando do jantar pra Elaine e, agora, pro Gabriel.

Mas meu cardápio é limitado, eu não sou do tipo criativo (não na cozinha) e não tenho a habilidade de meu pai de dissecar um prato com apenas uma garfada e fazer igual depois. Preciso de receitas, e quanto mais detalhadas melhor. Não sou do tipo paciente, por exemplo: tendo a fazer múltiplas coisas ao mesmo tempo e queimar etapas, o que acaba atrapalhando o resultado final do prato.

Foi por isso que fiquei todo animado quando soube que a Nintendo resolveu lançar “Personal Trainer: Cooking” para o Nintendo DS no ocidente. O “software” (não é um jogo) é uma versão ocidentalizada de um “livro de receitas” eletrônico que saiu no Japão em 2006.

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“MacBook Micro”, agora em vídeo

Atendendo a pedidos, segue o videozinho mostrando o Mobo White 1050 rodando o Mac OS X 10.5.5. Toda a sequência de boot, do momento em que o micro é ligado até o desktop aparecer, ocorre em tempo real, sem cortes. Para ilustrar o desempenho mostro navegação na web (Safari), reprodução de vídeo em tela cheia (Quicktime) e Spaces e os “widgets” do Dashboard, com efeitos de transição.

Antes que perguntem: a música é “New Soul”, da Yael Naim (a mesma usada no comercial do MacBook Air). O vídeo é a abertura do episódio 20 de Macross Frontier. A edição foi feita em um MacMini, com o excelente iMovie, da Apple.

O Mobo e o Pinguim

Quando brinquei com a primeira versão do Mobo, há cerca de cinco meses, confesso que fiquei um pouco desapontado pela pouca compatibilidade com o Linux, o que acabou me levando a comprar um Eee PC 701 (apesar da menor autonomia da bateria). Wi-Fi e leitores de cartão não funcionavam, vídeo estava restrito ao modo VESA, som tinha problemas com a saída de fones de ouvido, etc.

Ou seja, daria um trabalho considerável deixar o pinguim “redondo” na maquininha, e a compatibilidade total não era garantida. Pra piorar, os 2 GB de flash interna eram um pouco apertados: um Ubuntu completo ocupa 2.5 GB. Claro, sempre dá pra remover pacotes e forçar o sistema em uma dieta, mas é mais trabalho.

Fico feliz em dizer que, com os novos Mobo White baseado no processador Atom, a situação é bem diferente. Colocar a versão mais recente (8.04.1) do Ubuntu no Mobo White 1050 foi moleza, e os poucos ajustes que precisei fazer manualmente tomaram só alguns minutos. No final das contas, o resultado foi um sistema com bom desempenho e bom suporte a hardware.

Começando pelas boas notícias, o vídeo foi configurado corretamente já no instalador do Ubuntu, com resolução correta (1024 x 600) e aceleração. A instalação em si levou cerca de 15 minutos, sem nenhum problema. Logo no primeiro boot, vi que o Compiz estava habilitado e teclado, mouse (trackapad) e som corretamente configurados. O medidor de bateria no painel estava funcionando corretamente, assim como o recurso de sleep.

A opção “hibernate” (hibernação) também estava lá, mas não funcionou a contento. Na primeira tentativa, a máquina hibernou e não voltou mais, nem pressionando o botão de power. Tive que retirar e recolocar a bateria para ressuscitá-la. Assim que ela acordou, tentei um segundo sleep consecutivo, quando tomei um kernel panic. 

A princípio, a interface Wi-Fi não funciona. Mas o Wiki de usuários do Wind tem instruções para habilitá-la, compilando manualmente os drivers. As instruções são fáceis de seguir, e funcionaram de primeira. Em cerca de 15 minutos (contando o tempo para baixar e compilar os drivers) o Mobo estava conectado à minha rede Wireless. A única desvantagem deste método é que cada atualização do kernel vai te deixar temporariamente sem Wi-Fi, até você recompilar os drivers. Futuras versões do Ubuntu, como a Intrepid Ibex (8.10), devem resolver o problema.

Por fim, o leitor de cartões (que costuma dar dor de cabeça no Linux) funcionou de primeira sem ajuste manual. E dizem que a Webcam funciona, mas não consegui testar: o atalho para habilitá-la (Fn + F6) não funcionou, e ela não foi encontrada por programas como o Cheese ou Skype.

