MSX na mídia

Há cerca de um mês e meio, recebi do pessoal da excelente revista Old!Gamer (especializada em jogos e consoles antigos, como diz o nome) a missão de escrever um “dossiê” sobre o MSX no Brasil. Já tinha feito isso antes, na finada EGM, mas desta vez a história é diferente: a matéria ganhou um espaço gigantesco de 10 páginas (um latifúndio em termos de revista), tive bastante tempo para preparar tudo e ainda contamos com um fotógrafo para a produção das imagens e acesso à enorme coleção de micros do Daniel Ravazzi (valeu Ravazzi!) para ilustrar o texto.

Some a isto tudo o excelente trabalho de diagramação da equipe da revista e o resultado, modéstia à parte, ficou excepcional. Nenhum fudeba pode ficar sem seu exemplar. A edição nº 2 da Old!Gamer deve chegar às bancas em novembro, mas o Fábio Santana liberou a publicação de um “teaser” aqui no blog. Dêem uma olhada na dupla de abertura:

"Dupla" de abertura da matéria na segunda edição da Old!Gamer
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Análise: Dingoo Digital A320

Um jogo de CPS-2 (Arcade) rodando no emulador nativo

Ufa! Finalmente, depois de uma semana corrida, consegui tempo para escrever este (longo) review de meu mais novo brinquedo, o Dingoo Digital A320. Se tiverem dúvidas após ler o texto, deixem suas perguntas nos comentários e tentarei atualizar o artigo com as respostas.

Já deixo claro que aqui pretendo apenas descrever o console e seu software, e não vou entrar em detalhes como tutoriais de instalação do Dingux ou de conversão de ROMs. Há muitos locais com tal informação na internet, vários deles linkados ao longo do texto.

Também deixo claro que não presto suporte a hardware e software. Tais pedidos serão sumariamente ignorados. Seu Dingoo veio com defeito? Devolva pra loja. Não sabe copiar os jogos pra memória? Leia o manual. O Google é seu amigo.

Mas vamos lá. Antes de mais nada, “o que é o Dingoo”? É um portable media player ou console portátil produzido na China pela Dingoo Digital, uma empresa baseada em Shenzen. Seria mais um entre muitos “MP9″ produzidos pelas fábricas chinesas se não fosse por alguns detalhes: seu design pensado especificamente para jogos (copiando o Nintendo DS Lite) e seu firmware, que inclui emuladores para uma variedade de consoles do passado. Além disso, ele também reproduz filmes em uma variedade de formatos (como Windows Media, Real Media e DiVX), músicas (MP3, APE, FLAC) e tem os tradicionais Rádio FM e leitor de e-Book, além de alguns jogos próprios.

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I has a Dingoo!

Finalmente! Depois de um mês de espera o meu presente de aniversário, um Dingoo Digital A320, chegou em casa. Um review mais completo segue mais tarde, por enquanto deixo aqui algumas rápidas impressões iniciais:

Qualidade: Tomei um susto quando liguei o console. Linhas e barras avermelhadas dançavam sobre a imagem na tela, me fazendo suspeitar de um LCD com defeito. Mas logo percebi que na verdade era mau-contato, causado por um parafuso na traseira que não havia sido apertado o suficiente. Uma chave philips e 2 minutos depois tudo estava bem. No geral o Dingoo é leve, pequeno, sólido e com bons controles, mas não sou fã dos gatilhos (L e R).

Emuladores: Rodei jogos de CPS1, CPS2 e Gameboy Advance, e nesse quesito ele é perfeito. Não testei o emulador de SNES (que dizem ser fraco) e o de Megadrive tem uma infinidade de problemas gráficos que tornam jogos como Sonic impossíveis de jogar. Há uma versão atualizada num fórum que corrige os problemas. Ainda assim, no caso do console da Sega dá pra melhorar em compatibilidade e desempenho da emulação. Usar o Picodrive no Linux (Dingux) é uma alternativa.

