Máquina de Arcade: Gambiarra I

Segundo passo nos meus planos de dominação mundial, ops, construção de minha própria máquina de arcade: transplantar os componentes para um “gabinete” temporário para que eu possa deixá-la montada em um canto e facilitar os testes. Afinal de contas limpar a mesa da cozinha, pegar a placa, a fonte, o HD, ligar tudo, catar o monitor do Gabriel, etc e tal não é produtivo.

O plano: dar um pulo em uma loja de materiais para arte, comprar placas de MDF (um tipo de compensado, mais resistente) e montar um caixote para abrigar os componentes. Mas minha preguiça, combinada ao mau-tempo constante em São Paulo nos últimos meses, interferiu e resolvi não sair de casa.

Plano B: seguir o conselho do Leandro Pereira, que disse no Twitter: “monta dentro da caixa”. Faz sentido, a placa-mãe veio dentro de uma caixa de papelão razoavelmente resistente e do tamanho certinho. Não caberia a fonte, mas ela é bem protegida e pode ficar externa, nem o HD, mas para testes iniciais um pendrive de 16 GB dá e sobra. Então mãos à obra!

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Máquina de Arcade: Está viva!!

As peças para o gabinete chegaram na segunda pela manhã, e corri para casa no final do expediente para poder brincar pelo menos um pouco com elas. Montei tudo, espalhado mesmo, sobre a mesa da cozinha aproveitando um teclado e mouse velhos que achei em um canto e o monitor LCD do micro do Gabriel. Para ver se funcionava, tasquei um pendrive com o Ubuntu 9.10. E não é que funcionou de primeira?

Gostei do desempenho do Atom 330 no geral: a máquina é silenciosa e “esperta”, responde rapidinho sem te deixar esperando. Infelizmente, os testes com o SDLMame desapontaram: o desempenho em um Atom dual-core não foi muito superior ao em um Atom single-core (no meu Dell Mini 9): Neo*Geo roda a 100% com frameskip zero, mas Out Run chega a só 60% da velocidade (e som sempre ruim).

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Máquina de Arcade: Testando software

As coisas não saíram exatamente como o esperado, e as peças para a máquina de arcade não chegaram na sexta-feira. Com isso, os testes que eu tinha planejado para o fim de semana com o hardware “real” foram por água abaixo. Mas nem tudo foi perdido.

Aproveitei a manhã de sábado para visitar algumas lojas na vizinhança de casa em busca de chapas de MDF para um gabinete improvisado, mas não tive sorte. E a preguiça me impediu de me aventurar mais do que alguns quarteirões além de casa, portanto a ida à Leroy Merlin mais próxima ficou para depois.

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Projeto de férias: máquina de arcade

Gabinete "Bartop"Se tudo sair como planejado (e isso é raro) entro em férias em pouco mais de duas semanas, pela primeira vez desde… caramba, desde 2001. É, eu sou louco mesmo, mas isso não vem ao caso (será?).

O que importa é que preciso de um projeto para me manter ocupado durante este período. Já tentei “projetos de verão” antes, mas a maioria foi por água abaixo por falta de tempo, e pela primeira vez este fator não vai estar contra mim. Então decidi tocar uma idéia que tenho na cabeça há MUITO tempo: montar minha própria máquina de arcade (ou, como chamavam na minha terra, “fliperama”). Não, não é essa da foto.

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Navegando em um netbook

Netbooks, como o ASUS Eee PC 701, foram feitos para “viver” na internet, daí o nome. Infelizmente, a resolução da tela, de apenas 800 x 480 pixels, complica um pouco as coisas: sites como a Wikipedia, ou as ferramentas do Google (Reader, Gmail, etc) são espertos o suficiente para adaptar o layout às dimensões reduzidas, mas a maioria é “hardcoded” para uma resolução de 1024 x 768 pixels. O que significa scroll lateral aos montes para poder ver “toda” a página.

