Archive for the 'Linux' Category

Transformando o Atrix em um “Netbook”

Vou à CES 2012 no próximo final de semana, e preciso de um “computador” para trabalhar remotamente e enviar textos, imagens e vídeos para a redação. No ano passado fiz isso com o iPad mas nesse ano pensei em levar um Motorola Atrix + Lapdock.

O problema, por incrível que pareça, é que é difícil conseguir uma conexão confiável à Internet numa das maiores feiras de tecnologia do mundo. As redes de telefonia celular ficam congestionadas, o Wi-Fi da sala de imprensa idem, e não há Wi-Fi nos pavilhões. Tenho que estar preparado para trabalhar o máximo possível “offline”.

Aí é que está o problema: sem uma conexão à internet a Lapdock do Atrix é um peso de papel. O único aplicativo que roda no modo Webtop (com o aparelho plugado à Lapdock) é o Firefox, e embora online eu consiga editar textos (com o Google Docs) e imagens (com o Picnik), offline o máximo que dá pra fazer é usar o teclado no Quick Office. Preciso de mais que isso.

Por isso aproveitei o fim de ano para um projetinho divertido: transformar o Atrix com Lapdock em algo mais parecido com um “netbook”, com as ferramentas necessárias para me ser útil mesmo quando estou offline. Isso é fácil de fazer e você sequer precisa de ROMs customizadas: bastam alguns minutos e um cartão microSD. O resultado é um “netbook” Ubuntu, onde você pode instalar e rodar o que quiser.

Como fazer

Não vou dar o passo-a-passo aqui porque já fizeram isso por mim, preciso apenas apontar vocês na direção certa. Comecem instalado o webtop2sd, um aplicativo que vai transferir o ambiente WebTop da memória interna para um cartão microSD, dando espaço extra para mais aplicativos e desfazendo as “amarras” que impedem modificações. Eu usei um cartão microSD de 8 GB, particionado em 2 GB para o webTop (o original tem apenas 800 MB) e pouco mais de 5 GB para uso geral (minhas músicas e vídeos, no caso).

Depois de rodar o webtop2sd (atenção: ele particiona o cartão para você, e com isso você vai perder tudo o que estava nele. Tenha backup) reinicie seu Atrix, plugue ele na Lapdock e você verá que existem três novos ícones na “dock” no rodapé da tela: são eles o AWN Manager, para customização da dock e do gerenciador de janelas, o WebTop Configurator, que fará os ajustes finais no WebTop e o LXTerminal, um emulador de terminal (que ainda não vai funcionar). Rode o WebTop Configurator e responda Yes às duas perguntas. Pode fechar o programa.

DICA: se você clica nos novos ícones e nada acontece, pode ser que tenha ocorrido algum problema na instalação do WebTop2SD. Aconteceu comigo. Desfaça as modificações usando a opção Uninstall na aba Execute do webtop2sd, formate o cartão e recomece o processo do zero.

Agora precisamos instalar o LXTerminal no WebTop (a Dock só tem o ícone, o programa não está instalado). Usando o aplicativo “Tela do Celular” (o telefoninho no canto esquerdo da Dock) abra o Android Market, instale e rode o “Android Terminal Emulator” (grátis no Market). Abra o Firefox no WebTop e baixe o pacote do LXTerminal. Volte ao Android Terminal Emulator no app Tela do Celular e digite os comandos abaixo:

su
/usr/bin/sudo -H -u adas bash
cd /mnt/sdcard/download/
sudo /usr/bin/dpkg -i --root=/osh lxterminal_0.1.3-2_armel.deb

O WebTop é uma versão modificada do Ubuntu (Jaunty), e antes de poder instalar programas nele precisamos adicionar alguns repositórios e corrigir problemas com dependências. Felizmente existe um script que faz tudo isso automaticamente para você, é o WebTopScripts. Usando o Firefox do WebTop, baixe a versão 1.4 (linkada no rodapé deste post) e rode apenas o primeiro bloco de comandos, que reproduzo abaixo. Você vai precisar estar conectado à internet:

cp /mnt/sdcard/download/webtopscripts-1.4.tar ~/
cd ~
sudo tar -xvf ~/webtopscripts-1.4.tar
sudo chmod -R 777 WebTopScripts
bash WebTopScripts/setup.sh

Responda Yes à todas as perguntas (basta teclar Enter). Depois de várias delas, o script deve encerrar com uma mensagem de erro: é que ele tenta atualizar uma biblioteca do sistema (a libc6-dev) e não consegue, então teremos de resolver isso manualmente. Basta seguir as instruções nesta página.

