Archive for the 'Software' Category

Cozinhando com a Nintendo

Quem me conhece sabe que me viro, até que razoavelmente bem, na cozinha. Não chego nem aos pés do meu pai, que faz verdadeiras obras-primas com uma panela na mão, mas vou bem além do trivial variado e de fome ou excesso de miojo eu não morro (nem ninguém ao meu redor). Tanto que, com gosto, sou o “cozinheiro oficial” de casa, cuidando do jantar pra Elaine e, agora, pro Gabriel.

Mas meu cardápio é limitado, eu não sou do tipo criativo (não na cozinha) e não tenho a habilidade de meu pai de dissecar um prato com apenas uma garfada e fazer igual depois. Preciso de receitas, e quanto mais detalhadas melhor. Não sou do tipo paciente, por exemplo: tendo a fazer múltiplas coisas ao mesmo tempo e queimar etapas, o que acaba atrapalhando o resultado final do prato.

Foi por isso que fiquei todo animado quando soube que a Nintendo resolveu lançar “Personal Trainer: Cooking” para o Nintendo DS no ocidente. O “software” (não é um jogo) é uma versão ocidentalizada de um “livro de receitas” eletrônico que saiu no Japão em 2006.

Read the rest of this entry »

Apple prepara o próximo salto


NVIDIA 9400M e 9600M GT

NVIDIA 9400M e 9600M GT

O anúncio dos novos MacBook e MacBook Pro hoje, pela Apple (veja matéria no iG e papo com a Apple no blog do canal de tecnologia) deixou bem claro que a empresa está preparando o caminho para uma das tecnologias que farão sua estréia no Mac OS X 10.6 “Snow Leopard”: é a OpenCL, ou Open Computing Language.

 

O conceito é basicamente o mesmo de iniciativas com a CUDA (Compute Unified Device Architecture), da NVIDIA, ou mais genericamente a idéia de GPGPU (General Purpose GPU). Ou seja, usar o processador de vídeo, que nada mais é que uma máquina projetada para moer números a uma velocidade espantosa, para acelerar tarefas que nada tem a ver com texturas e polígonos, mas também são processos numericamente intensivos, como criptografia, codificação de áudio e vídeo e afins.

O probleminha é que para colocar o conceito em prática é necessário ter uma GPU que preencha certos requisitos, coisa que o chipset de vídeo integrado da Intel usado na geração “atual” de MacBooks não preenche, e disponível apenas em máquinas mais sofisticadas, como os iMac, MacBook Pro e Mac Pro, equipados com GPUs da NVIDIA. Não dava pra Apple lançar um recurso tão importante como o OpenCL e deixar de fora o que é, nas palavras do próprio Steve Jobs, “o Mac mais vendido de todos os tempos” (o MacBook branquinho/pretinho).

Agora dá: os novos MacBook são equipados com uma GPU GeForce 9400M, que deve ter poder suficiente para rodar o OpenCL (detalhes ainda são escassos, a NVIDIA só vai falar sobre o novo chip em um conference amanhã). E como se não fosse suficiente, os MacBook Pro tem duas GPUs, uma GeForce 9400M e uma GeForce 9600M GT (completa com 512 MB de memória dedicada). Imagino se dá pra usar as duas ao mesmo tempo, e que coisas legais dá pra fazer com uns… 172 GFLOPs de poder de cálculo (52 GFLOP da 9400, 120 GFLOP da 9600).

Esperem ver, no próximo ano, o Snow Leopard e novos aplicativos usando e abusando das GPUs para fazer verdadeiros absurdos com multimídia: iTunes convertendo CDs para MP3 a velocidades alucinantes, iMovie fazendo encoding direto na GPU, criptografia de disco “pesada” on-the-fly, e muito mais. Coisas de deixar os outros sistemas operacionais do pedaço (oi Windows!) comendo poeira.

