Projeto Mimas: recortando e colando

Depois de configurar o software e determinar a posição dos componentes dentro da carcaça do Mega Drive, chegou a hora do próximo passo no projeto do meu console: fixar tudo lá dentro. Como já disse, a idéia era aproveitar ao máximo as portas já existentes na carcaça (duas na frente para os joysticks, duas na traseira para o conector de força e a saída A/V) e evitar cortes extras.

Para posicionar meus cabos na altura correta das portas originais, me inspirei na própria SEGA: os conectores originais são fixados à placa-mãe do console, que é parafusada a postes na carcaça. Os meus foram fixados a “prateleiras” feitas com pedaços de acrílico (recortado de estojos para CD), parafusadas aos mesmos postes.

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Projeto Mimas: a hora do hardware

Já contei em um outro post sobre a minha idéia de criar um “console” capaz de emular meus sistemas favoritos, usando como base o versátil Raspberry Pi, e até compartilhei um pouco sobre a configuração do software. Também falei sobre a minha “visão” para o resultado final: um aparelho que tenha a aparência e comportamento de um videogame. Por isso minha idéia de colocar o hardware dentro da carcaça de um Mega Drive 2 Japonês, o modelo mais bonito (na minha opinião) de meu console favorito.

Pois na semana passada comprei um Mega Drive 2 Japonês no Mercado Livre para tocar a segunda fase do projeto. Infelizmente “ao vivo” ele estava em pior estado do que aparentava nas fotos, com vários riscos bem visíveis na carcaça. Mas por enquanto irá servir, considerem esta a versão “Mark Zero” do hardware.

JpegA “vítima”. Guardei a placa original (segundo o vendedor funciona), pode ser útil um dia.

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Seu Nintendo DS não liga? Troque o fusível!

Mais uma peça de “sucata” caiu em minhas mãos recentemente: um Nintendo DS (o modelo original, prata, conhecido como “DS Phat”) que simplesmente se recusava a ligar ou carregar a bateria. Depois de verificar que tanto o carregador quanto a bateria estavam OK, restava abrir o console para identificar o problema. Como não vi nenhum dano óbvio apelei para “São Google”, onde encontrei em poucos cliques a possível causa para o problema: um fusível aberto.

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Projeto Mimas: do arcade para o (micro) console

Pouco mais de quatro anos atrás, durante um raro período de férias, decidi tocar um projeto: criar minha própria máquina de arcade, recheada com os meus jogos favoritos. Comprei o hardware e fiz algumas experiências, mas no final de contas acabei mudando de idéia no meio do caminho, e o que seria um arcade virou um Media Center que, após algumas iterações e upgrades de hardware, está em uso até hoje.

Minha primeira experiência com o Arcade

Mas a idéia do “arcade” não morreu: na verdade ela vem “fermentando” ao longo dos anos, e por restrições de orçamento e espaço se transformou em um console. E nesse tempo avanços no hardware e software tornaram possível fazer algo do jeito que sonhei: uma máquina com o tamanho e o comportamento de um videogame. Nada de intermináveis listas de ROMs que tem que ser navegadas com teclado, quero uma interface organizada (de preferência automaticamente) e bonita, controlada apenas com um gamepad, em uma máquina que não destoe dos outros componentes do meu rack e, melhor, não soe como um helicóptero decolando quando ligada.

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Gameloft anuncia data de lançamento de Modern Combat 5

Finalmente o mistério acabou! A Gameloft anunciou nesta quinta-feira a data de lançamento de seu mais novo shooter, Modern Combat 5: Blackout. O jogo sai em 24 de Julho, simultâneamente para iOS e Android. E quem tem um Windows Phone não deve se preocupar: fui informado de que a empresa está fazendo “o máximo” para que a versão para a plataforma da Microsoft saia no mesmo dia ou, na pior das hipóteses, não muito depois.