Software: Tenha em mãos uma máquina com o Windows XP (XP, nada de Vista, 7, OS X ou Linux) se quiser usar ferramentas oficiais como o “unbricker” (para formatar o console e restaurar o firmware) ou atualizador de firmware. Meu Dingoo tinha a Flash interna não particionada e ela não montava como um pendrive de jeito nenhum, não importava o OS do micro. Formatei no Linux, mas aí o console não enxergava os arquivos lá dentro. A solução foi rodar o unbricker para restaurar o console. A partir daí, tudo bem.

Até o review sair, fiquem com uma foto do Dingoo fazendo o que sabe fazer melhor, emular outros consoles. Se tiverem perguntas sobre o aparelho, podem deixá-las nos comentários.

Portátil chinês se destaca pelos emuladores

LG GP08: Queimando (DVDs) em qualquer lugar

Gravador de DVD Externo LG GP08LU10

Junto com um netbook LG X110 que está em testes (review em breve lá no iG), a LG enviou para mim um gravador de DVD externo (modelo GP08LU10) bastante simpático. Com um design slim (ele mede 15,6 x 2,14 x 16,5 cm e pesa 380 gramas) em preto “black piano” com borda branca, ele fica bonito e ocupa pouco espaço em cima da mesa.

A instalação… tá, que instalação? Basta plugar o cabo USB no micro e pronto. A embalagem inclui CDs com software útil como o nero Express (gravação) e o CyberLink PowerDVD (reprodução de DVD), ambos em versões Windows, mas eles são opcionais se você já tiver seus favoritos para estas tarefas.

O aparelho grava todo tipo de CD e DVD que você possa imaginar, do mais humilde CD-R a discos DVD Dual-Layer, e ainda tem recursos como LightScribe, que permite “desenhar” rótulos na superfície do disco usando o laser de gravação. Infelizmente, mídia LightScribe não é muito popular por aqui e mais cara que os discos comuns, o que acaba limitando a utilidade deste recurso.

Só há dois comentários a fazer: o primeiro é que o drive ocupa duas portas USB no computador. Uma para dados e outra para alimentação. Não há opção de um carregador para plugá-lo na tomada (embora eu ache que um carregador USB “genérico” dá conta do recado) o que pode complicar as coisas se você pretende usá-lo em um netbook com um número limitado de portas. O LG X110, por exemplo, tem três: coloque o gravador e um mouse e você fica sem ter onde plugar o pendrive.

O outro problema é que, pelo menos na unidade que testei, o encaixe do cabo de dados é frouxo e qualquer esbarrão é suficiente para desconectá-lo. Não sei se é uma falha de projeto ou resultado de desgaste (o drive já havia sido usado antes), mas de qualquer forma é algo no que ficar de olho.

Se você precisa de um gravador de DVD para seu notebook (ou netbook), o LG GP08 é uma boa opção. O preço sugerido pelo fabricante é de R$ 300.

“King of Double Card” (ou: Brincando de Dual SIM)

Como disse em um post anterior, descobri que vou precisar usar duas linhas de telefonia celular daqui pra frente. Pesquisando alternativas que não envolvessem andar com dois aparelhos (redundância), nem um aparelho novo (caro demais), me lembrei de um artigo do Morimoto no Guia do Hardware sobre adaptadores Dual SIM, que permitem o uso de dois SIM Cards ao mesmo tempo em um único aparelho. Achei um vendedor num site de leilões, gostei do preço (cerca de R$ 11) e resolvi experimentar.

Pois hoje chegou em casa o King of Double Card, o modesto acessório que promete fazer a mágica. A aparência estranha: é basicamente um pedaço de circuito impresso flexível, parecendo um flat cable, com conectores para os dois SIM Cards e um minúsculo chip no meio do caminho.

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Mobo 3G: Quando o design estraga um produto

Visão geralQuando soube que a Positivo Informática estava lançando o Mobo 3G, esperava nada mais que um Mobo White (que por sua vez é uma versão nacional do conhecido MSI Wind) com um modem interno. Afinal, o Mobo White é uma boa máquina, com ótima autonomia de bateria (mais de 4 horas em vários testes) e bom desempenho. E diz o velho ditado: em time que está ganhando não se mexe. Certo?