Depois de tudo isso eu rodei um

sudo apt-get upgrade

para atualizar o sistema e pronto! Um WebTop “desbloqueado” onde posso instalar e rodar quase qualquer programa Linux que eu quiser. A forma mais fácil de fazer isso é usando o Synaptic: instale com:

sudo apt-get install synaptic

rode digitando:

synaptic

no terminal e pronto: é só procurar os programas pelo nome e escolher o que instalar.

Instalei no meu “WebTop” modificado o LXTerminal (emulador de terminal), GEdit (um “Bloco de Notas”, nào preciso de um editor de textos completo), o Gimp (para editar imagens), o Geeqie (visualizador de imagens, para eu não ter de usar o Firefox só pra isso), o eVince (visualizador de PDFs) e o File Roller para criar/abrir arquivos compactados.

Mas dá pra ir além: se quiser um pacote Office você pode usar o AbiWord (mais leve, porém com menos recursos) ou até mesmo o OpenOffice completo (versão 3.0). Infelizmente o visual deles fica meio estranho com o tema preto padrão que a Motorola colocou no sistema.


Atrix no modo WebTop, rodando o Gimp 2.6 e o LXTerminal

A página sobre o Atrix no site Ubuntu 4US foi essencial durante minhas experiências, e tem um monte de informações sobre este e outros hacks no aparelho, de como fazer root a instruções de como instalar o Google Chrome. Vale a pena dar uma olhada.

WebOS no PC? Pra que?

Além de novos smartphones e um tablet, a HP anunciou hoje meio que en passant sua intenção de levar o sistema operacional WebOS para os PCs. A empresa não deu mais detalhes, datas nem esclareceu os planos, apenas mencionou o fato para deixar o mundo da tecnologia com a pulga atrás da orelha. E aí vem a pergunta: WebOS no PC? Pra que? Bom, eu tenho algumas idéias de como a HP pode aproveitar o sistema:

Substituto do Linux: Alguns modelos de netbooks (a série Mini) da HP vem com Linux pré-instalado. A função básica de um netbook é navegar na web, enviar e receber e-mails e tocar vídeos em streaming (YouTube), e o WebOS faz tudo isso muito bem. E com a vantagem que os “apps” (especialmente jogos) criados para os smartphones e tablets também rodariam no netbook. E como a HP controla o desenvolvimento do sistema, poderia inovar muito mais rapidamente do que usando um produto desenvolvido externamente.

Instant-On: Este recurso já está presente em alguns notebooks da HP. É basicamente um sistema operacional simplificado (novamente baseado em Linux) que carrega em segundos e oferece ao usuário acesso rápido à web, e-mails e música sem ter que esperar que o Windows carregue. O WebOS poderia facilmente ser adaptado para esse papel.

Nos desktops Touchsmart: A HP tem uma linha de PCs desktop com tela sensível ao toque. Quer par melhor do que um sistema operacional projetado para telas sensíveis ao toque? O WebOS poderia ser usado como substituto do Windows em um modelo de baixo custo (uma decisão ousada, sem dúvida) ou lado-a-lado em um modelo mais sofisticado (como um Instant-On mais completo).

Em tempo: não é a primeira vez que o WebOS roda em um PC. Em maio do ano passado um usuário do fórum PreCentral descobriu que a imagem do WebOS usada no kit de desenvolvimento (SDK) oficial já era compilada para a arquitetura x86. Bastou copiar o sistema para o HD, dar boot e… WebOS rodando em um notebook. Curiosamente, da Dell.