A única máquina da Apple que ainda não tem uma GPU “de respeito” é o Mac Mini. Mas pra esse podemos contar com um update em janeiro, durante a MacWorld. E desta vez eu vou estar lá, sentadinho, fazendo um “liveblog” direto do evento e pronto pra gritar “Bingo!” quando o slide aparecer no telão :P

UPDATE 15/10 às 14:30: A NVIDIA divulgou em seu site mais informações sobre as novas GPUs. Como imaginei, a 9400M é sim compatível com CUDA (portanto, provavelmente compatível com OpenCL) e também tem suporte a PhysX (aceleração de cálculos de física nos jogos), PureVideo HD (decodificação acelerada de vídeo em alta definição), pode trabalhar com SLI e suporta a tecnologia “GeForce Boost“, quando uma GPU onboard (a 9400M, por exemplo) chama uma GPU discreta (a 9600M GT, por exemplo) para “dar uma força” no processamento.

Este último item é interessante porque, segundo os sites TUAW e Engadget, para “trocar de GPU” nos novos MacBook Pro é necessário encerrar sua sessão atual (logout) e fazer login novamente, contrariando a lógica “on demand” do GeForce Boost. Ainda não se sabe se isso é necessário por limitação do hardware/arquitetura, ou se é algo relacionado ao sistema operacional (e portanto “consertável” com um novo driver ou atualização do OS).

Mobo White 1050 + OS X = “MacBook Micro”

OK, estou oficialmente impressionado. Terminados os testes com o Windows no Positivo Mobo White 1050, e enquanto baixava a ISO do Ubuntu 8.04, resolvi brincar com a distribuição do Mac OS X Leopard customizada para o MSI Wind, conhecida como “MSI Wind OSX”. Dizia a lenda que o Mac OS X rodava muito bem no micrinho, e resolvi conferir com meus próprios olhos.

E não é que roda? E bem pra caramba, diga-se de passagem. A instalação não poderia ter sido mais fácil: coloquei o DVD em um drive externo, dei boot pelo DVD, particionei o HD (apagando a partição com o Windows) e pronto. Sem customização de drivers, nem jogo de adivinhação com o versões do kernel. 25 minutos depois… eu tinha um Mac OS X Leopard rodando de forma bem decente no Mobo.

Video, som, USB, leitor de cartões, ethernet, medidor de nivel de bateria, tudo funcionou bem (com alguns detalhezinhos) logo de primeira. A Webcam funciona (você precisa ativá-la antes com Fn + F6), mas o PhotoBooth só mostra uma tela verde com um pouco de ruído de imagem. Segundo dizem, um update para o 10.5.5 resolve o problema. O som interno funciona, mas a saida de fone de ouvido e entrada de microfones estão mudos (um driver novo já está sendo desenvolvido). Wi-Fi não funciona, mas a Realtek já prometeu um driver para breve. A máquina “dorme” (sleep), mas não hiberna (hibernate).

E o desempenho? Impressionante, muito melhor do que eu imaginava e superior ao desempenho do Windows XP SP3 na mesma máquina. O micro abriu e redimensionou seis imagens de 7 MP cada (a galeria abaixo) sem reclamar. Vídeo em H.264 ou DiVX (com resolução de 704×396) toca em tela cheia sem soluços, bem como vídeos do YouTube. Claro, não é um micro pra fazer autoração de DVDs, mas pra uso diário, está ótimo.

Será interessante medir o desempenho da bateria sob o novo sistema: com 71% de carga, o Leopard reporta 3:15 de autonomia restante. Extrapolando, uma bateria carregada deveria dar 04:40 de autonomia, mais ou menos o que consegui no Windows (04:50, em teste ontem).

Vou brincar mais um pouco com a máquina e atualizarei este post com os resultados. Como sempre, os comentários estão abertos para perguntas. Fiquem agora com uma galeria de fotos da instalação, e um screenshot final do sistema rodando. Até mais!

ATUALIZAÇÃO, 04/10/08 às 02:00 AM

Brinquei mais um pouco, seguem os resultados.

  • A atualização do sistema para o OS X 10.5.5 é possível e fácil, basta seguir as instruções.
  • A webcam, embora ainda não funcione no Photobooth, funciona bem no iChat.
  • A interface ethernet “morre” quando o sistema volta do sleep, mas a solução é fácil.
  • Tempo de boot: do início da carga do sistema operacional (logo após o “boot manager”) até o desktop completo em… vinte e sete segundos. Sim, segundos, você leu direito. Sim, eu medi direito, duas vezes. Isso numa máquina com um Intel Atom de 1.6 GHz e 1 GB de RAM. Meu queixo ainda está no chão.
  • Colocar o sistema para “dormir” (e acordar em seguida) é extremamente rápido, coisa de dois segundos. Windows e Linux, aprendam.