Uma solução é usar o recurso de “zoom da página” (Page Zoom) para afastar a imagem e ver tudo de uma vez só. Mas é um saco ter de teclar Ctrl + e Ctrl – a cada site que você visita, o dia inteiro. Felizmente existe um complemento para resolver este problema: é o Default FullZoom Level.

Com ele você pode redefinir o zoom “padrão” que o Firefox vai usar para cada site visitado. Um valor de 80% é suficiente para o Eee PC, já que 800 pixels é cerca de 80% (na verdade 78% e alguns quebrados) de 1024. Isso elimina o scroll horizontal na maioria dos sites. Se o texto ficar pequeno demais para ler, é só ajustar manualmente para um nível confortável com o atalho Ctrl +. O complemento lembra automaticamente o ajuste usado em cada site, então você só precisa fazer isso uma vez.

O único ponto negativo é que o Firefox insiste em colocar uma fina “borda” preta cercando as imagens quando a página está redimensionada, o que estraga o visual de alguns sites. Mas é um preço pequeno a pagar pelo maior conforto na navegação.

Seu Nokia N95 é um modem 3G

Me mudei no fim de semana para um novo apartamento (agora com dois quartos!), e a Telefônica, como era de se esperar, me pediu três dias úteis para migrar a linha para o novo endereço, e mais três dias úteis além disso para migrar o Speedy. Ou seja, na pior das hipóteses, ficarei uma semana “offline” em casa. Tempo demais para um casal de nerds (Elaine também vive plugada).

Como disse Randall Munroe na fantástica webcomic XKCD, “há poucas coisas mais poderosas do que geeks tentando conseguir acesso à internet em um novo apartamento“. Assim que remontei a bancada e o Mac Mini, dei uma olhada em busca de redes Wi-Fi na vizinhança. Achei três (e mais uma que só aparece durante a noite), todas fechadas. Maldita imprensa de tecnologia e seus esforços para conscientizar a população da necessidade de manter suas redes seguras 😛

Já estava me conformando em ficar ilhado quando notei meu N95 em cima da mesa e a ficha caiu: “Epa! Isso é um modem 3G“. Por sorte, eu tinha guardado em um pendrive um tutorial de como usar um celular 3G como modem num micro com o Ubuntu. Por azar, depois de duas horas tentando fazer uma conexão no EeePC (rodando o Ubuntu Eee), desisti depois de ver todas as mensagens de erro de PPPD possíveis e imagináveis.

Voltei a atenção para o Mac Mini. Macs são fáceis de usar, e aparelhos da Nokia funcionam bem com Macs. Quão difícil será configurar o celular como um modem no Leopard? Resposta: moleza, moleza. Em menos de 5 minutos, eu estava de volta online. Quer fazer o mesmo? Siga estes passos.

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“Hackeando” o Eee PC

Para quem gosta de fuçar, um Eee PC com Linux e o wiki do site EeeUser são um prato cheio. Passei as últimas horas habilitando e configurando o “processor scaling“, o ajuste automático da velocidade do processador de acordo com as necessidades do momento. A idéia é arrancar mais alguns minutos de autonomia da bateria, que não anda me agradando. Sei que a diferença é mínima, mas de grão em grão…

Pois bem, está tudo funcionando redondinho: na bateria, o processador roda a 337 MHz, a não ser que algum aplicativo mais “pesado” entre em ação. Na tomada, o processador fica em 900 MHz (na verdade, 630 MHz) cravados o tempo todo. Tudo muito bem. Só tem um probleminha: na bateria, o VLC engasga.

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Hackintosh

Nota: Post atualizado em 15/04/08 às 01:37, com informações sobre monitoramento de baterias.

Projeto de fim-de-semana: instalar o Mac OS X 10.5.1 (Leopard) no notebook da minha namorada, um Positivo Mobile W98. Ela é ilustradora/designer/artista em geral, então se dá muito melhor com Macs do que com um PC com Windows. Eu já havia tentado fazer algo parecido um tempo atrás quando comprei meu notebook, mas não deu certo e acabei desistindo. Entretanto, máquina nova, sistema operacional novo e ela pediu com jeitinho… então vamos lá.

