Archive for the 'Tutorial' Category

Seu Nokia N95 é um modem 3G

Me mudei no fim de semana para um novo apartamento (agora com dois quartos!), e a Telefônica, como era de se esperar, me pediu três dias úteis para migrar a linha para o novo endereço, e mais três dias úteis além disso para migrar o Speedy. Ou seja, na pior das hipóteses, ficarei uma semana “offline” em casa. Tempo demais para um casal de nerds (Elaine também vive plugada).

Como disse Randall Munroe na fantástica webcomic XKCD, “há poucas coisas mais poderosas do que geeks tentando conseguir acesso à internet em um novo apartamento“. Assim que remontei a bancada e o Mac Mini, dei uma olhada em busca de redes Wi-Fi na vizinhança. Achei três (e mais uma que só aparece durante a noite), todas fechadas. Maldita imprensa de tecnologia e seus esforços para conscientizar a população da necessidade de manter suas redes seguras :P

Já estava me conformando em ficar ilhado quando notei meu N95 em cima da mesa e a ficha caiu: “Epa! Isso é um modem 3G“. Por sorte, eu tinha guardado em um pendrive um tutorial de como usar um celular 3G como modem num micro com o Ubuntu. Por azar, depois de duas horas tentando fazer uma conexão no EeePC (rodando o Ubuntu Eee), desisti depois de ver todas as mensagens de erro de PPPD possíveis e imagináveis.

Voltei a atenção para o Mac Mini. Macs são fáceis de usar, e aparelhos da Nokia funcionam bem com Macs. Quão difícil será configurar o celular como um modem no Leopard? Resposta: moleza, moleza. Em menos de 5 minutos, eu estava de volta online. Quer fazer o mesmo? Siga estes passos.

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“Hackeando” o Eee PC

Para quem gosta de fuçar, um Eee PC com Linux e o wiki do site EeeUser são um prato cheio. Passei as últimas horas habilitando e configurando o “processor scaling“, o ajuste automático da velocidade do processador de acordo com as necessidades do momento. A idéia é arrancar mais alguns minutos de autonomia da bateria, que não anda me agradando. Sei que a diferença é mínima, mas de grão em grão…

Pois bem, está tudo funcionando redondinho: na bateria, o processador roda a 337 MHz, a não ser que algum aplicativo mais “pesado” entre em ação. Na tomada, o processador fica em 900 MHz (na verdade, 630 MHz) cravados o tempo todo. Tudo muito bem. Só tem um probleminha: na bateria, o VLC engasga.

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Hackintosh

Nota: Post atualizado em 15/04/08 às 01:37, com informações sobre monitoramento de baterias.

Projeto de fim-de-semana: instalar o Mac OS X 10.5.1 (Leopard) no notebook da minha namorada, um Positivo Mobile W98. Ela é ilustradora/designer/artista em geral, então se dá muito melhor com Macs do que com um PC com Windows. Eu já havia tentado fazer algo parecido um tempo atrás quando comprei meu notebook, mas não deu certo e acabei desistindo. Entretanto, máquina nova, sistema operacional novo e ela pediu com jeitinho… então vamos lá.

O sistema operacional instalado foi a versão “Kalyway” do Leopard, baixada via BitTorrent. A instalação ocorreu sem problemas. Usando um CD do Ubuntu, particionei o HD em duas partes: uma com o Windows XP SP2, que já estava instalado, e uma segunda partição de 40 GB para o Mac OS X, formatada como FAT32. Depois bastou colocar o CD do Leopard no drive, formatar a segunda partição como HFS+ usando o Utilitário de Disco (Disk Utility) e prosseguir com a instalação normalmente.

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O pendrive brigão

Durante alguns dias enfrentei um problema curioso no micro do trabalho, um desktop Dell rodando o Windows XP SP2. Ele simplesmente se recusava a montar o pendrive que mantenho junto com as chaves de casa, um modelo de 2 GB da Samsung. Não era problema do drive: ele funcionava perfeitamente em outros micros, tanto em casa quanto na empresa. Meu micro “sabia” que o drive havia sido plugado ao computador (o ícone de dispositivo USB aparecia na bandeja do sistema na barra de tarefas, e um balão informava que um novo hardware foi encontrado), mas ele simplesmente não aparecia como um disco em “Meu Computador” ou qualquer outro canto do sistema.