Mac: “I can has Google Chrome?”

A CodeWeavers, conhecida pelo seu pacote “CrossOver Office”, que permite a execução do Microsoft Office e outros aplicativos Windows populares no Linux, lançou hoje uma versão do Chrome, o novo navegador do Google, adaptada para Macs e Linux. O kit batizado de “Codeweavers Chromium” inclui o navegador (baseado na versão Open Source do Chrome) e uma versão customizada do Wine (o navegador não roda direito na versão “padrão”).

Acabei de instalar a versão para Mac, que é distribuída em um arquivo .DMG com 46 MB. A instalação é como qualquer outro programa de Mac: dê dois cliques no arquivo .DMG para “montá-lo” como um disco, arraste o ícone do aplicativo para a pasta Applications e pronto. Na primeira vez em que o programa é aberto ocorre uma “configuração inicial” que é feita automaticamente e demora alguns minutos. Depois disso, o navegador surge na tela. 

O Chrome roda no Mac quase tão bem quanto no Windows, mas há limitações: não há plugins como Flash ou Quicktime, o que para muitos impede seu uso como o navegador principal. O redesenho e a rolagem da tela são nitidamente mais lentos, mas não irritantes, e há erros de transparência na hora de arrastar e soltar abas. Mas é uma boa opção para o usuário de Mac que está curioso para saber o porque de todo o burburinho, ou o desenvolvedor que não tem um PC por perto ou não quer ficar trocando de máquina para ver como fica um site que está desenvolvendo. Pelo menos até uma versão nativa do Chrome aparecer, sabe-se lá quando.

 

Chrome para Mac não tem o plugin Flash

Chrome para Mac não tem o plugin Flash

Feito em casa - Parte II

Assim como “a natureza abomina o vácuo” (segundo Aristóteles), geeks abominam o desperdício. E eu me peguei olhando exatamente nos olhos do danado na semana passada. Estava copiando alguns arquivos para meu Mac Mini quando dei de cara com um alerta do OS X: “Você está ficando sem espaço em disco”. Caramba, lotei um HD de 80 GB sem nem sentir. Enquanto pensava no que poderia apagar ou gravar em DVD para liberar espaço, meus olhos pousaram sobre um canto da mesa, e o que vejo? Dois HDs IDE de 3.5 polegadas dando sopa: um de 40 GB e um de 80 GB.

O de 40 GB é o que sobrou do meu primeiro projeto de “armazenamento externo”, um case USB que montei há cerca de dois anos. O de 80 GB eu ganhei da minha namorada, e seria um “upgrade” do case se o dito não tivesse pifado há pouco tempo. A idéia de comprar dois cases novos para os discos não me agradava muito: eu ia gastar dinheiro, ocupar mais tomadas, mais portas USB e os discos estariam acessíveis apenas para um dos micros da casa, sendo que atualmente costumo ter duas ou três máquinas “em uso” a qualquer momento (as principais são meu Mac Mini, o Hackintosh da Elaine e meu EeePC).

Read the rest of this entry »

Brincando com o HP 2133 Mini-Note PC

Tive a oportunidade, hoje pela manhã, de brincar durante pouco mais de uma hora com o mais novo subnotebook da HP, o HP 2133 Mini-Note PC (eita nomezinho comprido). Não foi tempo suficiente para experimentar várias distribuições Linux, com o Augusto pediu, mas foi o bastante para ter uma boa idéia do que é o produto, e ficar impressionado.


HP Mini-Note vs. Eee PC 701

Não vou repetir aqui tudo o que já disse lá no iG. Leiam o artigo para saber sobre detalhes da configuração, preços e chegada ao mercado nacional, bem como os testes de resistência à água e à queda. Resumindo, o bichinho é durão, duvido que meu Eee PC (ou um Mobo) sobrevivesse aos mesmos desafios. O teclado é uma delícia, bem espaçoso. E essa é pro Boiko: tem versão com Linux sim senhor, instalado de fábrica.

