Archive for the 'Linux' Category

Cinco sistemas operacionais para seu netbook

Se eu tivesse que apontar qual a contribuição mais importante dos netbooks para o mundo da informática, diria que foi a diversificação do mercado de sistemas operacionais. Teoricamente eles são “PCs” como quaisquer outros, e rodam o mesmo software, mas características de hardware como o tamanho das telas, recursos de rede, tamanho das baterias, poder de processamento e espaço em disco disponível forçaram os desenvolvedores a fazer uma série de ajustes aos seus produtos.

O resultado foi uma explosão de sistemas operacionais para todos os gostos. A maioria dos netbooks vem com Windows de fábrica (XP ou 7, ultimamente), mas ele pode não ser a melhor opção para todos os usuários. Confira abaixo cinco sistemas operacionais “alternativos” que você pode usar para tirar o máximo de seu portátil. E o melhor, a maioria deles é gratuita!

Read the rest of this entry »

Máquina de Arcade: Gambiarra I

Segundo passo nos meus planos de dominação mundial, ops, construção de minha própria máquina de arcade: transplantar os componentes para um “gabinete” temporário para que eu possa deixá-la montada em um canto e facilitar os testes. Afinal de contas limpar a mesa da cozinha, pegar a placa, a fonte, o HD, ligar tudo, catar o monitor do Gabriel, etc e tal não é produtivo.

O plano: dar um pulo em uma loja de materiais para arte, comprar placas de MDF (um tipo de compensado, mais resistente) e montar um caixote para abrigar os componentes. Mas minha preguiça, combinada ao mau-tempo constante em São Paulo nos últimos meses, interferiu e resolvi não sair de casa.

Plano B: seguir o conselho do Leandro Pereira, que disse no Twitter: “monta dentro da caixa”. Faz sentido, a placa-mãe veio dentro de uma caixa de papelão razoavelmente resistente e do tamanho certinho. Não caberia a fonte, mas ela é bem protegida e pode ficar externa, nem o HD, mas para testes iniciais um pendrive de 16 GB dá e sobra. Então mãos à obra!

Read the rest of this entry »

Máquina de Arcade: Está viva!!

As peças para o gabinete chegaram na segunda pela manhã, e corri para casa no final do expediente para poder brincar pelo menos um pouco com elas. Montei tudo, espalhado mesmo, sobre a mesa da cozinha aproveitando um teclado e mouse velhos que achei em um canto e o monitor LCD do micro do Gabriel. Para ver se funcionava, tasquei um pendrive com o Ubuntu 9.10. E não é que funcionou de primeira?

Gostei do desempenho do Atom 330 no geral: a máquina é silenciosa e “esperta”, responde rapidinho sem te deixar esperando. Infelizmente, os testes com o SDLMame desapontaram: o desempenho em um Atom dual-core não foi muito superior ao em um Atom single-core (no meu Dell Mini 9): Neo*Geo roda a 100% com frameskip zero, mas Out Run chega a só 60% da velocidade (e som sempre ruim).

Read the rest of this entry »

Máquina de Arcade: Testando software

As coisas não saíram exatamente como o esperado, e as peças para a máquina de arcade não chegaram na sexta-feira. Com isso, os testes que eu tinha planejado para o fim de semana com o hardware “real” foram por água abaixo. Mas nem tudo foi perdido.

Aproveitei a manhã de sábado para visitar algumas lojas na vizinhança de casa em busca de chapas de MDF para um gabinete improvisado, mas não tive sorte. E a preguiça me impediu de me aventurar mais do que alguns quarteirões além de casa, portanto a ida à Leroy Merlin mais próxima ficou para depois.

Read the rest of this entry »

Projeto de férias: máquina de arcade

Gabinete "Bartop"Se tudo sair como planejado (e isso é raro) entro em férias em pouco mais de duas semanas, pela primeira vez desde… caramba, desde 2001. É, eu sou louco mesmo, mas isso não vem ao caso (será?).

O que importa é que preciso de um projeto para me manter ocupado durante este período. Já tentei “projetos de verão” antes, mas a maioria foi por água abaixo por falta de tempo, e pela primeira vez este fator não vai estar contra mim. Então decidi tocar uma idéia que tenho na cabeça há MUITO tempo: montar minha própria máquina de arcade (ou, como chamavam na minha terra, “fliperama”). Não, não é essa da foto.

Read the rest of this entry »

Brincando com o Chrome OS

Chromium OSEstou digitando este post em um belo netbook rodando o Chrome OS, o novo sistema operacional para ultraportáteis desenvolvido pelo Google. Não, não consegui nenhum protótipo ultra-secreto vindo de Taiwan. O netbook é meu próprio Dell Mini 9, e o sistema é um “build” criado a partir do código-fonte oficial do sistema pelo hacker Hexxeh, batizado de Chromium OS Cherry.

