Maçãs, bandeirolas, pinguins e outros bichos

Andei fazendo algumas experiências com sistemas operacionais em netbooks nas últimas semanas, seguem os resultados:

Mac OS X 10.5.7: A mais recente atualização para o sistema operacional da Apple roda bem no Dell Mini 9. A instalação requer um certo cuidado: se você simplesmente atualizar via Software Update e reiniciar o micro, vai ter um sistema “quebrado”, sem vídeo e basicamente inútil. O segredo é reiniciar em modo de segurança (passando o parâmetro -x para o gerenciador de boot), reinstalar o DellEFI, reiniciar em modo de segurança novamente e instalar o DellEFI uma segunda vez. Não sei o porque da instalação dupla, mas funciona. Detalhes no fórum MyDellMini.

Windows 7: É verdade, o novo sistema da Microsoft roda bem em netbooks. O tempo de boot é de cerca de 22 segundos, o mesmo do Mac OS X, e o software ocupa cerca de 10 GB de espaço em disco. Foi necessário instalar alguns drivers (para o Modem 3G) e atualizar outros (leitor de cartões e touchpad) para deixar tudo redondo, mas novamente os fóruns do MyDellMini tem o caminho das pedras.

A autonomia de bateria é a mesma do OS X, mas quanto mais usava o Windows 7, mais tinha certeza de que ele foi feito para monitores de no mínimo 17 polegadas: há espaço “desperdiçado” demais nas janelas e menus e a tela do Mini acaba parecendo meio pequena. Mas pra quem gosta, é melhor que o Vista, e uma boa alternativa ao Windows XP.

Moblin 2.0 Beta: Estou francamente impressionado com o trabalho que o povo do projeto Moblin vem fazendo na interface de sua distribuição Linux. A versão 2.0 consegue ser inovadora, agradável e fácil de usar ao mesmo tempo, o que não é fácil de conseguir (vejam análise no Ars Technica). Infelizmente, uma incompatibilidade de hardware me impediu de fazer um review mais aprofundado até agora: o sistema não reconhece a interface de rede sem fio do Dell Mini 9.

Aproveitei a noite de domingo para fazer um teste num Sony Vaio P que estava “sobrando” na bancada. A boa notícia: rodou (e o Vaio P é simplesmente lindo). A má: rodou a passos de tartaruga, Windows Vista em um Pentium 2 com 128 MB de RAM é mais rápido. A diferença de desempenho não deveria ser tão grande assim, já que o processador é um Atom de 1.3 GHz (o do Dell Mini tem 1.6 GHz), então com certeza tem algo mais atrapalhando a jogada. Infelizmente não tenho tempo de pesquisar, o Vaio volta pra Sony amanhã. Ossos do ofício. Já disse que o Vaio P é lindo?

Vaio P e o Moblin

Outros bichos: Alguém pode me indicar um bom aspirador de pó? Os “Dust Bunnies” embaixo da bancada estão ficando grandes, gordos e abusados.

Bit

O “netbook da Apple”

Desde que os netbooks começaram a fazer sucesso, correm rumores de que a Apple irá lançar “em breve” um modelo para concorrer neste mercado. Faz sentido: com ASUS, MSI, Acer, HP, Dell, Lenovo e muitas outras empresas lucrando com estas máquinas, nada mais natural que a Apple também queira uma fatia deste suculento bolo.

Sem querer me gabar mas… eu já vi o netbook da Apple. Na verdade, estou usando um para escrever este artigo. O netbook da Apple tem um processador Intel Atom e 1 GB de RAM. Tem um LCD de ótima qualidade e um disco SSD, embora pequeno, no lugar dos espaçosos HDs da maioria dos concorrentes. Tem Wi-Fi e Bluetooth, claro, mas também tem modem 3G embutido.

Leopard "de bolso"

O netbook da Apple roda o OS X com desempenho muito superior a uma máquina equivalente com o Windows XP. Dá boot em 20 segundos, não reclama de múltiplos programas abertos e roda o Leopard com todos os efeitos visuais dos desktops grandes, sem frescuras de sistema “Home Basic” ou, pior, “Starter”. Ele dorme em um segundo, acorda em outro. A bateria, com Wi-Fi e em uso típico, aguenta três horas e 20 minutos, em média. E ele é bonitinho, com cantos arredondos, branco por fora e prata/preto por dentro.

Só tem um probleminha: este netbook “da Apple” não é exatamente da Apple. O netbook da Apple… é feito pela Dell!
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Dell Inspiron Mini 910: Primeiras impressões

Recebi ontem meu Dell Inspirion Mini 910 (também conhecido como Dell Mini 9), o netbook da Dell. Depois de um ano com um EeePC 701, era hora de pular para a “nova geração” de netbooks, equipados com mais RAM, telas maiores e melhores, discos SSD mais espaçosos e, mais importante, processadores Atom, que representam tanto um ganho em desempenho quanto no consumo de bateria. Isto não é um review, e sim um apanhado de “impressões iniciais” sobre a máquina. Perguntas são bem-vindas, é só deixar um comentário.