Na verdade, as máquinas que foram colocadas à disposição dos jornalistas convidados representavam todos os modelos que chegarão em breve ao mercado nacional. Há versões com Linux, com Windows Vista Home Basic e Windows Vista Business. O modelo mais barato é justamente o com Linux (R$ 1.499), mas a configuração é também a mais modesta: processador Via C7-M de 1 GHz e 512 MB de RAM, basicamente o mesmo “núcleo” do Mobo.

Tratei logo de colocar as mãos em um modelo com Linux, e fiquei bastante satisfeito com o que vi. A distro é o SuSE Linux Enterprise Desktop 10, da Novell. Todo o hardware estava configurado perfeitamente, sem exceções: leitor de cartões SD, interface wi-fi, vídeo, áudio, rede Ethernet e o que mais fosse possível.

Não encontrei um programa para testar a webcam, mas não há motivos para não crer que ela funcione perfeitamente. O sistema estava configurado com 512 MB de swap, “casando” com os 512 MB de RAM. Sleep e hibernação funcionaram sem soluços, e o tempo de boot (que não medi no relógio) me pareceu bastante adequado. Em resumo, deu gosto de ver.

Apesar do tamanho similar, não dá para comparar o Mini-Note com um Eee PC 701, o modelo mais popular por aqui. Ele pertence a uma categoria à parte. Talvez a coisa fique mais justa comparando aos novos subnotes baseados nos processadores Atom ou Via Nano, como o Eee PC 901 ou o MSI Wind, mas só colocando as mãos neles para ter certeza. Até lá, na minha opinião, o HP Mini-Note leva o título de “rei” entre os modelos já ao alcance de nós, brasileiros.

Espero ter uma unidade em mãos para testes em breve, quando pretendo, com calma, ver como um Ubuntu ou outra distro se comporta nele sem os ajustes “de fábrica”. Até lá, fiquem com uma galeria comentada com 15 fotos do brinquedo, incluindo fotos comparativas com o Eee PC 701, que postei lá no Flickr. Até!

“Hackeando” o Eee PC

Para quem gosta de fuçar, um Eee PC com Linux e o wiki do site EeeUser são um prato cheio. Passei as últimas horas habilitando e configurando o “processor scaling“, o ajuste automático da velocidade do processador de acordo com as necessidades do momento. A idéia é arrancar mais alguns minutos de autonomia da bateria, que não anda me agradando. Sei que a diferença é mínima, mas de grão em grão…

Pois bem, está tudo funcionando redondinho: na bateria, o processador roda a 337 MHz, a não ser que algum aplicativo mais “pesado” entre em ação. Na tomada, o processador fica em 900 MHz (na verdade, 630 MHz) cravados o tempo todo. Tudo muito bem. Só tem um probleminha: na bateria, o VLC engasga.

Read the rest of this entry »

Uma semana com o Eee PC 701

Só pra fazer um “follow-up” do meu post sobre a chegada do meu Eee PC, seguem minhas impressões sobre a máquina após uma semana de uso.