Se você procura um ultraportátil para rodar Linux, o Mobo White é uma boa pedida. O desempenho é bom (a máquina é bem mais “esperta” que um Eee PC 701, por exemplo) e a compatibilidade também. A Positivo vai comercializar uma versão exclusiva com Linux, chamada Mobo White 1000 (mas com hardware mais fraco: HD de 80 GB e 512 MB de RAM), mas mesmo se você comprar os modelos mais caros com Windows, não deve ter problemas.

Hands-on com o Mobo White

POST ATUALIZADO em 06/10 às 14:36 (corrigida informação sobre o chipset de vídeo)

Chegou às minhas mãos o Mobo White 1050, um dos modelos na nova linha de subnotebooks da Positivo Informática. Ainda não tive tempo de fazer testes, mas já posso passar para vocês algumas impressões iniciais.

  • Não há dúvidas, ele é o MSI Wind. E isso é bom.
  • O nome diz “Mobo White” mas ele não é branco. Na verdade, a cor é um “branco pérola”, bonito. O teclado é branquinho mesmo, e minha preocupação é que, com o tempo, amarele ou pegue sujeira facilmente.
  • Alguns dados do hardware: Processador Intel Atom N270 de 1.6 GHz, 1 GB de RAM, HD de 120 GB Seagate Mobilemax (STM9120817AS), interface wireless RTL8187SE, interface ethernet RTL8102E (essa é nova pra mim), som Realtek HD Audio, vídeo on-board Intel 945 Intel GMA 950 e monitor LCD de 10 polegadas a 1024 x 600 pixels. Além disso, tem três portas USB, webcam e leitor de cartões SD. Nada de modem. Peso total: 1.3 Kg.
  • Dos 120 GB de espaço em disco, 3.72 GB são ocupados pelo sistema operacional (Windows XP SP3) mais o BrOffice.org 2.4 e Acrobat Reader. Segundo a Positivo, a bateria tem autonomia de seis horas. Com carga de 100%, o Windows reporta 5 horas de autonomia. Ainda não usei o Mobo por tempo suficiente para saber qual dos dois está certo.
    UPDATE às 18:32 de 30/09/08: acabo de terminar um teste em “uso real”: máquina rodando com navegador web, cliente de IM e editor de textos, fazendo minhas tarefas diárias. Nessas condições, a autonomia de bateria foi de três horas e trinta e um minutos. BEM longe do prometido pelo fabricante e pelo próprio sistema operacional. Vou fazer novos testes pra confirmar os números.
    UPDATE às 12:17 de 05/10/08: esqueci de mencionar um novo teste de bateria feito na noite de sexta. Novamente em “uso real”, a bateria chegou às
    quatro horas e cinquenta minutos. Mais próximo do que o Windows reportava, e próximo o suficiente da afirmação do fabricante para eu me considerar satisfeito. Meu Eee PC, que mal chega às duas horas e meia, está envergonhado num canto da mesa.
  • A bateria que acompanha a máquina é uma bateria estendida, maior que a bateria comum e que levanta a traseira do micro na mesa. Ela vem com seus próprios pézinhos de borracha para estabilizar a máquina, e a deixa em um ângulo confortável para digitação.
  • Falando no teclado, as teclas são bem maiores que as do Mobo original ou do EeePC, e no geral ele é bastante confortável para digitar. A única coisa estranha é a posição da tecla com os caracteres /, ? e °. Em vez de ficar ao lado do Shift da direita, como em um teclado ABNT2 comum, ela fica na última fileira, entre a tecla “menu” e a seta à esquerda (vide foto).
  • A máquina veio acompanhada de uma bolsinha de couro sintético para transporte, que pode acomodar o notebook e alguns CDs/documentação, mas não tem espaço para o adaptador de energia (que é do tamanho do de um notebook normal).
  • Está rodando há três horas, e incrivelmente frio. Mas estou rodando só o Windows, IM e um navegador. Nada de calor nem no teclado, nem na saída de ventilção do lado esquerdo. A máquina é bastante silenciosa.
  • Não recebi (ainda) o CD de restauração do sistema, portanto nada de testes com o Linux por enquanto. Mas já descobri que o Wiki dos usuários do MSI Wind tem instruções completas para instalação do Ubuntu 8.04. Claro, também quero experimentar outros sistemas se tiver tempo.

Alguém tem perguntas?

Novo brinquedo: iPod Nano 4G

iPod nano 4G (à esquerda) posa ao lado de seu ancestral

Comprei meu primeiro iPod, um nano da segunda geração, poucos dias após o lançamento oficial, em uma viagem a Seoul em 2006. Ele me serviu como um fiel companheiro em viagens pelo mundo afora durante quase dois anos, sem reclamar.