Imaginei mil causas para o problema. A princípio minha conta de usuário não tinha privilégios de administrador, portanto achei que poderia ser alguma forma de controle de acesso. Entretanto, mesmo depois de ser “promovido” a admin o problema persistia. Desconfiei do anti-vírus (um produto da McAfee), mas mesmo com ele desabilitado, nada de drive. Suspeitei até de mal-contato ou portas USB frontais desligadas, e tentei outras sem sucesso. Até que uma busca no Google entregou a causa do problema: um conflito.

No Windows, cada “unidade de disco” é identificada por uma letra. Não importa se são HDs reais dentro da máquina, partições, drives de rede, de disquete, gravadores de CD ou leitores de cartão. Cada “drive” tem um nome. Teoricamente, ao ser plugado o pendrive deveria assumir a identidade da primeira “unidade” disponível e funcionar na boa. Mas por algum motivo ele insistia em se identificar como F:, e meu micro já tinha um drive F:, uma unidade de rede. Em vez de avisar do conflito e sugerir uma solução (e ei, havia outras unidades disponíveis), o Windows simplesmente desabilitava o pendrive, porque o drive de rede chegou primeiro.

Gerenciamento do Computador

A solução foi forçar, manualmente, o pendrive a se identificar com outro nome. Se precisar fazer o mesmo, plugue seu “pendrive brigão” no micro e clique com o botão direito no ícone “Meu Computador” no Desktop. No menu que surgir, clique em Gerenciar. Na janela “Gerenciamento do Computador”, clique em Armazenamento/Gerenciamento de disco e na lista de drives clique com o botão direito do mouse no pendrive e selecione a opção “Alterar letra de unidade e caminho”. Na janelinha que aparece clique em Alterar e indique o novo “nome” para seu pendrive. Clique em OK e pronto, ele deve voltar a aparecer como uma unidade de disco válida. Agora, o Windows não podia automatizar tudo isso? Mas pra que facilitar, né?

Leopardo de bolso: Mac OS X no eeePC

Até que não demorou muito: o povo já descobriu como instalar o Mac OS X Leopard no ASUS eeePC. Você precisa de um CD original do Leopard, alguns patches (desenvolvidos por um brasileiro, olhe só) e um micro com o Mac OS X já rodando (pode ser um Mac PowerPC). O sistema roda, mas devagar: o instalador leva 20 minutos só para carregar. O autor do artigo conseguiu desempenho melhor usando o Tiger, mais precisamente a versão 10.4.8 já “pré-hackeada”, encontrada nos bons servidores de BitTorrent da praça.

Taí uma coisa interessante. Devo receber um eeePC para testes nessa semana (já brinquei com um alguns dias atrás). Se tiver tempo, vou tentar transformá-lo em um “Pocket Mac” e posto aqui os resultados. Fiquem ligados.

Ossos do ofício

Em qualquer profissão, chega um momento em que você precisa fazer algo de que não vai se orgulhar depois. Hoje foi minha vez. É duro admitir, mas passei as últimas horas instalando o Windows Vista… em um Macbook Pro. :P

Mac OS X com Parallels Desktop

A foto acima não é uma montagem. Tampouco é um Mac com cara de Vista, nem um Vista com cara de Mac. É um Macbook Pro com o Mac OS X 10.4, rodando o Parallels Desktop 3.0 com o Windows Vista Ultimate no modo “Coherence”. O Parallels cria uma “máquina virtual”, dentro da qual roda o sistema da Microsoft. Você pode configurar vários parâmetros dessa máquina, como RAM, espaço em disco, acesso a periféricos do Mac, etc. Rodando no modo coherence o desktop do Windows some, e as janelas dos programas de Windows se misturam às janelas dos programas para Mac no Desktop (você pode até minimizá-las para a Dock). A integração é bem completa: dá pra copiar e colar entre aplicativos, arrastar arquivos do Windows pro Mac, compartilhar área de transferência e mais.