  • Ele já tem um Pokénome: Azurill. É um “Pokémon bebê” (ideal pra algo que parece um filhote de notebook) e soa como ASUS. Outras máquinas da minha rede: Raichu (Mac Mini), Pidgey (Positivo M25), Lugia (Duron montado em casa).
  • O sistema operacional, uma variante do Xandros, funciona. Quem é usuário novato vai se adaptar sem problemas, mas pessoas com mais experiência, especialmente com outras distribuições Linux, vão ficar querendo mais. Troquei pelo EeeXubuntu, com intenção de dar uma olhada de perto no Eeebuntu (baseado no Ubuntu Hardy) no próximo fim de semana.
  • O sistema de atualização de software do Xandros é irritante. É lerdo, não tem barra de progresso nos downloads e só posso instalar uma atualização por vez. Fiquei de saco cheio e fiz um apt-get dist-upgrade através da linha de comando. Uma centena de megabytes depois… o sistema estava atualizado, e todos os ícones da pasta Games duplicados. Vá entender. Juro que usei apenas os repositórios de software oficiais.
  • A bateria me decepcionou bastante. Marquei 2 horas e 15 minutos com Wi-Fi ligado e sob uso intenso, ou seja, baixando coisas na maior parte do tempo. Imagino que não vá melhorar muito com uso moderado. Depois das quase quatro horas e meia do Mobo, parece um retrocesso.Deixar o Wi-Fi desligado? Só em lugares onde não houver outra opção a não ser a rede cabeada. Não gosto de voltar no tempo.
  • O EeeXubuntu ocupa menos espaço em disco que o Xandros (depois da instalação, fiquei com 1,7 GB livres, tinha 1,35 no Xandros), e não sacrifica recursos. Com um pouco de configuração manual é possível restaurar suporte total ao hardware, incluindo o OSD (on-screen display) com indicação dos níveis de brilho da tela, volume e estado da interface Wi-Fi. A variedade de software disponível é muito maior, e o boot ainda é bastante rápido. Vale a pena mudar.
  • Minhas “dicas para viver bem” com a tela de 7 polegadas que publiquei no post do Mobo valem para o Eee PC. Usar o Opera, rodar o OpenOffice.org em tela cheia, etc e tal. Cada pixel conta.
  • A antena Wi-Fi é MUITO sensível, aqui na sala de casa mostra muito mais redes Wi-Fi que as encontradas pelos outros notebooks (e reporta intensidade de sinal maior). Em Curitiba, encontrou na sala de estar a rede Wi-Fi do segundo andar da casa com intensidade de sinal de 81%, coisa que o Mobo não fez. Daria até pra navegar deitado na rede no quintal, se não fosse o clima polar do fim de semana.
  • Ele ainda está com todos os adesivos de garantia intactos :)

Linux no Positivo Mobile Mobo

Post atualizado em 11/05. O Ubuntu roda, vejam o fim deste post

Ubuntu 8.04 rodando no Positivo Mobile MoboAcabei de fazer alguns testes com o Linux no Positivo Mobile Mobo. Como estou passando o fim de semana em Curitiba e sob restrição de banda (leiam: link ADSL lento), escolhi uma distro pequena e facilmente “carregável” em um pendrive para o experimento. No caso, o Slax 6.0.7 (apenas 190 MB) rodando em um pendrive Kingmax de 1 GB.

Antes de reportar os resultados, devo dizer que em pesquisas pela internet descobri vários “irmãos” do Mobo, comercializados por outros fabricantes em diversos países. Na Espanha, como os amigos do Zumo já mencionaram, ele é o “Airis Kira”. Já na Austrália é o “DreamBook IL1″ da Pacific Computers. Em vários casos ele é vendido com Linux pré-instalado (pelo que vi, uma versão customizada da distro Linpus), então a compatibilidade é certa. Fica a pergunta: “o quão trabalhoso é deixar tudo rodando certinho?”

Read the rest of this entry »

Panic! at the Kernel

Há alguns dias postei uma foto de uma mensagem de erro em um dos painéis LCD que servem como “entretenimento de bordo” no metrô de SP. Era um erro do Player (rodando sobre Windows), que interrompeu a programação. Mas não são só os trens do metrô que tem os tais painéis: várias linhas de ônibus também os tem, exibindo uma programação mais ou menos no mesmo estilo, mas um pouco mais “variada”.

Há pelo menos três emissoras, BusTV, TVO (TV Ônibus) e BusMidia, que exibe conteúdo do canal aberto MixTV. TVO e BusMidia parecem não ter som (TVO faz propaganda disso, apregoando o respeito ao usuário), o que torna a experiência um pouco estranha, especialmente quando cismam de passar uma entrevista, comercial não formatado para o “veículo” (literalmente) ou videoclipe.

Voltando do trabalho para casa na última sexta, pego o ônibus de costume, olho para o painel LCD e o que vejo? Um Kernel Panic! Sim, o sistema de entretenimento da BusMidia roda sobre Linux. 

Kernel Panic em uma das TVs da BusMidia

A mensagem não deixou muito clara para mim a causa do problema, mas pelo jeito ela é bem persistente: peguei um ônibus da mesma linha para trabalhar (plantão) no domingo à tarde, e a mesma mensagem estava na tela, no mesmo ponto. Será que tentaram rebootar para ver se resolve? :P