Archive for the 'Game' Category

Recauchutando um Nintendo DS

Todas as peças inclusas com a Shell. Tem até parafusos

Comprei meu Nintendo DS, o modelo originalzão, prateado, há quase três anos. Precisamente em outubro de 2005. Desde então, ele tem sido meu companheirão em inúmeras aventuras: foi pra vários cantos do Brasil, duas vezes pros EUA e até pra Seoul, sempre sem reclamar, me ajudando a matar incontáveis horas dentro de ônibus, aviões e em salas de espera de rodoviárias e aeroportos.

Mas confesso que não fui muito cuidadoso com ele. Antes de uma viagem, simplesmente largava ele dentro da mala, em um bolso acessível. Viajando junto com chaves e outros itens (como meu iPod), inevitavelmente ele sofreu arranhões. E a Nintendo não ajudou: em vez de plástico colorido, fez o gabinete de um plástico branco-leitoso pintado de prata. Com o tempo e a fricção de horas nas mãos, a tinta começou a desbotar.

Eu poderia ter feito um upgrade pra um DS Lite, mas sinceramente não vejo muita vantagem: sim, a tela é melhor, mas estou satisfeito com a do DS Original. Cheguei a pensar em comprar tinta e pintar o console (como vi várias vezes na internet), mas considerando minha experiência anterior com pintura de plásticos (no caso um Hotbit 1.1) e os resultados… digamos… menos que satisfatórios, resolvi não arriscar.

Até que, cerca de um mês atrás, enquanto navegava na internet, tropecei com a oferta de algumas “cascas” substitutas (o nome em inglês é replacement shell) no DealExtreme. A pouco menos de sete dólares cada, e com frete grátis pra todo mundo, não custava experimentar. Pedi uma casca branca (incluindo também a chave tri-wing que eu ia precisar pra abrir o console), e em cerca de três semanas o pacote chegou em casa.

Read the rest of this entry »

Java no iPhone? Não tão cedo

Um dia depois da Apple lançar o kit de desenvolvimento (SDK) oficial para o iPhone, o vice-presidente de marketing de Java da Sun Microsystems, Eric Klein, disse que a empresa tem planos de criar uma versão de sua máquina virtual Java ME (Java Micro Edition) para o Smartphone da Apple.

A declaração é significativa: com uma máquina virtual Java, desenvolvedores poderiam contornar as restrições no desenvolvimento e distribuição de software impostas pela Apple, criar o tipo de aplicativos que quiserem e fazer a distribuição por conta própria, ficando com 100% dos lucros. Para a Apple, é uma má notícia.

Entretanto, parece que a Sun não leu com cuidado as letrinhas miúdas nos termos da licença da SDK. Um trecho diz:

“Um aplicativo não pode instalar ou rodar outro código executável por quaisquer meios, incluindo mas não limitado ao uso de uma arquitetura de plug-ins, chamadas a outros frameworks, outras APIs ou similares”.

Infelizmente, para a Sun, uma máquina virtual Java viola a primeira (rodar código executável), terceira (chamada a outros frameworks) e quarta (chamada a outras APIs) regras. Ou seja, mesmo que a empresa crie o software, a Apple pode se recusar a distribuí-la alegando violação dos termos da licença da SDK, que diz claramente que para ser distribuído via App Store…

“… um aplicativo precisa seguir o guia de interface humana e qualquer outra documentação fornecida pela Apple”.

Ou seja: a não ser que haja um acordo entre as duas empresas, uma máquina virtual Java para o iPhone não deve aparecer tão cedo. Em termos de qualidade do software, talvez seja uma boa idéia: isso força os desenvolvedores a tirar proveito das ferramentas, APIs e frameworks fornecidos pela Apple, o que resulta em aplicativos mais otimizados e que tiram melhor proveito do hardware.

Java ou não, os desenvolvedores parecem animados: a Gameloft, conhecida por seus vários jogos para celulares e outros aparelhos portáteis, comentou que pretende lançar 15 jogos para o iPhone até o fim do ano. John Carmack comentou em um post no Slashdot que a id Software também está interessada. E na demo durante a apresentação de Jobs, empresas sérias como Salesforce.com e Epocrates demonstraram seus softwares para o mercado corporativo e médico. Vem coisa boa por aí.