Mas quando abri a embalagem do Mobo 3G 2060, tive uma surpresa: ele é bem diferente de seu irmão “menos conectado”. A começar pelo visual: ele ainda é branco, mas a tampa ganhou um acabamento translúcido, com um padrão de linhas como uma impressão digital visível sob o plástico. A metade inferior tem uma borda estreita em plástico preto, que até que dá um contraste legal. No geral ele não vai chamar a atenção por onde passar, mas não é feio.

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E-commerce? Slow commerce!

Imagine a cena: você vai ao supermercado mais próximo da sua casa para fazer as compras do mês. Compara os preços, escolhe com cuidado, enche o carrinho, passa tudo pelo caixa e decide pagar no cartão de crédito. A atendente pega seu cartão, passa pela leitora, pede sua assinatura, olha pra sua cara e diz: “Pronto! Agora só precisamos esperar pela aprovação da operadora, que leva até dois dias. Depois entregamos na sua casa”.

Seria um absurdo, não? Um estabelecimento desses, que parece coisa de ficção, não duraria alguns meses no mercado. Mas sabe o que é mais absurdo? Tal estabelecimento existe e está “funcionando” faz tempo. É o Mercado Livre, e tive o desprazer de passar por tal experiência hoje.

Descobri que por motivos profissionais vou ter de lidar com duas linhas de telefone celular. Como não quero me desfazer da minha linha pessoal, nem sair por aí carregando dois aparelhos, muito menos gastar num aparelho Dual SIM, optei pela solução “jeitinho”: um adaptador Dual SIM que fica instalado entre os SIM Cards e o telefone celular. Você escolhe qual linha usar em um menu no próprio aparelho, e pode trocar entre elas “on the fly”, sem precisar desligar o telefone, tirar bateria, etc. Sim, só uma das linhas fica ativa por vez, mas pra mim é suficiente: a linha profissional vai ser usada para, no máximo, fazer chamadas curtas.

Procurando no Google, achei tal adaptador no Mercado Livre. Gostei do preço, resolvi pedir um com pagamento via cartão e dei de cara com o supremo exemplo de estupidez acima citado: uma empresa que tem a internet como seu principal negócio e que simplesmente não entende que a agilidade e a comodidade são o principal atrativo do e-commerce. É tão absurdo como uma pizzaria delivery que pede duas horas para entregar a pizza.

O mais triste é que, se eu não tivesse optado pela comodidade e caminhado até a agência bancária mais próxima na hora do almoço para fazer o depósito na conta do vendedor, o produto já estaria a caminho de casa: ele envia no mesmo dia para pedidos pagos até as 14:30. Agora, só depois de amanhã. Obrigado, Mercado Livre!

Maçãs, bandeirolas, pinguins e outros bichos

Andei fazendo algumas experiências com sistemas operacionais em netbooks nas últimas semanas, seguem os resultados:

Mac OS X 10.5.7: A mais recente atualização para o sistema operacional da Apple roda bem no Dell Mini 9. A instalação requer um certo cuidado: se você simplesmente atualizar via Software Update e reiniciar o micro, vai ter um sistema “quebrado”, sem vídeo e basicamente inútil. O segredo é reiniciar em modo de segurança (passando o parâmetro -x para o gerenciador de boot), reinstalar o DellEFI, reiniciar em modo de segurança novamente e instalar o DellEFI uma segunda vez. Não sei o porque da instalação dupla, mas funciona. Detalhes no fórum MyDellMini.

Windows 7: É verdade, o novo sistema da Microsoft roda bem em netbooks. O tempo de boot é de cerca de 22 segundos, o mesmo do Mac OS X, e o software ocupa cerca de 10 GB de espaço em disco. Foi necessário instalar alguns drivers (para o Modem 3G) e atualizar outros (leitor de cartões e touchpad) para deixar tudo redondo, mas novamente os fóruns do MyDellMini tem o caminho das pedras.