Você também pode experimentar: graças à magia do Open Source o sistema roda na maioria dos netbooks com processador Intel Atom e vídeo Intel, e tudo de que você precisa é de um pendrive de 1 GB. Se você tem um netbook ou notebook Dell (Mini 9, Mini 10v e Latitude 2010) é ainda mais fácil: a própria Dell oferece imagens do Chrome OS feitas sob medida (mas sem suporte) para suas máquinas.

Mas chega de blá, blá, blá. “E aí, como é o Chrome OS?“, você me pergunta. Seguem minhas impressões:

O boot é rápido, cerca de 15 segundos, bem como ações como abrir uma nova aba e carregar sites. Vídeo em flash como no YouTube roda tão bem quanto no Firefox sob o Ubuntu. Neste ponto, não tenho nada a reclamar. Estou com seis abas abertas: uma delas com um aplicativo Web 2.0 (GMail), outra com um Flash Player fazendo streaming de áudio (minha rádio favorita) e até agora não tive problemas.

O suporte a hardware, para um sistema que na prática ainda é um “pré-alpha”, é bastante satisfatório. Vídeo e som funcionaram de primeira, mas a sensibilidade do trackpad veio baixa demais por padrão. Nada que um ajuste no painel de opções não resolvesse.

A autonomia de bateria parece ser bem menor que em sistemas como o Ubuntu Netbook Remix. Vi ela levar um tombo feio de 82% para 26% em pouco mais de meia hora. Observando o medidor, a carga cai 1% por minuto. Ainda não sei se isso é erro do applet de medição ou consumo excessivo mesmo. Se for consumo, é provavelmente devido a um sistema de gerenciamento de energia não configurado. Isso merece ser investigado, fiquem de olho por aqui.

Não há um meio fácil de definir o layout do teclado como ABNT2, ou seja, nada de acentuação (vejam a solução mais adiante). A interface Wi-Fi funciona bem, mas como é uma Broadcom é necessário esperar cinco minutos até ela ser capaz de “enxergar” as redes disponíveis.

O sistema em si é incrivelmente simples. Em relação a uma cópia do Google Chrome em um PC qualquer as únicas diferenças são três ícones no canto superior direito da tela (bateria, Wi-Fi e opções) e o logo do Chrome no canto superior esquerdo, que dá acesso a uma página com atalhos para aplicativos web, sem nenhuma possibilidade de modificação. Se você já viu o Google Chrome, viu 90% do que o Chrome OS tem a oferecer no momento.

Friso o “no momento”, porque a versão final do Chrome OS, que só chega ao mercado daqui a um ano e rodará em máquinas feitas sob medida, com certeza será diferente e muito mais interessante. Eu, que acredito firmemente na idéia de “viver na web” proposta pelo Google, aguardo ansioso.

UPDATE: A solução para a acentuação em teclados ABNT2 apareceu fácil quando descobri como acessar um terminal. Tecle Ctrl + Alt + T e digite o comando:

setxkbmap -model abnt2 -layout br -variant abnt2

Problema resolvido. Outro truque: Shift + Esc abre um gerenciador de tarefas, e digitar about:memory na barra de tarefas do navegador mostra o consumo de memória em detalhes.

Ubuntu 9.04 Netbook Remix no Eee PC 701

Comentário rápido: quando vi que saiu o primeiro beta do Ubuntu 9.04 (codinome Jaunty Jackalope), corri para dar uma “olhadinha”. Baixei a ISO do LiveCD/instalação, passei pra um pendrive usando o UNetbootin e instalei no meu companheiro de aventuras: um Eee PC 701 com 512 MB de RAM.

Me decepcionei com o desempenho. A interface Netbook Remix é absurdamente lenta: são necessários quase dois segundos para ela reagir e fazer o “mouseover” dos itens nas listas laterais. Abrir o Firefox demora notavelmente mais do que no Ubuntu 8.10 usando o desktop padrão. Acabei desinstalando e colocando o Ubuntu 8.10 de volta no lugar.

Entendo que a versão Netbook Remix é otimizada para netbooks com telas de 10 polegadas e processadores Atom, mas podiam fazer um trabalho para garantir que ela rodasse pelo menos de forma “usável” no Eee PC 701, máquina que iniciou a onda dos netbooks e ainda é bastante popular por aí. Acho que é hora de trocar de máquina.