Consertando um XBox 360 com… uma toalha!

Embora a Microsoft não admita em público, um dos maiores problemas sofridos pelos proprietários do Xbox 360 é o super-aquecimento. Mesmo em climas mais frios o console tem a tendência de “cozinhar” em banho maria, e um belo dia acaba morrendo, mostrando as “três luzes da morte” ao redor do botão de força quando é ligado.

E aí, pelo menos nos EUA, começa a Romaria: liga para a assistência, pede embalagem, empacota console, manda para a assistência, espera, recebe de volta… Aqui no Brasil, onde muitos consoles entram pelo mercado “informal”, as três luzes geralmente significam dinheiro jogado fora. Geralmente a resposta de uma “assistência” é “não tem conserto”. Ou quando tem é caro demais. Tenho vários amigos com um Xbox 360, e já vi quatro consoles morrerem com os mesmos sintomas. Um deles, aliás, morreu duas vezes, a segunda logo depois de voltar da assistência.

A Microsoft está silenciosamente corrigindo o problema: primeiro, começou a instalar heatsinks maiores dentro dos consoles (tato novos quanto reparados), para diminuir a temperatura. Depois, estendeu a garantia para três anos. E, em breve, começará a usar novas CPUs feitas com processo de 65 nm, geram menos calor. Mas só teremos certeza se isso resolve o problema daqui a pelo menos seis meses, quanto as modificações chegarem ao mercado em escala.

Até lá, um grupo de gamers engenhosos no site Cheap Ass Gamer desenvolveu uma solução temporária para o problema das três luzes que deixaria Douglas Adams (ou McGyver) muito orgulhoso: toalhas. Sim, daquelas de banho. A idéia é enrolar bem o console defeituoso, ligado, em várias toalhas, causando um super-aquecimento. Depois de 25 minutos na sauna, tire as toalhas, desligue o console e deixe-o assim até esfriar. Ligue e… tcharam! em muitos casos, ele volta à vida, e vai continuar funcionando por uns três ou quatro dias, segundo o site (você pode repetir a operação se ele der defeito de novo). Ainda não entendi qual o efeito da sauna, mas talvez ela consiga amolecer a solda (que tem ponto de fusão mais baixo que a normal) e restabelecer alguma conexão rompida (especula-se que essa seja, aliás, uma das causas das três luzes).

É como diz o guia: “Uma toalha é um dos objetos mais incrivelmente úteis para um mochileiro interestelar”

Linden Labs acaba com a jogatina no Second Life

O mundo virtual está ficando cada vez mais parecido com o mundo real. A Linden Labs, desenvolvedora do Second Life, baixou ontem uma nova diretiva banindo todas as formas de jogos de azar na “segunda vida”, incluindo cassinos, máquinas caça-níqueis e sistemas de apostas.

A ordem parece uma resposta a uma investigação conduzida pelo FBI contra a Linden Labs: jogo online é proibido nos EUA (e em vários outros países), e a agência federal de investigação queria saber se a empresa estava violando alguma lei ao permitir esta atividade dentro de seu mundo virtual. O problema todo está centrado no fato de que é fácil trocar o dinheiro virtual ganho no jogo por dólares de verdade. Alguns operadores de mesas de poker, por exemplo, vinham obtendo lucros de até US$ 1.500 por mês.

Em vez de bolar um meio para determinar se, e sob quais condições, o jogo no Second Life seria legal, a Linden Labs preferiu acabar de vez com a festa.Curiosamente, quem perde com a decisão é a própria Linden Labs. Cassinos geram lucro para a empresa (afinal, os donos pagam aluguel pelos terrenos) e movimentam a economia virtual. Os residentes, claro, também não gostaram nada da mudança, que “deixa a segunda vida sem graça”.