Detestei o design da terceira geração (o “nano gorducho”), mas fiquei doido quando Jobs subiu ao palco na semana passada e anunciou a nova geração do iPod nano: volta ao design compridinho, interface inspirada no iPhone, tela maior, vídeos, acelerômetro (pra Cover Flow e outros truques), Genius playlists… foi demais pro meu coração Macmaníaco: encomendei um com um colega que estava nos EUA, e o “brinquedo” chegou hoje. Na foto ao lado o novato posa, orgulhoso, ao lado de seu “ancestral”, que já está se sentindo inferiorizado.

O resumão, em uma palavra? Fantástico. Detalhes (muitos detalhes) e mais fotos no meu review lá no iG.

Recauchutando um Nintendo DS

Todas as peças inclusas com a Shell. Tem até parafusos

Comprei meu Nintendo DS, o modelo originalzão, prateado, há quase três anos. Precisamente em outubro de 2005. Desde então, ele tem sido meu companheirão em inúmeras aventuras: foi pra vários cantos do Brasil, duas vezes pros EUA e até pra Seoul, sempre sem reclamar, me ajudando a matar incontáveis horas dentro de ônibus, aviões e em salas de espera de rodoviárias e aeroportos.

Mas confesso que não fui muito cuidadoso com ele. Antes de uma viagem, simplesmente largava ele dentro da mala, em um bolso acessível. Viajando junto com chaves e outros itens (como meu iPod), inevitavelmente ele sofreu arranhões. E a Nintendo não ajudou: em vez de plástico colorido, fez o gabinete de um plástico branco-leitoso pintado de prata. Com o tempo e a fricção de horas nas mãos, a tinta começou a desbotar.

Eu poderia ter feito um upgrade pra um DS Lite, mas sinceramente não vejo muita vantagem: sim, a tela é melhor, mas estou satisfeito com a do DS Original. Cheguei a pensar em comprar tinta e pintar o console (como vi várias vezes na internet), mas considerando minha experiência anterior com pintura de plásticos (no caso um Hotbit 1.1) e os resultados… digamos… menos que satisfatórios, resolvi não arriscar.

Até que, cerca de um mês atrás, enquanto navegava na internet, tropecei com a oferta de algumas “cascas” substitutas (o nome em inglês é replacement shell) no DealExtreme. A pouco menos de sete dólares cada, e com frete grátis pra todo mundo, não custava experimentar. Pedi uma casca branca (incluindo também a chave tri-wing que eu ia precisar pra abrir o console), e em cerca de três semanas o pacote chegou em casa.

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Feito em casa – Parte II

Assim como “a natureza abomina o vácuo” (segundo Aristóteles), geeks abominam o desperdício. E eu me peguei olhando exatamente nos olhos do danado na semana passada. Estava copiando alguns arquivos para meu Mac Mini quando dei de cara com um alerta do OS X: “Você está ficando sem espaço em disco”. Caramba, lotei um HD de 80 GB sem nem sentir. Enquanto pensava no que poderia apagar ou gravar em DVD para liberar espaço, meus olhos pousaram sobre um canto da mesa, e o que vejo? Dois HDs IDE de 3.5 polegadas dando sopa: um de 40 GB e um de 80 GB.

O de 40 GB é o que sobrou do meu primeiro projeto de “armazenamento externo”, um case USB que montei há cerca de dois anos. O de 80 GB eu ganhei da minha namorada, e seria um “upgrade” do case se o dito não tivesse pifado há pouco tempo. A idéia de comprar dois cases novos para os discos não me agradava muito: eu ia gastar dinheiro, ocupar mais tomadas, mais portas USB e os discos estariam acessíveis apenas para um dos micros da casa, sendo que atualmente costumo ter duas ou três máquinas “em uso” a qualquer momento (as principais são meu Mac Mini, o Hackintosh da Elaine e meu EeePC).

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MOTOZINE ZN5

MOTOZINE ZN5A Motorola anunciou hoje uma dezena (literalmente) de novos aparelhos, para todos os gostos possíveis. A estrela do evento foi, sem dúvida, o MOTOZINE ZN5. Trata-se de um celular equipado com uma respeitável câmera de 5 MP, com sistema óptico e tecnologia de processamento de imagens desenvolvido pela Kodak (por isso o logo na tampa da lente). Representantes da Motorola não entraram em muitos detalhes sobre o que o tal sistema engloba, mas mencionaram melhor balanço de branco, cores mais vivas e imagens noturnas mais detalhadas. Nisso o flash Xenon também ajuda.