O Mobo e o Pinguim

Quando brinquei com a primeira versão do Mobo, há cerca de cinco meses, confesso que fiquei um pouco desapontado pela pouca compatibilidade com o Linux, o que acabou me levando a comprar um Eee PC 701 (apesar da menor autonomia da bateria). Wi-Fi e leitores de cartão não funcionavam, vídeo estava restrito ao modo VESA, som tinha problemas com a saída de fones de ouvido, etc.

Ou seja, daria um trabalho considerável deixar o pinguim “redondo” na maquininha, e a compatibilidade total não era garantida. Pra piorar, os 2 GB de flash interna eram um pouco apertados: um Ubuntu completo ocupa 2.5 GB. Claro, sempre dá pra remover pacotes e forçar o sistema em uma dieta, mas é mais trabalho.

Fico feliz em dizer que, com os novos Mobo White baseado no processador Atom, a situação é bem diferente. Colocar a versão mais recente (8.04.1) do Ubuntu no Mobo White 1050 foi moleza, e os poucos ajustes que precisei fazer manualmente tomaram só alguns minutos. No final das contas, o resultado foi um sistema com bom desempenho e bom suporte a hardware.

Começando pelas boas notícias, o vídeo foi configurado corretamente já no instalador do Ubuntu, com resolução correta (1024 x 600) e aceleração. A instalação em si levou cerca de 15 minutos, sem nenhum problema. Logo no primeiro boot, vi que o Compiz estava habilitado e teclado, mouse (trackapad) e som corretamente configurados. O medidor de bateria no painel estava funcionando corretamente, assim como o recurso de sleep.

A opção “hibernate” (hibernação) também estava lá, mas não funcionou a contento. Na primeira tentativa, a máquina hibernou e não voltou mais, nem pressionando o botão de power. Tive que retirar e recolocar a bateria para ressuscitá-la. Assim que ela acordou, tentei um segundo sleep consecutivo, quando tomei um kernel panic. 

A princípio, a interface Wi-Fi não funciona. Mas o Wiki de usuários do Wind tem instruções para habilitá-la, compilando manualmente os drivers. As instruções são fáceis de seguir, e funcionaram de primeira. Em cerca de 15 minutos (contando o tempo para baixar e compilar os drivers) o Mobo estava conectado à minha rede Wireless. A única desvantagem deste método é que cada atualização do kernel vai te deixar temporariamente sem Wi-Fi, até você recompilar os drivers. Futuras versões do Ubuntu, como a Intrepid Ibex (8.10), devem resolver o problema.

Por fim, o leitor de cartões (que costuma dar dor de cabeça no Linux) funcionou de primeira sem ajuste manual. E dizem que a Webcam funciona, mas não consegui testar: o atalho para habilitá-la (Fn + F6) não funcionou, e ela não foi encontrada por programas como o Cheese ou Skype.

Se você procura um ultraportátil para rodar Linux, o Mobo White é uma boa pedida. O desempenho é bom (a máquina é bem mais “esperta” que um Eee PC 701, por exemplo) e a compatibilidade também. A Positivo vai comercializar uma versão exclusiva com Linux, chamada Mobo White 1000 (mas com hardware mais fraco: HD de 80 GB e 512 MB de RAM), mas mesmo se você comprar os modelos mais caros com Windows, não deve ter problemas.

Hands-on com o Mobo White

POST ATUALIZADO em 06/10 às 14:36 (corrigida informação sobre o chipset de vídeo)

Chegou às minhas mãos o Mobo White 1050, um dos modelos na nova linha de subnotebooks da Positivo Informática. Ainda não tive tempo de fazer testes, mas já posso passar para vocês algumas impressões iniciais.