“Oh No!” Os Lemmings invadem o Nintendo DS

LemmingsUm jogo bem sucedido é aquele que vende milhões de cópias e gera talvez uma ou duas sequências, trazendo muito lucro ao seu desenvolvedor. Um clássico é aquele jogo que, mesmo décadas após seu lançamento, ainda consegue prender os jogadores e atrair uma multidão de fãs, que ignoram os gráficos “ultrapassados” em nome de uma jogabilidade perfeita e diversão sem fim. Lemmings é um clássico.

Se você já usava (e jogava) um computador na década de 90, provavelmente se lembra dos lemmings. Estúpidas criaturinhas de cabelo verde que só sabem andar para frente, ignorando completamente os perigos naturais (como poços de lava) e diabólicas armadilhas (como prensas hidráulicas) no caminho. Como jogador, cabe a você cuidar bem deles e levá-los com segurança até a “casinha”. Para isso você pode ensinar habilidades aos bichinhos, fazendo com que cavem túneis, destruam paredes, construam escadas ou simplesmente se suicidem em explosões espetaculares, tudo em nome do bem maior da “comunidade” Lemming.

O atrativo é que Lemmings é um daqueles jogos fáceis de aprender e difíceis de dominar. A jogabilidade pode parecer simples, mas o design das fases requer a combinação de múltiplas habilidades, no local e tempo exatos, para que você consiga salvar os malditos, er, adoráveis bichinhos. Sao inúmeras as vezes em que você está “quase” chegando na solução e, por descuido, acaba jogando toda a turma em um lago, ou explodindo a escada que construiu com precisão milimétrica. Com certeza o jogo foi responsável por muitos cabelos brancos, calvície precoce e úlceras estomacais mundo afora.

Ao longo dos anos Lemmings teve muitas versões. Sequências como Lemmings 2: The Tribes (com 12 “tribos” de Lemmings, cada uma com habilidades diferentes) e Lemmings 3D não conseguiram atingir o sucesso do original, lançado inicialmente para o Amiga e logo em seguida para PC e Mac. Muitas versões para consoles domésticos, como o NES, SNES, Master System, Mega Drive e Gameboy, foram feitas, mas cada uma tinha seus problemas próprios. Em algumas a jogabilidade sofria com a troca do mouse por um joystick, noutras os gráficos perdiam muito em detalhes e cor. O consenso geral era que, embora algumas versões fossem muito boas, nenhuma se igualava aos originais.

Nenhuma, até um desenvolvedor “amador” chamado Matthew Carr resolver criar uma versão para o Nintendo DS. Lemmings DS, é uma recriação fiel do jogo original, com extras que melhoram ainda mais a jogabilidade. Na verdade não se trata de um jogo só, são seis jogos em um, pois ele traz todas as fases de Lemmings, Oh No! More Lemmings e ‘Xmas Lemmings 91, 92, 93 e 94. No total são mais de 290 fases para você quebrar a cabeça durante horas.
Read the rest of this entry »

Super Pac-Man TV Game

Super Pac-Man TV GameNo começo da década de 80, era de ouro dos arcades, um jogo muito simples e extremamente divertido virou mania no mundo todo, arrecadando milhares de fichas de jogadores ávidos por “só mais uma partida”. Pac-Man, da Namco, logo inspirou músicas, desenhos animados, brinquedos e todo o tipo de quinquilharias com a carinha amarela do herói estampada. Era a “Pac-Man Fever”, a Febre do Pac-Man.

Quando a Atari anunciou uma versão do jogo para seu console (o Atari 2600), o mundo aguardou com expectativa. Imaginem, trazer toda a diversão do arcade para a sala de estar! Confiante em um sucesso absoluto a empresa produziu 12 milhões de cartuchos, mais do que o número de consoles em uso na época (10 milhões), crente de que as pessoas iriam comprar um Atari só para poder jogar Pac-Man. Talvez fosse verdade, se o jogo não fosse tão ruim: gráficos feios, sons distorcidos e uma jogabilidade que invalidava a maioria das estratégias do arcade fizeram o público torcer o nariz.

Mas 20 anos depois, graças à Jakks Pacific, é possível ter toda a experiência do arcade em casa. E você nem precisa de um videogame ou computador, basta uma TV e o Super Pac-Man TV Game.

Read the rest of this entry »