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Vi uma versão beta do jogo em ação algum tempo atrás, e os gráficos (que já eram bons em Modern Combat 4) são impressionantes. A jogabilidade também mudou, com missões divididas em episódios mais curtos (e ainda assim cheios de ação), a possibilidade de escolher classes para os personagens (com missões específicas) e novos modos de jogo multiplayer.

Modern Combat 5: Blackout custará US$ 6,99 (cerca de R$ 15,50), como os outros jogos da série, e a princípio não terá IAP (compras dentro do jogo). Se você quer um gostinho do jogo assista ao trailer abaixo, que mostra a primeira missão, em Veneza.

[REVIEW] Controle de 6 botões para o Mega Drive

Quem tem consoles antigos sabe como é difícil encontrar controles em boas condições, ainda mais por um preço decente. Felizmente quem curte o Mega Drive tem uma boa opção nestes controles de 6 botões que encontrei no DealExtreme, por indicação do amigo FRS.

São quase idênticos ao Six Button Control Pad / 6 Button Arcade Pad original: o formato é o mesmo (provavelmente o molde foi copiado) e as diferenças mais óbvias são cosméticas: todos os botões são pretos (no original X, Y, Z e Start são cinza), não há o logo da SEGA e a palavra START é moldada no plástico acima do botão, em vez de impressa em branco abaixo dele.

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E a Google entra no mercado de… videogames!

Com o anúncio da plataforma Android TV nesta quarta-feira, podemos dizer que a Google está entrando oficialmente no mercado de consoles de videogame. Duvida? Observem as fotos neste hands-on do The Verge: os jogos não só tem um espaço dedicado na tela inicial do sistema, como há um gamepad oficial, aliás muito parecido com o Xbox 360, com alavancas analógicas, direcionais, botões de ação e gatilhos.

A Gameloft (que nunca perde uma chance, onde quer que seja) já anunciou nove jogos otimizados para a plataforma, e não duvide de que outros desenvolvedores seguirão em breve. Se eu fosse a Sony, Nintendo ou Microsoft, ficaria de olhos MUITO abertos: se “pegar”, a Android TV tem o potencial para fazer no mercado de consoles um estrago similar ao que os smartphones fizeram no de portáteis.

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De carona no Google I/O 2014…

…a LG aproveitou para anunciar que seu smartwatch G Watch, um dos primeiros baseados na plataforma Android Wear, chega ao Brasil “em julho” com preço a ser anunciado “em breve”. Não me arrisco a um chute, mas levem em conta que um Gear 2 sai por R$ 1.299 por aqui.

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Falando na Samsung, durante a abertura do evento foi apresentado também o Gear Live. É o quarto smartwatch da empresa desde setembro passado, e pelo jeito ela decidiu replicar nos wearables sua estratégia de “atire para todo o lado” adotada entre os smartphones. Não ouvi nada sobre lançamento do Gear Live por aqui, mas considerando que ele estará em pré-venda a partir de amanhã no Google Play (nos EUA) junto com o modelo da LG, não deve demorar muito.

E a Gameloft não demorou a anunciar que já tem 9 jogos otimizados para a Android TV, a nova plataforma para SmartTVs da Google que também foi apresentada durante o I/O. São eles: Asphalt 8: Airborne, Meu Malvado Favorito: Minion Rush, GT Racing 2, Dungeon Hunter 4, A Era do Gelo: Vilarejo, Modern Combat 4, My Little Pony – Friendship is Magic, Wonder Zoo e World at Arms. Interessante não mencionarem o Modern Combat 5: Blackout, que deve estar estourando por aí a qualquer momento. Mas você vai ter que esperar um pouquinho para jogar: os primeiros aparelhos Android TV chegam ao mercado “neste outono” no hemisfério norte, ou seja, entre setembro e dezembro.