  • Não há dúvidas, ele é o MSI Wind. E isso é bom.
  • O nome diz “Mobo White” mas ele não é branco. Na verdade, a cor é um “branco pérola”, bonito. O teclado é branquinho mesmo, e minha preocupação é que, com o tempo, amarele ou pegue sujeira facilmente.
  • Alguns dados do hardware: Processador Intel Atom N270 de 1.6 GHz, 1 GB de RAM, HD de 120 GB Seagate Mobilemax (STM9120817AS), interface wireless RTL8187SE, interface ethernet RTL8102E (essa é nova pra mim), som Realtek HD Audio, vídeo on-board Intel 945 Intel GMA 950 e monitor LCD de 10 polegadas a 1024 x 600 pixels. Além disso, tem três portas USB, webcam e leitor de cartões SD. Nada de modem. Peso total: 1.3 Kg.
  • Dos 120 GB de espaço em disco, 3.72 GB são ocupados pelo sistema operacional (Windows XP SP3) mais o BrOffice.org 2.4 e Acrobat Reader. Segundo a Positivo, a bateria tem autonomia de seis horas. Com carga de 100%, o Windows reporta 5 horas de autonomia. Ainda não usei o Mobo por tempo suficiente para saber qual dos dois está certo.
    UPDATE às 18:32 de 30/09/08: acabo de terminar um teste em “uso real”: máquina rodando com navegador web, cliente de IM e editor de textos, fazendo minhas tarefas diárias. Nessas condições, a autonomia de bateria foi de três horas e trinta e um minutos. BEM longe do prometido pelo fabricante e pelo próprio sistema operacional. Vou fazer novos testes pra confirmar os números.
    UPDATE às 12:17 de 05/10/08: esqueci de mencionar um novo teste de bateria feito na noite de sexta. Novamente em “uso real”, a bateria chegou às
    quatro horas e cinquenta minutos. Mais próximo do que o Windows reportava, e próximo o suficiente da afirmação do fabricante para eu me considerar satisfeito. Meu Eee PC, que mal chega às duas horas e meia, está envergonhado num canto da mesa.
  • A bateria que acompanha a máquina é uma bateria estendida, maior que a bateria comum e que levanta a traseira do micro na mesa. Ela vem com seus próprios pézinhos de borracha para estabilizar a máquina, e a deixa em um ângulo confortável para digitação.
  • Falando no teclado, as teclas são bem maiores que as do Mobo original ou do EeePC, e no geral ele é bastante confortável para digitar. A única coisa estranha é a posição da tecla com os caracteres /, ? e °. Em vez de ficar ao lado do Shift da direita, como em um teclado ABNT2 comum, ela fica na última fileira, entre a tecla “menu” e a seta à esquerda (vide foto).
  • A máquina veio acompanhada de uma bolsinha de couro sintético para transporte, que pode acomodar o notebook e alguns CDs/documentação, mas não tem espaço para o adaptador de energia (que é do tamanho do de um notebook normal).
  • Está rodando há três horas, e incrivelmente frio. Mas estou rodando só o Windows, IM e um navegador. Nada de calor nem no teclado, nem na saída de ventilção do lado esquerdo. A máquina é bastante silenciosa.
  • Não recebi (ainda) o CD de restauração do sistema, portanto nada de testes com o Linux por enquanto. Mas já descobri que o Wiki dos usuários do MSI Wind tem instruções completas para instalação do Ubuntu 8.04. Claro, também quero experimentar outros sistemas se tiver tempo.

Alguém tem perguntas?

Novos Mobo!

Lembram-se de que eu cogitei, na semana passada, que veríamos um novo Mobo no evento da Positivo hoje? Pois é, eu errei… pra menos. A empresa anunciou não um, mas seis modelos de ultraportáteis, em uma linha dividida.

Dois modelos tem tela de 8.9 polegadas, mesmo design da geração anterior e processador Via C-7M de 1.2 GHz (nada de Nano por aqui, infelizmente). Os outros quatro modelos, muito mais interessantes, tem telas de 10 polegadas com resolução de 1024 x 600 pixels, 1 GB de RAM e 120 ou 160 GB de espaço no disco rígido, com processador Intel Atom N270 de 1.6 GHz. São branquinhos, e se o design parece familiar é porque você já viu antes: eles são a versão nacional do MSI Wind (informação diretamente da boca de um executivo da Positivo).

A boa notícia: desta vez há uma com versão Linux. A má: como sempre, o pinguim ficou com palito mais curto: o Mobo White 1000 tem o mesmo monitor e processador dos outros modelos, mas apenas 512 MB de RAM e HD de 80 GB. É claramente um modelo “entry level”, que deve ser mais barato (o preço ainda não foi divulgado). Entretanto, como o hardware base é o mesmo, nada impede o usuário de comprar um modelo mais caro (como o top Mobo White 1070, que tem 1 GB de RAM e HD de 160 GB por R$ 1.599) e colocar nele sua distribuição Linux favorita.

As máquinas devem chegar às lojas na segunda quinzena de outubro. Mais informações, incluindo preços, em breve. Por enquanto fiquem com a foto abaixo, e uma pequena galeria no Flickr.

UPDATE (22/09/2008): a Positivo informática me informou os preços de dois modelos dos novos Mobo. O Mobo M970 (tela de 9″, processador Via C-7M de 1.2 GHz, HD de 60 GB, 512 MB de RAM) sai por R$ 1.199 (Um belo “upgrade” por R$ 200 a mais que o Mobo original). Já o novo Mobo White 1070 (tela de 10″, processador Intel Atom N270 de 1.6 GHz, HD de 160 GB e 1 GB de RAM) sai por R$ 1.599. Ambos saem de fábrica com o Windows XP Home Edition.