Toda essa experiência é parte de uma matéria sobre formas de rodar o Windows e programas escritos para ele em um Mac Intel da forma mais fácil (e eficiente) possível, para que você possa ter o melhor dos dois mundos: a segurança, estabilidade e facilidade de uso do Mac OS X, aliada àqueles aplicativos essenciais que ainda só existem em versão Windows. Em breve nas bancas :)

Consertando um XBox 360 com… uma toalha!

Embora a Microsoft não admita em público, um dos maiores problemas sofridos pelos proprietários do Xbox 360 é o super-aquecimento. Mesmo em climas mais frios o console tem a tendência de “cozinhar” em banho maria, e um belo dia acaba morrendo, mostrando as “três luzes da morte” ao redor do botão de força quando é ligado.

E aí, pelo menos nos EUA, começa a Romaria: liga para a assistência, pede embalagem, empacota console, manda para a assistência, espera, recebe de volta… Aqui no Brasil, onde muitos consoles entram pelo mercado “informal”, as três luzes geralmente significam dinheiro jogado fora. Geralmente a resposta de uma “assistência” é “não tem conserto”. Ou quando tem é caro demais. Tenho vários amigos com um Xbox 360, e já vi quatro consoles morrerem com os mesmos sintomas. Um deles, aliás, morreu duas vezes, a segunda logo depois de voltar da assistência.

A Microsoft está silenciosamente corrigindo o problema: primeiro, começou a instalar heatsinks maiores dentro dos consoles (tato novos quanto reparados), para diminuir a temperatura. Depois, estendeu a garantia para três anos. E, em breve, começará a usar novas CPUs feitas com processo de 65 nm, geram menos calor. Mas só teremos certeza se isso resolve o problema daqui a pelo menos seis meses, quanto as modificações chegarem ao mercado em escala.

Até lá, um grupo de gamers engenhosos no site Cheap Ass Gamer desenvolveu uma solução temporária para o problema das três luzes que deixaria Douglas Adams (ou McGyver) muito orgulhoso: toalhas. Sim, daquelas de banho. A idéia é enrolar bem o console defeituoso, ligado, em várias toalhas, causando um super-aquecimento. Depois de 25 minutos na sauna, tire as toalhas, desligue o console e deixe-o assim até esfriar. Ligue e… tcharam! em muitos casos, ele volta à vida, e vai continuar funcionando por uns três ou quatro dias, segundo o site (você pode repetir a operação se ele der defeito de novo). Ainda não entendi qual o efeito da sauna, mas talvez ela consiga amolecer a solda (que tem ponto de fusão mais baixo que a normal) e restabelecer alguma conexão rompida (especula-se que essa seja, aliás, uma das causas das três luzes).

É como diz o guia: “Uma toalha é um dos objetos mais incrivelmente úteis para um mochileiro interestelar”

E a senha é…

Um amigo me perguntou, e acho que a dica pode ser útil para os leitores, então aí vai: você comprou aquele headset Bluetooth “legal” pra usar com o micro ou o celular. Mandou parear os aparelhos e… aparece uma janelinha pedindo uma senha. Senha? Bom, deve estar no manual. Epa, não está, e agora??

Não se desespere. Os fabricantes mandam os aparelhos pro mercado usando senhas padrão, que o usuário muda depois se quiser. Primeiro, tente 0000. Se não funcionar, tente 1111 (comum em aparelhos da Nokia) ou 1234. Uma delas resolve o problema.

Eliminando ruído em arquivos de áudio com o Audacity

Logo do AudacityTodo repórter já passou pela frustração de gravar uma entrevista e, na hora de transcrever, descobrir que há ruído de fundo em excesso ou que o volume está baixo demais. E dá-lhe muita paciência e horas numa sala quietinha com fones no ouvido e volume no máximo, tentando entender o que foi dito.

Se você usa um gravador digital (se não, tá esperando o quê?), não precisa sofrer mais. Com o Audacity, um software Open Source disponível em versão para Mac, Windows e Linux, você pode processar o áudio e se livrar do ruído, facilitando a transcrição. Veja como.

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