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Ubuntu 9.04 Netbook Remix no Eee PC 701

Comentário rápido: quando vi que saiu o primeiro beta do Ubuntu 9.04 (codinome Jaunty Jackalope), corri para dar uma “olhadinha”. Baixei a ISO do LiveCD/instalação, passei pra um pendrive usando o UNetbootin e instalei no meu companheiro de aventuras: um Eee PC 701 com 512 MB de RAM.

Me decepcionei com o desempenho. A interface Netbook Remix é absurdamente lenta: são necessários quase dois segundos para ela reagir e fazer o “mouseover” dos itens nas listas laterais. Abrir o Firefox demora notavelmente mais do que no Ubuntu 8.10 usando o desktop padrão. Acabei desinstalando e colocando o Ubuntu 8.10 de volta no lugar.

Entendo que a versão Netbook Remix é otimizada para netbooks com telas de 10 polegadas e processadores Atom, mas podiam fazer um trabalho para garantir que ela rodasse pelo menos de forma “usável” no Eee PC 701, máquina que iniciou a onda dos netbooks e ainda é bastante popular por aí. Acho que é hora de trocar de máquina.

O Game & Watch voltou!

"Minigame" da Nintendo que fez sucesso na década de 80 volta às lojas

Se você é um gamer “das antigas”, provavelmente se lembra do primeiro “console” portátil da Nintendo. Console não, consoles, porque o “Game & Watch” vinha em vários modelos, um para cada jogo. Como diz o nome, era um “dois em um”: jogo e relógio com despertador. Os títulos iam de games simples como Ball (onde um malabarista não podia deixar a bola cair) a versões de bolso de arcades como Donkey Kong.

Foram várias séries do console, cada uma com uma característica diferente: telas largas (Widescreen), transparentes (Crystal Screen), com duas telas (Multiscreen, que serviram de inspiração pro Nintendo DS), com telas coloridas (SuperColor) e muito mais. Em 9 anos no mercado, entre 1980 e 1989, a Nintendo lançou cerca de 70 modelos diferentes. A produção só parou com o lançamento do Gameboy, também em 1989. Mas chega de lição de história. O que importa é que o Game & Watch voltou!.

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Instalando o Office 2007 no Linux

Apesar do OpenOffice.org ser uma boa alternativa ao Microsoft Office para a maioria dos usuários, há aqueles, especialmente os que dependem de recursos mais avançados, para quem o Microsoft Office é simplesmente indispensável. Para estas pessoas, um sistema operacional Linux, como o Ubuntu, seria o suficiente para suprir 90% de suas necessidades em um computador. Mas sem o Office… sem chance de migrar.

Pois o pessoal do blog Programmer Fish matou a charada, e publicou um tutorial que mostra como instalar o Office 2007 na versão mais recente do Ubuntu, a 8.10. Não é complicado, o segredo consiste em instalar uma versão mais recente do Wine (1.1.9, ainda em desenvolvimento), junto com um script que coloca em sua máquina algumas DLLs do Windows das quais o Office depende. Daí por diante, é só usar o Wine para rodar o instalador do Office, e instalar a seu gosto, como se estivesse em um PC com Windows.

Tudo é feito com oito comandinhos simples no terminal, e você nem precisa ter medo: se não sabe lidar com ele, basta copiar e colar os comandos. Em questão de minutos, você estará pronto para rodar o Microsoft Office em seu micro. Uma barreira a menos, o que mais falta para você migrar?

Navegando em um netbook

Netbooks, como o ASUS Eee PC 701, foram feitos para “viver” na internet, daí o nome. Infelizmente, a resolução da tela, de apenas 800 x 480 pixels, complica um pouco as coisas: sites como a Wikipedia, ou as ferramentas do Google (Reader, Gmail, etc) são espertos o suficiente para adaptar o layout às dimensões reduzidas, mas a maioria é “hardcoded” para uma resolução de 1024 x 768 pixels. O que significa scroll lateral aos montes para poder ver “toda” a página.

Uma solução é usar o recurso de “zoom da página” (Page Zoom) para afastar a imagem e ver tudo de uma vez só. Mas é um saco ter de teclar Ctrl + e Ctrl - a cada site que você visita, o dia inteiro. Felizmente existe um complemento para resolver este problema: é o Default FullZoom Level.

Com ele você pode redefinir o zoom “padrão” que o Firefox vai usar para cada site visitado. Um valor de 80% é suficiente para o Eee PC, já que 800 pixels é cerca de 80% (na verdade 78% e alguns quebrados) de 1024. Isso elimina o scroll horizontal na maioria dos sites. Se o texto ficar pequeno demais para ler, é só ajustar manualmente para um nível confortável com o atalho Ctrl +. O complemento lembra automaticamente o ajuste usado em cada site, então você só precisa fazer isso uma vez.

O único ponto negativo é que o Firefox insiste em colocar uma fina “borda” preta cercando as imagens quando a página está redimensionada, o que estraga o visual de alguns sites. Mas é um preço pequeno a pagar pelo maior conforto na navegação.