Cinco sistemas operacionais para seu netbook

Se eu tivesse que apontar qual a contribuição mais importante dos netbooks para o mundo da informática, diria que foi a diversificação do mercado de sistemas operacionais. Teoricamente eles são “PCs” como quaisquer outros, e rodam o mesmo software, mas características de hardware como o tamanho das telas, recursos de rede, tamanho das baterias, poder de processamento e espaço em disco disponível forçaram os desenvolvedores a fazer uma série de ajustes aos seus produtos.

O resultado foi uma explosão de sistemas operacionais para todos os gostos. A maioria dos netbooks vem com Windows de fábrica (XP ou 7, ultimamente), mas ele pode não ser a melhor opção para todos os usuários. Confira abaixo cinco sistemas operacionais “alternativos” que você pode usar para tirar o máximo de seu portátil. E o melhor, a maioria deles é gratuita!

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Máquina de Arcade: Gambiarra I

Segundo passo nos meus planos de dominação mundial, ops, construção de minha própria máquina de arcade: transplantar os componentes para um “gabinete” temporário para que eu possa deixá-la montada em um canto e facilitar os testes. Afinal de contas limpar a mesa da cozinha, pegar a placa, a fonte, o HD, ligar tudo, catar o monitor do Gabriel, etc e tal não é produtivo.

O plano: dar um pulo em uma loja de materiais para arte, comprar placas de MDF (um tipo de compensado, mais resistente) e montar um caixote para abrigar os componentes. Mas minha preguiça, combinada ao mau-tempo constante em São Paulo nos últimos meses, interferiu e resolvi não sair de casa.

Plano B: seguir o conselho do Leandro Pereira, que disse no Twitter: “monta dentro da caixa”. Faz sentido, a placa-mãe veio dentro de uma caixa de papelão razoavelmente resistente e do tamanho certinho. Não caberia a fonte, mas ela é bem protegida e pode ficar externa, nem o HD, mas para testes iniciais um pendrive de 16 GB dá e sobra. Então mãos à obra!

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Máquina de Arcade: Está viva!!

As peças para o gabinete chegaram na segunda pela manhã, e corri para casa no final do expediente para poder brincar pelo menos um pouco com elas. Montei tudo, espalhado mesmo, sobre a mesa da cozinha aproveitando um teclado e mouse velhos que achei em um canto e o monitor LCD do micro do Gabriel. Para ver se funcionava, tasquei um pendrive com o Ubuntu 9.10. E não é que funcionou de primeira?

Gostei do desempenho do Atom 330 no geral: a máquina é silenciosa e “esperta”, responde rapidinho sem te deixar esperando. Infelizmente, os testes com o SDLMame desapontaram: o desempenho em um Atom dual-core não foi muito superior ao em um Atom single-core (no meu Dell Mini 9): Neo*Geo roda a 100% com frameskip zero, mas Out Run chega a só 60% da velocidade (e som sempre ruim).

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Máquina de Arcade: Testando software

As coisas não saíram exatamente como o esperado, e as peças para a máquina de arcade não chegaram na sexta-feira. Com isso, os testes que eu tinha planejado para o fim de semana com o hardware “real” foram por água abaixo. Mas nem tudo foi perdido.

Aproveitei a manhã de sábado para visitar algumas lojas na vizinhança de casa em busca de chapas de MDF para um gabinete improvisado, mas não tive sorte. E a preguiça me impediu de me aventurar mais do que alguns quarteirões além de casa, portanto a ida à Leroy Merlin mais próxima ficou para depois.

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Projeto de férias: máquina de arcade

Gabinete "Bartop"Se tudo sair como planejado (e isso é raro) entro em férias em pouco mais de duas semanas, pela primeira vez desde… caramba, desde 2001. É, eu sou louco mesmo, mas isso não vem ao caso (será?).

O que importa é que preciso de um projeto para me manter ocupado durante este período. Já tentei “projetos de verão” antes, mas a maioria foi por água abaixo por falta de tempo, e pela primeira vez este fator não vai estar contra mim. Então decidi tocar uma idéia que tenho na cabeça há MUITO tempo: montar minha própria máquina de arcade (ou, como chamavam na minha terra, “fliperama”). Não, não é essa da foto.