A autonomia de bateria é a mesma do OS X, mas quanto mais usava o Windows 7, mais tinha certeza de que ele foi feito para monitores de no mínimo 17 polegadas: há espaço “desperdiçado” demais nas janelas e menus e a tela do Mini acaba parecendo meio pequena. Mas pra quem gosta, é melhor que o Vista, e uma boa alternativa ao Windows XP.

Moblin 2.0 Beta: Estou francamente impressionado com o trabalho que o povo do projeto Moblin vem fazendo na interface de sua distribuição Linux. A versão 2.0 consegue ser inovadora, agradável e fácil de usar ao mesmo tempo, o que não é fácil de conseguir (vejam análise no Ars Technica). Infelizmente, uma incompatibilidade de hardware me impediu de fazer um review mais aprofundado até agora: o sistema não reconhece a interface de rede sem fio do Dell Mini 9.

Aproveitei a noite de domingo para fazer um teste num Sony Vaio P que estava “sobrando” na bancada. A boa notícia: rodou (e o Vaio P é simplesmente lindo). A má: rodou a passos de tartaruga, Windows Vista em um Pentium 2 com 128 MB de RAM é mais rápido. A diferença de desempenho não deveria ser tão grande assim, já que o processador é um Atom de 1.3 GHz (o do Dell Mini tem 1.6 GHz), então com certeza tem algo mais atrapalhando a jogada. Infelizmente não tenho tempo de pesquisar, o Vaio volta pra Sony amanhã. Ossos do ofício. Já disse que o Vaio P é lindo?

Vaio P e o Moblin

Outros bichos: Alguém pode me indicar um bom aspirador de pó? Os “Dust Bunnies” embaixo da bancada estão ficando grandes, gordos e abusados.

Bit

O “netbook da Apple”

Desde que os netbooks começaram a fazer sucesso, correm rumores de que a Apple irá lançar “em breve” um modelo para concorrer neste mercado. Faz sentido: com ASUS, MSI, Acer, HP, Dell, Lenovo e muitas outras empresas lucrando com estas máquinas, nada mais natural que a Apple também queira uma fatia deste suculento bolo.

Sem querer me gabar mas… eu já vi o netbook da Apple. Na verdade, estou usando um para escrever este artigo. O netbook da Apple tem um processador Intel Atom e 1 GB de RAM. Tem um LCD de ótima qualidade e um disco SSD, embora pequeno, no lugar dos espaçosos HDs da maioria dos concorrentes. Tem Wi-Fi e Bluetooth, claro, mas também tem modem 3G embutido.

Leopard "de bolso"

O netbook da Apple roda o OS X com desempenho muito superior a uma máquina equivalente com o Windows XP. Dá boot em 20 segundos, não reclama de múltiplos programas abertos e roda o Leopard com todos os efeitos visuais dos desktops grandes, sem frescuras de sistema “Home Basic” ou, pior, “Starter”. Ele dorme em um segundo, acorda em outro. A bateria, com Wi-Fi e em uso típico, aguenta três horas e 20 minutos, em média. E ele é bonitinho, com cantos arredondos, branco por fora e prata/preto por dentro.

Só tem um probleminha: este netbook “da Apple” não é exatamente da Apple. O netbook da Apple… é feito pela Dell!
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Dell Inspiron Mini 910: Primeiras impressões

Recebi ontem meu Dell Inspirion Mini 910 (também conhecido como Dell Mini 9), o netbook da Dell. Depois de um ano com um EeePC 701, era hora de pular para a “nova geração” de netbooks, equipados com mais RAM, telas maiores e melhores, discos SSD mais espaçosos e, mais importante, processadores Atom, que representam tanto um ganho em desempenho quanto no consumo de bateria. Isto não é um review, e sim um apanhado de “impressões iniciais” sobre a máquina. Perguntas são bem-vindas, é só deixar um comentário.

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