O sistema operacional instalado foi a versão “Kalyway” do Leopard, baixada via BitTorrent. A instalação ocorreu sem problemas. Usando um CD do Ubuntu, particionei o HD em duas partes: uma com o Windows XP SP2, que já estava instalado, e uma segunda partição de 40 GB para o Mac OS X, formatada como FAT32. Depois bastou colocar o CD do Leopard no drive, formatar a segunda partição como HFS+ usando o Utilitário de Disco (Disk Utility) e prosseguir com a instalação normalmente.

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O pendrive brigão

Durante alguns dias enfrentei um problema curioso no micro do trabalho, um desktop Dell rodando o Windows XP SP2. Ele simplesmente se recusava a montar o pendrive que mantenho junto com as chaves de casa, um modelo de 2 GB da Samsung. Não era problema do drive: ele funcionava perfeitamente em outros micros, tanto em casa quanto na empresa. Meu micro “sabia” que o drive havia sido plugado ao computador (o ícone de dispositivo USB aparecia na bandeja do sistema na barra de tarefas, e um balão informava que um novo hardware foi encontrado), mas ele simplesmente não aparecia como um disco em “Meu Computador” ou qualquer outro canto do sistema.

Imaginei mil causas para o problema. A princípio minha conta de usuário não tinha privilégios de administrador, portanto achei que poderia ser alguma forma de controle de acesso. Entretanto, mesmo depois de ser “promovido” a admin o problema persistia. Desconfiei do anti-vírus (um produto da McAfee), mas mesmo com ele desabilitado, nada de drive. Suspeitei até de mal-contato ou portas USB frontais desligadas, e tentei outras sem sucesso. Até que uma busca no Google entregou a causa do problema: um conflito.

No Windows, cada “unidade de disco” é identificada por uma letra. Não importa se são HDs reais dentro da máquina, partições, drives de rede, de disquete, gravadores de CD ou leitores de cartão. Cada “drive” tem um nome. Teoricamente, ao ser plugado o pendrive deveria assumir a identidade da primeira “unidade” disponível e funcionar na boa. Mas por algum motivo ele insistia em se identificar como F:, e meu micro já tinha um drive F:, uma unidade de rede. Em vez de avisar do conflito e sugerir uma solução (e ei, havia outras unidades disponíveis), o Windows simplesmente desabilitava o pendrive, porque o drive de rede chegou primeiro.

Gerenciamento do Computador

A solução foi forçar, manualmente, o pendrive a se identificar com outro nome. Se precisar fazer o mesmo, plugue seu “pendrive brigão” no micro e clique com o botão direito no ícone “Meu Computador” no Desktop. No menu que surgir, clique em Gerenciar. Na janela “Gerenciamento do Computador”, clique em Armazenamento/Gerenciamento de disco e na lista de drives clique com o botão direito do mouse no pendrive e selecione a opção “Alterar letra de unidade e caminho”. Na janelinha que aparece clique em Alterar e indique o novo “nome” para seu pendrive. Clique em OK e pronto, ele deve voltar a aparecer como uma unidade de disco válida. Agora, o Windows não podia automatizar tudo isso? Mas pra que facilitar, né?

Leopardo de bolso: Mac OS X no eeePC

Até que não demorou muito: o povo já descobriu como instalar o Mac OS X Leopard no ASUS eeePC. Você precisa de um CD original do Leopard, alguns patches (desenvolvidos por um brasileiro, olhe só) e um micro com o Mac OS X já rodando (pode ser um Mac PowerPC). O sistema roda, mas devagar: o instalador leva 20 minutos só para carregar. O autor do artigo conseguiu desempenho melhor usando o Tiger, mais precisamente a versão 10.4.8 já “pré-hackeada”, encontrada nos bons servidores de BitTorrent da praça.

Taí uma coisa interessante. Devo receber um eeePC para testes nessa semana (já brinquei com um alguns dias atrás). Se tiver tempo, vou tentar transformá-lo em um “Pocket Mac” e posto aqui os resultados. Fiquem ligados.