GTA III no Gametel

Estou brincando de transformar meu Motorola Atrix e um Gametel em um “console portátil” e experimentando vários jogos. Um que não funcionou “de cara”, pra minha decepção, é o GTA III. Felizmente o jogo tem suporte a teclado, e é possível configurar o Gametel para emular comandos de teclado. Basta saber a combinação certa pra cada “botão” do GTA III, que encontrei numa discussão no Orkut (quem diria, o Orkut sendo útil) e reproduzo abaixo.

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Ressuscitando um GameGear

É engraçado como as coisas funcionam. Há tempos eu tinha em uma gaveta um GameGear que “não funcionava”. Quando ligado não havia aparentemente nada na tela e um apito irritante no alto-falante, sem falar no fato de que ele se desligava sozinho após alguns minutos. Lembro que quando ele começou a dar esse problema (há alguns anos) eu cheguei a procurar ajuda na internet, mas não encontrei nada. Desisti e engavetei o GameGear como caso perdido.

Semana passada, em uma viagem a Curitiba, caiu na minha mão mais um Master System. Mas ao contrário do modelo que já tenho, com 74 jogos na memória, esse é o “modelo original”, o primeiro comercializado pela TecToy no Brasil, bem antes dela começar a lançar uma versão nova do console a cada 2 meses. O console veio “pelado”, sem controles (esses eu tenho), cartuchos (idem) ou a fonte de alimentação. A fonte é o problema.

O Master System tem um conector de força “bisonho” na traseira, um DIN-5, e eu precisava saber a pinagem daquilo pra não correr chance de torrar o console (se é que ele ainda funciona, não faço idéia porque peguei ele “no estado”). Pesquisando na internet, me lembrei do povo do projeto SMS Power, que visa catalogar jogos e hardware dos consoles de 8-Bits da Sega (SG-1000, SC-3000, Master System e GameGear). Eles tem fóruns de discussão,  informações sobre desenvolvimento, mods de hardware e afins. Infelizmente, não achei a pinagem da fonte lá, mas achei outra coisa muito interessante.

Na seção principal do fórum havia uma thread “fixa” com o título “Game Gear turns itself off/screen is unreadable/sound is gone/screen flashes“. Opa, tem alguém descrevendo exatamente o meu GameGear! Lendo a thread descubro que o problema é causado por capacitores defeituosos na placa-mãe, que “vazam” com o passar do tempo, e que há um tutorial ensinando como substituí-los.

Meu GameGear tem uma placa-mãe modelo VA1. Peguei no tutorial a lista de capacitores correspondente (são 12 na placa mãe) e dei um pulo em Sta. Ifigênia, onde encontrei todos facilmente a cerca de 20 centavos cada. Fora os valores de capacitância, minha única preocupação foi encontrar os menores capacitores possíveis, por causa do espaço limitado dentro do gabinete. Mas no final das contas ele não é tão crítico assim, e consegui soldar todos eles sem muito malabarismo. Pode ser difícil encontrar capacitores com a voltagem exata mencionada na lista (ex: 6.3V), mas componentes de voltagem maior (10v, cheguei a ter de usar um pra 35v) servem.


Placa-mãe de um GameGear “VA1” com os capacitores marcados. Crédito: smspower.org

A foto acima mostra a posição dos capacitores. A troca se resume a “descolar” eles da placa-mãe usando uma pinça, dessoldar os terminais e soldar o componente novo no lugar. Quando vaza o eletrólito deixa um resíduo sobre os terminais, que pode dificultar a soldagem dos novos componentes (a solda parece “não pegar”). Limpar o resíduo com um cotonete embebido em álcool deve resolver o problema, e usar solda com fluxo ajuda ainda mais. Não custa lembrar que capacitores tem polaridade, marcada com os símbolos + e – no corpo dos componentes e na placa mãe. Tenha cuidado para não soldar nenhum componente “invertido”.

Depois de mais ou menos uma hora dobrando perninhas, arrancando capacitores velhos e queimando os dedos no ferro de solda, meu GameGear voltou à vida e está tão bom quanto novo. Foi um reparo rápido, barato e que vale a pena.