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Brincando com o Chrome OS

Chromium OSEstou digitando este post em um belo netbook rodando o Chrome OS, o novo sistema operacional para ultraportáteis desenvolvido pelo Google. Não, não consegui nenhum protótipo ultra-secreto vindo de Taiwan. O netbook é meu próprio Dell Mini 9, e o sistema é um “build” criado a partir do código-fonte oficial do sistema pelo hacker Hexxeh, batizado de Chromium OS Cherry.

Você também pode experimentar: graças à magia do Open Source o sistema roda na maioria dos netbooks com processador Intel Atom e vídeo Intel, e tudo de que você precisa é de um pendrive de 1 GB. Se você tem um netbook ou notebook Dell (Mini 9, Mini 10v e Latitude 2010) é ainda mais fácil: a própria Dell oferece imagens do Chrome OS feitas sob medida (mas sem suporte) para suas máquinas.

Mas chega de blá, blá, blá. “E aí, como é o Chrome OS?“, você me pergunta. Seguem minhas impressões:

O boot é rápido, cerca de 15 segundos, bem como ações como abrir uma nova aba e carregar sites. Vídeo em flash como no YouTube roda tão bem quanto no Firefox sob o Ubuntu. Neste ponto, não tenho nada a reclamar. Estou com seis abas abertas: uma delas com um aplicativo Web 2.0 (GMail), outra com um Flash Player fazendo streaming de áudio (minha rádio favorita) e até agora não tive problemas.

O suporte a hardware, para um sistema que na prática ainda é um “pré-alpha”, é bastante satisfatório. Vídeo e som funcionaram de primeira, mas a sensibilidade do trackpad veio baixa demais por padrão. Nada que um ajuste no painel de opções não resolvesse.

A autonomia de bateria parece ser bem menor que em sistemas como o Ubuntu Netbook Remix. Vi ela levar um tombo feio de 82% para 26% em pouco mais de meia hora. Observando o medidor, a carga cai 1% por minuto. Ainda não sei se isso é erro do applet de medição ou consumo excessivo mesmo. Se for consumo, é provavelmente devido a um sistema de gerenciamento de energia não configurado. Isso merece ser investigado, fiquem de olho por aqui.

Não há um meio fácil de definir o layout do teclado como ABNT2, ou seja, nada de acentuação (vejam a solução mais adiante). A interface Wi-Fi funciona bem, mas como é uma Broadcom é necessário esperar cinco minutos até ela ser capaz de “enxergar” as redes disponíveis.

O sistema em si é incrivelmente simples. Em relação a uma cópia do Google Chrome em um PC qualquer as únicas diferenças são três ícones no canto superior direito da tela (bateria, Wi-Fi e opções) e o logo do Chrome no canto superior esquerdo, que dá acesso a uma página com atalhos para aplicativos web, sem nenhuma possibilidade de modificação. Se você já viu o Google Chrome, viu 90% do que o Chrome OS tem a oferecer no momento.

Friso o “no momento”, porque a versão final do Chrome OS, que só chega ao mercado daqui a um ano e rodará em máquinas feitas sob medida, com certeza será diferente e muito mais interessante. Eu, que acredito firmemente na idéia de “viver na web” proposta pelo Google, aguardo ansioso.

UPDATE: A solução para a acentuação em teclados ABNT2 apareceu fácil quando descobri como acessar um terminal. Tecle Ctrl + Alt + T e digite o comando:

setxkbmap -model abnt2 -layout br -variant abnt2

Problema resolvido. Outro truque: Shift + Esc abre um gerenciador de tarefas, e digitar about:memory na barra de tarefas do navegador mostra o consumo de memória em detalhes.

Ubuntu 9.04 Netbook Remix no Eee PC 701

Comentário rápido: quando vi que saiu o primeiro beta do Ubuntu 9.04 (codinome Jaunty Jackalope), corri para dar uma “olhadinha”. Baixei a ISO do LiveCD/instalação, passei pra um pendrive usando o UNetbootin e instalei no meu companheiro de aventuras: um Eee PC 701 com 512 MB de RAM.