Bossa Conference 09

Estou em Recife, mais especificamente na praia de Muro Alto, para cobrir a Bossa Conference 09, evento sobre desenvolvimento de software e tecnologia para plataformas móveis e embarcadas promovido pelo Instituto Nokia de Tecnologia, INdT. O evento mal começou, mas a “cobertura multimídia” já está rolando. Vejam fotos no Flickr, e vídeos no YouTube ou no Vimeo. Mais novidades aqui, à medida que as coisas forem acontecendo. Até mais!

Cozinhando com a Nintendo

Quem me conhece sabe que me viro, até que razoavelmente bem, na cozinha. Não chego nem aos pés do meu pai, que faz verdadeiras obras-primas com uma panela na mão, mas vou bem além do trivial variado e de fome ou excesso de miojo eu não morro (nem ninguém ao meu redor). Tanto que, com gosto, sou o “cozinheiro oficial” de casa, cuidando do jantar pra Elaine e, agora, pro Gabriel.

Mas meu cardápio é limitado, eu não sou do tipo criativo (não na cozinha) e não tenho a habilidade de meu pai de dissecar um prato com apenas uma garfada e fazer igual depois. Preciso de receitas, e quanto mais detalhadas melhor. Não sou do tipo paciente, por exemplo: tendo a fazer múltiplas coisas ao mesmo tempo e queimar etapas, o que acaba atrapalhando o resultado final do prato.

Foi por isso que fiquei todo animado quando soube que a Nintendo resolveu lançar “Personal Trainer: Cooking” para o Nintendo DS no ocidente. O “software” (não é um jogo) é uma versão ocidentalizada de um “livro de receitas” eletrônico que saiu no Japão em 2006.

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TIM: Show de incompetência

Eu ainda não acredito com o que aconteceu comigo hoje na loja TIM no metrô Tatuapé, aqui em SP. Gabriel chegou em SP no sábado, e a missão do dia era simples: pegar um número “paulista” de telefone para o filhote, incluindo-o no plano TIM Família que eu e Elaine já temos. Simples, não?

Não para a TIM. Cheguei à loja às 15:47, peguei a senha número 44. Depois de uns 20 minutos de espera, fui chamado e expliquei o que precisava para o atendente. Primeiro problema: meu plano família só permite uma linha pós-paga extra, que já existe (a da Elaine). Para adicionar mais uma, eu precisaria fazer um upgrade do TIM Família 120 para o TIM Família 250, pagando R$ 60 a mais. Não vale a pena pra uma linha que vai basicamente receber chamadas.

Plano B: adicionar uma linha pré-paga ao plano, com recarga automática mensal de R$ 25 debitada na minha fatura e 250 minutos livres para falar com as outras duas linhas (minha e de Elaine). OK, não é o ideal, mas vamos nessa.

Gabriel escolhe um número e o atendente tenta começar a habilitação da linha. Sistema lento. Tenta por telefone com o tal do “HDC”, nada. Tenta numa segunda central, “CRC” (ou algo parecido). Nada. Chega a ligar para um tele-atendimento, ME coloca ouvindo musiquinha pra eu autorizar a inclusão da linha, pega o telefone de volta, nada. Mais espera, o processo avança mais um pouco… por algum motivo, não posso colocar a linha nova no meu CPF. OK, vamos com o da Elaine. E ainda nada.

Nessa hora, a gerente da loja já estava tentanto ajudar o atendente a fazer o cadastro. Ela pega o celular, liga pra cá, liga pra lá, nada. Duas horas e quinze minutos depois de iniciarem meu atendimento, eu ainda não tinha uma linha pré-paga no meu plano, nem previsão para isso. A gerente me pede para esperar “mais um pouquinho”, ou se oferece pra continuar fazendo o processo e me ligar com um número de protocolo pra eu poder voltar à loja depois buscar o chip.

Não, obrigado, CANCELA! Se a TIM não consegue me vender uma linha, vou levar meu dinheiro para outra operadora. É um absurdo. Duas horas e quinze minutos pra uma operação simples como adicionar um chip pré-pago a um plano. Durante este período, passei boa parte do tempo olhando pra cara do atendente, que não parecia preocupado em me informar o que diabos estava acontecendo. A gerente, enquanto ligava para a central, simplesmente sumiu no fundo da loja, sem dar satisfações. Fiquei com cara de bunda olhando pro atendente, que não tinha nada a fazer a não ser olhar pra mim ou pro teto. “Dia quente hoje, não?”.

Fica aqui minha sugestão pra TIM, se quiserem mostrar o mínimo de respeito ao consumidor:

  1. Pelo amor de deus, atualizem e simplifiquem os sistemas de vocês. Se a lei do call center já estivesse valendo a todo vapor, vocês teriam sido multados várias vezes hoje.
  2. Treinem melhor seus atendentes. Ensinem-os a dizer o que está acontecendo, porque e quanto tempo vai demorar. Nunca deixem o cliente com cara de bunda olhando pra parede. As coisas estão mais lerdas que uma lesma? Que tal dizer “Pois não, mas aviso que o nosso sistema está excepcionalmente lento hoje. O senhor pode esperar?”. É o mínimo de cortesia.

Hahaha, mas eu estou querendo demais né? Uma empresa de telefonia se importando com o consumidor, onde já se viu?