As imagens, pelo que foi mostrado no evento, são bastante interessantes. Logo na entrada havia pôsteres com fotos tiradas com o aparelho pendurados formando uma espécie de mosaico. Mesmo as fotos noturnas mostravam bastante detalhe, com pouco ruído e cores equilibradas. Nas fotos diurnas, não notei estouro nas áreas mais claras, nem perda de detalhes nas áreas escuras.

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Linux no HP Mini-Note

A quem anda curioso: sim, recebi um HP 2133 Mini-Note PC para testes lá no iG. Infelizmente, a agenda corrida não me deixou tempo livre para brincar com ele por mais que alguns minutos, e acabei tendo que “terceirizar” os testes para um dos freelas que prestam serviços para mim.

Felizmente, o freela fez alguns testes com Linux e me reportou parte dos resultados. A máquina veio com o Windows Vista Business, e ele tentou instalar o Ubuntu e o Open SUSE 11. Em ambos os casos, “penou” na configuração de vídeo, o que já era esperado devido ao chipset de vídeo VIA usado na máquina (é o mesmo do MOBO, aliás). O recado é: se quiser um Mini-Note com Linux, compre a versão com o SLED 10 pré-instalado. Você economiza uma graninha, e poupa bastante trabalho.

Os resultados completos devem chegar nesta semana. Mais novidades neste mesmo post, e review completo em breve lá no iG.

Brincando com o HP 2133 Mini-Note PC

Tive a oportunidade, hoje pela manhã, de brincar durante pouco mais de uma hora com o mais novo subnotebook da HP, o HP 2133 Mini-Note PC (eita nomezinho comprido). Não foi tempo suficiente para experimentar várias distribuições Linux, com o Augusto pediu, mas foi o bastante para ter uma boa idéia do que é o produto, e ficar impressionado.


HP Mini-Note vs. Eee PC 701

Não vou repetir aqui tudo o que já disse lá no iG. Leiam o artigo para saber sobre detalhes da configuração, preços e chegada ao mercado nacional, bem como os testes de resistência à água e à queda. Resumindo, o bichinho é durão, duvido que meu Eee PC (ou um Mobo) sobrevivesse aos mesmos desafios. O teclado é uma delícia, bem espaçoso. E essa é pro Boiko: tem versão com Linux sim senhor, instalado de fábrica.

Na verdade, as máquinas que foram colocadas à disposição dos jornalistas convidados representavam todos os modelos que chegarão em breve ao mercado nacional. Há versões com Linux, com Windows Vista Home Basic e Windows Vista Business. O modelo mais barato é justamente o com Linux (R$ 1.499), mas a configuração é também a mais modesta: processador Via C7-M de 1 GHz e 512 MB de RAM, basicamente o mesmo “núcleo” do Mobo.

Tratei logo de colocar as mãos em um modelo com Linux, e fiquei bastante satisfeito com o que vi. A distro é o SuSE Linux Enterprise Desktop 10, da Novell. Todo o hardware estava configurado perfeitamente, sem exceções: leitor de cartões SD, interface wi-fi, vídeo, áudio, rede Ethernet e o que mais fosse possível.

Não encontrei um programa para testar a webcam, mas não há motivos para não crer que ela funcione perfeitamente. O sistema estava configurado com 512 MB de swap, “casando” com os 512 MB de RAM. Sleep e hibernação funcionaram sem soluços, e o tempo de boot (que não medi no relógio) me pareceu bastante adequado. Em resumo, deu gosto de ver.

Apesar do tamanho similar, não dá para comparar o Mini-Note com um Eee PC 701, o modelo mais popular por aqui. Ele pertence a uma categoria à parte. Talvez a coisa fique mais justa comparando aos novos subnotes baseados nos processadores Atom ou Via Nano, como o Eee PC 901 ou o MSI Wind, mas só colocando as mãos neles para ter certeza. Até lá, na minha opinião, o HP Mini-Note leva o título de “rei” entre os modelos já ao alcance de nós, brasileiros.

Espero ter uma unidade em mãos para testes em breve, quando pretendo, com calma, ver como um Ubuntu ou outra distro se comporta nele sem os ajustes “de fábrica”. Até lá, fiquem com uma galeria comentada com 15 fotos do brinquedo, incluindo fotos comparativas com o Eee PC 701, que postei lá no Flickr. Até!