Me decepcionei com o desempenho. A interface Netbook Remix é absurdamente lenta: são necessários quase dois segundos para ela reagir e fazer o “mouseover” dos itens nas listas laterais. Abrir o Firefox demora notavelmente mais do que no Ubuntu 8.10 usando o desktop padrão. Acabei desinstalando e colocando o Ubuntu 8.10 de volta no lugar.

Entendo que a versão Netbook Remix é otimizada para netbooks com telas de 10 polegadas e processadores Atom, mas podiam fazer um trabalho para garantir que ela rodasse pelo menos de forma “usável” no Eee PC 701, máquina que iniciou a onda dos netbooks e ainda é bastante popular por aí. Acho que é hora de trocar de máquina.

O Mobo e o Pinguim

Quando brinquei com a primeira versão do Mobo, há cerca de cinco meses, confesso que fiquei um pouco desapontado pela pouca compatibilidade com o Linux, o que acabou me levando a comprar um Eee PC 701 (apesar da menor autonomia da bateria). Wi-Fi e leitores de cartão não funcionavam, vídeo estava restrito ao modo VESA, som tinha problemas com a saída de fones de ouvido, etc.

Ou seja, daria um trabalho considerável deixar o pinguim “redondo” na maquininha, e a compatibilidade total não era garantida. Pra piorar, os 2 GB de flash interna eram um pouco apertados: um Ubuntu completo ocupa 2.5 GB. Claro, sempre dá pra remover pacotes e forçar o sistema em uma dieta, mas é mais trabalho.

Fico feliz em dizer que, com os novos Mobo White baseado no processador Atom, a situação é bem diferente. Colocar a versão mais recente (8.04.1) do Ubuntu no Mobo White 1050 foi moleza, e os poucos ajustes que precisei fazer manualmente tomaram só alguns minutos. No final das contas, o resultado foi um sistema com bom desempenho e bom suporte a hardware.

Começando pelas boas notícias, o vídeo foi configurado corretamente já no instalador do Ubuntu, com resolução correta (1024 x 600) e aceleração. A instalação em si levou cerca de 15 minutos, sem nenhum problema. Logo no primeiro boot, vi que o Compiz estava habilitado e teclado, mouse (trackapad) e som corretamente configurados. O medidor de bateria no painel estava funcionando corretamente, assim como o recurso de sleep.

A opção “hibernate” (hibernação) também estava lá, mas não funcionou a contento. Na primeira tentativa, a máquina hibernou e não voltou mais, nem pressionando o botão de power. Tive que retirar e recolocar a bateria para ressuscitá-la. Assim que ela acordou, tentei um segundo sleep consecutivo, quando tomei um kernel panic. 

A princípio, a interface Wi-Fi não funciona. Mas o Wiki de usuários do Wind tem instruções para habilitá-la, compilando manualmente os drivers. As instruções são fáceis de seguir, e funcionaram de primeira. Em cerca de 15 minutos (contando o tempo para baixar e compilar os drivers) o Mobo estava conectado à minha rede Wireless. A única desvantagem deste método é que cada atualização do kernel vai te deixar temporariamente sem Wi-Fi, até você recompilar os drivers. Futuras versões do Ubuntu, como a Intrepid Ibex (8.10), devem resolver o problema.

Por fim, o leitor de cartões (que costuma dar dor de cabeça no Linux) funcionou de primeira sem ajuste manual. E dizem que a Webcam funciona, mas não consegui testar: o atalho para habilitá-la (Fn + F6) não funcionou, e ela não foi encontrada por programas como o Cheese ou Skype.

Se você procura um ultraportátil para rodar Linux, o Mobo White é uma boa pedida. O desempenho é bom (a máquina é bem mais “esperta” que um Eee PC 701, por exemplo) e a compatibilidade também. A Positivo vai comercializar uma versão exclusiva com Linux, chamada Mobo White 1000 (mas com hardware mais fraco: HD de 80 GB e 512 MB de RAM), mas mesmo se você comprar os modelos mais caros com Windows, não deve ter problemas.